Galinha ao Molho Pardo da Margot

 

É sempre muito delicioso e afetuoso as histórias afetivas culinárias das pessoas. Todos tem uma história para contar, vivida em uma cozinha ou em uma cena culinária. Nossas vidas são preenchidas de lembranças, cheiros, sons, imagens e sabores, que armazenamos no nosso “disco rígido” e podem ser acessados, independente da nossa vontade. Basta, apenas, um pequeno sinal catalizador para que estas memórias culinárias aflorem e nos reportem para lugares e cenas que nos enchem de prazeres, recordações e afetos. 

A história a seguir, da amiga baiana e dona de cozinha Margot, é uma história de infância, vivida certamente, por muitos que tiveram o privilégio de ter uma infância em casa, com quintal, com bichos, árvores e uma família barulhenta e afetuosa. A história é apenas um ponto de partida para a conversa acabar no melhor lugar da casa, a cozinha, de onde temos o prazer de receber uma receita de Galinha ao Molho Pardo. Grato Margot! 

História Afetiva Culinária da Margot 

Tenho uma história interessante quando cozinhei a 1ª galinha caipira ao molho pardo da minha vida. Morava no interior, e meu pai criava vários animais: galinha, pato, cágado, coquem… Todo domingo era tradição almoçarmos galinha ao molho pardo, macarrão ao alho e óleo ou uma lasanha tamanho família, mas a galinha era o prato que eu mais gostava. 

Como a família era grande, meu pai escolhia um filho para ajudar minha mãe na cozinha através de um sorteio, ou então, o escolhido era quem tinha feito alguma travessura durante a semana, e eu sempre estava na cozinha domingo, pois sempre aprontava algo, enfim… 

Gostava daquilo ali, mas tinha uma coisa que me incomodava muito: matar a galinha, pois como havia uma criação no fundo da casa, escolhíamos a galinha que íamos comer, e na molecagem, brincadeira, entrávamos no galinheiro para pegar a galinha que seria degustada naquele dia. Até ai era muito divertido, a pior parte era ter que matar a galinha nua e crua. 

Todos corriam para não matar a galinha. Minha mãe sempre acabava matando, e meu pai brigando com ela, dizendo que a gente era que tinha que matar para aprender, senão iríamos ficar em casa para titia, porque ninguém ia casar com a gente… rsrsrsrs! 5 mulheres dentro de casa, imagina! 

Bom, tudo na vida tem a primeira vez, e lá fui eu sorteada para matar a galinha, certo domingo. Quase não dormi à noite, pois meu pai já tinha avisado um dia antes para eu não sair de casa.  Bem cedo, minha mãe me acordou e fui direto ao poleiro para pegar a galinha. Essa parte eu gostava. Depois mandou colocar uma panela no fogo com água para ferver e depois… nossa gente foi muito doloroso. Eu já sabia como era, porque minha mãe matava e a gente presenciava, mas na hora de matar, nós corríamos. 

Depenei o pescoço da coitadinha, peguei a faca, a minha mão tremia, minha mãe morria de pena de mim, eu chorava, dizia que estava matando um ser e que seria condenada por Deus (rsrsrsrs!), e meu pai ao lado insistindo, nem aí. Enfim, cortei o pescoço da galinha com minha mão leve, por esse motivo não consegui estrangular a bichinha e ela começou a se bater, isso me deu uma grande aflição, soltei a galinha, que fugiu com o pescoço pendurado e sangrando. Meu pai ordenava que eu corresse para pegar a galinha, que corria tanto que ele teve que correr junto com os espectadores: irmãos e vizinhos… uma peça de teatro. Resumindo, eles pegaram a bichinha, minha mãe acabou de matar e eu chorando muito coloquei a galinha na panela com água quente, para facilitar a saída das penas, seguido do processo de cortar a penosa. Para mim tudo foi muito estranho, mas cortei todas as partes certinhas com auxilio da minha mãe, lógico! 

Hoje faço uma galinha ao molho pardo maravilhosa. Agradeço a paciência da minha mãe e a dureza do meu pai em sempre me selecionarem para ajudar na cozinha da casa. Ficar sempre na cozinha me fez amar a culinária, tinha uma atração e ficava impressionada como minha mãe fazia, às vezes, comida para 30, 40, 50 pessoas ou caruru para 100 pessoas ou mais, com muito prazer e afeto, e na maioria das vezes sozinha (não gostava que ninguém mexesse nas panelas dela, só autorizava duas pessoas para fazer o pré-preparo, porque a finalização era ela sozinha). Eu percebi que sou igual a minha mãe… rsrsrsrs!  Quem sabe um dia preparo uma galinha ao molho pardo pra você. 

Hoje sou gastrônoma, faço almoço para empresas e eventos, aplicando todo esse amor de berço. Beijos! 

Magot na sua Cozinha Afetiva!

Galinha ao Molho Pardo da Margot 

1 – INGREDIENTES  

  • 01 galinha caipira
  • 03 tomates em cubos
  • 02 cebolas (de preferência roxa)
  • 04 dentes de alho amassado
  • Coentro a gosto
  • Cebolinha a gosto
  • Alfavaca a gosto
  • 03 folhas de louro
  • 05 batatas em rodelas cozidas separada.
  • 1 pitada de pimenta cominho
  • Sal a gosto
  • Limão
  • Óleo
  • Coloral a gosto
  • Sangue da galinha (reserve na geladeira até ser usado)

2 – MODO DE PREPARO

  • Corte todo o frango, tempere com limão, sal e pimenta cominho. Reserve por 10 minutos;
  • Em uma panela aberta e grande, refogue com óleo, um pouco da cebola, o alho e um pouco de coloral;
  • Adicione o frango, mexendo até pegar bem o tempero;
  • Depois que ela estiver toda envolvida, coloque os tomates em cubos, o coentro, a cebolinha, um pouco de água e deixe cozinhando;
  • Depois que estiver cozida, acrescente as batatas e o sangue da galinha;
  • Mexa, tampe e deixe ferver (para não ficar aguado);
  • Pode saborear uma boa galinha ao molho pardo… rsrsrsrs!  

3 – OBSERVAÇÕES

  • A galinha caipira cozinha entre 40 a 60 minutos, enquanto a galinha de granja por cerca de 20 minutos;
  • A água deve ser adicionada aos poucos, tomando cuidado para não deixar a panela seca. A própria carne do frango solta muita água.
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Batipuru Esquenta!

O Esquenta! continua esquentando os domingos quentes e ensolarados de fevereiro, e mantendo-se fiel as origens culinárias da Cozinha Afetiva. O programa de domingo, 06/02, foi um show de cozinha, um show de cozinheira afetiva, conduzido por Ivone Dias, irmã da Marrom Alcione, que veio direto do Maranhão para cozinhar dois pratos típicos; Arroz de Batipuru e Torta de Camarão.

Ivone explicou a origem da denominação “Batipuru”; invenção de uma família de São Luis do Maranhão, donos de restaurante, que misturou a palavra “Batidinha” (a Vinagreira utilizada no preparo do arroz deve ser bem batidinha) com o nome do pássaro “Irapuru (Uirapuru)” = Batipuru.

Uirapuru (Fonte: http://singrandohorizontes.wordpress.com/2010/10/30/ernane-gusmao-uirapuru/

Uirapuru (Fonte: http://singrandohorizontes.wordpress.com/2010/10/30/ernane-gusmao-uirapuru/)

O programa esquentou com a presença mais que especial da Dona Ivone Lara, Alcione e Claudia Raia com mãe e irmã. O Esquenta! é um programão de domingo, com direito a família, samba e muita comida afetiva.

Arroz de Batipuru do Esquenta!

1 – INGREDIENTES

  • 400 g de camarão seco descascado
  • 1 pimentão verde
  • 1 pimentão amarelo
  • 1 pimentão vermelho
  • 2 tomates picados
  • 1 cebola picada
  • 1 molho de cheiro verde
  • 1 molho de coentro
  • 8 quiabos
  • 8 maxixes
  • 4 dentes de alho
  • 4 maços de vinagreira*
  • 1 xícara de óleo
  • 1 kg de arroz

2 – MODO DE PREPARO

  • Descasque o camarão e coloque de molho para tirar o sal;
  • Coloque um pouco de óleo na panela e acrescente os ingredientes: primeiro a cebola, depois o alho, o tomate, o camarão, os pimentões, o cheiro verde, o coentro, o maxixe e o quiabo;
  • A vinagreira deve ficar bem picada (batidinha), depois cozinhe na água quente;
  • A vinagreira é colocada por último na panela juntos aos outros ingredientes;
  • Acrescente 3 canecas de arroz, 4 copos de água e deixe cozinhar o arroz durante 20 minutos, com fogo baixo;
  • Quando a água já estiver quase evaporada, mexa a panela e deixe mais um pouco. O arroz está pronto.

Vinagreira (Fonte: http://br.olhares.com/vinagreira_foto756103.html)

*Vinagreira, azeda-de guiné, caruru-azedo, caruru-de-guiné, quiabeiro-azedo, ou azedinha é de origem controversa, África ou Ásia, pode chegar aos 3 metros de altura e é cultivado comercialmente, devido às suas propriedades medicinais, mas também tem seus usos ornamental, têxtil e culinário. No Brasil, os estados do Nordeste são os maiores consumidores destas folhas de sabor forte e azedo. O Maranhão possui uma Cozinha Afetiva de temperos marcantes, e dentre os pratos típicos está o Arroz de Batipuru, onde é utilizada a Vinagreira como ingrediente.

Torta de Camarão do Esquenta!

1 – INGREDIENTES

  • 3 kg de camarão fresco descascado
  • ½ kg de batata
  • 2 cebolas
  • 2 tomates
  • 2 limões
  • 1 pitada de pimenta do reino
  • 1 pitada de cominho
  • 1 molho de cheiro verde
  • 1 molho de coentro
  • 1 colher de sopa de extrato de tomate
  • Sal a gosto
  • ½ xícara de azeitona verde picada
  • 1 lata de ervilha
  • Azeite de oliva

2 – MODO DE PREPARO

  • Descasque e limpe o camarão. Reserve as cascas;
  • Tempere o camarão com todos os ingredientes picados;
  • Acrescente 1 xícara de azeite de oliva ao camarão;
  • Ferva as cascas do camarão;
  • No liquidificador, bata as cascas do camarão com 1 copo de água. Depois de batidas, coe as cascas;
  • Coloque as cascas coadas no camarão já temperado e ponha no fogo para cozinhar até a água evaporar, mas não deixe secar totalmente;
  • Corte as batatas em cubos e coloque para cozinhar;
  • Misture as batatas e a ervilha com todos os ingredientes na panela;
  • Coloque a receita em um refratário ou forma de alumínio, untado com manteiga;
  • Bata de 6 a 8 ovos com a clara e a gema;
  • Coloque um pouco dos ovos batidos sobre o refratário e misture. Cubra o refratário com o restante dos ovos batidos;
  • Leve ao forno alto durante 10 minutos;
  • Acrescente um pouco de azeite de oliva sobre o refratário e está pronta a receita.

Yemanjá, Odóia!, e a Cozinha Afetiva

Foto: Marcos Bowie

Yemanjá é considerada a mãe dos outros Orixás, tem o aspecto de uma matrona, de seios enormes, símbolo da maternidade fecunda e nutritiva, e as mães são as autoridades supremas das Cozinhas Afetivas. Mães são as provedoras maiores da nutrição, e a mãe Yemanjá, Rainha do Mar, tem suas comidas afetivas para seus filhos fiéis.

No dia 2 de fevereiro a Bahia, especialmente na mágica cidade de Salvador, muda de cor, muda para o azul-claro em homenagem a Rainha do Mar, e quem tem fé vai a pé para a praia do Rio Vermelho depositar seus presentes, flores, perfumes, muita fé  e esperança nas cestas que são levadas por embarcações para alto mar, onde são depositadas sobre as ondas.

Estandarte de Yemanjá - Silvana Salomão (Salvador - BA)

O estandarte da amiga baiana Silvana Salomão (Sil), o azul intenso das fotos do amigo paulista Marcos Bowie, publicadas no Facebook, e a receita do Cuscuz de Yemanjá do também amigo paulista Rosinaldo Santana (Naldinho), motivaram a Cozinha Afetiva a prestar uma homenagem ao dia 2 de fevereiro. Odóia!  

Foto: Marcos Bowie - O azul intenso de Yemanjá

Cuscuz de Yemanjá do Naldinho

Cuscuz de Yemanjá do Naldinho

1 – INGREDIENTES 

  • 1 cebola grande picada
  • 2 dentes alho amassados
  • 4 tomates picados
  • Azeite de oliva
  • 1 lata de sardinha (limpar a sardinha se preferir)
  • Temperos a gosto (salsinha, cebolinha, pimenta vermelha e o que mais desejar)
  • 1 ovo cozido em rodelas
  • 1 vidro de palmito
  • 1 lata de milho em conserva
  • 1 lata de ervilha em conserva
  • 1½ xícara de farinha de milho em flocos

Para Decorar

  • 1 ovo cozido em rodelas
  • Azeitonas sem caroço
  • E o que mais desejar (pedaços de sardinha, camarão, etc) 

2 – MODO DE PREPARO 

  • Refogar a cebola e o alho no azeite de oliva;
  • Acrescentar o tomate e depois a sardinha, mexer;
  • Acrescentar 3 copos grandes de água e levar a fervura;
  • Acrescentar os temperos a gosto, 1 ovo cozido em rodelas, o palmito, a ervilha e o milho;
  • Misturar bem e acrescentar lentamente 1½ xicara de farinha de milho em flocos;
  • Mexer bem sem parar até soltar da panela;
  • Untar uma forma com azeite de oliva;
  • No fundo e nas laterais da forma espalhar os ingredientes da decoração;
  • Transferir a massa do cuscuz para a forma já untada e decorada, pressionando para compactar a massa;
  • Deixe esfriar e desenformar.

YEMANJÁ

Foto: Marcos Bowie - Casa de Yemanjá na Praia do Rio Vermelho (Salvador - BA)

Yemanjá, cujo nome deriva de Yeye oman ejá (“Mãe cujos filhos são peixes”), teria sido filha de Olokun, deusa do mar. Seu Axé é constituído por pedras marinhas e conchas, guardadas numa sopeira de porcelana azul. Considerada a mãe dos outros Orixás, tem o aspecto de uma matrona, de seios enormes, símbolo da maternidade fecunda e nutritiva.

Na Bahia, ela é sincretizada com Nossa Senhora da Imaculada Conceição, festejada no dia 8 de dezembro. Ela é mais ligada às águas salgadas do mar que às águas doces dos rios, que é domínio de Oxun. Curiosamente, é no dia 2 de fevereiro, data da festa de Nossa Senhora das Candeias, sincretizada com Oxun, que se organiza um solene presente para Yemanjá. O que mostra que o sincretismo não é de uma rigidez absoluta.

Ela dança com um leque de metal branco nas mãos e suas danças imitam o movimento das ondas, dobrando e endireitando o corpo. Ela executa um curioso movimento de mãos, levadas alternadamente sobre a testa e a nuca. Os adeptos de Yemanjá usam colares de contas de vidro transparente como o cristal e vestem-se, de preferência, de azul-claro. Sábado é o dia da semana que lhe é consagrado. Yemanjá recebe sacrifícios de carneiros e oferendas de comida à base de milho branco, azeite, sal e cebolas (Ebó). Saúda-se Yemanjá gritando Odóia! (http://www.dhnet.org.br).

COMIDAS DE YEMANJÁ 

ARROZ DE LEITE 

1 – INGREDIENTES  

  • ½ xícara de arroz
  • ½ xícara de leite de coco
  • Sal a gosto 

2 – MODO DE PREPARO 

  • Cozinhar o arroz em água e sal;
  • Juntar o leite de coco;
  • Bater para fazer uma papa e deixar secar bem no fogo;
  • Transfira para uma fôrma de pudim molhada;
  • Deixe esfriar e desenforme;
  • Pode ser servido como prato salgado ou como doce regado com mel. 

CANJICA DE IEMANJÁ 

1 – INGREDIENTES  

  • 100 g de milho de canjica
  • 1 xícara de leite
  • 1/3 de xícara de açúcar
  • 1 mamão miúdo (maduro e firme)
  • Mel a gosto 

2 – MODO DE PREPARO 

  • Cozinhar a canjica, deixando secar;
  • Juntar o leite e o açúcar e deixar apurar mais um pouco;
  • Cortar o mamão ao meio, tirar as sementes, encher com canjica e regar com mel.  

MANJAR 

1 – INGREDIENTES  

  • 2 colheres sopa de Maizena
  • ½ xícara de leite de coco
  • 1 xícara de leite
  • ¼ de xícara de açúcar
  • Raspa de laranja  

2 – MODO DE PREPARO 

  • Dissolver a Maizena no leite frio;
  • Juntar os outros ingredientes e levar ao fogo, mexendo até engrossar;
  • Transfira para uma fôrma de pudim molhada;
  • Deixe esfriar e desenforme. 

MOQUECA DE SIRI 

1 – INGREDIENTES  

  • 200 g de carne de siri
  • Cebola, tomate, coentro, e sal a gosto
  • Suco de 1 limão
  • Azeite de dendê
  • ½ xícara de leite de coco
  • Farinha de mandioca para o pirão 

2 – MODO DE PREPARO 

  • Refogar os temperos no azeite de dendê;
  • Acrescentar o suco de limão;
  • Juntar o siri e cozinhar;
  • No fim, juntar o leite de coco e apurar o caldo;
  • Tirar a carne e fazer o pirão com o caldo, usando a farinha de mandioca.

Frango Caipira com Ora-Pro-Nobis

Estava visitando nossos amigos da Cozinha Afetiva no Facebook e fui surpreendido por uma receita de Frango Caipira com Ora-Pro-Nobis, do Chef Bruno Duarte. Além de ser uma receita afetiva, da Cozinha Afetiva do interior do Brasil, a história que ilustrava a foto era típica de quem tem pé, mão e cabeça na culinária de mãe, na culinária afetiva… Vejam abaixo:

“É fascinante esse mundo da gastronomia! Dando uma volta na região rural do Rio de Janeiro, conheci o Sr. Antônio, da Fazenda São Sebastião, município de Petrópolis, e durante algumas conversas fiadas, deu a hora do almoço e resolvi fazer para ele e sua família, um FRANGO CAIPIRA COM ORA-PRO-NOBIS, no pequeno fogão a lenha, acompanhado de um bom arroz branco soltinho. VEJAM COMO FICOU! UM ESPETÁCULO DA GASTRONOMIA BRASILEIRA.”

Frango Caipira com Ora-Pro-Nobis do Chef Bruno Duarte

O Bruno nos enviou a receita. Publicamos a seguir. Agradecemos ao Chef Bruno Duarte pelo resgate desta receita afetiva e por dividir como todos esta preciosidade culinária da Cozinha Afetiva brasileira. 

Fonte: www.sitiocurupira.wordpress.com/frutosdositio

Ora-Pro-Nobis – Pereskia aculeata, do latim “rogai por nós“, é uma cactácea trepadeira com folhas suculentas e comestíveis, cuja forma lembra a ponta de uma lança. Tem espinhos e pode ser usada em cercas-vivas, se desenvolvendo bem tanto na sombra como no sol. É um vegetal rico em nutrientes. Possui proteínas, sendo por isso conhecida como “carne dos pobres”, vitaminas A, B e C, ferro, cálcio e fósforo. Apesar de ser encontrada em diversos estados do Brasil, em algumas localidades atingiu o status de ingrediente culinário, onde é refogada com vários tipos de carnes e é utilizada em ensopados. Na cidade de Sabará, existe o Festival do Ora-Pro-Nobis*, onde é comum utilizar a cactácea para pratos culinários. Em Sabará, também teria surgido a lenda que o nome foi criado por pessoas que colhiam a planta no quintal de um padre, enquanto ele rezava: Ora pro nobis. Falam ainda, que as folhas devem sempre ser doadas e não vendidas. Em Tiradentes, outra cidade de Minas Gerais, também há restaurantes que utilizam a Ora-Pro-Nobis, sendo o Frango Caipira com Ora-Pro-Nobis um prato tradicional da região.

Logomarca do 14o Festival do Ora-Pro-Nobis - Sabará (MG)

*Em 2010, o 14º Festival foi realizado de 15 a 23 de maio. Para informações do festival em 2011, ver o site www.sabaranet.com.br.

Frango Caipira com Ora-Pro-Nobis do Chef Bruno Duarte

1 – INGREDIENTES

  • 1 frango caipira limpo, cortado e temperado
  • ¼ de xícara de azeite de oliva
  • 1 tablete de caldo de galinha (preferência caipira)
  • 2 dentes de alho picados em pequenos pedaços
  • 2 cebolas cortadas em pedaços médios
  • 1 pedaço de pimentão vermelho (preferência) picado
  • Suco de 1/2 limão pequeno
  • Algumas pitadas de molho inglês
  • 30 folhas de Ora-Pro-Nobis (aproximadamente)
  • Sal a gosto

2 – MODO DE PREPARO

  • Junte em uma panela o azeite, o suco de 1/2 limão e os pedaços de frango; 
  • Mexa em fogo médio até que o frango comece a dourar;
  • Acrescente os dentes de alho picadinhos e mexa por mais alguns minutos;
  • Após dourar levemente os pedaços de frango, retire o excesso de gordura da panela;
  • Acrescente as cebolas e o pimentão, misturando-os aos pedaços de frango;
  • Junte algumas pitadas de molho inglês, o caldo de galinha e 1 xícara de água quente;
  • Acrescente mais água quente, aos poucos, em pequenas quantidades, até que o frango cozinhe (assim o caldo ficará mais grosso e saboroso);
  • Prove o caldo e acrescente sal, caso julgue necessário;
  • Após o frango cozido, espalhe as folhas de Ora-Pro-Nobis por cima do frango, sem mexer ou misturar (o caldo deve cobrir as folhas);
  • Tampe bem a panela e deixe cozinhar em fogo baixo por mais ou menos 3 minutos;
  • Sirva com arroz branco, feijão batido e angu de milho. 

Chef Bruno Duarte

Chef de Cozinha e Personal Chef
Telefone Contato: (21) 8140-4328
Twitter: http://twitter.com/#!/ChefBrunoDuart

Clóvis ou Bate-bolas com Penne Pérola Negra. Esquenta!

Esquenta!

No 5º programa da serie, o Esquenta! da Regina Casé, mantém a mesma energia, alegria e diversão dos programas anteriores. No domingo 30/01, Rodrigo Santoro, Raí (www.goldeletra.org.br), Exaltasamba, Clóvis ou Bate-bolas* e claro a comida da Cozinha Afetiva do domingo, desta vez um macarrão feito por Pasquale Nigro (www.pasqualecantina.com.br), italiano que veio para o Brasil com apenas seis anos de idade e, anos depois, fundou uma escola de samba em São Paulo, a Pérola Negra** (www.gresperolanegra.com.br), que fica localizada na Vila Madalena. Pasquale misturou escola de samba com macarrão para fazer o “Penne Pérola Negra”, que ganhou este nome em homenagem a escola de samba que Pasquale fundou.

Grupo de Bate-bolas no Esquenta! de 30/01/2011

*Clóvis ou Bate-bolas – Nome de uma fantasia carnavalesca, multi colorida, com identidade na cultura pop, característica dos subúrbios cariocas, principalmente os das Zonas Norte e Oeste. Supõe-se que o nome tenha derivado de “clown” (palhaço). Nos primórdios, a fantasia de Clóvis se assemelhava muito com a roupa dos palhaços, mas usavam máscaras aterrorizantes. Batendo suas bexigas de boi, bastante fedorentas, os Bate-bolas eram o terror da criançada. Os grupos de Clóvis ou Bate-bolas desfilam no carnaval carioca com Funk Enredo, pois o funk é o tipo de música deste tipo de manifestação “carioca-pop-funk-carnavalesca”. No Esquenta! estiveram presentes os grupos “Turma Havita”, “Turma Do Caos”, “Turma dos Abusados” e “Turma Fascinação”.

Detalhe da Fantasia - Bate-bolas (Esquenta! 30/01/2011)

Escola de Samba Pérola Negra (São Paulo)

**Pérola Negra – Do sonho e da união de sambistas do G.R. Escola de Samba Acadêmicos de Vila Madalena e Bloco Boca das Bruxas surge a Escola de Samba “Pérola Negra”. O nome surgiu da visão de seus fundadores por ser a Pérola Negra uma jóia rara, usando a alusão de “A Jóia Rara do Samba”. Outra versão é que seu nome é sugestão de seu fundador, que observava uma garrafa da cerveja Pérola Negra. Sua estréia no Carnaval Paulistano ocorreu no ano de 1974, levando para a Avenida São João o tema enredo “Piolim, Alegria Circo História”, onde a Pérola Negra foi campeã do Grupo III.

O Penne do Esquenta!

Penne Pérola Negra

1 – INGREDIENTES

  • 200 g de macarrão cru (grano duro tipo penne)
  • 500 ml de azeite
  • 3 dentes de alho bem picados
  • 80 g de pancetta
  • 300 g de tomate sem pele e sem semente picados
  • Folhas de manjericão
  • 40 g de azeitona preta picada
  • 10 muçarelas de búfala cortadas em rodelas (cerejinhas de leite)
  • 50 ml de vinho branco seco
  • Um pouco de Pecorino Romano (queijo italiano)

2 – MODO DE PREPARO

  • Coloque a água para ferver em uma panela e acrescente um pouco de sal. Coloque o macarrão para cozinhar, mas cuidado para ele não passar do ponto. A massa deve ficar al dente;
  • Escorra o macarrão e comece a preparar o molho;
  • Em outro recipiente, coloque o azeite e acrescente a pancetta e o alho e deixe tostar um pouco;
  • Coloque o vinho branco seco e misture até evaporar um pouco;
  • Acrescente o tomate, algumas folhas de manjericão, um pouco de Pecorino Romano e as azeitonas pretas;
  • Coloque o macarrão no recipiente com o molho;
  • Adicione um pouco mais de manjericão e as muçarelinhas de búfala (é importante que a muçarela seja acrescentada no final para que não grude na panela).

Pancetta – “Barriguinha” em italiano, também dita panceta na Espanha, é um tipo de carne suína curada e seca. Tipicamente produzida na Itália, país onde se originou, consiste de barriga de porco que foi curada no sal previamente, salgada e temperada com noz-moscada, pimenta, funcho e alho, entre outros, e seca por cerca de três meses (porém não defumada). Existem diversas variedades, e cada reião do país produz seu próprio tipo.

Pancetta

Pecorino Romano – É um queijo italiano, duro, salgado, feita de leite de ovelha (pecora palavra italiana, da qual deriva o nome, significa ovelhas). Devido ao sabor especial é usado em pratos de massas mais elaborados. No Brasil, o Parmigiano Reggiano (Queijo Parmesão) é mais tradicional e conhecido como acompanhamento para massas. O Pecorino Romano não deve ser confundido com o Pecorino Toscano (da Toscana) ou Pecorino Sardo (da Sardenha), queijos que não são particularmente salgados, e são geralmente consumidos por si só ou em sanduíches.

Penne Pérola Negra

Baião de Dois da Feira de São Cristóvão

Da Feira de São Cristóvão*, no Rio de Janeiro, veio o almoção do domingo, 23/01, do Esquenta! da Regina Casé. No programa reinou a afetiva comida nordestina, e o responsável por preparar o famoso Baião de Dois é Lucas, um cearense de Guaraciaba do Norte. Ele veio para o Rio de Janeiro em 1976 em busca de uma vida melhor, trabalhou alguns anos como lavador de pratos, revolucionou o cardápio de um dos restaurantes da Feira de São Cristóvão e hoje tem o seu próprio estabelecimento de comida nordestina em Nova Iguaçu, o Restaurante Berrante da Baixada.

Para degustar o afetivo Baião de Dois do Lucas, estavam presentes no Esquenta! Beth Carvalho, Jorge Aragão, Grupo Fundo de Quintal e Glória Maria. Mais um Esquenta! com a tradicional Cozinha Afetiva do Brasil, que encerrou o domingo com o Grêmio Recreativo Cacique de Ramos**.

Feira de São Cristóvão (Crédito da Foto: Prefeitura do RJ / Jaime Silva)

*Feira de São Cristóvão – Tudo começou em 1945, quando os caminhões pau-de-arara vindos de vários estados do Nordeste, chegavam ao Campo de São Cristóvão trazendo retirantes nordestinos para trabalhar na construção civil, onde já tinham vaga garantida. O encontro dos recém-chegados com parentes e outros conterrâneos era animado com música e a tradicional e afetiva comida nordestinas, dando origem à Feira de São Cristóvão. Durante 58 anos, a tradicional Feira permaneceu no Campo de São Cristóvão, debaixo das árvores. Em 2003, as barracas foram transferidas para dentro do antigo Pavilhão, que foi reformado pela Prefeitura do Rio e transformado no Centro Municipal Luiz Gonzaga de Tradições Nordestinas.

São cerca de 700 barracas fixas, que oferecem as várias modalidades da cultura nordestina: culinária, artesanato, trios e bandas de forró, dança, cantores, poetas populares, repente e literatura de cordel. A Feira é um sucesso que atrai mais de 250 mil visitantes por mês, em um ambiente de sociabilidade, integração e aproximação de pessoas de várias camadas sociais, que se encontram para compartilhar o mesmo gosto pela cultura nordestina. Toda culinária da Feira de São Cristóvão é igualzinha ao Nordeste, e feita por gente de raiz afetiva culinária: Baião de Dois; Pato no Tucupi; Acarajé; Carne de Sol; Xinxim de Galinha; Acaçá; Jabá com Jerimum; Bacalhau à Moda Baiana; Bobó de Camarão; Bucho à Moda Baiana; Casquinha de Siri; Ensopado de Camarão e Coco; Filés de Carne Seca à Moda Baiana; Quibebe; Moqueca de Lagosta; Moqueca de Peixe; Risoto de Coco e Camarão; Risoto com Carne-de-Sol; Sarapatel; Carne de Sol com Macaxeira; Vatapá; Vatapá Maranhense…

Horário – De terça a quinta-feira, os restaurantes abrem para almoço. A partir de 10h de sexta-feira até 22h de domingo, todas as barracas funcionam, ininterruptamente, animadas por trios e bandas de forró e shows de repentistas e cordelistas - http://www.feiradesaocristovao.org.br .

Logomarca do Cinquentário - G. R. Cacique de Ramos - 1961 / 2011

**O cinquentenário Grêmio Recreativo Cacique de Ramos é originário do subúrbio carioca de Ramos, zona da Leopoldina, tendo como padroeiro São Sebastião. As comemorações dos 50 anos do Grêmio, fundado em  20 de janeiro de 1961, iniciaram em 2010. A Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro tombou o Grêmio como patrimônio cultural da cidade, além de ter sua trajetória exposta na “29ª Bienal Internacional de São Paulo”, através das lentes do fotógrafo Carlos Vergara. O Cacique de Ramos desfila, com mais de 10 mil componentes, fantasiados de índios, pela Avenida Rio Branco, no domingo, segunda  e terça- feiras de carnaval.

O Baião de Dois do Esquenta!

1 – INGREDIENTES

  • 100 ml de azeite
  • 60 g de manteiga
  • 10 dentes de alho socados
  • 4 tomates picados
  • 2 cebolas picadas
  • 2 molhos de coentro
  • 1 colher de colorau
  • 400g de feijão pré-cozido (Atenção, o feijão não pode cozinhar muito)
  • 300g de arroz cru
  • 250g de queijo de coalho picado
  • 250g de linguiça calabresa picada
  • 250g de carne seca picada

2 – MODO DE PREPARO – 1ª PARTE

  • Em uma panela, prepare um refogado com o azeite, a manteiga, 5 dentes de alho, 3 tomates, 1 cebola, 1 molho de coentro e uma colher de colorau;
  • Acrescente ao refogado 400g de feijão pré-cozido com o caldo, sal e 300g de arroz cru. Deixe o arroz cozinhar por aproximadamente 15 minutos e desligue o fogo, reserve.

3 – MODO DE PREPARO – 2ª PARTE

  • Refogue a linguiça calabresa e a carne seca picadas com 5 dentes de alho e 1 cebola. Desligue o fogo e acrescente 1 molho de coentro e 1 tomate picados;
  • Misture bem a 1ª parte (feijão e arroz) com a 2ª parte (carnes);
  • Por fim acrescente o queijo coalho picado;
  • Sirva o Baião de Dois com uma carne ou um peixe e aipim frito.

4 – IMPORTANTE

  • Dessalgue as carnes no dia anterior;
  • Feijão – carioquinha ou mulatinho;
  • A linguiça calabresa e a carne seca, da 2ª parte do modo de preparo, devem ficar prontas ao final do preparo do feijão e arroz, descritos no modo de preparo 1ª parte;
  • O Queijo coalho é um tipo de queijo pasteurizado, produzido por fermentação, tradicionalmente fabricado na região Nordeste do Brasil. Consiste-se de um queijo de massa branca, pouco salgado e levemente ácido. Uma das características do queijo de coalho é o não derretimento ao aquecer (o que faz com que este possa ser assado e tostado);
  • Colorau é nome dado ao condimento preparado principalmente à base de sementes de URUCUM dessecadas e trituradas a pó fino. Encontre no site da Bombay Herbs & Spices – http://loja.bombayherbsspices.com.br.
  • A Cozinha Afetiva acressentou mais passos ao modo de preparo, para facilitar o entendimento da receita.

Colorau (Crédito - Site Bombay)

Estrogonofe é Brega? Esquenta!

Mais um Esquenta! quente e recheado de atrações. O programa do domingo, 16/01, trouxe Lázaro Ramos, Leandro Sapucahy, Maria Clara Gueiros, Nelsor Freitas e atriz Leandra Leal, de porta bandeira do Cordão do Bola Preta*, que mostrou mais um lado do seu grande talento. Linda!

Leandra Leal, Porta Bandeira do Cordão do Bola Preta, no Esquenta! de 16/01/2011 - Rede Globo

O prato do domingo foi preparado por outra afetiva Dona de Cozinha, Dona Jacira, a mãe de Leandro Sapucahy. Dona Jacy acha o prato bem brega, mas como mãe faz tudo para agradar o filho ela se rendeu ao pedido de Leandro e preparou um Estrogonofe de frango. Mas qual a razão de muita gente achar Estrogonofe uma comida Brega? O prato é originário da culinária da Rússia (em russo ?????????, stroganov), sendo preparado originalmente com cubos de carne bovina em molho de creme de leite. O Estrogonofe, desde sua origem no século VI, popularizou-se em várias partes do mundo. No Brasil recebeu dezenas de releituras e já foi prato “chic” em festas e restaurantes de luxo.

Voltando a questão “brega”, o Estrogonofe, uma comida de aspectos sensoriais diferente do trivial nacional, porém de fácil preparo, popularizou-se em todo Páis, chegando às mesas de todas as classes sociais e entrando no gosto e no cardápio nacional. Talvez ai resida à falsa impressão de “brega”, pelo fato da alta popularização do prato. Na Cozinha Afetiva nada é “brega”, tudo é possível, só não pode comida sem afeto.

O site do Mais Você (link abaixo) apresenta 10 variedades para o Estrogonofe, além de um vídeo muito interessante do modo preparo.

http://receitas.maisvoce.globo.com/Receitas/Carnes/0,,REC28471-7770-30+ESTROGONOFE+DE+CARNE,00.html

Cordão do Bola Preta - Rio de Janeiro

*O Cordão do Bola Preta é um dos mais conhecidos blocos de carnaval do Rio de Janeiro. As cores do bloco são o Branco e o Preto, e o uniforme oficial é qualquer roupa branca com bolinhas pretas. Foi fundado na Rua da Glória nº 88 e saiu pela primeira vez em 13 de dezembro de 1918. Desfila a partir das 9 horas do sábado de carnaval, pelas ruas do centro da cidade, puxado por uma banda, com instrumentos de sopro e um vasto repertório de saudosas marchinhas de carnaval. Em 2010, mais de um milhão e meio de pessoas se juntaram ao Bola Preta.

O Estrogonofe de Frango do Esquenta!

1 – INGREDINETES

  • 2 peitos de frango cortados em cubos
  • 2 colheres de óleo ou margarina
  • 1 cebola bem picada
  • 3 dentes de alho espremidos
  • 100 g de champignons
  • 4 colheres de sopa de molho de tomate ou catchup
  • 1 lata de milho
  • 1 colher de café de louro
  • 1 lata de creme de leite
  • 50 g de azeitonas picadas

2 – MODO DE PREPARO

  • Tempere o frango com sal e 1 dente de alho;
  • Doure a cebola em um pouco de óleo ou margarina, 2 dentes de alho e o louro;
  • Em seguida, refogue o frango;
  • Acrescente o champignon, as azeitonas e o milho;
  • Coloque o molho de tomate e um pouco de água para cozinhar;
  • Desligue o fogo e junte o creme de leite mexendo bem;
  • Se precisar dar mais cor ao molho acrescente um pouco de catchup;
  • Sirva o Estrogonofe com arroz branco e batata palha.

Jarra Abacaxi

Jarra Abacaxi

Vários objetos e utensílios de cozinha e mesa da casa da minha mãe, irmãs, parentes e mães de amigos e colegas ficaram registrados afetivamente na minha memória. De vez em quando estas memórias surgem, e na medida do possível recupero estes objetos e utensílios.

A Jarra Abacaxi de plástico (polipropileno – 1,5 litros) é uma destas memórias, impossível de esquecer. Sempre usada para o suco (ou Ki-Suco) do almoço, era o destaque da mesa.

Jarra Abacaxi

Lojas das 25 de março (www.guiada25.com.br ou www.25marco.com.br ou www.portalda25.com.br), em São Paulo, da Baixa do Sapateiro, em Salvador, ou do SAARA (Sociedade dos Amigos e Adjacência da Rua da Alfândega -  www.saara-rj.com.br ou www.saarario.com.br), no Rio de Janeiro, vendem a Jarra, como também várias relíquias da mesma categoria. É só garimpar. Uma forma fácil para comprar é através do site da Globo Marcas (link abaixo). A Jarra Abacaxi é uma das preciosidades da Dona Nenê do programa a Grande Família.

Site da Globo Marcas (15/01/2011 - R$ 24,90 unidade)

Link de Compra – Site da Globo Marcas:

http://www.globomarcas.com.br/globomarcas/pages/viewBusca.jsf?Q=A+GRANDE+FAMILIA&VP=neaW3VBzNBs2r1rjklir%2BA%3D%3D&token=%252B2G75P1qass%253D

Dona Nenê (Rede Glogo - A Grande Família), sua Família e sua Jarra Abacaxi

Pudim de Pão 11 de Janeiro

Pudim de Pão é uma das melhores lembranças da cozinha afetiva da minha Mãe. Fazia parte do trivial da casa e era preparado com as sobras do pão dormido. A receita não foi herdada por qualquer membro da minha família, só ela fazia o delicioso pudim. Tenho presente o sabor, a cor, o aroma e a textura deste doce, que ainda procuro em algum lugar, sei lá onde…

O Pudim de Pão tinha uma textura macia, meio pudim, meio bolo. Não levava leite condensado, calda caramelizada ou qualquer ingrediente mais sofisticado. Era feito com tudo que estava disponível na geladeira e no armário da cozinha. O prepara era similar ao de um bolo, porém o resultado final era sempre surpreendente, nada igual, nada comparado.

A receita abaixo é uma tentativa de reproduzir o Pudim de Pão da minha Mãe. Foi feita apenas de lembranças, de recordações, de acompanhar o ritual na cozinha. O resultado é muito saboroso, mas ainda muito distante do verdadeiro Pudim de Pão da minha Mãe.

Pudim de Pão na Forma

1 – INGREDIENTES

  • 3 pães cacetinho (Pão Francês em São Paulo) amanhecidos
  • 6 colheres de sopa de açúcar
  • 4 ovos
  • 2 colheres de sopa de farinha de trigo
  • 1 colher de chá de fermento em pó
  • 400 ml de leite de coco
  • 200 gramas de manteiga

2 – MODO DE PREPARO

  • Pré-aqueça o forno a 220 oC;
  • Unte uma forma de furo com manteiga e farinha de trigo;
  • Adicione os pães cacetinho em pequenos pedaços, o leite de coco e a manteiga derretida em um liquidificador. Bata até formar uma massa lisa e homogênea. Reserve;
  • Em uma batedeira bata os ovos em ponto de neve, adicione as gemas e o açúcar e bata novamente até misturar todos os ingredientes;
  • Em seguida adicione a farinha de trigo, a massa de pão reservada e por fim o fermento. Misture tudo até formar uma massa lisa e homogênea;
  • Adicione a massa na forma e asse em forno 220 oC por cerca de 50 minutos;
  • Deixe esfriar e desenforme. 
 

Pudim de Pão no Prato

3 – IMPORTANTE

  • O pudim vai afundar um pouco durante o resfriamento;
  • A textura é macia e compacta.

Textura Macia e Compacta

11 de janeiro de 2011, minha Mãe faria 92 anos!

Yakisoba (????) com Samba

Japão e Samba

No Esquenta! da Regina Casé cabe tudo e todo tipo de mistura. No programa do domingo 09/01; Caetano Veloso, Maria Gadu, o Grupo Pixote, Daniela Suzuki, Fábio Porchat e Yakisoba*. A dica da cozinha afetiva dominical foi uma receita tipicamente oriental de Yakisoba, já popularizada e “abrasileirada” em todo território nacional. No blog do programa, Dona Mari Narita, de São Paulo, sogra de Dodô do Grupo Pixote, preparou a receita na sua cozinha.

Link para o site do Esquenta!

http://esquenta.globo.com/platb/programa/2011/01/09/yakisoba-tambem-e-a-cara-do-domingo/

A Cozinha Afetiva, quando elaborada na raiz da afetividade das afetivas donas de cozinha, também cabe qualquer tipo de mistura, e são nestas misturas inesperadas que depositamos nossas melhores lembranças. Omelete de kitute, salsicha em lata com ovo, roupa velha, feijão gelado, farofa de ovo, macarrão com salsicha ou sardinha, panqueca, carne moída com azeitona… o que mais?

  • Yakisoba* (????), também grafado yakissoba, é um prato de origem japonesa, muito popular na culinária chinesa, que significa literalmente macarrão Sobá frito. O prato, conhecido internacionalmente, é composto por legumes e verduras que podem ou não ser fritos juntamente com o macarrão e aos quais se agrega algum tipo de carne. Comumente, o yakisoba japonês é feito com macarrão do tipo lámen e é assim que é consumido em diversos lugares, desde restaurantes, passando por fast-foods a feiras populares. É prato indispensável nas festas tradicionais japonesas (Matsuris).
  • Sobá (em japonês: ?? ou ??, Sobá) é um tipo de macarrão japonês tradicionalmente degustado na passagem do ano. Na véspera do ano novo japonês, as famílias se reúnem para comer a iguaria, também chamado de toshikoshi-sobá — literalmente, macarrão da passagem de ano. 
 

Macarrão tipo Lámen

O Yakisoba do Esquenta!

1 – INGREDIENTES

  • Legumes: Brócolis, Couve-flor, Cenoura e Vagem
  • Verduras: Repolho e Acelga
  • 500 gramas de carne suína, ou outra da sua preferência (ou você pode adaptar e fazer uma versão vegetariana reforçando na variedade, ou na quantidade, de legumes).
  • Massa para Yakisoba (macarrão do tipo lámen)
  • Óleo de gergelim
  • 2 colheres de maisena
  • Molho shoyu
  • Sal à gosto
  • 2 copos americanos de água

2 – MODO DE PREPARO

  • Antes de começar a preparar o yakisoba todos os ingredientes devem ser separados, lavados e cortados. As folhas, quanto os legumes, devem estar cortados em pedaços pequenos. A carne deve ser cortada em pequenas fatias;
  • Enquanto a água para cozinhar o macarrão começa a ferver, prepare o molho;
  • Leve ao fogo numa panela funda uma camada rasa de molho de gergelim e acrescente a carne. Misture de modo que a carne absorva o molho de gergelim e adicione sal à gosto;
  • Em um recipiente, coloque as duas colheres de maisena, adicione dois copos americanos de água e misture. Ao misturar, vá adicionando molho shoyu ao seu gosto. Em seguida misture isto à carne. Mexa até engrossar;
  • Enquanto o molho está engrossando, coloque a massa de yakisoba na água fervendo. A massa deve ficar na água somente o tempo necessário para ela se soltar;
  • Numa frigideira aquecida, adicione uma camada rasa de óleo de gergelim e adicione as folhas. Misture até fritar um pouco. Deixe as folhas absorverem o óleo de gergelim. Em seguida, repita este mesmo passo com os legumes;
  • Escorra a massa e em seguida a espalhe numa travessa.  Sobre a camada de massa faça uma camada com as folhas. Em cima desta uma camada com os legumes. Por último faça uma camada com o molho e a carne, espalhe bem.

E saindo da Cozinha Afetiva, entrando na afetividade, quem não viu perdeu: Maria Gadu catando e Regina Casé interpretando “Ne Me Quitte Pas” (Jacques Brel – 1959).

Yakisoba

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