Farinha Torrada – Sesimbra

Farinha de trigo, ovos, chocolate, açúcar e uma boa quantidade de raspa de limão. São estes os ingredientes da FARINHA TORRADA, uma especialidade que muitos afirmam ser típica de Sesimbra, Portugal.

Na zona rural da cidade era comum fazer-se a farinha para ter em casa, pois aguentava muito tempo em boas condições. Quando alguém estava fraco, o “remédio” era um pouco de FARINHA TORRADA acompanhada por um copo de cerveja preta, que podiam-se comprar nas farmácias.

Por ser saborosa e nutritiva tornou-se um produto muito apreciado também entre os pescadores, que a levavam para o mar para se alimentarem durante a pescaria.

Em Sesimbra, a FARINHA TORRADA está à venda em vários estabelecimentos, e é presença assídua nas feiras de produtos tradicionais e mostras de doces.

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O açúcar utilizado é do tipo AMARELO, que pela definição técnica, é areado e refinado sem eliminar totalmente o melaço, o que lhe dá a cor dourada. De paladar agradável e maior teor de humidade, é ideal para receitas que devem durar mais tempo. Nunca tinha ouvido falar em açúcar amarelo, mas é comum em Portugal. Acho que podemos substituir pelo tipo mascavo.

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RECEITA

Ingredientes

  • 200 g de chocolate em pó
  • 3 ovos
  • 700 g de açúcar amarelo (ou mascavo)
  • 700 g de farinha de trigo
  • raspa de 2 limões

Modo de Preparo

  • Unte uma de forma retangular e polvilhe com farinha de trigo. Reserve;
  • Misture a farinha, o açúcar, o chocolate e a raspa do limão;
  • Adicione os ovos inteiros e envolva-os no preparado, amassando suavemente com as mãos;
  • Espalhe o preparado no tabuleiro e e leve ao forno, pré-aquecido a 190º C, cerca de 15 minutos;
  • Retire 5 minutos após desligar o forno, desenforme ainda quente e corte aos quadradinhos.

Ginjinha

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Ginjinha, ou simplesmente ginja, é um licor obtido a partir da maceração da fruta da ginja (nome científico Prunus cerasus), similar à cereja, muito popular em Portugal, especialmente em Lisboa, em Óbidos, em Alcobaça, e no Algarve. É costume servi-la com uma fruta curtida no fundo do copo, popularmente dito “com elas”, ou, quando pura, “sem elas”.

Na cidade de Alcobaça, produz-se desde 1930 o licor de Ginja M.S.R., segundo um processo artesanal, usando ginjas frescas, colhidas na região, que outrora se encontrava intimamente ligada à Ordem de Cister. A receita atual do licor inspira-se em receitas antigas dos monges de Cister, usando apenas produtos naturais, sem quaisquer conservantes artificias. Possui uma cor rubi, com um sabor intenso a ginja, podendo ser consumido a qualquer momento ou no fim de uma refeição, como digestivo

Em Óbidos, o processo de produção começa nos ginjais da região, onde o fruto é colhido na fase certa de maturação. Após um processo de maceração que dura no mínimo um ano, é extraído o licor decorrente do processo sem recorrer a corantes ou conservantes artificiais.

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Invertendo o papel de “Amélia”

Sabe aquela imagem da mulher perfeita que a sociedade pintava há algumas décadas? Um fotógrafo libanês resolveu inverter o papel de “Amélia” que as mulheres tinham quase sempre nas propagandas da década de 50. Eli Rezkallah expôs uma série de fotos, com o título “Em um Universo Paralelo”, em que os homens é que são retratados como donos de casa zelosos, que cuidam dos filhos e da comida, além de, é claro, sorrir sempre.

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Viva Elas!

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Fritada de Ovos

Uma receita de ultima hora, quando bate a fome. Rápida, prática e deliciosa.

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  • Misture bem 2 ovos, 1 colher de sopa de farinha de mandioca e 1 colher de sobremesa de azeite de oliva extravirgem, reserve;
  • 3 a 4 jilós já cozidos e refogados, picados (aqueles que sobraram do almoço – ou qualquer outro legume disponível na geladeira);
  • 3 a 4 fatias de peito de peru defumado picadas;
  • 6 a 9 tomatinhos cereja cortados;
  • Semente de girassol, uvas passas e sal a gosto;
  • Misture tudo e frite em um frigideira com óleo de coco extravirgem.

Quando fui virar a fritada quebrou em 2 partes, que juntei para disfarçar o pequeno acidente culinário. O tempo de fritura é a gosto. Eu prefiro bem tostadinho.

Bom apetite!!!

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Pão da Luzan

E a Luzan, em um passo de mágica, fez esse pão delicioso para um café da manhã. Diz ela que a receita era de alguém, mas para mim é o PÃO DA LUZAN, que gentilmente copiou a receita na hora, a qual apresentamos abaixo, já com algumas mudanças, pois não teria a menor graça não mudar nada.

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INGREDIENTES

  • 1 kg de farinha de trigo
  • 550 ml de água
  • 50 g de açúcar
  • 25 g de fermento biológico fresco
  • 60 g de leite em pó
  • 80 g de manteiga
  • 3 ovos
  • 20 g de sal
  • 2 Gemas para pincelar os pães (joga as claras na massa)

MODO DE PREPARO

  1. Misturar 200 g da farinha de trigo, 100 ml da água e todo o fermento, cobrir com um pano de prato e deixar fermentar por mínimo de uma hora (se não houver crescimento da massa nesta fase, jogue tudo fora e reinicie o processo);
  2. Após a fermentação, misturar todos os demais ingredientes na massa fermentada, mistura bem até formar uma massa lisa e homogênea e deixar fermentar por mais uma hora;
  3. Untar e enfarinhar uma assadeira grande;
  4. Após a 2a fermentação, sovar bem a massa em mesa enfarinhada por cerca de 8 minutos;
  5. Dividir a massa em porções de cerca de 60 g para pequenos pãezinhos ou 110 g para pão tipo hambúrguer (o da foto acima), modelar e deixar crescer por mais 40/60 minutos já na assadeira untada;
  6. Pré-aquecer o forno em 180 oC;
  7. Pincelar os pães com as gemas de ovos;
  8. Assar por cerca de 40 minutos ou até dourar.

Feijão Verde com Maxixe e Carne Seca

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Feijão verde, maxixe e carne seca são ingredientes que nasceram para viver juntos. Acredito! Quando cozidos com cebola, alho e óleo de coco extravirgem transformam-se em algo extraordinário, com um sabor excepcional. É para comer puro. Experimentem!

INGREDIENTES

  • 500 g de feijão verde
  • 300 g de carne seca em pedaços
  • 6 maxixes em rodelas
  • 1 cebola roxa e 1 cebola branca picadas
  • 2 colheres de sopa de óleo de coco extravirgem Copra
  • Alho picado, pimenta do reino e sal a gosto
  • Azeite de oliva extravirgem

MODO DE PREPARO

  • Refogue as cebola e os alhos no óleo de coco extravirgem até dourar;
  • Acrescente a carne e deixe refogar mais um pouco;
  • Junte ao refogado o feijão, a pimenta do reino e complete com água até cobrir o feijão;
  • Deixe cozinhar até o feijão ficar macio, adicionando mais água, se necessário;
  • Acrescente os maxixes e deixei cozinhar, tendo o cuidado de deixá-los bem tenros (maxixe mole é péssimo);
  • Ajuste o sal, desligue o fogo e finalize com o azeite de oliva extravirgem.

- Para meu paladar, a receita ficou salgada, pois não tive o cuidado de retirar bem o sal da carne seca. Cuidado com esse erro básico!

Tilápia ao Forno

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INGREDIENTES

  • 4 filés de tilápia
  • Suco de 1 limão siciliano
  • 1 cebola roxa picada
  • Azeite de oliva extravirgem, alho socado e sal a gosto

MODO DE PREPARO

  • Misture tudo em uma assadeira;
  • Deixe marinando por cerca de 60 minutos;
  • Asse em forno bem baixo pré-aquecido.

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Gazpacho da Mari

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A receita foi passada pela amiga quase recém casada Mariana, em um bar, após algumas caipirosca, mas acho que deu certo. Fiz algumas sabotagens nos ingredientes na hora do preparo, por esquecimento ou por desejo de imprimir minha forma de cozinhar… normal!! Agora a receita de Gazpacho da Mari já virou a receita da Cozinha Afetiva. Em breve será a receita de quem desejar preparar e imprimir seus desejos e afetos no preparo.

INGREDIENTES

  • 10 tomates maduros, sem caroços
  • 1 pepino tipo japonês, aqueles fininhos, sem casca
  • 1 cebolas médias
  • 3 dentes de alho
  • 1/2 xícara de chá de azeite de oliva extravirgem
  • Sal rosa a gosto

MODO DE PREPARO

  • Picar tudo e bater bem (muito bem) no liquidificador até formar uma sopa bem homogênea. Colocar na geladeira. Servir gelado. Delicia!!

Os Figos da Dona Santa

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Dona Santa era uma vizinha da minha mãe, da nossa casa de infância, lá na Praça da Matriz, em Feira de Santana da Bahia. Não lembro dela, como ela era, nem mesmo tenho certeza se o nome era Santa, mas a suposta Dona Santa da minha infância perdida no tempo, tinha um frondoso pé de figo no fundo da casa, que todo ano brotava centenas de figos. Mantendo a boa vizinhança, Dona Santa distribuía seus figos com os vizinhos. Minha mãe recebia sua parte, levando-os direto à panela, com quilos de açúcar, para virar um delicioso doce de figos inteiros.

Só agora ao escrever esse texto, me dei conta que nunca comíamos os figos frescos, nunca! Acho até, que sabor de figo para nós era na forma de doce, muito doce, assim como, sabor de morango era dos biscoitos recheados, pois morangos na minha cidade era algo tão raro, tão raro, que só lembro de comer a fruta anos depois, já adulto (achei horrível, sem qualquer semelhança com os deliciosos recheados da minha infância).

Sempre tive muita resistência aos figos frescos. Não me lembro de sair de algum supermercado ou feira com um pacote de figos na mão, mas, na feirinha orgânica do Parque da Água Branca, aqui em São Paulo, arrisquei comprar uma caixinha com 8 figos. A principio nem sabia o que iria fazer. 4 foram de imediato para uma salada de frutas, e aí, lembrei dos figos da Dona Santa e do doce da minha mãe. A lembrança fez jorrar litros de água da minha boca, o sabor do doce veio como se tivesse comido a poucos minutos e uma saudade enorme me jogou ao fogão para preparar um doce que não tinha a menor ideia de como fazê-lo.

Coloquei duas xícaras de água, duas colheres de sopa de açúcar de coco e cravo a gosto em um panela, e levei ao fogo até levantar bem a fervura. Quando a calda estava encorpando, adicionei os figos cortados ao meio. Concentrei bem a calda, desliguei o fogo, deixei o doce esfriar e fui degustar. Tudo errado!! Nada lembrava o da minha mãe. Até comi o doce, estava bonzinho, bem escuro, devido ao açúcar, mas era outra coisa.

Seria impossível o doce sair com qualquer sabor da minha infância. Cortei os figos ao meio, usei açúcar de coco e inventei um método maluco para fazer o doce. Paciência!! Valeu pela recuperação da memória afetiva do doce dos figos da Dona Santa.

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A FIGUEIRA

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Fruteira ancestral, leva cerca de um ano para iniciar a produção e seus frutos alcançam bons preços, especialmente de agosto a outubro. A figueira é uma espécie vegetal com muitas referências simbólicas. É a primeira planta descrita na Bíblia – Adão vestiu suas folhas ao descobrir que estava nu. Muitos povos da antiguidade a consideravam sagrada. Outros, fonte de fertilidade e fecundidade. Embora com relatos de cultivo tão antigos, sua origem é incerta: surgiu entre o sul da península arábica e a atual Turquia. Do Oriente Médio, a fruta se espalhou para os quatro cantos do mundo, chegando aqui por volta de 1532 pelas mãos do colonizador português Martim Afonso de Souza. Há mais de mil espécies de figueiras, planta do gênero Ficus, da família Moraceae, e nem todas produzem frutos comestíveis. No Brasil, segundo maior produtor mundial, predomina a espécie Ficus carica, a única cultivada com fins comerciais (Ref: http://revistagloborural.globo.com).


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