Cortadinho de Maxixe

Amostra de várias cultivares de maxixe Imagem Original: Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo

Amostra de várias cultivares de maxixe
Imagem Original: Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo

O MAXIXE é uma trepadeira, que cresce cerca de 3 metros, provavelmente de origem africana e que teria sido trazido ao Brasil pelos escravos. Rico como fonte de minerais, baixa caloria e pode ser usado para refogados, cortadinhos com vários tipos de carnes e camarão, moquecas, saladas e até para sucos. É muito conhecido no norte e nordeste e nada familiar no Sul e Sudeste.

Minha família prepara o MAXIXE como CORTADINHO, e também fazem cortadinhos de abóbora, chuchu, quiabo, batata … O cortadinho nada mais é do que o legume cortado em pedaços grosseiros, temperado e adicionado de algum tipo de carne ou camarão.

Eu adoro MAXIXE de qualquer forma. Acho um legume exótico, espinhento, com uma aparência pré-histórica, algo meio dinossauro, suculento, lembrando um pepino. A receita abaixo é bem básica. Aprendi espiando minha mãe na cozinha.

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INGREDIENTES

  • 5 a 6 maxixes cortados grosseiramente (retire os flexíveis espinhos)
  • 1 cebola picada
  • 3 dentes de alhos socados
  • 3 colheres de sopa de óleo de coco extravirgem (só uso o COPRA)
  • 5 colheres de sopa de molho de tomate (sem tempero)
  • 1 colhe de sobremesa de pó de camarão
  • 1 xícara bem cheio de carne pré cozida em cubos (pode ser qualquer tipo de carne ou linguiça, carne seca, camarão seco ou fresco)
  • Sal, pimenta do reino e azeite de oliva extravirgem a gosto

MODO DE PREPARO

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  • Frite a cebola e o alho no óleo de coco até dourar;
  • Adicione os MAXIXES picados, o pó de camarão, o sal e a pimenta do reino. Deixe cozinhar;
  • Acrescente o molho de tomate e a carne e deixe cozinhar até os maxixes estiverem macios;
  • Finalize com o azeite de oliva extravirgem.

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Conserva de Pepino

Muito fácil ... cortar o pepino em rodelas bem finas, colocar em um recipiente bem limpo, adicionar até cobrir bem os pepinos vinagre, vinho branco e azeite de oliva extra virgem. Por fim temperar com sal, pimenta do reino e açúcar de coco. Misturar tudo, tampar  e colocar na geladeira. Todos os ingredientes a gosto. Não irá durar nada. Uma delicia!!

Muito fácil … cortar os pepinos em rodelas bem finas, colocar em um recipiente bem limpo, adicionar até cobrir bem os pepinos: vinagre, vinho branco e azeite de oliva extra virgem. Por fim, temperar com sal, pimenta do reino e açúcar de coco. Misturar tudo, tampar e colocar na geladeira. Todos os ingredientes a gosto. Não irá durar nada. Uma delicia!!

Cestinha

E de repente entrando em uma loja que vende de tudo, em São Paulo, no bairro do Paraíso, dei de frente com um objeto de infância. Uma cestinha (para pães, frutas e tudo mais) de plástico vagabundo, mas com um valor sentimental inestimável.

Me veio de imediato a lembrança da cesta que minha mãe usava na cozinha com frutas, e algumas vezes vinha até à mesa com pães ou bolachas. A dela era de cor rosa clarinho, o plástico me parecia mais forte, mas talvez fosse minhas mãos de primeira infância que tinha outra relação com o objeto. Talvez …!

Por muitas vezes na minha vida acompanhei aquele ritual do vai e vem da cestinha rosa entre a cozinha e a sala de jantar. Tinha esquecido dela e do ritual, mas como nossa memória afetiva é estimulada diante de um objeto, uma lembrança, um barulho, um odor, um sabor, tudo vem e tudo fica como se fosse ontem, como se fosse hoje, como se pudéssemos voltar ao tempo e viver tudo outra vez.

Claro que sair da loja com várias cestinhas, agora mais frágeis, talvez devido as minhas mãos firmes que estabeleceram uma nova relação com o objeto. As cores também mudaram, agora são fortes e berrantes.

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Molho de Tomate e Ketchup

Fazendo em casa alguns ingredientes e molhos para o dia a dia da cozinha. Além de ser muito prazeroso, também é muito gratificante, saudável e econômico. Sem nenhum radicalismo, mas pensando em ter uma comida mais real e saudável, tenho procurado usar orgânicos da Feira do Parque da Água Branca (São Paulo), sempre que possível, especialmente aquilo que vou comer cru, sem ser cozido.

MOLHO DE TOMATE SEM TEMPEROS

Tomates vermelhos bem maduros, bem lavados e sem caroços. Picar tudo, jogar na panela com água (até cobrir os tomates) e deixar cozinhar até esquecer (cuidado para não queimar). Mexer de vez em quando, deixando apurar, apurar, até concentrar bem. O resultado será uma polpa pedaçuda de cor vermelha intensa. Se preferir um molho cremoso, é só bater no liquidificar, voltar para panela e deixar concentrar mais. Transferir para um pote de vidro bem limpo e colocar e na geladeira. Usar em tudo que desejar.

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KETCHUP

No molho de tomate elaborado acima, adicionar cebola, alho e pimenta do reino (a gosto). Bater bem no liquidificar, devolver para uma panela e adicionar vinagre balsâmico, sal e açúcar de coco* (tudo a gosto). Deixar cozinhar bem até formar uma polpa cremosa. Finalizar com azeite de oliva extravirgem. Transferir para um pote de vidro bem limpo e colocar na geladeira. Usar como molho pronto em substituição ao Ketchup tradicional.

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(*)Açúcar de coco não tem gosto de coco. É produzido a partir da seiva da flor do coqueiro. Prefiro usar esse tipo de açúcar, por ser mais saudável (baixo índice glicêmico) e ter cor escura, conferindo ao Ketchup uma cor especial.

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MOLHO DE TOMATE TEMPERADO

Tomates vermelhos bem maduros, bem lavados e sem caroços, cebola e alho. Picar tudo, jogar na panela com água (até cobrir). Adicionar sal e pimenta do reino, a gosto. Deixar cozinhar até esquecer (cuidado para não queimar). Mexer de vez em quando, deixando apurar, apurar, até concentrar bem. O resultado será uma polpa pedaçuda de cor vermelha intensa. Finalizar com azeite de oliva extra virgem. Se preferir um molho cremoso, é só bater no liquidificar, voltar para panela e deixar concentrar mais. Transferir para um pote de vidro bem limpo e colocar na geladeira. Usar em tudo que desejar.

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2017 – Salve OXALÁ e OXÓSSI

FESTA DO PILÃO DE OXALÁ (https://monomito.org/2014/08/17/os-orixas-de-carybe/)

FESTA DO PILÃO DE OXALÁ (https://monomito.org/2014/08/17/os-orixas-de-carybe/)

Os rituais para o fim do ano são muitos. O bom mesmo é celebrar de alguma forma e seguir seus instintos. Os meus são baianos, com muita influência das experiências vividas e das pessoas que cruzaram, positivamente, meus caminhos. Misturo tudo, gosto de vestir branco da cabeça aos pés e tem que ser tudo novo. Rezo com força para o Senhor do Bonfim, Santo Antônio, Nossa Senhora Santana e Anjos da Guarda. Coloco na ceia ingredientes das comidas dos Orixás que irão reger o ano novo, bebo espumante, mergulho os pés na água e ofereço flores brancas à Iemanjá, se estiver no mar ou no rio.

Com muito respeito, após algumas pesquisas na internet e conversas com amigos mais profundos no assunto, arrisco informar que 2017 será regido pelo orixá OXÓSSI (São Jorge na Bahia – São Sebastião no Rio de Janeiro). A cor é VERDE, nas suas diversas tonalidades. Como o dia 1 de janeiro será um domingo, também vale homenagens para OXALÁ (Senhor do Bonfim), pai de todos os orixás. A cor é o BRANCO, sem nenhuma variação de tonalidade.

COMIDAS

OXÓSSI

Ref: https://monomito.org/2014/08/17/os-orixas-de-carybe/

CARYBÉ – OXÓSSI (https://monomito.org/2014/08/17/os-orixas-de-carybe)

  • Axoxô – milho vermelho cozido refogado com cebola ralada, pó de camarão, sal, azeite de dendê, enfeitado com fatias de coco sem casca.
  • Ele também aprecia frutas e feijão fradinho torrado.
  • Coco sem casa, e não pergunte o motivo, apenas siga.
  • Frutas, menos limão e abacaxi, e também não me pergunte o motivo. Siga.

OXALÁ

Ref: https://monomito.org/2014/08/17/os-orixas-de-carybe/

CARYBÉ – OXALÁ (https://monomito.org/2014/08/17/os-orixas-de-carybe)

  • Milho branco
  • Mel
  • Azeite de oliva extraviregem
  • Inhame
  • Coco verde ou seco, sem cascas
  • Uva branca ou rosada
  • Laranja lima
  • Lima da Pérsia
  • Fruta-do-Conde
  • Melão
  • Mamão
  • Fruta-pão
  • Passas
  • Tâmaras
  • Figos
  • Nozes
  • Avelãs

Importante:

  • Nunca usar sal e azeite de dendê nas comidas de Oxalá;
  • Nunca ofereça bebidas alcoólica, só leite e água. Se beber não ofereça (nem dirija);
  • Frutas demasiadamente ácidas ou com cascas e poupas vermelhas e escuras devem ser evitadas.

SOBRE CARYBÉ

Carybé foi um grande artista argentino radicado na Bahia no início do século passado. Dono de uma obra espetacular, ilustrou grandes clássicos de Jorge Amado e Gabriel García Marques, entre outros trabalhos de apurada beleza e expressão estética. Recriou os Orixás do Candomblé que tanto testemunhou na Bahia, terra em que viveu e vive, por toda parte, até hoje (Ref: https://monomito.org/2014/08/17/os-orixas-de-carybe/).

FELIZ ANO NOVO E VIVA 2017

De Flores

… e pra não dizer que não falei das flores [em 2016] …

Venha 2017, com muitas flores!

Athenas [Bar e Restaurante] – Rua Antonio Carlos – São Paulo / SP.

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De Cozinha

Tudo de plástico, bem baratinho, mas encanta os olhos e embeleza as cozinhas. Qual mãe, tia, avo, madrinha (… e eu também), não gostaria de ter essas coisas na casa, na cozinha?

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A loja [Econômicas] fica na Rua Barão de Itapetininga, próximo ao número 50, centro, São Paulo [SP]. Pertinho do Teatro Municipal. Tenho uma saudade dolorida do centro de São Paulo da década de 80 e inicio dos anos 90. Fico sempre a procura da magia do centro, da Loja Mesbla, do Mappin (em frente ao Teatro Municipal) e de uma infinidade de lojas que desapareceram. Mesmo assim, é um prazer andar e não fazer nada por essas ruas histórias. Sempre tem algo bom nos esperando.

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Natal 2016

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Rabanada de Coco

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Adoro o nome Fatia de Parida, muito usual na Bahia para designar Rabanada, que nunca foi comida de Natal para baiano. Minha mãe dizia que era um alimento forte e nutritivo, especial para que tinha acabado de parir, porém, muito comum no café da noite da minha casa materna.

As variações culinárias no Brasil, como em todo lugar, são do tamanho da nossa vontade de comer bem, saudável e com prazer, por isso, histórias e variações são facilmente encontradas por todo lado, especialmente no lado da internet. Não seria diferente para a Rabanada, muito tradicional no Natal do Sul e Sudeste e em várias parte do mundo. Vejam por exemplo o que fala no site da Wikipédia (https://pt.wikipedia.org/wiki/Rabanada).

Na busca por receitas diferentes para o Natal, encontrei a variação abaixo para a Rabanada. Uma receita da empresa COPRA, produtora de óleo de coco e outros derivados. É uma Rabanada feita totalmente com coco (óleo, leite e açúcar do coco), uma sugestão bem nacional com sabor muito especial.

INGREDIENTES

Da Rabanada

  • 1 baguete média
  • 2 colheres de sopa de açúcar de coco
  • 200 ml de leite de coco
  • 2 ovos

Para Polvilhar

  • 2 colheres de sopa de acúcar de coco
  • 1/2 colher de chá de canela em pó

Para Fritar

  •  3 colheres de sopa de óleo de coco

Para Secar

  • Papel toalha

MODO DE PREPARO

  • Corte a baguete em 20 fatias. Reserve;
  • Em uma tigela grande, misture o açúcar de coco e o leite de coco, junte os ovos e misture até ficar homogêneo;
  • Passe as fatias de pão na mistura, e pressione delicadamente para retirar o excesso. Repita a operação até finalizar todas as fatias;
  • Em uma frigideira pequena, aqueça aos poucos o óleo de coco em fogo médio e frite as rabanadas aos poucos, deixando dourar levemente os dois lados. Retire com uma escumadeira e coloque sobre o papel toalha. Repita a operação até terminar todas as fatias.
  • Em um prato misture o açúcar de coco e a canela. Passe as rabanadas na mistura.
  • Arrume-as em uma travessa e sirva em seguida.

Shimeji Natalino

Vamos a uma receita diferente para compor a mesa de natal ou ano novo. Bem simples, rápida e diferente. Ideal para acompanhar os tradicionais pratos da época ou comer junto com pães, torradas ou biscoitos. É uma receita de inspiração japonesa, vejam os ingredientes.

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INGREDIENTES

  • 400 g de shimeji
  • 1 cebola roxa grande picada
  • 3 dentes de alho socados
  • 1/2 xícara de passas sem caroços
  • 1/2 xícara de passas brancas sem caroços
  • 1 pacote de 3 g de algas marinhas desidratadas
  • Shoyu suficiente para o cozimento
  • Raiz forte (wasabi) a gosto
  • Azeite de oliva extravirgem
  • Não vai sal, o shoyu já é suficiente para deixar a receita no ponto certo.

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O shimeji é uma espécie de fungo comestível, rico em vitamina B12. Inicialmente cultivado em paises orientais, hoje difundido em todo o mundo. O shimeji tem duas variações popularmente conhecidos como shimeji preto e o shimeji branco. Seu nome científico: Pleurotus ostreatus. A diferença da coloração se deve ao método de cultivo e variação genética. Esta diferenciação produz resultados culinários diferentes (http://cogumelos.ind.br/shimeji).

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O Wasabi é aquela pastinha verde que acompanha o sushi e vem na lateral do prato ou barca. Também conhecido como “raiz forte”, o wasabi vem da planta wasabia japonica, muito utilizada na culinária japonesa (http://blog.misakirestaurante.com.br).

MODO DE PREPARO

  • Lave bem o shimeji, escorra e reserve;
  • Frite a cebola e o alho no azeite de oliva extravirgem até dourar;
  • Adicione o shimeji, misture bem e refogue;
  • Adicione a raiz forte e shoyu suficiente para cozinhar;
  • Adicione as passas;
  • Deixe cozinha até concentrar bem o caldo (se necessário adicione mais shoyu e/ou um pouco de água para ajudar no cozimento);
  • Pode ser servido frio ou quente.
Alga marinha desidratada

Alga marinha desidratada

 

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