Salada de Quinoa – Esquenta!

O Esquenta! do dia 2 de março, domingão de carnaval, apresentou uma receita de Salada de Quinoa* com Castanha e Linhaça Germinada. “É muito bom se divertir no carnaval, mas é preciso pegar leve na hora de se alimentar para a folia não acabar antes do tempo”, informava o site do programa. Bem, nos meus dias de alta folia carnavalesca, particularmente, prefiro uma boa comidinha afetiva, tipo feijoada, frango com ora-pro-nobis, vatapá, lasanha…

A Salada de Quinoa com Castanha e Linhaça Germinada do Esquenta!

1 – INGREDIENTES

Salada

  • 300g de quinoa branca crua
  • 130g de feijão vermelho cru
  • ½ colher de sopa de gergelim preto
  • 100g de castanha de caju inteira
  • 80g de passas pretas
  • 100g de cenoura cortada enviesada pequeno
  • 100g de chuchu cortado enviesado pequeno
  • 50g de pimentão vermelho cortado enviesado
  • 100g de palmito fresco em cubos médios

Vinagrete

  • 1 ½ colher de sopa de óleo
  • 1 ½ colher de sopa de azeite de oliva extra-virgem
  • 1 limão, raspas e suco
  • ¼ colher de chá de semente de coentro em pó
  • ¼ colher de chá de cominho em pó
  • ¼ colher de chá de páprica doce em pó
  • 30 g de linhaça dourada germinada
  • Sal a gosto

2 – MODO DE PREPARO

  • Ferva 400 ml de água ou caldo de vegetais. Abaixe o fogo e coloque a quinoa para cozinhar por 15 minutos. Deixe esfriar com a panela tampada e solte os grãos com ajuda de um garfo;
  • Cozinhe o feijão em 570 ml de água fria;
  • Lave os legumes e corte-os no formato específico;
  • Em um pequeno recipiente, misture os ingredientes da vinagrete;
  • Em uma bacia misture os ingredientes da salada, e junte tudo ao molho.

Quinoa*

 

Quinoa

 

 

 

 

 

 

 

É uma planta nativa da Colômbia, Peru e Chile, que produz um grão indispensável à alimentação e à vida do homem andino. Segundo a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação, a quinoa é um dos alimentos mais completos que existem. Novas pesquisas da planta mostram que a mesma tem o poder proteico do leite materno. A quinoa não contém glúten e pode substituir o trigo na produção de farinha, a soja na produção de óleo, o milho para biodisel e o arroz na alimentação.

Cada 100 gramas de quinoa contêm:

  • 15 g de proteínas
  • 68 g de carboidratos
  • 5 mg de ferro
  • 286 mg de fósforo
  • 112 mg de cálcio
  • 5 g de fibras
  • 335 kcal
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Comendo Coentro

Pinguim Filhos de Gandhy

Dia de domingo no carnaval da Bahia, em Salvador, é dia de Gandhy, dia do bloco “Filhos de Gandhy”. Nosso pinguim do domingão de carnaval é uma homenagem ao bloco “Filhos de Gandhy”.

A origem é de 1948, quando o sindicato dos estivadores fundou o bloco “Comendo Coentro”. Os componentes eram trajados finamente com o que de mais elegante existia: roupas de linho importado, chapéus “Panamá” e sapatos “Scamatchia”. A festa era regada a muita comida e bebida.

Em 1949, o “Comendo Coentro” não pode sair às ruas devido à crise financeira que se abateu sobre os estivadores. Surgiu, então, a idéia de fundar um novo “cordão”, ou bloco de carnaval. Durval Marques da Silva, o “Vavá Madeira”, com o apoio dos demais estivadores arrecadaram dinheiro e foram às compras, adquirindo lençóis para serem utilizados na confecção dos trajes, barris de mate e couro, com os quais construíram os tambores utilizados no acompanhamento do cortejo. O nome do bloco foi sugerido por “Vavá”, inspirado na vida do líder pacifista Mohandas Karamchand Gandhi. Batizou-se então o bloco com o nome “Filhos de Gandhy”.

O bloco “Filhos de Gandhy” (http://www.filhosdegandhy.com.br) foi construído ao longo dos seus 62 anos, com base na identidade e cultura “afro baiano”, sendo hoje um dos mais tradicionais blocos de rua do Brasil. Desfila no domingo, segunda feira e terça feira de carnaval, com suas tradicionais indumentárias.

O mais interessante da história do Gandhy é sua origem em um bloco de nome “Comendo Coentro”. Esta especialidade da culinária baiana é utilizada em todos os pratos, sejam tradicionais ou triviais, desde uma simples saladinha (nem só de dendê vive baiano, também comemos saladas, com coentro, claro!) até as moquecas e vatapás.

Filhos de Gandhy - Bahia

Comida Popular Brasileira – CPB

1a Feijoada da Albinha, orientada milimetricamente pela receita da Dona Zica

Feijoada da Albinha, com direito a toalha de plástico da calçada de Copacabana. Receita orientada milimetricamente pelo livro da Dona Zica

Chris Rodrigues, nutricionista da Regina Casé e da família de Arlindo Cruz, foi responsável pelo almoço do domingo 27/02, do Esquenta! Feijoada Light, com ricota defumada e farofa de gérmen de trigo. Sem condição! Esfriou! Nutrição é muito importante, cortar calorias ajuda na qualidade de vida, ser saudável é legal, mas tem limite, feijoada é feijoada, e sou da religião da Dona Zica. Tenho certeza que esta receita deve ser muito boa, que Regina Casé pode e deve ser ampla na proposta do Esquenta!, mas não consigo enxergar um almoço de domingo, com samba, cerveja, caipirinha e a véspera da maior festa popular do mundo com uma feijoada light. Quem desejar a receita deve acessar o site da Rede Globo.

Bem, a feijoada foi light, mas o programa estava repleto de boas calorias, com as presenças de Luiza e Yasmin Brunet, Samantha Schmutz, o grupo Pura Tentação, o cantor Waguinho, ex-vocalista da banda Os Morenos, Nega Gizza, uma das fundadoras da CUFA (Central Única das Favelas). Respeitada pela sua dedicação às causas sociais e referência feminina no mundo rap, Gizza cantou seus hits e falou sobre os projetos da CUFA.

No comando da banda fixa do programa ao lado de Leandro Sapucahy, Arlindo Cruz faz parte do Esquenta! desde o primeiro programa. O cantor tem mais de 500 composições gravadas por grandes nomes da música como Chico Buarque e foi vencedor de inúmeros sambas-enredo no Império Serrano. Arlindo foi o convidado especial do Esquenta!, que apesar da feijoada light esquentou legal.

E para não fechar sem uma receita, iremos homenagear a maior comida nacional, mais popular, a verdadeira Comida Popular Brasileira (CPB), a FEIJOADA, com a receita da afetiva Dona Zica. Para minha felicidade culinária, provei desta receita, impecável, no domingo 27. Minha amiga Albinha fez sua 1ª feijoada orientada milimetricamente pelo livro da Dona Zica, e posso garantir que estava afetivamente, deliciosamente extraordinária. Isto sim é feijoada!

Receita da Dona Zica

Pinguim Mangueira

Pinguim Mangueira

O nosso Pinguim de geladeira escolheu a Estação Primeira de Mangueira e os Filhos de Ghandy como tema para o carnaval 2011. Rio de Janeiro e Bahia em conexão com a Cozinha Afetiva.

O Grêmio Recreativo Escola de Samba Estação Primeira de Mangueira foi fundado em 28 de abril de 1928, no morro da mangueira, Rio de Janeiro. Com suas cores verde e rosa, é uma das escolas de samba mais tradicionais do Rio. É a minha escola de samba do coração. Em 2011 a mangueira irá desfilar no domingo, 06/02, com o enredo “O Filho Fiel, Sempre Presente”. O samba enredo é de Sérgio Cabral e Beth Carvalho.

A tradição culinária da Mangueira, do Rio de Janeiro e do Brasil, foi registrada no livro “D. Zica, Tempero, Amor e Arte”, lançado em fevereiro de 2003. O livro apresenta um farto cardápio das receitas afetivas elaboradas pela Dona Zica. Feijoada, xinxim de galinha, carne-assada recheada com cenoura, bolo de batata, pudim de pão, arroz doces e várias outras receitas estão no delicioso livro escrito por Nilcemar Nogueira, neta da Dona Zica.

Sobre o Pinguim Filhos de Gandhy, da Bahia,  falamos na próxima semana.

D. Zica, Tempero, Amor e Arte

Bacalhau à Lagareiro do Esquenta!

Uma receita tradicional de Portugal, foi à atração culinária do Esquenta!, Domingo dia 20/02. Um verdadeiro almoço de domingo luso-brasileiro, elaborado pelo cozinheiro Afrânio Duarte do Restaurante Adegão Português.

O Restaurante do Bacalhau à Lagareiro

Endereço:
Campo de São Cristóvão 212 – São Cristóvão – Rio de Janeiro/ RJ
Telefones:
(21) 2580-7288 / (21) 2580-8689
Horário:
Segunda à Sábado, 11 – 23 horas / Domingo, 11 – 20 horas

Martinho da Vila, Mart’nália e Jorge Fernando, diretor da novela  Ti ti ti, estiveram presentes no penúltimo Esquenta! da versão 2011. Jorge definiu o programa como uma “proposta anárquica”, pela irreverência, descontração, misturas e combinações que o Esquenta! apresenta todos os domingos. Difícil mesmo, é imaginar esta proposta anárquica e irreverente sem a Regina Casé. O Esquenta! é a Regina Casé! É ela na sua essência e forma de agregar tribos, estilos, pessoas, comidas, alegria, cultura, lazer, música, muita diversão e almoço de domingo, uma tradição nacional, retratada de forma maravilhosamente simples e saborosa como são os nossos almoços de domingos.

Bacalhau à Lagareiro do Esquenta! 

Bacalhau à Lagareiro

1 – INGREDIENTES

  • Posta de 800 g de bacalhau dessalgado
  • 200 g de batata calabresa
  • 450 ml de azeite de oliva
  • 4 cebolas
  • 1 cabeça de alho
  • 4 folhas de louro
  • 1 pacote de azafrán
  • 3 cabeças de brócolis americano

2 – MODO DE PREPARO

  • Cozinhe as batatas com casca durante 7 minutos, descasque e reserve;
  • Coloque a posta de bacalhau em um recipiente de barro. Adicione as batatas ao redor do bacalhau e regue com 200 ml de azeite de oliva;
  • Leve o recipiente ao forno durante 25 minutos, na temperatura de 280?C;
  • Depois que o bacalhau já estiver assado, coloque o molho (modo de preparo abaixo) sobre o bacalhau e leve ao forno novamente durante 3 minutos, só para corar a cebola;
  • Para acompanhar o prato, cozinhe os brócolis em água fervente durante 4 minutos e escorra a água;
  • Coloque os brócolis na tigela ao lado do bacalhau e das batatas e está pronto para servir.

Molho

  • Corte as cebolas à francesa e fatie o alho;
  • Coloque na panela a cebola, o alho, as folhas de louro, o azafrán e acrescente 250 ml de azeite;
  • Misture durante sete minutos em fogo baixo e o molho está pronto.

Esquentou: Churrasco, Esquenta!

O Churasco do Esquenta!

Depois do show de Cozinha Afetiva do Maranhão, o Esquenta! do domingo 13/02, foi buscar a tradição do Rio Grande do Sul no preparo de um verdadeiro churrasco gaúcho. O programa contou com a presença do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, das atrizes Ingrid Guimarães e Heloísa Périssé, Diogo Nogueira, Dudu Nobre, Marcelo D2 e a escola de samba Grande Rio.

De acordo com a programação divulgada pela Rede Globo, ainda teremos duas edições do Esquenta!, dias 20 e 27. O que nos reserva a Cozinha Afetiva da Regina Casé? Apostamos na feijoada.

CARNES, DICAS E PREPARO (3 pratos)

Importante

  • Usar apenas sal grosso como tempero e sem perder o ponto. Se necessitar mais sal colocar no prato;
  • Cuidar bem do braseiro, deixando suave e não muito forte, resulta em uma carne cozida por igual.

Picanha

  • Uma boa picanha deve pesar até 1 kg;
  • Corte a picanha em quatro medalhões;
  • Dobre o medalhão em forma de meia-lua com a gordura para fora e coloque no espeto;
  • Depois que a carne estiver no espeto, jogue sal grosso à vontade e coloque imediatamente o medalhão na churrasqueira. A picanha deve ser posta na churrasqueira logo após jogar o sal grosso para a carne não absorver o sal e ressecar;
  • Deixe a picanha na churrasqueira por 45 minutos. Na metade do tempo, vire a carne;
  • Tire o espeto da churrasqueira e bata bem a carne para cair o sal grosso;
  • A picanha está pronta para servir.

Costela

  • A costela deve ser cortada em ripas de aproximadamente 10 cm cada uma;
  • Coloque sal grosso à vontade em toda a ripa;
  • A ripa da costela deve ser assada primeira pelo lado do osso durante 1h30m, em brasa forte. Depois vire a costela e deixe dourar por aproximadamente 30 minutos;
  • A costela tem que ficar na parte de cima da churrasqueira, longe da brasa para não queimar;
  • Tire a costela da churrasqueira e bata bem para tirar o sal grosso;
  • A costela está pronta para servir.

Maminha

  • 1 kg de maminha;
  • Coloque sal grosso à vontade;
  • Asse a maminha inteira;
  • A maminha deve ficar na churrasqueira em torno de 50 minutos para assar, em brasa forte, 25 minutos de cada lado;
  • A maminha não pode ser aberta, senão a carne resseca;
  • Bata o sal grosso e a carne está pronta para servir.

Alcatra

  • 1 kg de alcatra;
  • Coloque sal grosso à vontade.
  • Coloque a alcatra em espeto duplo para a carne não ficar pendurada na churrasqueira.
  • A alcatra deve ficar 50 minutos na churrasqueira, 25 minutos de cada lado.
  • Bata o sal grosso e a alcatra está pronta para servir.

Esqunta! Churasco

Pecorino Romano

Queijo Pecorino Romano

No post publicado em 30/01/2011 - Clóvis ou Bate-bolas com Penne Pérola Negra. Esquenta!, temos uma referência ao queijo Pecorino Romano. Um queijo italiano, duro, salgado, feito de leite de ovelha e usado em pratos de massas mais elaborados. No Brasil, o Parmigiano Reggiano (Queijo Parmesão) é o  mais tradicional e conhecido como acompanhamento para massas. O Pecorino não é habitualmente usado no dia a dia das Cozinhas Afetivas.

Visitando o Mercado Municipal de São Paulo (www.mercadomunicipal.com.br), um local afetivo e especial, onde encontra-se de tudo que uma cozinha afetiva necessita, encontramos o Pecorino Romano no Cruzília, empório instalado no Mercado desde 1948 (www.cruzilia.com.br). O preço é especial e salgado como o queijo (R$ 65,00/kg – 12/02/2011), mas vale conferir o especial sabor do Pecorino em um afetivo prato de macarrão… merecemos este afeto culinário!

Empório Cruzília, desde 1948

Galinha ao Molho Pardo da Margot

 

É sempre muito delicioso e afetuoso as histórias afetivas culinárias das pessoas. Todos tem uma história para contar, vivida em uma cozinha ou em uma cena culinária. Nossas vidas são preenchidas de lembranças, cheiros, sons, imagens e sabores, que armazenamos no nosso “disco rígido” e podem ser acessados, independente da nossa vontade. Basta, apenas, um pequeno sinal catalizador para que estas memórias culinárias aflorem e nos reportem para lugares e cenas que nos enchem de prazeres, recordações e afetos. 

A história a seguir, da amiga baiana e dona de cozinha Margot, é uma história de infância, vivida certamente, por muitos que tiveram o privilégio de ter uma infância em casa, com quintal, com bichos, árvores e uma família barulhenta e afetuosa. A história é apenas um ponto de partida para a conversa acabar no melhor lugar da casa, a cozinha, de onde temos o prazer de receber uma receita de Galinha ao Molho Pardo. Grato Margot! 

História Afetiva Culinária da Margot 

Tenho uma história interessante quando cozinhei a 1ª galinha caipira ao molho pardo da minha vida. Morava no interior, e meu pai criava vários animais: galinha, pato, cágado, coquem… Todo domingo era tradição almoçarmos galinha ao molho pardo, macarrão ao alho e óleo ou uma lasanha tamanho família, mas a galinha era o prato que eu mais gostava. 

Como a família era grande, meu pai escolhia um filho para ajudar minha mãe na cozinha através de um sorteio, ou então, o escolhido era quem tinha feito alguma travessura durante a semana, e eu sempre estava na cozinha domingo, pois sempre aprontava algo, enfim… 

Gostava daquilo ali, mas tinha uma coisa que me incomodava muito: matar a galinha, pois como havia uma criação no fundo da casa, escolhíamos a galinha que íamos comer, e na molecagem, brincadeira, entrávamos no galinheiro para pegar a galinha que seria degustada naquele dia. Até ai era muito divertido, a pior parte era ter que matar a galinha nua e crua. 

Todos corriam para não matar a galinha. Minha mãe sempre acabava matando, e meu pai brigando com ela, dizendo que a gente era que tinha que matar para aprender, senão iríamos ficar em casa para titia, porque ninguém ia casar com a gente… rsrsrsrs! 5 mulheres dentro de casa, imagina! 

Bom, tudo na vida tem a primeira vez, e lá fui eu sorteada para matar a galinha, certo domingo. Quase não dormi à noite, pois meu pai já tinha avisado um dia antes para eu não sair de casa.  Bem cedo, minha mãe me acordou e fui direto ao poleiro para pegar a galinha. Essa parte eu gostava. Depois mandou colocar uma panela no fogo com água para ferver e depois… nossa gente foi muito doloroso. Eu já sabia como era, porque minha mãe matava e a gente presenciava, mas na hora de matar, nós corríamos. 

Depenei o pescoço da coitadinha, peguei a faca, a minha mão tremia, minha mãe morria de pena de mim, eu chorava, dizia que estava matando um ser e que seria condenada por Deus (rsrsrsrs!), e meu pai ao lado insistindo, nem aí. Enfim, cortei o pescoço da galinha com minha mão leve, por esse motivo não consegui estrangular a bichinha e ela começou a se bater, isso me deu uma grande aflição, soltei a galinha, que fugiu com o pescoço pendurado e sangrando. Meu pai ordenava que eu corresse para pegar a galinha, que corria tanto que ele teve que correr junto com os espectadores: irmãos e vizinhos… uma peça de teatro. Resumindo, eles pegaram a bichinha, minha mãe acabou de matar e eu chorando muito coloquei a galinha na panela com água quente, para facilitar a saída das penas, seguido do processo de cortar a penosa. Para mim tudo foi muito estranho, mas cortei todas as partes certinhas com auxilio da minha mãe, lógico! 

Hoje faço uma galinha ao molho pardo maravilhosa. Agradeço a paciência da minha mãe e a dureza do meu pai em sempre me selecionarem para ajudar na cozinha da casa. Ficar sempre na cozinha me fez amar a culinária, tinha uma atração e ficava impressionada como minha mãe fazia, às vezes, comida para 30, 40, 50 pessoas ou caruru para 100 pessoas ou mais, com muito prazer e afeto, e na maioria das vezes sozinha (não gostava que ninguém mexesse nas panelas dela, só autorizava duas pessoas para fazer o pré-preparo, porque a finalização era ela sozinha). Eu percebi que sou igual a minha mãe… rsrsrsrs!  Quem sabe um dia preparo uma galinha ao molho pardo pra você. 

Hoje sou gastrônoma, faço almoço para empresas e eventos, aplicando todo esse amor de berço. Beijos! 

Magot na sua Cozinha Afetiva!

Galinha ao Molho Pardo da Margot 

1 – INGREDIENTES  

  • 01 galinha caipira
  • 03 tomates em cubos
  • 02 cebolas (de preferência roxa)
  • 04 dentes de alho amassado
  • Coentro a gosto
  • Cebolinha a gosto
  • Alfavaca a gosto
  • 03 folhas de louro
  • 05 batatas em rodelas cozidas separada.
  • 1 pitada de pimenta cominho
  • Sal a gosto
  • Limão
  • Óleo
  • Coloral a gosto
  • Sangue da galinha (reserve na geladeira até ser usado)

2 – MODO DE PREPARO

  • Corte todo o frango, tempere com limão, sal e pimenta cominho. Reserve por 10 minutos;
  • Em uma panela aberta e grande, refogue com óleo, um pouco da cebola, o alho e um pouco de coloral;
  • Adicione o frango, mexendo até pegar bem o tempero;
  • Depois que ela estiver toda envolvida, coloque os tomates em cubos, o coentro, a cebolinha, um pouco de água e deixe cozinhando;
  • Depois que estiver cozida, acrescente as batatas e o sangue da galinha;
  • Mexa, tampe e deixe ferver (para não ficar aguado);
  • Pode saborear uma boa galinha ao molho pardo… rsrsrsrs!  

3 – OBSERVAÇÕES

  • A galinha caipira cozinha entre 40 a 60 minutos, enquanto a galinha de granja por cerca de 20 minutos;
  • A água deve ser adicionada aos poucos, tomando cuidado para não deixar a panela seca. A própria carne do frango solta muita água.

Batipuru Esquenta!

O Esquenta! continua esquentando os domingos quentes e ensolarados de fevereiro, e mantendo-se fiel as origens culinárias da Cozinha Afetiva. O programa de domingo, 06/02, foi um show de cozinha, um show de cozinheira afetiva, conduzido por Ivone Dias, irmã da Marrom Alcione, que veio direto do Maranhão para cozinhar dois pratos típicos; Arroz de Batipuru e Torta de Camarão.

Ivone explicou a origem da denominação “Batipuru”; invenção de uma família de São Luis do Maranhão, donos de restaurante, que misturou a palavra “Batidinha” (a Vinagreira utilizada no preparo do arroz deve ser bem batidinha) com o nome do pássaro “Irapuru (Uirapuru)” = Batipuru.

Uirapuru (Fonte: http://singrandohorizontes.wordpress.com/2010/10/30/ernane-gusmao-uirapuru/

Uirapuru (Fonte: http://singrandohorizontes.wordpress.com/2010/10/30/ernane-gusmao-uirapuru/)

O programa esquentou com a presença mais que especial da Dona Ivone Lara, Alcione e Claudia Raia com mãe e irmã. O Esquenta! é um programão de domingo, com direito a família, samba e muita comida afetiva.

Arroz de Batipuru do Esquenta!

1 – INGREDIENTES

  • 400 g de camarão seco descascado
  • 1 pimentão verde
  • 1 pimentão amarelo
  • 1 pimentão vermelho
  • 2 tomates picados
  • 1 cebola picada
  • 1 molho de cheiro verde
  • 1 molho de coentro
  • 8 quiabos
  • 8 maxixes
  • 4 dentes de alho
  • 4 maços de vinagreira*
  • 1 xícara de óleo
  • 1 kg de arroz

2 – MODO DE PREPARO

  • Descasque o camarão e coloque de molho para tirar o sal;
  • Coloque um pouco de óleo na panela e acrescente os ingredientes: primeiro a cebola, depois o alho, o tomate, o camarão, os pimentões, o cheiro verde, o coentro, o maxixe e o quiabo;
  • A vinagreira deve ficar bem picada (batidinha), depois cozinhe na água quente;
  • A vinagreira é colocada por último na panela juntos aos outros ingredientes;
  • Acrescente 3 canecas de arroz, 4 copos de água e deixe cozinhar o arroz durante 20 minutos, com fogo baixo;
  • Quando a água já estiver quase evaporada, mexa a panela e deixe mais um pouco. O arroz está pronto.

Vinagreira (Fonte: http://br.olhares.com/vinagreira_foto756103.html)

*Vinagreira, azeda-de guiné, caruru-azedo, caruru-de-guiné, quiabeiro-azedo, ou azedinha é de origem controversa, África ou Ásia, pode chegar aos 3 metros de altura e é cultivado comercialmente, devido às suas propriedades medicinais, mas também tem seus usos ornamental, têxtil e culinário. No Brasil, os estados do Nordeste são os maiores consumidores destas folhas de sabor forte e azedo. O Maranhão possui uma Cozinha Afetiva de temperos marcantes, e dentre os pratos típicos está o Arroz de Batipuru, onde é utilizada a Vinagreira como ingrediente.

Torta de Camarão do Esquenta!

1 – INGREDIENTES

  • 3 kg de camarão fresco descascado
  • ½ kg de batata
  • 2 cebolas
  • 2 tomates
  • 2 limões
  • 1 pitada de pimenta do reino
  • 1 pitada de cominho
  • 1 molho de cheiro verde
  • 1 molho de coentro
  • 1 colher de sopa de extrato de tomate
  • Sal a gosto
  • ½ xícara de azeitona verde picada
  • 1 lata de ervilha
  • Azeite de oliva

2 – MODO DE PREPARO

  • Descasque e limpe o camarão. Reserve as cascas;
  • Tempere o camarão com todos os ingredientes picados;
  • Acrescente 1 xícara de azeite de oliva ao camarão;
  • Ferva as cascas do camarão;
  • No liquidificador, bata as cascas do camarão com 1 copo de água. Depois de batidas, coe as cascas;
  • Coloque as cascas coadas no camarão já temperado e ponha no fogo para cozinhar até a água evaporar, mas não deixe secar totalmente;
  • Corte as batatas em cubos e coloque para cozinhar;
  • Misture as batatas e a ervilha com todos os ingredientes na panela;
  • Coloque a receita em um refratário ou forma de alumínio, untado com manteiga;
  • Bata de 6 a 8 ovos com a clara e a gema;
  • Coloque um pouco dos ovos batidos sobre o refratário e misture. Cubra o refratário com o restante dos ovos batidos;
  • Leve ao forno alto durante 10 minutos;
  • Acrescente um pouco de azeite de oliva sobre o refratário e está pronta a receita.

Yemanjá, Odóia!, e a Cozinha Afetiva

Foto: Marcos Bowie

Yemanjá é considerada a mãe dos outros Orixás, tem o aspecto de uma matrona, de seios enormes, símbolo da maternidade fecunda e nutritiva, e as mães são as autoridades supremas das Cozinhas Afetivas. Mães são as provedoras maiores da nutrição, e a mãe Yemanjá, Rainha do Mar, tem suas comidas afetivas para seus filhos fiéis.

No dia 2 de fevereiro a Bahia, especialmente na mágica cidade de Salvador, muda de cor, muda para o azul-claro em homenagem a Rainha do Mar, e quem tem fé vai a pé para a praia do Rio Vermelho depositar seus presentes, flores, perfumes, muita fé  e esperança nas cestas que são levadas por embarcações para alto mar, onde são depositadas sobre as ondas.

Estandarte de Yemanjá - Silvana Salomão (Salvador - BA)

O estandarte da amiga baiana Silvana Salomão (Sil), o azul intenso das fotos do amigo paulista Marcos Bowie, publicadas no Facebook, e a receita do Cuscuz de Yemanjá do também amigo paulista Rosinaldo Santana (Naldinho), motivaram a Cozinha Afetiva a prestar uma homenagem ao dia 2 de fevereiro. Odóia!  

Foto: Marcos Bowie - O azul intenso de Yemanjá

Cuscuz de Yemanjá do Naldinho

Cuscuz de Yemanjá do Naldinho

1 – INGREDIENTES 

  • 1 cebola grande picada
  • 2 dentes alho amassados
  • 4 tomates picados
  • Azeite de oliva
  • 1 lata de sardinha (limpar a sardinha se preferir)
  • Temperos a gosto (salsinha, cebolinha, pimenta vermelha e o que mais desejar)
  • 1 ovo cozido em rodelas
  • 1 vidro de palmito
  • 1 lata de milho em conserva
  • 1 lata de ervilha em conserva
  • 1½ xícara de farinha de milho em flocos

Para Decorar

  • 1 ovo cozido em rodelas
  • Azeitonas sem caroço
  • E o que mais desejar (pedaços de sardinha, camarão, etc) 

2 – MODO DE PREPARO 

  • Refogar a cebola e o alho no azeite de oliva;
  • Acrescentar o tomate e depois a sardinha, mexer;
  • Acrescentar 3 copos grandes de água e levar a fervura;
  • Acrescentar os temperos a gosto, 1 ovo cozido em rodelas, o palmito, a ervilha e o milho;
  • Misturar bem e acrescentar lentamente 1½ xicara de farinha de milho em flocos;
  • Mexer bem sem parar até soltar da panela;
  • Untar uma forma com azeite de oliva;
  • No fundo e nas laterais da forma espalhar os ingredientes da decoração;
  • Transferir a massa do cuscuz para a forma já untada e decorada, pressionando para compactar a massa;
  • Deixe esfriar e desenformar.

YEMANJÁ

Foto: Marcos Bowie - Casa de Yemanjá na Praia do Rio Vermelho (Salvador - BA)

Yemanjá, cujo nome deriva de Yeye oman ejá (“Mãe cujos filhos são peixes”), teria sido filha de Olokun, deusa do mar. Seu Axé é constituído por pedras marinhas e conchas, guardadas numa sopeira de porcelana azul. Considerada a mãe dos outros Orixás, tem o aspecto de uma matrona, de seios enormes, símbolo da maternidade fecunda e nutritiva.

Na Bahia, ela é sincretizada com Nossa Senhora da Imaculada Conceição, festejada no dia 8 de dezembro. Ela é mais ligada às águas salgadas do mar que às águas doces dos rios, que é domínio de Oxun. Curiosamente, é no dia 2 de fevereiro, data da festa de Nossa Senhora das Candeias, sincretizada com Oxun, que se organiza um solene presente para Yemanjá. O que mostra que o sincretismo não é de uma rigidez absoluta.

Ela dança com um leque de metal branco nas mãos e suas danças imitam o movimento das ondas, dobrando e endireitando o corpo. Ela executa um curioso movimento de mãos, levadas alternadamente sobre a testa e a nuca. Os adeptos de Yemanjá usam colares de contas de vidro transparente como o cristal e vestem-se, de preferência, de azul-claro. Sábado é o dia da semana que lhe é consagrado. Yemanjá recebe sacrifícios de carneiros e oferendas de comida à base de milho branco, azeite, sal e cebolas (Ebó). Saúda-se Yemanjá gritando Odóia! (http://www.dhnet.org.br).

COMIDAS DE YEMANJÁ 

ARROZ DE LEITE 

1 – INGREDIENTES  

  • ½ xícara de arroz
  • ½ xícara de leite de coco
  • Sal a gosto 

2 – MODO DE PREPARO 

  • Cozinhar o arroz em água e sal;
  • Juntar o leite de coco;
  • Bater para fazer uma papa e deixar secar bem no fogo;
  • Transfira para uma fôrma de pudim molhada;
  • Deixe esfriar e desenforme;
  • Pode ser servido como prato salgado ou como doce regado com mel. 

CANJICA DE IEMANJÁ 

1 – INGREDIENTES  

  • 100 g de milho de canjica
  • 1 xícara de leite
  • 1/3 de xícara de açúcar
  • 1 mamão miúdo (maduro e firme)
  • Mel a gosto 

2 – MODO DE PREPARO 

  • Cozinhar a canjica, deixando secar;
  • Juntar o leite e o açúcar e deixar apurar mais um pouco;
  • Cortar o mamão ao meio, tirar as sementes, encher com canjica e regar com mel.  

MANJAR 

1 – INGREDIENTES  

  • 2 colheres sopa de Maizena
  • ½ xícara de leite de coco
  • 1 xícara de leite
  • ¼ de xícara de açúcar
  • Raspa de laranja  

2 – MODO DE PREPARO 

  • Dissolver a Maizena no leite frio;
  • Juntar os outros ingredientes e levar ao fogo, mexendo até engrossar;
  • Transfira para uma fôrma de pudim molhada;
  • Deixe esfriar e desenforme. 

MOQUECA DE SIRI 

1 – INGREDIENTES  

  • 200 g de carne de siri
  • Cebola, tomate, coentro, e sal a gosto
  • Suco de 1 limão
  • Azeite de dendê
  • ½ xícara de leite de coco
  • Farinha de mandioca para o pirão 

2 – MODO DE PREPARO 

  • Refogar os temperos no azeite de dendê;
  • Acrescentar o suco de limão;
  • Juntar o siri e cozinhar;
  • No fim, juntar o leite de coco e apurar o caldo;
  • Tirar a carne e fazer o pirão com o caldo, usando a farinha de mandioca.
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