Megas Empadinhas Maneiras do Sandro

Megas Empadinhas Maneiras do Sandro

Inicialmente nunca entendi como um salgadinho – para mim o mais delicioso dos salgadinhos – de aspecto, sabor e textura tão especial pode ter uma massa denominada de “podre”. Massa podre, massa para fazer empadinhas. Passei minha infância ouvindo minha mãe e irmãs usando esta denominação, e na minha incompreensão infantil não entendia a dualidade do leite estragado, podre, esquecido sobre a pia da cozinha e que seria descartado no lixo, e o preparo da massa podre para elaboração das empadas. Podre, então, no meu cotidiano infantil era uma palavra que transitava entre dois extremos; prazer gustativo e repugnância.

Passaram os anos e continuo apaixonado por empadas. Massa podre no Brasil, massa quebrada em Portugal. O sentido “podre” está associado aos aspectos frágil, quebradiço, sem liga, que as massas para empadas devem apresentar.

Apesar de guardar a memória infantil da minha mãe e irmãs fazendo empadas, fiquei distante do preparo caseiro por longos anos. Meu consumo, controlado, pois sou compulsivo por este salgadinho, limitam-se as lanchonetes e bares espalhados pelas cidades do Brasil, especialmente o Rio de Janeiro, que considero o paraíso dos salgadinhos brasileiro (um dia ainda irei falar de outra paixão: joelho, um enroladinho de queijo e presunto vendido em todos os cantos da cidade maravilhosa).

Fazer empadas não é fácil. Precisa-se de muita habilidade culinária e paciência. Difícil encontrar alguém com disposição para encarar horas de preparo na cozinha. O Alessandro Laino – Sandro – carioca (tinha de ser carioca, terra dos salgadinhos), residente em Petrópolis, tem todas as habilidades necessárias e enfrente com paciência e maneirismo a tarefa. Dono de uma receita oral herdada da sua avó, da sua mãe, do seu pai e da vivência na cozinha, onde a família Laino reúne-se para preparar e degustar fornadas de empadinhas dos mais variados sabores.

Com uma vasta memória culinária, Sandro foi sabotando carinhosamente, ao longo dos anos, todas as receitas que teve contato até formar sua própria receita de empadas. Massa podre ao ponto. Azeite de oliva extra virgem e queijo ralado parmesão como ingredientes adicionais. Recheios variados e muitas dicas herdadas das reuniões familiares. Sandro é um habilidoso e especial preparador de megas empadinhas maneiras. “Mega” e “maneiro” por conta da cultura linguística, da gíria e do sotaque carioca de quem nasceu no Rio e sabe aproveitar tudo de bom que uma cidade maravilhosa possa ofertar, desde o mar e o sol até as delicias da cozinha de origem, especialmente, portuguesa.

Os 4 Sabores da Megas Empadinhas Maneiras do Sandro: Frango, 3 Queijos, Geleia de Damasco com Requijão Cremoso e Geleia de Goiaba com Queijo Minas

História:

De origem desconhecida, é encontrada em vários países. Provavelmente, tem origem nos pastelões portugueses, que consistiam em grandes tortas salgadas, com recheios diversos, com forte influência medieval. A etimologia da palavra empada é uma simplificação para a palavra empanada (também usada no idioma espanhol), com origem no latim panis, que significa pão. O significado mais próximo seria de iguaria de massa com recheio normalmente de carne, tampada com a própria massa. Nos Estados Unidos da América pode-se encontrar uma empada de frango, chamada chicken pie. Na Inglaterra encontra-se uma empada de frango e cogumelos e a famosa Melton Mowbray Pie, recheada com carne de porco picada e colágeno.

Megas Empadinhas Maneiras do Sandro

1 – INGREDIENTES DA MASSA

  • 5 xícaras de farinha de trigo
  • 400 gramas de manteiga com sal
  • 2 gemas de ovos
  • 4 colheres de sopa de azeite de oliva extra virgem
  • 3 colheres de sopa de queijo parmesão ralado
  • 1 gema de ovo para pincelar

2 – MODO DE PREPARO

Modo de Preparo - Passo a Passo

  1. Misture 4 xícaras da farinha de trigo com a manteiga em um recipiente. Amasse bem;
  2. Adicione as gemas, continue misturando a massa e logo em seguida adicione o queijo ralado;
  3. Adicione o azeite de oliva, misture bem e em seguida incorpore a última xícara de farinha de trigo lentamente, até a massa atingir o ponto de soltar das mãos e do recipiente;
  4. Separe uma parte da massa para formar as tampinhas das empadas;
  5. Pegue pequenos pedaços da massa restante e forme a base e laterais das empadas em forminhas de alumínio, modelando-as com as pontas dos dedos. Reserve;
  6. Adicione o recheio de sua preferência;
  7. Coloque a massa reservada para as tampinhas sobre uma folha de plástico e cubra com outra folha de plástico. Abra a massa com ajuda de um rolo;
  8. Corte as tampinhas das empadas usando uma forminha como molde (reutilize as sobras);
  9. Tampe as empadas e pincele com gema de ovo;
  10. Leve ao forno (180 oC) em assadeira, até dourar;
  11. Deixe esfriar e desenforme.

Modo de Preparo - Passo a Passo

3 – RECHEIOS USADOS NA RECEITA

SABOR 3 QUEIJOS - Queijo minas, queijo parmesão e queijo gorgonzola na proporção de sua preferência. Bater no liquidificar com leite até formar uma massa lisa, homogênea e cremosa.

SABOR FRANGO COM CURRY - Frango desfiado com azeitonas e temperado com cebola, alho, pimenta do reino, sal e curry.

SABOR GELEIA DE DAMASCO COM REQUIJÃO CREMOSO

SABOR GELEIA DE GOIABA COM QUEIJO MINAS

4 – DICAS

  1. No recheio de frango usar um pouco de farinha de trigo para deixar o caldo consistente;
  2. Não usar os recheios quentes, pois prejudica o cozimento das empadas quando levadas ao forno;
  3. Misture a gema do ovo para pincelar com um pouco de azeite de oliva, pois melhora a consistência para aplicação nas superfícies das empadas;
  4. As empadas com recheios de geleias não devem ser tampadas;
  5. Não necessita untar as forminhas;
  6. Na falta de plástico para abrir a massa das tampinhas, pode-se usar folhas de papel alumínio;
  7. A limpeza das forminhas deve ser efetuada a seco, usando apenas papel toalha;
  8. Esta receita rendeu cerca de 20 empadinhas fechadas e 30 empadinhas abertas.

Para Alessandro Laino que revigorou minha memória afetiva culinária do fazer empadinhas em casa!

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TRUFA COM PRALINÉ DE AVELÃ

Trufa com Praliné de Avelã

Para fechar o mês do chocolate, para fechar a Páscoa 2012, uma receita de Trufa de Avelã. 

Trufa com Praliné de Avelã* 

1 – INGREDIENTES  

Praliné de nozes

  • 10 colheres de (sopa) ou 100g de açúar cristal
  • 4 colheres de (sopa) ou 40 ml de água filtrada
  • 1 colher de (sopa) ou 10g de vinagre de álcool
  • 2/3 de xicara de (chá) ou 100g de avelã triturado  

Massa trufada cremosa

  • 2 e ½ xícara (chá) ou 500g de chocolate tipo blend
  • ¾ xícara (chá) ou 200g de creme de leite 

Cobertura da trufa

  • 2 xícaras (chá) ou 400g de cobertura sabor chocolate meio amargo
  • ½ xícara de (chá) ou 100g de cobertura sabor chocolate ao leite 

2 – MODO DE PREPARO 

Praliné de Avelã

Em uma panela, hidrate o açúcar adicionando a água aos poucos. Leve ao fogo brando e, sem mexer, deixe até ficar na cor caramelo claro. Adicione o vinagre e deixe por mais 1 minuto. Para saber se a calda está no ponto, pegue um pouco com uma colher e pingue em um copo com água, se endurecer está no ponto. Quando estiver no ponto, adicione a avelã e mexa até formar uma massa crocante. Despeje sobre uma superfície lisa (mármore de preferência) untada com manteiga. Com um rolo untado com manteiga, espalhe a massa até a espessura desejada e deixe esfriar. Quebre bem fino ou passe num processador de alimentos para obter uma farofa e guarde num recipiente fechado. 

Massa Trufada Cremosa

Derreta o chocolate blend conforme as instruções da embalagem e misture com o creme de leite até ficar homogêneo. Leve à geladeira por 3 horas para melhorar a consistência. Bata na batedeira até formar um creme leve, adicione o praliné de avelã e misture delicadamente. Leve à geladeira por 1 hora para melhorar a consistência para manusear. Forme pequenas bolinhas irregulares com duas colheres de chá e coloque sobre uma superfície plana forrada com papel-manteiga. Já modeladas, volte à geladeira. 

Cobertura de Trufa

Derreta a cobertura sabor chocolate meio amargo conforme as instruções da embalagem. Passe as trufas geladas no chocolate derretido, faça movimentos circulares envolvendo toda a superfície. Coloque sobre uma superfície plana e forrada com papel-manteiga. Derreta a cobertura sabor chocolate ao leite conforme a embalagem e coloque em um cartucho de papel-manteiga e risque as trufas. Leve à geladeira por cerca de 3 minutos para cristalização final da cobertura. Retire da geladeira e corte as aparas com uma tesoura própria para alimentos. 

Dica

Caso prefira, substitua as avelãs por castanha-de-caju, nozes ou castanha brasileira. 

Rendimento: 30 trufas aeradas com praliné de avelã. 

Tempo de preparo: 1h a 1h30.

Em francês Praliné quer dizer “amêndoa coberta e torrada”. Na Bélgica é “bombom de chocolate”.

*A receita da Trufa com Praliné de Avelã foi retirada do site www.harald.com.br. A Cozinha Afetiva fez livres adaptações e inclusões de outros ingredientes.

Bruschetta de Abobrinha, Fernando Pessoa, Piracaia… e Mari

Mari é uma amiga de pouco tempo que nos encanta, sempre. Com seus grandes olhos verdes, sorriso largo e farto e fluência ao falar (claro ela é fonoaudióloga) a relação dela com comida limitava-se ao ato de alimentar-se, sempre com grandes doses de prazer. Prazer, alegria e muita celebração. Não bastasse tudo isto, Mari ainda recita poesias com voz empostada, após algumas cervejas e em qualquer momento. Domingo, 1º de abril, foi assim em Piracaia. Dia de sol, vista maravilhosa para o infinito, patê de gorgonzola, bruschettas de abobrinha, tomate e shimeji, cerveja gelada e o Poema em Linha Reta do Fernando Pessoa na voz da anfitriã.

Mari mora com Felipe, que moram com cachorros, gato, javalis, macacos e uma vista para um verde embriagante, que nos deixam sem ar, apesar do ar puro das montanhas de Piracaia. Neste cenário, Mari voltou-se para cozinha, e cozinha, e cozinha, e cozinha… em uma descoberta recente das suas aptidões afeto culinárias.

... uma vista para um verde embriagante, que nos deixam sem ar, apesar do ar puro das montanhas ...

Domingo foi o aniversário de Felipe, e claro a nova cozinheira do pedaço foi para cozinha. Temos o prazer de apresentar 3 receitas da nova afetiva cozinheira, que vive plenamente uma fase de grandes afetos, vários afetos, inclusive o culinário.

RECEITA I – Patê de Gorgonzola

1 – INGREDIENTES

  • 200 gramas de manteiga Aviação com sal
  • 1 caixinha de creme de leite
  • 1 pedaço generoso de queijo gorgonzola (cerca de 300 gramas)

2 – MODO DE PREPARO

  • Jogue a manteiga e uma panela, leve ao fogo e deixe derreter por completo;
  • Adicione o queijo gorgonzola picado e deixe derreter por completo.
  • Na mistura manteiga + gorgonzola adicione a caixinha de creme de leite, Mexa até misturar completamente e retire do fogo antes de ferver;
  • Adicione em recipientes e sirva com torradas, biscoitos, cenoura crua, pepino cru…

RECEITA II – Bruschetta de Shimeji (Não temos as quantidades… paciência! Estamos na Cozinha Afetiva, cozinha de mão e coração) 

Bruschetta de Shimeji

1 – INGREDIENTES

  • Shimeji
  • Manteiga Aviação com sal
  • Cebolinha picada
  • Alho
  • Shoyu
  • Azeite de oliva extra virgem
  • Queijo parmesão ralado
  • Pão italiano, ou qualquer outro de sua preferência

2 – MODO DE PREPARO

  • Lave o shimeji e aproveite apenas as partes longas;
  • Refogue o shimeji na manteiga, adicione shoyu a gosto e no final acrescente a cebolinha. Reserve;
  • Corte o pão em fatias e esfregue o alho sem casca na superfície do pão;
  • Adicione generosas porções do refogado (shimeji) em cima das fatias do pão e polvilhe com o queijo ralado;
  • Coloque em uma assadeira levemente untada com azeite de oliva extra virgem e leve ao forno até derreter o queijo;
  • Sirva quente.

RECEITA III – Bruschetta de Abobrinha e Tomate (Não temos as quantidades… paciência! Estamos na Cozinha Afetiva, cozinha de mão e coração) 

Bruschetta de Abobrinha e Tomate

 1 – INGREDIENTES

  • Abobrinha
  • Tomate maduro
  • Cebola
  • Ervas finas (salsa, cebolinha, tomilho, alecrim, estragão)
  • Azeite de oliva extra virgem
  • Alho
  • Sal
  • Queijo parmesão ralado
  • Pão italiano, ou qualquer outro de sua preferência

2 – MODO DE PREPARO

  • Ferva água e jogue as abobrinhas por cerca de 2/3 minutos;
  • Escorra as abobrinhas, divida-as ao meio, retire as sementes e corte-as em pequenos cubinhos. Reserve;
  • Retire as sementes do tomate e corte-os em pequenos cubinhos. Reserve;
  • Refogue a cebola bem picada no azeite de oliva extra virgem, acrescente as abobrinhas, as ervas finas e o sal. Refogue e por último junte os tomates. Misture bem. Reserve;
  • Corte o pão em fatias e esfregue o alho sem casca na superfície do pão;
  • Adicione generosas porções do refogado (abobrinha + tomate) em cima das fatias do pão e polvilhe com o queijo ralado;
  • Coloque em uma assadeira levemente untada com azeite de oliva extra virgem e leve ao forno até derreter o queijo;
  • Sirva quente.

Poema em Linha Reta – Fernando Pessoa:

http://www.jornaldepoesia.jor.br/fpesso34.html

Piracaia:

www.piracaia.sp.gov.br

Leite Mãe, Leite Moça

Leite Mãe

Leite materno se refere ao leite produzido pela mulher e é utilizado para alimetar seu bebê através do aleitamento. É ele a primeira e principal fonte de nutrição dos recém-nascidos até que se tornem aptos a comer e digerir os alimentos sólidos”. Esta é uma definição clássica e usual para leite materno, encontrada na Wikipedia. Acho ainda, desnecesário falar sobre a importância nutricional do leite de mãe e como este produto é rico, completo e INSUBSTITUÍVEL na nasso alimentação.

Leite de Mãe: rico, completo e INSUBSTITUÍVEL na nasso alimentação.

Leite de Mãe: rico, completo e INSUBSTITUÍVEL na nasso alimentação.

Vamos direto ao ponto de interesse deste post. Leites durante nossa vida. Desde o nascimento, vamos, gradualmente, experimentando formas variadas de leites. Passamos pelo peito, pela mamadeira, pelos produtos, caseiros ou industriais, com adição de leite (bolos, bicoistos, pudins, pães, sorvetes, chocolates, cafés, cremes, vitaminas…). Infeliz daquele que não teve o prazer de passar pelo bico da lata de Leite Moça, por uma lambida na lata usada na cozinha para fazer pudim. Claro que mães cuidadosas e nervosas temem por estas lambidas afetivas. Temos o risco de cortar a língua, que risco saboroso.

Talvez o Leite Condesado Moça seja o produto mais afetivo da nossa e de várias gerações. No mercado brasileiro desde 1921, este produto pauta a doce vida afetiva de muita gente, nos tornando mais felizes. É um produto que na minha memória culinária mantém o mesmo sabor, textura e aroma da infância. Posso até estar enganado, mais recuso-me a acreditar que alguém teve a coragem de mexer no meu leite condensado (na fórmula industrial), sejam por razões de processos, custos ou sei lá o que mais. Prefiro viver na mentira e camuflar qualquer percepção sensorial que possa identificar alterações no produto.

Quatro momentos históricos da comunicação do Leite Condensado Moça.

Quatro momentos históricos da comunicação do Leite Condensado Moça.

E aí, amigos viajaram para Cancum e trouxeram uma latinha de Leite Condensado Moça de 100 gramas, com 121 calorias – La Lecherita. Fantástico! E ainda não lançaram no Brasil. Como podemos viver sem esta versão reduzida do Leite Condensado? Precisamos sugar esta latinha de bolso, portátil, que cabe em qualquer lugar, em qualquer bolsa ou bolso.

La Lecherita

Não é difícil concluir que seres humamos são seres orais, de prazeres orais. Pela boca temos parte dos grandes prazeres que a vida nos ofereçe. Começamos sugando o leite e o afeto da nossa mãe e não paramos nunca mais de sugar. Sugaremos por toda vida, por todos os prazeres.

Sugaremos por toda vida, por todos os prazeres.

Para Maisa Simas, minha afilhada querida da Bahia, que faz aniversário hoje!

Mais sobre Leite Condensado, mais sobre Leite Moça: http://www.leitecondensado.com/  http://www.nestle.com.br/moca/quememoca.aspx

Azul e Rosa

Rosa e Azul

Uma amiga, de muitos casos e histórias, contou-me que faz aniversário em data próximo ao irmão. Em um dos aniversários, sua mãe resolveu fazer as festas no mesmo dia, então fez um único bolo: metade azul, metade rosa. Ela fechou a história, real, falando que era tempo difícil, uma pobreza. Pobreza? Esta é a história mais rica e afetuosa que já ouvi de um aniversário.

Só muito amor incondicional é capaz de um ato extremo de afeto como fazer um bolo de duas cores. Só mãe mesmo!

Quero Sempre Festa de Aniversário

Festa de aniversário é o momento mais afeto recordativo que temos da infância.

Quero voltar ao tema aniversário, e espero que esta volta seja efetuada por inúmeras vezes. Para mim festa de aniversário é o momento mais afeto recordativo que temos da infância, especialmente as festas preparadas em casa, pelas mães, tias, madrinhas e vizinhas, sob nossos olhares e estômagos em alerta.

Perfume de comida de festa é a melhor recordação olfativa que carregamos na vida. Bolo assando no forno, carne moída sendo refogada para rechear pasteis, farinha de trigo sendo misturada com porções generosas de manteiga e gordura para formar as massas das empadas, chocolate derretendo para cobrir bolos e bolinhos, leite condensado cozinhando e virando brigadeiros, coco sendo ralado para formar doces beijinhos. Impossível esquecer todas as movimentações e barulhos de uma casa em preparação para uma festa de aniversário. Vivíamos a festa intensamente e em suas diferentes fases.

Crescemos e tentamos repetir os mesmos modelos com as nossas crianças. Às vezes, porém, nos envolvemos na industrialização das festas, comprando tudo pronto ou alugando espaços plastificados. O tempo e os afazeres da vida moderna nos vêm afastando das festinhas mais afetivas vividas na nossa infância, artesanalmente construídas na casa materna. Na verdade, nem temos mais casas para fazermos festas, temos o salão de festa do condômino ou o fast food da esquina.

Se para nossas crianças temos comprado festas industrializadas, nos distanciando das tradições das festas infantis de antigamente, como fica, então, nosso pedaço criança quando organizamos festas para nós ou para nossos afetos não criança? Gosto de brigadeiro e de bolo confeitado. Festa de aniversário para mim é essencial, adoro beijinho de coco e tenho paixão por chocolate. Todos estes gostos são heranças da minha infância, das minhas festas de infância, do meu aprendizado materno, e devo carregá-los por toda minha vida.

Oferecer comida de festa feita em casa renova nossos laços de afeto com parentes e amigos. É uma celebração que só a comida afetiva tem o poder de promover, reforçando nossa condição humana de interagir e manter a nossa sociabilidade em volta da mesa, na festa, em volta da comida e bebida carinhosamente preparadas para este momento de confraternização.

Quero sempre festa de aniversário, em casa.

Gosto de brigadeiro e de bolo confeitado. Festa de aniversário para mim é essencial, adoro beijinho de coco e tenho paixão por chocolate.

Brigadeiro Escuro no Microondas, no Copinho, da Loira Ercilia

No meu aniversário faço questão de preparar algum tipo de comida no fogão da minha casa, mesmo que a festa seja fisicamente deslocada para outro espaço. Mais especial ainda, é quando pessoas queridas reservam parte do seu tempo no preparo de comidinhas afetivas para nossa festa de aniversário. Vivemos tudo isso no último dia 23 de março com os beijinhos de coco da Dona Terezinha (Post Beijinho de Mãe – 30/julho/2011), que viajaram de Itabuna, na Bahia, para minha festa em São Paulo, com o bolo com recheio de goiaba e cobertura de chocolate feito por Tina, outra baiana de forno e fogão, e com o bolo engorda marido (Post Bolo Engorda-Marido – 04/maio/2011) com recheio de chocolate e cobertura de cream cheese feito pela Rita, no fogão da minha cozinha.

Mas este post foi escrito para falar da loira Ercilia, amiga querida, fisioterapeuta, paulista de Jales, que sempre chega com alguma coisinha especial nas nossas festas de aniversários. Desta vez, na minha festa, ela não somente chegou carregada de balões e cata-ventos prateados, mas também foi para o fogão (de microondas) fazer um brigadeiro de copinho. Um sucesso de sabor, sabor de afeto, sabor de carinho. O mais estranho é que a nossa loira querida é muito mais uma afetiva acompanhante nos preparos culinários do que uma protagonista dos fogões.

Ercilia mostrou como é perfeitamente possível ir para cozinha e fazer uma comida de antigamente para qualquer modelo de festa no presente, e mesmo com toda a modernidade do uso do microondas nesta receita de brigadeiro, o que conta mesmo é a preservação da memoria afetiva, o sabor de infância, o preparo feito em casa, o afeto do gesto, o presente, a surpresa, o prazer de comer algo especial feito por pessoas especiais.

Brigadeiro Escuro no Microondas, no Copinho, da Loira Ercilia

Brigadeiro Escuro no Microondas, no Copinho, da Loira Ercilia

1 – INGREDIENTES

  • 1 lata de leite condensado Moça
  • 1 caixa de creme de leite (200 gramas)
  • 1 colher de sopa de manteiga bem cheia
  • 3 colheres de sopa de chocolate em pó

1 – MODO DE PREPARO

  • Misture bem o leite condensado Moça, a manteiga e o chocolate em pó em um refratário;
  • Leve ao forno de microondas por 2 minutos, retire e mexa bem;
  • Repita a etapa acima por mais duas vezes e uma vez por um minuto, sempre misturando bem entre uma etapa e outra;
  • Após os 7 minutos totais de cozimento no microondas, retire o refratário, acrescente a caixinha de creme de leite e misture bem;
  • Distribua em copinhos de sua preferência e leve para geladeira por aproximadamente uma hora;
  • Decore como desejar e sirva.

Páscoa em Casa, na Cozinha Afetiva da Casa

Pão de Páscoa com Gotas de Chocolate e Frutas Cristalizadas (Foto: www.harald.com.br)

Vamos lá, ou melhor, vamos para cozinha fazer nossa Páscoa. Ovos, pães, bombons, trufas, pão de mel e outras delícias servidas na Páscoa, com muito chocolate, podem e devem ser preparados nas nossas cozinhas. 

Estamos em uma época fantástica, onde temos o chocolate como ingrediente principal desta celebração universal. Nada melhor do que manipular este produto especial nas nossas cozinhas, na elaboração de receitas para nosso deleito “gustativo emocional” e para as pessoas afetuosas que nos cercam. 

Presentear com chocolates, ou com produtos a base de chocolates, é receber poderosas doses de emoção, gratidão, amizade e surpresa, especialmente quando estes presentes são frutos da nossa elaboração caseira.  

A receita abaixo é um Pão de Páscoa, conhecido comercialmente como Colomba Pascoal. Não é uma receita simples de fazer, requer alguma habilidade culinária. Mas quem se importa com dificuldades culinárias? O bom mesmo é ir para cozinha e jogar-se no preparo, na magia da transformação que irá acontecer nas misturas e nos processos de preparo, seja de um simples ovo frito até um delicioso Pão de Páscoa.  

PÃO DE PÁSCOA COM GOTAS DE CHOCOLATE E FRUTAS CRISTALIZADAS*

 1 – INGREDIENTES

Esponja

  • 2 colheres (sopa) ou 20g de fermento biológico seco
  • ¾ xícara (chá) ou 100g de farinha de trigo
  • 1/3 xícara (chá) ou 80 ml de água filtrada e gelada

Massa da Colomba Pascal

  • 4 e ¼ xícaras (chá) ou 500g de farinha de trigo
  • ½ xícara (chá) ou 100g de margarina
  • ½ xícara (chá) ou 100g de açúcar refinado
  • 5 gemas de ovo
  • 1 colher (café) ou 2g de sal
  • 4 colheres (sopa) ou 40g de leite em pó
  • 2 colheres (sopa) ou 40g de mel
  • ½ xícara (chá) ou 120 ml de água filtrada e gelada
  • Gotas de essência de panetone

Recheio

  • 1 e 2/3 xícara (chá) ou 150g de gotas sabor chocolate meio amargo
  • 1 xícara (chá) ou 150g de frutas cristalizadas

 Cobertura 

  • 1 e ½ xícara (chá) ou 250g de farinha de caju
  • 1 xícara (chá) ou 200g de açúcar confeiteiro impalpável
  • 5 claras de ovos

Decoração

  • ½ xícara (chá) ou 100g de chocolate meio amargo ou ao leite
  • ¼ xícara (chá) ou 50g de açúcar confeiteiro impalpável
  • ½ xícara (chá) ou 40g de gotas sabor chocolate meio amargo
  • ¼ xícara (chá) ou 40g de frutas cristalizadas

 2 – MODO DE PREPARO

 Esponja

  • Em um recipiente, misture o fermento seco com a farinha de trigo e a água até formar uma massa homogênea. Cubra bem com filme PVC e deixe fermentar até dobrar de volume. 

 Massa

  • Em um recipiente grande da batedeira, junte a farinha de trigo com a esponja, a margarina, açúcar, gemas, sal, leite em pó e mel. Misture delicadamente para homogeneizar e adicione a metade da água. Leve à batedeira e adicione aos poucos a água, cuidando para não colocar líquido demais. Adicione a essência de panetone e bata mais um pouco até a massa ficar lisa, elástica e homogênea;
  • Abra a massa sobre uma mesa untada com óleo, espalhe as gotas de chocolate as frutas cristalizadas. Sove delicadamente a massa sempre fechando para envolver totalmente o recheio. Forme uma bola e deixe descansar por aproximadamente 15 minutos coberto com filme PVC;
  • Modele a massa recheada como se estivesse fazendo um pão baguete;
  • Divida-a em duas porções e corte uma delas em 3 partes, sendo 1 maior e 2 menores. Repita a operação com a outra porção e coloque na forma de papel de colomba, usando a parte maior como corpo e os menores como asa. Deixe fermentar por 30 a 50 minutos ou até dobrar de volume.

 Cobertura

  • Em um recipiente, misture a farinha de caju e a metade do açúcar de confeiteiro. Acrescente as claras e mexa até ficar homogênea. Aplique a cobertura sobre as colombas já fermentadas e, por cima, polvilhe o restante do açúcar de confeiteiro com uma peneira;
  • Asse em forno médio (170ºC), preaquecido, por cerca de 1 hora. Retire do forno e deixe esfriar sobre uma grade.

 Decoração

  • Derreta a cobertura sabor chocolate meio amargo, ou ao leite, conforme as instruções da embalagem e faça vários riscos sobre a superfície da colomba fria. Polvilhe com açúcar de confeiteiro no centro da cobertura e decore com gotas de chocolate e frutas cristalizadas.

 Dica

  1. Sempre que adicionar aos poucos a água à massa de pão, cuidado com o ponto. O ponto ideal é o ponto de véu, ou seja, quando esticada fica com aspecto de transparência sem se romper;
  2. Rendimento: 2 colombas;
  3. Tempo de preparo: 3h a 3h30;
  4. As formas de papel são encontradas em lojas de artigos de festas (Chocolândia, por exemplo), porém podemos usar uma forma convencional de bolos.

 

*A receita do Pão de Páscoa foi retirada do site www.harald.com.br. A Cozinha Afetiva fez livres adaptações e inclusões de outros ingredientes.

Faça seu Ovo de Páscoa em Casa

Atualmente os ovos de Páscoa tornaram-se populares através da sua industrialização em diversos sabores, formas e embalagens. Falamos de hoje e de um passado não muito distante. Por exemplo: na infância da minha geração, especialmente no norte e nordeste, ovo de Páscoa de chocolate era algo distante, assim como morango só era conhecido através do recheio dos biscoitos recheados, uva só através de K-Suco, maçã só para quem estivesse doente, salada era a mistura de alface, cebola, tomate e ovo de galinha cozido…

Voltando ao hoje, as regiões norte e nordeste não são mais distantes e isoladas. Descobriram-nos, graças a Deus! Fomos elevados à categoria de consumidores potenciais e nos possibilitaram vivenciar e deliciar as maravilhas das tecnologias alimentares.

Mas o assunto aqui é o ovo de Páscoa. Não lembro quando provei meu 1º ovo de chocolate, não tínhamos este hábito na nossa casa materna. Lembro, entretanto, de várias historinhas de amigos referentes ao desejo do consumo deste produto e de doces decepções, como por exemplo, a tristeza de ao abrir o ovo verificar que não era maciço de chocolate, e sim algo oco, uma fina casca de chocolate com alguns bombons dentro.

Outro fato que nunca entendi são as razões das cozinhas afetivas não fazerem ovos caseiros para consumo da familia. É como se ovo de Chocolate fosse uma invenção industrial que não tivesse passado por uma etapa doméstica. Quantas memórias afetivas poderiamos ter gravadas se nossas mães, avós, tias e madrinhas nos tivessem levados para suas cozinhas e nos deliciassem com a elaboração de ovos caseiros? Enfim, fazer ovos em casa não faz parte da nossa cultura culinária. Vamos direto ao supermercado e compramos nossos ovos prontinhos para nossas crianças e para as crianças que guardamos dentro de nós.

E para quebrar a tradição do não fazer ovos de Páscoa em casa, a empresa de chocolates Harald (www.harald.com.br) lançou um kit Páscoa – FAÇA SEU OVO DE PÁSCOA. Dentro da caixinha, uma barra de chocolate Melken ao leite, fôrma plástica, embalgens e um manual com o passo a passo. Agora já podemos fazer nosso ovo de Páscoa. Vou para minha cozinha afetiva fazer o meu. Depois apresento o resultado.

O Kit de Páscoa da Harald / Melken

Ovo de Páscoa – História

Ovos de Páscoa

Desde a Idade Média a páscoa é festejada como sendo a volta da luz, as Igrejas se iluminavam na madrugada de domingo e todas as casas deveriam acender velas, A páscoa associa, então, dois aspectos: a ideia de ressurreição tanto de Cristo quanto do Sol e uma vitória da luz sobre as trevas por meio da destruição da morte, sendo que ambas nada mais são do que uma passagem para outra vida.

O ovo, geralmente branco e frágil, é, de forma geral, uma metáfora para esta nova vida, ele é o símbolo do germe, encarna todo o conteúdo de uma vida numa simples casquinha, sendo um símbolo da transmutação e do renascimento. Do simbólico para o cotidiano, durante os quarenta dias que precedem o domingo de páscoa os fiéis estavam proibidos de consumir carnes e ovos. No entanto as galinhas, que não conheciam esta interdição, continuavam a pôr seus ovos normalmente, o que fazia com que os cristãos ficassem com muitos ovos sem poder comê-los. Para não desperdiçá-los surge, no século XII, a tradição de decorar as cascas dos ovos e oferecê-los como presente.

Conta-se que o rei Eduardo I da Inglaterra, em 1307 teria distribuído 450 ovos pintados aos membros da família real. Esta ideia acabará se desenvolvendo e ovos esculpidos em madeira são oferecidos ao rei, a família real russa começa a consumir ovos de páscoa feitos pelo joalheiro Fabergé e os doceiros vão começar a fazer ovos em açúcar, chocolate e torrone para as crianças.

Outros dados históricos indicam que os ovos de chocolate vieram dos Pâtissiers franceses que recheavam ovos de galinha, depois de esvaziados de clara e gema, com chocolate e os pintavam por fora. Os pais costumavam esconder ovos nos jardins para que as crianças os encontrassem na época da Páscoa. Com melhores tecnologias, a partir do final do século XIX, se difundiram os ovos totalmente feitos de chocolate, utilizados até hoje.

Referência – Revista Delícia de Páscoa – Harald 2012

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