O Caderno de Receitas da Dona Terezinha

Este é meu tema preferido, mas apesar de já ter alguns cadernos fotografados, e outros prometidos, só consegui divulgar apenas um. Vou retomar o tema aproveitando o dia das mães, hoje 13 de maio, e os 80 anos da Dona Terezinha, em outubro.

A cozinha da casa é um ambiente disponível para receber qualquer influencia externa culinária que possa mudar ou incrementar o cardápio diário. Estamos sempre abertos a ouvir, copiar ou imitar uma nova receita, que ao longo dos preparos vai assumindo um DNA próprio da nossa casa, tornando-se a nossa receita pessoal e familiar. Os cadernos de receitas são guardiões destas memórias de cozinhas, registrando a história oral da nossa culinária materna, preservando a nossa identidade familiar, hábitos e costumes do nosso cotidiano.

O Caderno/ Agenda de Receitas da Dona Terezinha

O Caderno/ Agenda de Receitas da Dona Terezinha

O caderno de receitas da Dona Terezinha poderia ser uma agenda de receitas. Foi e continua sendo escrito em uma agenda brinde da concessionária Wolksvagem Itave, de Itabuna, desde 1981. De todos os cadernos que já tive acesso é o mais diferente. Letra clássica, detalhes dos ingredientes e modos de preparos, receitas variadas, fotos de família, recortes de receitas extraídas de livrinhos e rótulos de embalagens e uma religiosidade presente nos nomes das receitas, onde seus Santos devotos são homenageados. É um mergulho no mundo culinário, afetivo e familiar desta senhorinha de olhos azuis, gestos delicados, mãe da Albinha, da Tina e da Carla, avó do Vinícius e do Rafa, bisavó da Vitória e do Felipe e mainha de todos nós.

Panex, Dona Benta, Sol, Petybon, Glória, Sadia - Algumas das marcas da Dona Tereza presentes no seu Caderno de Receitas da Dona Terezinha

Panex, Dona Benta, Sol, Petybon, Glória, Sadia - Algumas das marcas da Dona Tereza presentes no seu Caderno de Receitas

Rótulo do Leite Condensado Moça – Durante anos a Nestlé usou os rótulos do Leite Moça como veículo de comunicação, divulgando receitas e promoções. Muito difícil, arrisco a dizer impossível, um casa que não tivesse um rótulo grudado em algum lugar, em alguma gaveta, a espera de ser usado. Todos colecionavam os rótulos da Moça. Com as novas latinhas modernas, de cinturinha fina, com impressão e sem rótulos perdemos um dos maiores ícones da culinária brasileira. Fica a memória!

Rótulo do Leite Condensado Moça – Durante anos a Nestlé usou os rótulos do Leite Moça como veículo de comunicação, divulgando receitas e promoções. Muito difícil, arrisco a dizer impossível, um casa que não tivesse um rótulo grudado em algum lugar, em alguma gaveta, a espera de ser usado. Todos colecionavam os rótulos da Moça. Com as novas latinhas modernas, de cinturinha fina, com impressão e sem rótulos perdemos um dos maiores ícones da culinária brasileira. Ficou a memória!

O caderno/ agenda da Dona Tereza é recheado de muitas memórias. As receitas escritas foram aprendidas através da oralidade familiar dos Diniz nas suas cozinhas – heranças das avós, mães, tias, vizinhas – ou através do olhar apurado sob o preparo alheio, onde o aprendizado é naturalmente absorvido através da repetição, do número de vezes que presenciamos alguém fazer algo que gostamos.

Memória de Cozinha - Festa de aniversário na cozinha da Dona Tereza

Festa de aniversário na Cozinha Afetiva da Dona Terezinha

Mais um aniversário na casa dos Diniz – O olhar azul de quem tem autoridade culinária, autoridade na cozinha – Atenção para a simetria perfeita do bolo sobre a toalha de festa – de crochê – feita à mão pela Dona Terezinha

Mais um aniversário na casa dos Diniz – O olhar azul de quem tem autoridade culinária, autoridade na cozinha – Atenção para a simetria perfeita do bolo sobre a toalha de festa – de crochê – feita à mão pela Dona Terezinha

Doce de Santo Antônio, Maionese, Careca de Arcebispo, Rocambole de Batata Doce, Curau, Vatapá, Carurú, Coquetel de Cálcio, Docinho de São João, Bom Bolo, Biscoitinho de Goma, Salgadinho de Queijo, Amendoim de São Pedro, Mãe Brigadeiro…, são algumas das receitas da Dona Terezinha registradas no seu afetivo caderno. Ao longo do ano, homenageando os 80 anos desta cozinheira com cerca de 65 anos de cozinha, iremos apresentar algumas receitas do seu caderno/ agenda, iniciando hoje com a Mãe Brigadeiro.

Simplicidade, Sabor, Afeto - Receita de Mãe Brigadeiro da Dona Tereza

Simplicidade, Sabor, Afeto - Receita de Mãe Brigadeiro da Dona Tereza

Dizem que o dia das mães não é dia de mãe na cozinha. É um dia dos filhos, netos e sobrinhos cozinharem para suas mães, avós e tias ou correrem para restaurantes lotados para o almoço do domingo. Dizem…! O fato é que hoje é o dia das mães, dia da Dona Tereza e de todas as “Donas”. Donas de cozinhas, donas da nossa existência, donas dos afetos que nos conduzem pela vida.

Para Dona Terezinha, nossa “mainha”!

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Moqueca de Peixe e Camarão Mineira

Moqueca de Peixe e Camarão Mineira

Moqueca de Peixe e Camarão Mineira

Acordamos em pleno feriado, dia frio, sol tímido, preguiça, sem uma grande perspectiva culinária para o dia. Do nada, alguém liga avisando que está a caminho do GEAGESP para comprar peixes e mariscos. Vai rolar uma comida em pleno feriado.

Amigos, o que seria de nós sem estas pessoas que escolhemos como família. Livre escolha, livre arbítrio. Se tivermos afinidade, cumplicidade, afeto nos jogamos nas relações de amizade. Alguns vão ficando, outros entram, outros saem, trocam de roda, anda a fila. Assim vamos construindo os entornos afetivos da nossa vida, apurando, temperando, marinando e cultivando pessoas que em pleno feriado resolvem ir para cozinha preparar uma comida, pelo simples prazer da hospitalidade incondicional.

Elton é de Minas Gerais. Sotaque mineiro apesar do longo tempo em São Paulo e das andanças pelo Canadá e Inglaterra. Faz parte da turma dos amigos anestesistas – em diversas fases da minha vida fui acumulando turmas de diferentes áreas da minha: biólogos, anestesistas, advogados, jornalistas, fotógrafos. Foi na casa dele, do alto do 23º andar, com vista para São Paulo, sem céu de Sueli, mas com direito a pôr do sol, que entra sem licença e abraça toda sala, chega à cozinha e muda as cores das paredes e tetos, que o mineiro dedicado às panelas de barro preparou nosso almoço de frutos do mar.

...vista para uma São Paulo com céu não de Sueli, mas com direito a um pôr do sol...

...com vista para São Paulo, sem céu de Sueli, mas com direito a pôr do sol...

A cozinha deveria ser o lugar principal de qualquer casa. Lugar mais espaçoso, mas aberto, mas iluminado. Comida agrega, une, reúne, integra pessoas. Comida é a melhor forma de sedução, de aproximação, de estreitamento de laços. Na cozinha do Elton, diante da sua habilidade culinária, dos aromas das panelas de barro e alumínio, com todos convidados amontoados (uns ajudando, outros bisbilhotando), viajamos nas histórias de comidas e cozinhas, na nossa admiração pela Nina Horta, nas tiras do Henfil, na Graúna, nos planos para FLIP e nos 80 anos da Dona Terezinha, na sensibilidade da Fernanda Montenegro em Viver sem Tempos Mortos, nas receitas de família, no prazer de cozinhar sem obrigação, sem necessidades nutricionais, mas pelo simples e básico prazer da festa, da hospitalidade.

A Graúna do Henfil

A Graúna do Henfil

Polvo, moqueca de camarão e peixe, arroz, arroz de pequi e pirão de cabeça de peixe. Nosso cardápio diversificado para festejar o feriado, para festejar a diversidade das origens dos convidados do almoço: mineiros, baianos, cariocas, cearenses, paraenses e alagoanos, tendo São Paulo como testemunha, cidade que escolhemos para viver, cidade que nos possibilita encontros para celebrar a amizade e o prazer pela comida de casa, pela comida afetiva.

O ALMOÇO DO ELTON

As receitas abaixo são apenas descritivas, sem quantidades de ingredientes, tempos e detalhes do modo de preparo. Use-as como referências. 

POLVO

Polvo Frito no Alho, Cebola e Oliva

  • Lave bem e corte o polvo em pedaços generosos;
  • Cozinhe em panela de pressão, com agua, cebola e sal, até atingir o ponto (não deve ficar borrachudo ou esfarelando). Escorra e reserve;
  • Coloque bastante azeite de oliva extra virgem em uma caçarola, acrescente alho socado e refogue;
  • Adicione o polvo e frite levemente em fogo baixo;
  • Sirva com o pão da sua preferência.

ARROZ BÁSICO

Arroz no Alho, Cebola e Oliva

  • Frite o arroz no azeite de oliva extra virgem com alho, cebola e sal;
  • Adicione água, tampe e cozinhe.

ARROZ COM PEQUI

Arroz com Pequi no Alho, Cebola e Oliva

  • Frite o arroz no azeite de oliva extra virgem com alho, cebola e sal;
  • Adicione água, pequi (na quantidade que desejar), tampe e cozinhe.

MOQUECA DE CAMARÃO E PEIXE

Moqueca de Peixe e Camarão Mineira

  • Use o peixe de sua preferência, limpe e corte em postas. Reserve a cabeça para fazer o pirão;
  • Adicione limão ao peixe já limpo e tratado;
  • Limpe o camarão e reserve;
  • Cozinhe tomates em rodelas, maduros e vermelhos, com um pouco de açúcar até formar um molho consistente. Reserve;
  • Em uma panela de barro, adicione azeite de oliva extra virgem e refogue a cebola com o alho;
  • Adicione pimentões vermelhos e amarelos picados e refogue;
  • Em seguida adicione o camarão, sal, cheiro verde (cebolinha, salsinha, coentro), pimenta branca, outros tipos de pimenta a gosto e o azeite de dendê. Tampe de deixe cozinhar;
  • Após alguns minutos, adicione o peixe, o molho de tomate e o leite de coco;
  • Tempere com mais sal, mais pimenta branca e mais azeite de dendê a gosto;
  • Tampe e deixe cozinhar.

PIRÃO DE CABEÇA DE PEIXE

Pirão de Cabeça de Peixe

  • Cozinhe a cabeça do peixe na água e sal;
  • Escorra, deixe esfriar e retire toda a carne possível, tendo o cuidado de retirar também as espinhas. Reserve;
  • Doure levemente a cebola e o alho, em uma panela larga, no azeite de oliva extra virgem;
  • Adicione tomate, pimentão vermelho e amarelo e cheiro verde (tudo picadinho). Refogue;
  • Acrescente a carne da cabeça do peixe devidamente catada e água;
  • Cozinhe e adicione um pouco de leite;
  • Quando levantar fervura, baixe o fogo e lentamente (mexendo sempre para não empelotar) vá adicionando a farinha de mandioca até chegar à consistência desejada.

Salve Jorge no Sítio Marocas

Salve Jorge no Sítio Marocas

Salve Jorge no Sítio Marocas

Meu irmão Jucimar é devoto de São Jorge. Salve Jorge, santo da igreja católica padroeiro em diversas partes do mundo: Inglaterra, Portugal, Geórgia, Catalunha, Lituânia, Moscou e, extraoficialmente, da cidade do Rio de Janeiro (título oficialmente atribuído a São Sebastião), além de ser padroeiro dos escoteiros, do Corinthians Paulista e da Cavalaria do Exército Brasileiro. Também é venerado em diversos cultos das religiões afro-brasileiras, onde é sincretizado na forma de Oxóssi.

No Brasil comemoramos no dia 23 de abril. Meu irmão, como fiel devoto, faz sempre um louvor ao Santo Guerreiro. Este ano, devido à micareta – carnaval fora de época – a comeoração foi transferida para dia 28. O louvor acontece no Sítio Marocas, um lugar muito especial, cercado de vegetação frutífera, piscina com a cor do céu do sertão, muitos bichos, casa com 360º de varandas e uma grande cozinha, na qual se prepara de tudo que uma boa cozinha afetiva pode proporcionar.

O Sitio Marocas fica em Feira de Santana, na Bahia. Também tem uma capelinha de São Jorge, com Santo Antônio e Nossa Senhora Aparecida. É neste cenário que meu irmão realiza todos os anos o louvor ao seu santo protetor. Familia, amigos, reza – conduzida pelo dono da festa – e comidas e bebidas a base de milho, ingrediente favorito do ritual culinário deste Orixá.

Cajueiro do Sítio Maricas no Louvor ao São Jorge

Cajueiro do Sítio Marocas no Louvor ao São Jorge

As pessoas consideradas filhas de Oxóssi são alegres, expansivas, preferem agir à noite, como os caçadores. São faladores, ágeis e de raciocínio muito rápido. Sabem lutar e alcançar o que almejam, como que lançando uma flecha e acertando o alvo. Assim é meu irmão, uma pessoa especial com habilidade de espalhar e agregar felicidade, proteção e afeto. Dono, ainda, de uma grande capacidade criativa, transformou um lugar árido em seu projeto de vida, construindo um sítio especial, que une nossa familia e nossos amigos em grandes momentos de alegria e prazer.

O cardápio, como tudo mais deste louvor, tem o dedo do Jucimar. Na festa do dia 28/04 serviram bolo de milho, suco de milho, licor de milho e um Risoto de Frango com Molho de Milho, que apresentamos a seguir.

Risoto de Frango com Molho de Milho 

Risoto de Frango com Molho de Milho

 1 – INGREDIENTES

  • 1k de peito de frango
  • 200 gramas de arroz
  • 1 cebola grande picada
  • 2 dentes de alho amassados
  • 100 gramas de extrato de tomate
  • 12 azeitonas verdes
  • 1 litro de leite
  • 2 latas de milho verde em conserva
  • 2 colheres de sopa de amido de milho
  • 1 colher de sopa de manteiga
  • 1 colher de café de noz moscada
  • 1 copo de requeijão cremoso
  • 200 gramas de queijo parmesão ralado
  • Azeite de oliva extra virgem
  • Manteiga para untar
  • Sal e pimenta do reino a gosto

2 – MODO DE PREPARO

  1. Cozinhe o peito de frango, em água, com sal, pimenta do reino e azeite de oliva extra virgem. Escorra e reserve a água de cozimento;
  2. Cozinhe o arroz na água do frango reservada (se necessário use mais água). Reserve;
  3. Em azeite de oliva extra virgem refogue a cebola e o alho. Acrescente o frango já desfiado e o extrato de tomate. Deixe apurar, tempere com sal e pimenta do reino a gosto, acrescente as azeitonas (picadas) e deixe cozinhar em fogo baixo;
  4. Acrescente o arroz e espere até que esteja bem sequinho, cuidando para não deixar queimar. Quando estiver no ponto apague o fogo e reserve;
  5. No liquidificador bata o leite, o milho verde (escorrido), o amido de milho, a manteiga e a noz moscada. Tempere com sal e pimenta do reino a gosto. Leve ao fogo baixo mexendo até engrossar e reserve;
  6. Unte um refratário, ou uma assadeira de alumínio, com manteiga e espalhe primeiramente o frango já bem misturado com o arroz. A seguir cubra com o creme de milho e depois coloque o requeijão cremoso. Por último polvilhe com o queijo parmesão ralado;
  7. Leve ao forno médio até gratinar.

3 – DICAS 

  • Para acrescentar o requeijão cremoso por cima do molho de milho, deixe o creme esfriar e endurecer.
  • O requeijão cremoso deve ser retirado da geladeira no início do preparo. Se desejar use 2 copos de requeijão.

Megas Empadinhas Maneiras do Sandro

Megas Empadinhas Maneiras do Sandro

Inicialmente nunca entendi como um salgadinho – para mim o mais delicioso dos salgadinhos – de aspecto, sabor e textura tão especial pode ter uma massa denominada de “podre”. Massa podre, massa para fazer empadinhas. Passei minha infância ouvindo minha mãe e irmãs usando esta denominação, e na minha incompreensão infantil não entendia a dualidade do leite estragado, podre, esquecido sobre a pia da cozinha e que seria descartado no lixo, e o preparo da massa podre para elaboração das empadas. Podre, então, no meu cotidiano infantil era uma palavra que transitava entre dois extremos; prazer gustativo e repugnância.

Passaram os anos e continuo apaixonado por empadas. Massa podre no Brasil, massa quebrada em Portugal. O sentido “podre” está associado aos aspectos frágil, quebradiço, sem liga, que as massas para empadas devem apresentar.

Apesar de guardar a memória infantil da minha mãe e irmãs fazendo empadas, fiquei distante do preparo caseiro por longos anos. Meu consumo, controlado, pois sou compulsivo por este salgadinho, limitam-se as lanchonetes e bares espalhados pelas cidades do Brasil, especialmente o Rio de Janeiro, que considero o paraíso dos salgadinhos brasileiro (um dia ainda irei falar de outra paixão: joelho, um enroladinho de queijo e presunto vendido em todos os cantos da cidade maravilhosa).

Fazer empadas não é fácil. Precisa-se de muita habilidade culinária e paciência. Difícil encontrar alguém com disposição para encarar horas de preparo na cozinha. O Alessandro Laino – Sandro – carioca (tinha de ser carioca, terra dos salgadinhos), residente em Petrópolis, tem todas as habilidades necessárias e enfrente com paciência e maneirismo a tarefa. Dono de uma receita oral herdada da sua avó, da sua mãe, do seu pai e da vivência na cozinha, onde a família Laino reúne-se para preparar e degustar fornadas de empadinhas dos mais variados sabores.

Com uma vasta memória culinária, Sandro foi sabotando carinhosamente, ao longo dos anos, todas as receitas que teve contato até formar sua própria receita de empadas. Massa podre ao ponto. Azeite de oliva extra virgem e queijo ralado parmesão como ingredientes adicionais. Recheios variados e muitas dicas herdadas das reuniões familiares. Sandro é um habilidoso e especial preparador de megas empadinhas maneiras. “Mega” e “maneiro” por conta da cultura linguística, da gíria e do sotaque carioca de quem nasceu no Rio e sabe aproveitar tudo de bom que uma cidade maravilhosa possa ofertar, desde o mar e o sol até as delicias da cozinha de origem, especialmente, portuguesa.

Os 4 Sabores da Megas Empadinhas Maneiras do Sandro: Frango, 3 Queijos, Geleia de Damasco com Requijão Cremoso e Geleia de Goiaba com Queijo Minas

História:

De origem desconhecida, é encontrada em vários países. Provavelmente, tem origem nos pastelões portugueses, que consistiam em grandes tortas salgadas, com recheios diversos, com forte influência medieval. A etimologia da palavra empada é uma simplificação para a palavra empanada (também usada no idioma espanhol), com origem no latim panis, que significa pão. O significado mais próximo seria de iguaria de massa com recheio normalmente de carne, tampada com a própria massa. Nos Estados Unidos da América pode-se encontrar uma empada de frango, chamada chicken pie. Na Inglaterra encontra-se uma empada de frango e cogumelos e a famosa Melton Mowbray Pie, recheada com carne de porco picada e colágeno.

Megas Empadinhas Maneiras do Sandro

1 – INGREDIENTES DA MASSA

  • 5 xícaras de farinha de trigo
  • 400 gramas de manteiga com sal
  • 2 gemas de ovos
  • 4 colheres de sopa de azeite de oliva extra virgem
  • 3 colheres de sopa de queijo parmesão ralado
  • 1 gema de ovo para pincelar

2 – MODO DE PREPARO

Modo de Preparo - Passo a Passo

  1. Misture 4 xícaras da farinha de trigo com a manteiga em um recipiente. Amasse bem;
  2. Adicione as gemas, continue misturando a massa e logo em seguida adicione o queijo ralado;
  3. Adicione o azeite de oliva, misture bem e em seguida incorpore a última xícara de farinha de trigo lentamente, até a massa atingir o ponto de soltar das mãos e do recipiente;
  4. Separe uma parte da massa para formar as tampinhas das empadas;
  5. Pegue pequenos pedaços da massa restante e forme a base e laterais das empadas em forminhas de alumínio, modelando-as com as pontas dos dedos. Reserve;
  6. Adicione o recheio de sua preferência;
  7. Coloque a massa reservada para as tampinhas sobre uma folha de plástico e cubra com outra folha de plástico. Abra a massa com ajuda de um rolo;
  8. Corte as tampinhas das empadas usando uma forminha como molde (reutilize as sobras);
  9. Tampe as empadas e pincele com gema de ovo;
  10. Leve ao forno (180 oC) em assadeira, até dourar;
  11. Deixe esfriar e desenforme.

Modo de Preparo - Passo a Passo

3 – RECHEIOS USADOS NA RECEITA

SABOR 3 QUEIJOS - Queijo minas, queijo parmesão e queijo gorgonzola na proporção de sua preferência. Bater no liquidificar com leite até formar uma massa lisa, homogênea e cremosa.

SABOR FRANGO COM CURRY - Frango desfiado com azeitonas e temperado com cebola, alho, pimenta do reino, sal e curry.

SABOR GELEIA DE DAMASCO COM REQUIJÃO CREMOSO

SABOR GELEIA DE GOIABA COM QUEIJO MINAS

4 – DICAS

  1. No recheio de frango usar um pouco de farinha de trigo para deixar o caldo consistente;
  2. Não usar os recheios quentes, pois prejudica o cozimento das empadas quando levadas ao forno;
  3. Misture a gema do ovo para pincelar com um pouco de azeite de oliva, pois melhora a consistência para aplicação nas superfícies das empadas;
  4. As empadas com recheios de geleias não devem ser tampadas;
  5. Não necessita untar as forminhas;
  6. Na falta de plástico para abrir a massa das tampinhas, pode-se usar folhas de papel alumínio;
  7. A limpeza das forminhas deve ser efetuada a seco, usando apenas papel toalha;
  8. Esta receita rendeu cerca de 20 empadinhas fechadas e 30 empadinhas abertas.

Para Alessandro Laino que revigorou minha memória afetiva culinária do fazer empadinhas em casa!

TRUFA COM PRALINÉ DE AVELÃ

Trufa com Praliné de Avelã

Para fechar o mês do chocolate, para fechar a Páscoa 2012, uma receita de Trufa de Avelã. 

Trufa com Praliné de Avelã* 

1 – INGREDIENTES  

Praliné de nozes

  • 10 colheres de (sopa) ou 100g de açúar cristal
  • 4 colheres de (sopa) ou 40 ml de água filtrada
  • 1 colher de (sopa) ou 10g de vinagre de álcool
  • 2/3 de xicara de (chá) ou 100g de avelã triturado  

Massa trufada cremosa

  • 2 e ½ xícara (chá) ou 500g de chocolate tipo blend
  • ¾ xícara (chá) ou 200g de creme de leite 

Cobertura da trufa

  • 2 xícaras (chá) ou 400g de cobertura sabor chocolate meio amargo
  • ½ xícara de (chá) ou 100g de cobertura sabor chocolate ao leite 

2 – MODO DE PREPARO 

Praliné de Avelã

Em uma panela, hidrate o açúcar adicionando a água aos poucos. Leve ao fogo brando e, sem mexer, deixe até ficar na cor caramelo claro. Adicione o vinagre e deixe por mais 1 minuto. Para saber se a calda está no ponto, pegue um pouco com uma colher e pingue em um copo com água, se endurecer está no ponto. Quando estiver no ponto, adicione a avelã e mexa até formar uma massa crocante. Despeje sobre uma superfície lisa (mármore de preferência) untada com manteiga. Com um rolo untado com manteiga, espalhe a massa até a espessura desejada e deixe esfriar. Quebre bem fino ou passe num processador de alimentos para obter uma farofa e guarde num recipiente fechado. 

Massa Trufada Cremosa

Derreta o chocolate blend conforme as instruções da embalagem e misture com o creme de leite até ficar homogêneo. Leve à geladeira por 3 horas para melhorar a consistência. Bata na batedeira até formar um creme leve, adicione o praliné de avelã e misture delicadamente. Leve à geladeira por 1 hora para melhorar a consistência para manusear. Forme pequenas bolinhas irregulares com duas colheres de chá e coloque sobre uma superfície plana forrada com papel-manteiga. Já modeladas, volte à geladeira. 

Cobertura de Trufa

Derreta a cobertura sabor chocolate meio amargo conforme as instruções da embalagem. Passe as trufas geladas no chocolate derretido, faça movimentos circulares envolvendo toda a superfície. Coloque sobre uma superfície plana e forrada com papel-manteiga. Derreta a cobertura sabor chocolate ao leite conforme a embalagem e coloque em um cartucho de papel-manteiga e risque as trufas. Leve à geladeira por cerca de 3 minutos para cristalização final da cobertura. Retire da geladeira e corte as aparas com uma tesoura própria para alimentos. 

Dica

Caso prefira, substitua as avelãs por castanha-de-caju, nozes ou castanha brasileira. 

Rendimento: 30 trufas aeradas com praliné de avelã. 

Tempo de preparo: 1h a 1h30.

Em francês Praliné quer dizer “amêndoa coberta e torrada”. Na Bélgica é “bombom de chocolate”.

*A receita da Trufa com Praliné de Avelã foi retirada do site www.harald.com.br. A Cozinha Afetiva fez livres adaptações e inclusões de outros ingredientes.

Bruschetta de Abobrinha, Fernando Pessoa, Piracaia… e Mari

Mari é uma amiga de pouco tempo que nos encanta, sempre. Com seus grandes olhos verdes, sorriso largo e farto e fluência ao falar (claro ela é fonoaudióloga) a relação dela com comida limitava-se ao ato de alimentar-se, sempre com grandes doses de prazer. Prazer, alegria e muita celebração. Não bastasse tudo isto, Mari ainda recita poesias com voz empostada, após algumas cervejas e em qualquer momento. Domingo, 1º de abril, foi assim em Piracaia. Dia de sol, vista maravilhosa para o infinito, patê de gorgonzola, bruschettas de abobrinha, tomate e shimeji, cerveja gelada e o Poema em Linha Reta do Fernando Pessoa na voz da anfitriã.

Mari mora com Felipe, que moram com cachorros, gato, javalis, macacos e uma vista para um verde embriagante, que nos deixam sem ar, apesar do ar puro das montanhas de Piracaia. Neste cenário, Mari voltou-se para cozinha, e cozinha, e cozinha, e cozinha… em uma descoberta recente das suas aptidões afeto culinárias.

... uma vista para um verde embriagante, que nos deixam sem ar, apesar do ar puro das montanhas ...

Domingo foi o aniversário de Felipe, e claro a nova cozinheira do pedaço foi para cozinha. Temos o prazer de apresentar 3 receitas da nova afetiva cozinheira, que vive plenamente uma fase de grandes afetos, vários afetos, inclusive o culinário.

RECEITA I – Patê de Gorgonzola

1 – INGREDIENTES

  • 200 gramas de manteiga Aviação com sal
  • 1 caixinha de creme de leite
  • 1 pedaço generoso de queijo gorgonzola (cerca de 300 gramas)

2 – MODO DE PREPARO

  • Jogue a manteiga e uma panela, leve ao fogo e deixe derreter por completo;
  • Adicione o queijo gorgonzola picado e deixe derreter por completo.
  • Na mistura manteiga + gorgonzola adicione a caixinha de creme de leite, Mexa até misturar completamente e retire do fogo antes de ferver;
  • Adicione em recipientes e sirva com torradas, biscoitos, cenoura crua, pepino cru…

RECEITA II – Bruschetta de Shimeji (Não temos as quantidades… paciência! Estamos na Cozinha Afetiva, cozinha de mão e coração) 

Bruschetta de Shimeji

1 – INGREDIENTES

  • Shimeji
  • Manteiga Aviação com sal
  • Cebolinha picada
  • Alho
  • Shoyu
  • Azeite de oliva extra virgem
  • Queijo parmesão ralado
  • Pão italiano, ou qualquer outro de sua preferência

2 – MODO DE PREPARO

  • Lave o shimeji e aproveite apenas as partes longas;
  • Refogue o shimeji na manteiga, adicione shoyu a gosto e no final acrescente a cebolinha. Reserve;
  • Corte o pão em fatias e esfregue o alho sem casca na superfície do pão;
  • Adicione generosas porções do refogado (shimeji) em cima das fatias do pão e polvilhe com o queijo ralado;
  • Coloque em uma assadeira levemente untada com azeite de oliva extra virgem e leve ao forno até derreter o queijo;
  • Sirva quente.

RECEITA III – Bruschetta de Abobrinha e Tomate (Não temos as quantidades… paciência! Estamos na Cozinha Afetiva, cozinha de mão e coração) 

Bruschetta de Abobrinha e Tomate

 1 – INGREDIENTES

  • Abobrinha
  • Tomate maduro
  • Cebola
  • Ervas finas (salsa, cebolinha, tomilho, alecrim, estragão)
  • Azeite de oliva extra virgem
  • Alho
  • Sal
  • Queijo parmesão ralado
  • Pão italiano, ou qualquer outro de sua preferência

2 – MODO DE PREPARO

  • Ferva água e jogue as abobrinhas por cerca de 2/3 minutos;
  • Escorra as abobrinhas, divida-as ao meio, retire as sementes e corte-as em pequenos cubinhos. Reserve;
  • Retire as sementes do tomate e corte-os em pequenos cubinhos. Reserve;
  • Refogue a cebola bem picada no azeite de oliva extra virgem, acrescente as abobrinhas, as ervas finas e o sal. Refogue e por último junte os tomates. Misture bem. Reserve;
  • Corte o pão em fatias e esfregue o alho sem casca na superfície do pão;
  • Adicione generosas porções do refogado (abobrinha + tomate) em cima das fatias do pão e polvilhe com o queijo ralado;
  • Coloque em uma assadeira levemente untada com azeite de oliva extra virgem e leve ao forno até derreter o queijo;
  • Sirva quente.

Poema em Linha Reta – Fernando Pessoa:

http://www.jornaldepoesia.jor.br/fpesso34.html

Piracaia:

www.piracaia.sp.gov.br

Leite Mãe, Leite Moça

Leite Mãe

Leite materno se refere ao leite produzido pela mulher e é utilizado para alimetar seu bebê através do aleitamento. É ele a primeira e principal fonte de nutrição dos recém-nascidos até que se tornem aptos a comer e digerir os alimentos sólidos”. Esta é uma definição clássica e usual para leite materno, encontrada na Wikipedia. Acho ainda, desnecesário falar sobre a importância nutricional do leite de mãe e como este produto é rico, completo e INSUBSTITUÍVEL na nasso alimentação.

Leite de Mãe: rico, completo e INSUBSTITUÍVEL na nasso alimentação.

Leite de Mãe: rico, completo e INSUBSTITUÍVEL na nasso alimentação.

Vamos direto ao ponto de interesse deste post. Leites durante nossa vida. Desde o nascimento, vamos, gradualmente, experimentando formas variadas de leites. Passamos pelo peito, pela mamadeira, pelos produtos, caseiros ou industriais, com adição de leite (bolos, bicoistos, pudins, pães, sorvetes, chocolates, cafés, cremes, vitaminas…). Infeliz daquele que não teve o prazer de passar pelo bico da lata de Leite Moça, por uma lambida na lata usada na cozinha para fazer pudim. Claro que mães cuidadosas e nervosas temem por estas lambidas afetivas. Temos o risco de cortar a língua, que risco saboroso.

Talvez o Leite Condesado Moça seja o produto mais afetivo da nossa e de várias gerações. No mercado brasileiro desde 1921, este produto pauta a doce vida afetiva de muita gente, nos tornando mais felizes. É um produto que na minha memória culinária mantém o mesmo sabor, textura e aroma da infância. Posso até estar enganado, mais recuso-me a acreditar que alguém teve a coragem de mexer no meu leite condensado (na fórmula industrial), sejam por razões de processos, custos ou sei lá o que mais. Prefiro viver na mentira e camuflar qualquer percepção sensorial que possa identificar alterações no produto.

Quatro momentos históricos da comunicação do Leite Condensado Moça.

Quatro momentos históricos da comunicação do Leite Condensado Moça.

E aí, amigos viajaram para Cancum e trouxeram uma latinha de Leite Condensado Moça de 100 gramas, com 121 calorias – La Lecherita. Fantástico! E ainda não lançaram no Brasil. Como podemos viver sem esta versão reduzida do Leite Condensado? Precisamos sugar esta latinha de bolso, portátil, que cabe em qualquer lugar, em qualquer bolsa ou bolso.

La Lecherita

Não é difícil concluir que seres humamos são seres orais, de prazeres orais. Pela boca temos parte dos grandes prazeres que a vida nos ofereçe. Começamos sugando o leite e o afeto da nossa mãe e não paramos nunca mais de sugar. Sugaremos por toda vida, por todos os prazeres.

Sugaremos por toda vida, por todos os prazeres.

Para Maisa Simas, minha afilhada querida da Bahia, que faz aniversário hoje!

Mais sobre Leite Condensado, mais sobre Leite Moça: http://www.leitecondensado.com/  http://www.nestle.com.br/moca/quememoca.aspx

Azul e Rosa

Rosa e Azul

Uma amiga, de muitos casos e histórias, contou-me que faz aniversário em data próximo ao irmão. Em um dos aniversários, sua mãe resolveu fazer as festas no mesmo dia, então fez um único bolo: metade azul, metade rosa. Ela fechou a história, real, falando que era tempo difícil, uma pobreza. Pobreza? Esta é a história mais rica e afetuosa que já ouvi de um aniversário.

Só muito amor incondicional é capaz de um ato extremo de afeto como fazer um bolo de duas cores. Só mãe mesmo!

Quero Sempre Festa de Aniversário

Festa de aniversário é o momento mais afeto recordativo que temos da infância.

Quero voltar ao tema aniversário, e espero que esta volta seja efetuada por inúmeras vezes. Para mim festa de aniversário é o momento mais afeto recordativo que temos da infância, especialmente as festas preparadas em casa, pelas mães, tias, madrinhas e vizinhas, sob nossos olhares e estômagos em alerta.

Perfume de comida de festa é a melhor recordação olfativa que carregamos na vida. Bolo assando no forno, carne moída sendo refogada para rechear pasteis, farinha de trigo sendo misturada com porções generosas de manteiga e gordura para formar as massas das empadas, chocolate derretendo para cobrir bolos e bolinhos, leite condensado cozinhando e virando brigadeiros, coco sendo ralado para formar doces beijinhos. Impossível esquecer todas as movimentações e barulhos de uma casa em preparação para uma festa de aniversário. Vivíamos a festa intensamente e em suas diferentes fases.

Crescemos e tentamos repetir os mesmos modelos com as nossas crianças. Às vezes, porém, nos envolvemos na industrialização das festas, comprando tudo pronto ou alugando espaços plastificados. O tempo e os afazeres da vida moderna nos vêm afastando das festinhas mais afetivas vividas na nossa infância, artesanalmente construídas na casa materna. Na verdade, nem temos mais casas para fazermos festas, temos o salão de festa do condômino ou o fast food da esquina.

Se para nossas crianças temos comprado festas industrializadas, nos distanciando das tradições das festas infantis de antigamente, como fica, então, nosso pedaço criança quando organizamos festas para nós ou para nossos afetos não criança? Gosto de brigadeiro e de bolo confeitado. Festa de aniversário para mim é essencial, adoro beijinho de coco e tenho paixão por chocolate. Todos estes gostos são heranças da minha infância, das minhas festas de infância, do meu aprendizado materno, e devo carregá-los por toda minha vida.

Oferecer comida de festa feita em casa renova nossos laços de afeto com parentes e amigos. É uma celebração que só a comida afetiva tem o poder de promover, reforçando nossa condição humana de interagir e manter a nossa sociabilidade em volta da mesa, na festa, em volta da comida e bebida carinhosamente preparadas para este momento de confraternização.

Quero sempre festa de aniversário, em casa.

Gosto de brigadeiro e de bolo confeitado. Festa de aniversário para mim é essencial, adoro beijinho de coco e tenho paixão por chocolate.

Brigadeiro Escuro no Microondas, no Copinho, da Loira Ercilia

No meu aniversário faço questão de preparar algum tipo de comida no fogão da minha casa, mesmo que a festa seja fisicamente deslocada para outro espaço. Mais especial ainda, é quando pessoas queridas reservam parte do seu tempo no preparo de comidinhas afetivas para nossa festa de aniversário. Vivemos tudo isso no último dia 23 de março com os beijinhos de coco da Dona Terezinha (Post Beijinho de Mãe – 30/julho/2011), que viajaram de Itabuna, na Bahia, para minha festa em São Paulo, com o bolo com recheio de goiaba e cobertura de chocolate feito por Tina, outra baiana de forno e fogão, e com o bolo engorda marido (Post Bolo Engorda-Marido – 04/maio/2011) com recheio de chocolate e cobertura de cream cheese feito pela Rita, no fogão da minha cozinha.

Mas este post foi escrito para falar da loira Ercilia, amiga querida, fisioterapeuta, paulista de Jales, que sempre chega com alguma coisinha especial nas nossas festas de aniversários. Desta vez, na minha festa, ela não somente chegou carregada de balões e cata-ventos prateados, mas também foi para o fogão (de microondas) fazer um brigadeiro de copinho. Um sucesso de sabor, sabor de afeto, sabor de carinho. O mais estranho é que a nossa loira querida é muito mais uma afetiva acompanhante nos preparos culinários do que uma protagonista dos fogões.

Ercilia mostrou como é perfeitamente possível ir para cozinha e fazer uma comida de antigamente para qualquer modelo de festa no presente, e mesmo com toda a modernidade do uso do microondas nesta receita de brigadeiro, o que conta mesmo é a preservação da memoria afetiva, o sabor de infância, o preparo feito em casa, o afeto do gesto, o presente, a surpresa, o prazer de comer algo especial feito por pessoas especiais.

Brigadeiro Escuro no Microondas, no Copinho, da Loira Ercilia

Brigadeiro Escuro no Microondas, no Copinho, da Loira Ercilia

1 – INGREDIENTES

  • 1 lata de leite condensado Moça
  • 1 caixa de creme de leite (200 gramas)
  • 1 colher de sopa de manteiga bem cheia
  • 3 colheres de sopa de chocolate em pó

1 – MODO DE PREPARO

  • Misture bem o leite condensado Moça, a manteiga e o chocolate em pó em um refratário;
  • Leve ao forno de microondas por 2 minutos, retire e mexa bem;
  • Repita a etapa acima por mais duas vezes e uma vez por um minuto, sempre misturando bem entre uma etapa e outra;
  • Após os 7 minutos totais de cozimento no microondas, retire o refratário, acrescente a caixinha de creme de leite e misture bem;
  • Distribua em copinhos de sua preferência e leve para geladeira por aproximadamente uma hora;
  • Decore como desejar e sirva.
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