Sopa dos Talos das Cenouras

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Visitar feiras livres é sempre uma boa oportunidade para escolher e comprar o que precisamos, e especialmente o que não precisamos de imediato. Quando a feira é orgânica multipla-se o desejo. São Paulo tem uma ótima feirinha de orgânicos, todas as 3as feiras, sábados e domingos no Parque da Água Branca. É um passeio muito prazeroso. Andar no parque, o único que conheço com galinhas, patos, gansos e pavões soltos, tomar o café da manhã e encher a cesta de frutas, verduras e legumes.

No mesmo instante em que as cenouras da feirinha, de cores vibrantes e longos talos verdes, olharam pra mim tive a certeza que aqueles talos seriam minha sopa da 2a feira. E foi. A receita é muito simples, e mais uma vez a quantidade de cada ingrediente não é relevante. Usem as quantidades que desejarem, subvertam a receita, é ótimo.

INGREDIENTES E MODO DE PREPARO

Talos verdes de  8 cenouras; 2 batatas; 2 tomates maduros; 1 cebola; 1 pimentão pequeno e alho, coentro, cebolinha, gengibre, sal e azeite de oliva extravirgem a gosto.

Lave e corte tudo miudinho, coloque em uma panela com água, leve ao fogo alto até cozinhar bem, deixe esfriar um pouco, bata no liquidificador até formar uma caldo homogêneo. Pronto!

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Macarrão Caseiro, da Cozinha, do Joca

Um grande acontecimento no dia hoje. Conseguimos uma receita direto de Campina Grande, direto da cozinha mais afetiva da cidade. Joca, amigo querido, acordou mais que inspirado e resolveu ir pra cozinhar fazer seu autoral “macarrão de domingo”. Muito especial, como também a forma que a receita está escrita, comprovando que receitas não tem formulas herméticas, tudo é possível quando somos um afetivo de cozinha.

INGREDIENTES, MODO DE PREPARO E POESIA

  • A massa é suuuuuper simplérrrima;
  • 100g de farrinha de trigo, por pessoa, e um ovo idem, fiozinho de azeite de oliva extravirgem, sal e água (gotinhas) se necessário;
  • Amassar, amassar, abrir fininha e cortar com faca afiada e fé cega;
  • Deixar secar;
  • Jogar na água fervente e salgada que nem o mar da Bahia;
  • Botar o molho de preferencia e servir, bem simples assim;
  • Receita de minha amiga Verinha que mora em Ilhéus, tinha que ser da Bahia!!!!!!thumb_IMG_8237_1024

Feirinha da Praça Benedito Calixto

Em São Paulo, todos os sábados, a partir das 08 horas da manhã, a feirinha de antiguidades, e tudo mais, da Praça Benito Calixto, em São Paulo, é um lugar perfeito para diversão e garimpagem de coisas de casa e cozinha de tempos passados. O preço é acessível, a qualidade é muito boa e ainda podemos nos divertir com a imensa quantidade de itens expostos à venda. Bem no meio da feirinha tem uma área de comidas. Não deixe de experimentar o “buraco quente”, um pãozinho francês (ou cacetinho) com um molho de carne moída, super quente, enfiado no meio do pão. Ao redor da feira, muitas lojas e mais lugares para beber e comer. Uma delicia, adoro este programa de sábado.

Para coar café em coador de tecido

Para coar café em coador de tecido

Yourgurteira, década de 40

Yourgurteira, década de 40

Máquina para torcer roupas, 1940

Máquina para torcer roupas, 1940

 

São João!

viva

Canjica (da Bahia)

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São João sempre comecava na companhia dos meus pais para fazer as compras juninas na grande feira livre de Feira de Santana (Bahia). O interesse infantil era mesmo na infinidade dos adereços vendidos nessa ocasião. Era tudo de papel, muito colorido e artesanal. Chapéu, flores, mini guarda chuva, lenço para o pescoço. Entre os milhos, amendoins, jenipapos, laranjas, aipins e cocos, sempre sobrava um tempo para as compras dos adereços que usaríamos nas noites de São João e São Pedro.

De volta às comidas, sempre achei que a canjica era a “Rainha do Milho” da festa e o amendoim cozido o “Rei”, meus pratos favoritos. O processo do preparo iniciava-se pela compra das espigas verdes dos milhos e pelos cocos inteiros. Nunca entendi como minha mãe conseguia escolher os milhos e os cocos (embalados entre cascas e cascos), sem vê-los,  com uma sabedoria exata e precisa.

Em casa, mãos habilidosas descascavam e debulhavam os milhos, quebravam os cocos com uma precisão milimétrica, transformando-os em duas partes simétricas, que seriam ralados e de onde eram extraídos seus leites caudalosos, quase um creme. Bater o milho no liquidificador, passar na peneira, espremer no pano de prato até ter um liquido espesso, homogêneo e amarelo, jogar na panela e temperar com sal, açúcar, manteiga, cravo, canela e o leite de coco, que dava o tom da consistência.

Na minha casa materna canjica era de corte. Deveria ser despejada nas travessas brancas e quando fria teria uma consistência para corte. O toque final era a canela em pó jogada com muita elegância por cima das travessas.

Adorava o ritual da transferência da panela fumegante para as travessas brancas, onde, alguém precisa sacudir as travessas para que o creme se espalhasse uniformemente sem formar ondas na superfície. No final tínhamos as recompensas; uma panela para ser lambida e um pratinho de canjica que podia ser comido na hora, mesmo quente.

1 – INGREDIENTES

  • 1 xícara de leite de vaca
  • 400 ml de leite de coco (duas garrafinhas)
  • 100 ml de água
  • 1 xícara de açúcar
  • 1 pitada de sal
  • 6 espigas de milho maduras
  • 50 g de manteiga com sal
  • Cravo, canela em pau e canela em pó a gosto

2 – MODO DE PREPARO

  • Debulhar o milho com ajuda de uma faca;
  • Colocar os milhos, a água, o leite de vaca e 200 ml do leite coco no liquidificar. Bater bem até formar uma pasta homogêneo;
  • Passar o milho batido por uma peneira fina ou coador, espremer bem para separar o bagaço;
  • O caldo resultante da peneira ou coador, deve ser passado por um pano de prato, deixando-o bem liso, sem presença do bagaço;
  • Em uma panela grande despeje o líquido, acrescente a pitada de sal, o cravo e a canela em pau e leve ao fogo médio mexendo sempre para não embolar;
  • Quando a mistura começar a engrossar, junte o açúcar e a manteiga e continue mexendo por aproximadamente 25 ou 35 minutos. Durante este tempo acrescente 200 ml de leite coco, se necessário;
  • O ponto certo da canjica é quando ela engrossa e começa a soltar do fundo da panela;
  • Transfira para travessas e polvilhe com canela em pó.

3 – DICA

  • As espigas dos milhos apresentam tamanhos variados, podendo interferir na consistência final da canjica.
  • A adição dos 200 ml de leite de coco, durante os 25 a 30 minutos do cozimento, deve regular a consistência final, podendo inclusive ser necessário mais um pouco de leite de coco ou leite de vaca durante este tempo.
  • O ponto certo é quando a canjica começa soltar do fundo da panela.

4 – NA FOTO ABAIXO

  • A – 6 espigas do milho para serem debulhadas;
  • B – Os milhos já debulhados com ajuda de uma faca;
  • C – O bagaço, não descartar. Congelar, pode ser usado em outras receitas;
  • D – O caldo bem liso, que foi passado na peneira (ou coador) e no pano de prato para ser separado do bagaço.

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 [...e da próxima vez quero leite de coco do coco e travessas brancas...]

 

Bolo de Aipim (?)

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Junho é sempre um mês mais especial para bolos de milho, aipim, tapioca e puba. Santo Antônio, São João e São Pedro, as festas juninas, só são completas com estes bolos à mesa. Na minha casa de infância era assim. Continuo buscando esses sabores perdidos no tempo e na industrialização dos alimentos.

Ontem estava na Zona Cerealista de São Paulo (Rua Santa Rosa) e encontrei uma massa de aipim pronta, industrializada. Resolvi acreditar no produto e seguir a receita que estava no verso (seguir não na integra, fiz algumas mudanças). Fiquei meio desconfiado, pois nunca tinha visto receita de bolo de aipim com leite condensado, mas, era o que tinhamos no momento para matar a saudade do gosto desse bolo, que minha mãe fazia com uma maestria espetacular, sempre em forma redonda, com ou sem furo, nas festa juninas.

O resultado foi bom. Foi, foi mesmo (?). O “foi bom” foi meio que ampliado, meio que para compensar a saudade do bolo de aipim da Dona Maria. O bolo que fiz com a massa pronta de aipim e leite condensado é um bom bolo, mas não é o bolo de aipim da minha infância, nem poderia ser, pois os ingredientes eram diferentes. Qualquer hora vou comprar aipim e ralar, comprar coco e tirar o leite do coco para fazer o meu bolo de aipim.

1 – INGREDIENTES

  • 500 g de massa pronta de aipim (foto da embalagem abaixo)
  • 1 colher de sobremesa de fermento em pó
  • 50 g de coco ralado
  • 400 ml de leite de coco (2 garrafinhas)
  • 1 lata de leite condensado
  • 3 ovos
  • 1 xícara de chá de açúcar
  • 300 g de manteiga

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2 – MODO DE PREPARO

  • Pre aquecer o forno a 180 oC;
  • Bater as claras em ponto de neve, acrescentar as gemas, bater mais um pouco;
  • Adicionar o açúcar e a manteiga, bater até formar uma massa lisa;
  • Acrescentar o leite de coco, o leite condensado e o coco ralado, bater até formar uma massa lisa;
  • Acrescentar a massa de aipim e bater até formar uma massa lisa e homogênea;
  • Por fim, adicionar o fermento em pó e bater levemente;
  • Assar por 40/50 minutos ou até dourar.

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Vaca Atolada da Rita

A Vaca atolada é um prato típico da comida caipira, tem como principais ingredientes costela bovina e mandioca, muito popular em estados como Minas Gerais, Santa Catarina e Pernambuco, apesar de ser classificado na culinária do Brasil como um prato típico mineiro.

Tropeiros valeparaibanos carregavam no embornal* carne mergulhada na gordura, o que garantia alimento por um bom tempo, sem deteriorar. Ao longo das trilhas colhiam mandioca, assim podendo misturá-las e cozinhar junto com as carnes, uma comida forte e boa para dias mais frios da serra.

Ao se dirigirem às Minas Gerais, transpondo a Serra da Mantiqueira por terrenos íngremes, frios, irregulares, úmidos e principalmente nos períodos de chuva, o que tornava o solo alagadiço, o gado encalhava e não prosseguia, havia então o momento de remanejamento dos animais, o descanso da tropa e sua alimentação. Assim sendo, foi batizado esse alimento como Vaca Atolada.

Receitas de Vaca Atolada são muitas e variadas. O comum entre todas são as carnes e a mandioca. A da Rita, feita na noite do dia 13/06, para Santo Antônio não levou costelas e foi elaborada para 40 pessoas. Uma responsabilidade muito afetiva para quem tem muito critério na cozinha.

*Embornal – sacola confeccionada em couro ou tecido grosso, com alças laterais do mesmo material, usada à tira-colo

1 – INGREDIENTES

  • 3 kg de mandioca em pedaços
  • 2 kg de paleta (ou outra carne de vaca de sua preferência)
  • 1 kg de linguiça defumada em rodelas
  • 1 kg de carne seca em pedaços
  • 300 gr de bacon em cubos
  • 3 cubos de caldo de carne
  • A gosto: tomate, cebola, pimentão verde, coentro, cebolinha, alho, vinagre, pimenta do reino, vinagre, azeite de oliva extra virgem e sal

2 – MODO DE PREPARO

  • Temperar a paleta com o alho socado, a pimenta do reino, o vinagre e o sal, reservar;
  • Fritar o bacon, adicionar a cebola e deixar dourar;
  • Adicionar a paleta já temperada, dourar levemente e acrescentar a linguiça, a carne seca, os cubos de caldo de carne e a água, deixar cozinhar;
  • Adicionar a mandioca em pedaços e deixar cozinha até a mandioca ficar bem macia;
  • Acrescentar mais água, se necessário;
  • Ajustar o sal e adicionar o azeite de oliva extravirgem.

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Lasanha de Beringela

Mais uma receita descritiva, sem quantidades dos ingredientes. A lasanha de beringela é de fácil preparo e muito saborosa.

  • Cortar as beringelas em fatias longas e não muito finas;
  • Colocar água para ferver e com ajuda de uma escumadeira passar as fatias da beringela rapidamente pela água, reservar;
  • Preparar um molho a bolonhesa ou de tomates, reservar;
  • Passar azeite de oliva em refratário retangular;
  • Montar a lasanha na ordem seguinte:
  1. Molho
  2. Fatias de beringela
  3. Molho
  4. Queijo em fatias
  • O molho deve ser farto para envolver todas as camadas da lasanha;
  • Finalizar a com queijo parmesão ralado;
  • Colocar em forte pré aquecido a 160 oC até dourar.

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Santo Antônio

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Caranguejo de Panela com Pirão

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Caranguejos são crustáceos conhecidos também como uaçás, auçás e guaiás. São caracterizados por terem o corpo totalmente protegido por uma carapaça, quatro pares de patas terminadas em unhas pontudas, o primeiro dos quais normalmente transformado em fortes pinças”. Esta é uma definição que não interessa em nada para os comedores de caranguejos. O importante é o ritual da paciência e a habilidade da degustação.

Uma panelada de caranguejos não é uma comida para matar a fome de ninguém, nem para ser comida com pressa, é uma comida para deixar rolar muita conversa, muita cerveja e muita convivência. Os comedores desses crustáceos, devoram toda a carne branquinha que encontra-se dentro das patas com uma habilidade impressionante. Em seguida devoram o corpo, separando o que deve e não deve ser comido. Adicionam farinha de mandioca e pimenta, fazendo uma mistura pastosa com as entranhas do bicho e sempre tem um pirão de acompanhamento. Admiro muito esses devoradores, sejam de bares ou de casas, que com muita paciência passam horas no ritual da comilança.

A receita abaixo é da Edileuza, moradora do Condominio Águas de Olivença (Bahia), feito para uma mesa de baianos e paulistas. As habilidades do comer dos baianos é notória, e na divertida mesa rolou algumas regras básicas para se comer caranguejos em grupo, que estão abaixo da receita. Estas regras são, logicamente, dos baianos, ou melhor das baianas Dal e Alba, comedoras clássicas de caranguejos.

 1 – INGREDIENTES

  • Caranguejos
  • Cebolinha e coentro picados
  • Limão espremido
  • Sal
  • Azeite de dendê
  • Farinha de mandioca

2 – MODO DE PREPARO

CARANGUEJO

Geralmente os bichos chegam vivos à nossa cozinha, então o ritual da morte deve ser o primeiro passo do preparo. Jamais jogue o bicho vivo na panela de água fervendo. Como um mecanismo de defesa (não sei o motivo) os caranguejos soltam as patas, sendo péssimo servir uma panelada de corpos e patas separados.

  • Matar os bichos enfiando uma faca pontiaguda no local indicado na foto abaixo;

Faca

  • Lavar bem, retirando toda areia;
  • Com ajuda de uma faca afiada ou barbeador descartável (novo) retire todos os pelos das patas. Este é o maior trabalho do preparo e requer muita paciência;
  • Lavar mais uma vez em água corrente;
  • Transfira para uma panela grande;
  • Adicione a cebolinha, o coentro, o limão e o sal, tudo a gosto;
  • Cozinhe em fogo médio até levantar fervura, então vire os caranguejos de cima para baixo e de baixo para cima, mas não deixe levantar uma segunda fervura;
  • Desligue o fogo e retire os caranguejos da panela, reservando o caldo.

PIRÃO

  • Com o caldo ainda quente, adicione o azeite de dendê e cozinhe por mais um tempo sem ferver;
  • Com fogo baixo, adicione a farinha de mandioca, lentamente, mexendo sempre, até chegar no ponto de pirão (foto abaixo);
  • Sirva quente com os caranguejos.

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3 – DICAS

  • Na Paraíba usa-se leite de coco no preparo dos caranguejos;
  • Em algumas regiões da Bahia usam-se também cebola, alho, tomate, pimentão verde e azeite de oliva extravirgem.

4 – REGRAS BÁSICAS: Comportamento à mesa para comer caranguejo

  1. Não pegar os caranguejos que tenham as maiores poãs (pata maior), equilibrar, não usar a “Lei de Gérson”;
  2. Não tirar as poãs e deixar os corpos e as patinhas menores, com a desculpa de que não gosta das partes menos carnudas;
  3. Não pegar as poãs soltas na panela, pois pertence a algum caranguejo;
  4. Não pegar o caranguejo só para comer as poãs;
  5. Oferecer o corpo do bicho pra mesa caso não queira comer;
  6. Quantas pessoas estão à mesa? Quantos caranguejos existem na panela? Divisão igual, e se sobrar um ou mais deve ser compartilhado com todos.
As sobras do ritual de comer caranguejos

As sobras do ritual de comer caranguejos

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