Prato de Recordações

A recomendação abaixo é da Renata Rodrigues no Facebook da Cozinha Afetiva … gostei muito! Acho que Cozinha Afetiva também pode ser traduzida como UM BOM PRATO DE RECORDAÇÕES REGADO A MOMENTOS ETERNOS E SALPICADO DE AFETO. Ficou uma definição bem culinária e muito afetiva.

“Recomendo a todos que gostam e sabem apreciar um bom prato de recordações regado a  momentos eternos e salpicado de afeto – Renata Rodrigues.”

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Pano de Prato

Simples e de grande utilidade, não há cozinha sem pano de prato, que na verdade poderia também ser chamado de pano de panela, pano de mão, pano para tudo. Minha mãe usava vários ao mesmo tempo… e coitado de quem misturasse o pano de prato de cobrir o escorredor de pratos com o pano de prato para as mãos ou o pano de prato que era usado para enxugar as louças, a pia ou limpar o fogão.

Muitas cozinhas por onde passei, e ainda passo, mantém a tradição dos vários panos para diferentes utilidades. Assim são, por exemplo, as cozinhas da Dal, amiga baiana morando em Brasília, e da Ed, outra amiga da Bahia que mora em Salvador. Por várias vezes nas cozinhas da Ed ou da Dal, sentir o peso do ato falho de enxugar a mão no pano errado. Gente de cozinha afetiva, de herança culinária tem seus rituais, e panos para diferentes usos fazem parte destes rituais. Este meu ato falho, dentre outros, foi batizado de “Cascão”, personagem do Mauricio de Souza. Hoje na minha cozinha procuro manter pelo menos dois panos, nada comparado com a cozinha da minha irmã Dalva, com mais de 5 tipos para usos diferentes (cobrir, enxugar mão, enxugar frutas e verduras, limpar fogão, enxugar louças, etc., etc. …).

Voltando a querida amiga Ed (Edivalma Santana, fotógrafa), nossa história teve início em 1970 no Colégio Municipal de Feira de Santana, e entre encontros e desencontros fomos vizinhos, porta a porta, por mais de 10 anos na especial Rua Fonte do Boi, no mágico bairro do Rio Vermelho, na mágica cidade do Salvador. Este foi um período de grandes memórias afetivas culinárias, pois nossas raízes de família são idênticas. Sopa, café da manhã, bolo, queijo Palmira, cozido, maniçoba, vatapá… tudo era compartilhado em um ritual de vai e vem diário. Na minha infância, vizinhos se presenteavam com pratinhos de comidinhas diferentes, e nunca o prato era devolvido vazio, ficava a espera de alguma iguaria culinária para que a gentileza fosse retribuída.

Nas minhas idas para Salvador procuro manter minhas origens afetivas com pessoas que marcaram minhas memórias culinárias. Ed é uma delas, e foi em um café da manhã, conversando sobre blog, fotos, eleição e pelourinho que fui surpreendido com um pano de prato que cobria a cesta dos pães. Um pano de prato de puro linho, delicadamente bordado a mão e com uma inscrição “Quinta Feira”. Memória automaticamente ativada. Era comum pano de prato dos dias da semana, de Segunda Feira ao Domingo, que deveriam ser trocados diariamente respeitando os dias da semana. Os da Ed foram herdados da Dona Lili, sua mãe. Os 7 panos tem mais de 55 anos, faziam parte do enxoval de casamento da Dona Lili e foram feitos e bordados por ela. São desenhos simples, delicados, coloridos e com cenas de tarefas diárias de uma dona de casa, um retrato da época. O meu preferido é o sábado, onde a menina da cena retira um bolo do forno.

Pano de Prato - Sábado - Tirando o bolo do forno

O café na casa da Ed foi mais que especial e os panos estão aqui retratados.

Procurei muito a origem ou história do pano de prato e não encontrei. Panos com os dias da semana ainda são encontrados, porém  com dias da semana, de puro linho e bordados a mão são uma raridade e podem ser excelentes presentes para os amantes da cozinha afetiva.

O pano de prato é a roupa de cozinha mais representativa da cozinha afetiva.


Bolo de Milho com Goiabada

Abrindo a categoria dos Doces Afetivos, mais uma receita com ingrediente de afetividade. Josias Júnior, médico, anestesista, com trilhões de atividades diárias, tem como especialidade a cozinha dos doces. Não há festa de aniversário, natal ou qualquer outra celebração que os bolos e doces da cozinha afetiva do Josias não estejam presentes. Como todo bom “dono de cozinha”, Josias, pernambucano, criado no Mato Grosso e que adotou São Paulo como residência, tem um cuidado muito especial com suas receitas e ingredientes.

Não foi difícil escolher a receita para a abertura desta categoria, o bolo de milho com goiabada, de fácil preparo e extremamente saboroso, faz sempre sucesso e já é cadeira cativa nas nossas festas juninas e trezenas de Santo Antônio todos os anos. A origem da receita é duvidosa, provavelmente passada de alguma alma afetiva que cruzou as cozinhas por onde Josias circulou, porém como bom alquimista de toda cozinha afetiva, ele já transformou a receita, chegando a um resultado fantástico. Experimentem!

Josias Júnior

1 – INGREDIENTES

  • 4 ovos
  • 200g de milho verde
  • 200 ml de leite de coco
  • 100 ml de óleo
  • 400 g de açúcar
  • 25 g de fermento em pó químico
  • 120 g de farinha de milho em flocos pré-cozida
  • 300 g de goiabada

2 – MODO DE PREPARO

  • Pré aquecer o forno, 20 a 30 minutos antes (180 °C).
  • Bater todos os ingredientes no liquidificador por aproximadamente 3 minutos, exceto a goiabada.
  • Forrar uma forma redonda (28 cm) de fundo removível com papel manteiga.
  • Cortar a goiabada em lâminas e forrar o fundo da forma.
  • Adicionar a massa sobre a camada de goiabada.
  • Assar por aproximadamente 40 min em forno a 200 °C.
  • Desenformar o bolo ainda morno.

O Bolo de Milho com Goiabada, assado e antes de desenformar

Bolo de Milho com Goiabada

3 – OBSERVAÇÕES

  • Não entre em desespero na hora de desenformar o bolo, é normal que a retirada do papel manteiga possa levar junto alguns pedacinhos das laterais e beiradas do bolo. Normal. Pela textura muito macia e esfarelada, este bolo não é uma preciosidade na aparência, porém é muito mais que uma preciosidade no sabor.

Bolinho de Chuva

Bolinho de chuva é uma especialidade típica tanto em Portugal como no Brasil. É feito de farinha de trigo, ovos, leite e fermento químico ou bicarbonato de sódio. Os bolinhos são fritos em óleo quente e polvilhados com canela e açúcar. O sabor é similar a Bola de Berlim, conhecido no Brasil como sonho.

O bolinho de chuva tornou-se mais conhecido no Brasil graças ao programa de televisão Sítio do Picapau Amarelo, onde a cozinheira Tia Nastácia sempre fazia esses bolinhos para Pedrinho, Narizinho e para a boneca de pano Emília.

Temos várias histórias sobre a origem do bolinho de chuva. Uma visita ao Google Web revela 118 mil referências, enquanto o Google Imagens apresenta 64 mil imagens do produto. Selecionamos a história abaixo, disponível no http://br.answers.yahoo.com/question/index?qid=20070525073229AAvAcFc.

Google Imagens – Imagens de Bolinhos de Chuva

“Em sua versão original, no final do século XVIII, a receita do Bolinho era feita com mandioca ou cará. O trigo era pouco, caro, vinha de Portugal, e raras eram as receitas com a “Farinha do Reino”. Em compensação, o bolinho era feito com muitos ovos, açúcar, leite, frito em gordura de porco. Tinha muitos nomes carinhosos como Quero Mais, Quero Quero, Desmamados. Nunca teve a pretensão de ser doce de Sinhá, nem ter a delicadeza dos complicados pontos de caldas, das massas moldadas durante horas por mãos finas e delicadas. Sua vocação sempre foi o sabor e o encanto dos olhos das crianças, que ansiavam pela hora em que eles saíam dos tachos dos fogões de lenha, quando eram generosamente polvilhados com açúcar e canela perfumada. Descontraídos, afetivos, leves, por muito tempo foram a comida do entrudo, do carnaval de então. Eram chamados de Filós de Carnaval, assim, com sotaque português. Levavam o sabor de mãos escravas e, talvez por isso, alguma sinhazinha ciumenta tenha lhes apelidado de Bolinhos de Negra. Muitas escravas saíram do anonimato para ligar seus nomes a essa receita, homenagem que atravessou os séculos: ainda se encontram cadernos de receitas onde ele é chamado de Bolinhos da Negra Ambrósia ou da Negra Marcionila. A mais famosa entre as autoras do Bolinho foi sem dúvida criada por Monteiro Lobato. Não há episódio entre as histórias do Sítio do Picapau Amarelo que não termine com Narizinho, Emília e Pedrinho comendo os Bolinhos de Tia Nastácia. Lembra infância. Porque bolinho de chuva? Alguém, em alguma tarde de chuva do século XX, disse, que os bolinhos traziam a alegria às horas em que não se podia correr ou brincar nos quintais por causa do tempo chuvoso”.

Nas 118 mil referência disponíveis no Google encontramos várias receitas dos bolinhos, inclusive no programa Mais Você da Ana Maria Braga do dia 19 de julho de 2000. Ver link da receita (http://www.youtube.com/watch?v=z1WeBlheHv8).

Não iremos apresentar receitas, escolham a sua através de uma rápida pesquisa no Google. Nosso objetivo com este post é reforçar a presença de produtos disponíveis no mercado Brasil que valorizam e preservam a verdadeira cozinha afetiva, e nada mais afetiva que um bolinho de chuva, a mais perfeita tradução da nossa memória afetiva culinária. Neste contexto temos os bolinhos de chuva da Dona Benta (www.donabenta.com.br/sitio), lançados em 2002, em 3 sabores (Tradicional, Fubá e Banana), de fácil preparo e com aval do Sítio do Picapau Amarelo.

Dona Benta Sítio do Picapau Amarelo – Bolinho de Chuva Tradicional

Também disponível no mercado do Sul e Sudeste o bolinho de chuva do Moinho Globo (www.moinhoglobo.com.br) na versão Tradicional.

Globo – Bolinho de Chuva Tradicional

Torta de Batata de Avinha e Bolinho Afetivo de Arroz

Com a Torta de Batata e o Bolinho de Arroz de Avinha (na Bahia o “de” é um genérico para “da” e ”do”), abrimos as receitas afetivas da Cozinha Afetiva. Na nossa essência procuramos resgatar receitas de família e não poderia deixar de abrir o blog com receitas da minha família, mais precisamente da minha irmã Dalva (Avinha para nós), que sempre nos encanta com sua Afetiva Torta de Batata e seus Afetivos Bolinhos de Arroz.

Como sempre, elas as afetivas donas das cozinhas, fazem tudo de “cabeça”, de “olho”, de “mão”, nada está escrito, nada é medido, e já entendi nesta primeira tentativa de resgate da memória culinária como será divertido, corrido e trabalhoso transcrever as receitas destas afetivas senhoras e senhoritas, que executam suas receitas com um dom especial, sendo quase impossível acompanhá-las a tempo de resgatar todos os detalhes e segredos que estão embutidos no ato do preparo.

Também já entendi que não é possível parar, esperar, repetir algum detalhe ou quanto vai de algum ingrediente que a princípio não conseguimos medir. Receita de cozinha afetiva é mesmo feita com uma grande dose de sabedoria e dom.

Estas duas receitas faziam parte das comemorações e datas especiais da nossa família. O bolinho de arroz era literalmente “arroz de festa” em todos os aniversários, em tempos que festas de aniversários eram preparadas nas casas, onde a movimentação, os aromas, os barulhos e as confusões da preparação nos deixavam ansiosos e felizes aguardando o grande dia da festa.

1 – TORTA DE BATATA DE AVINHA


RECHEIO

Ingredientes:

  • 1 kg de carne moída
  • 1 Cebola grande
  • 1 Pimentão verde médio
  • 100 g de camarão seco moído
  • 100 g de azeitona fatiada
  • 1 lata de ervilha
  • Sal
  • Pimenta-do-reino
  • Cominho
  • Óleo
  • Vinagre
  • Cheiro verde (coentro, cebolinha e salsinha)
  • Azeite doce

Preparo:

  • Cortar o alho em pedacinhos, acrescentar o sal, pimenta do reino, cominho e vinagre. Misturar tudo e amassar em um machucador de madeira.
  • Acrescentar o tempero preparado no machucador de madeira à carne moída e deixar apurar por 20 minutos.
  • Esquentar o óleo em uma panela grande, acrescentar a carne temperada, a cebola e o pimentão em pedacinhos, o camarão seco moído, coentro, cebolinha e a salsinha.
  • Cozinhar mexendo para não pegar no fundo da panela.
  • Quando a carne estiver dourada e cozida acrescentar a azeitona fatiada e a ervilha.
  • Deixar cozinhar por mais 5 minutos e ao final acrescentar uma porção generosa de azeite doce.
  • Reservar.

MASSA

Ingredientes:

  • 1 ½  kg de batata
  • 3 ovos
  • ½ litro de leite
  • 8 colheres de sopa de farinha de trigo com fermento
  • 150 g de queijo parmesão ralado ou moído
  • 3 colheres de sopa de manteiga
  • Sal

Preparo:

  • Cozinhar a batata na água e sal.
  • Amassar as batatas no espremedor.
  • Acrescentar o leite e os ovos a batata amassada, mexer.
  • Acrescentar a farinha, a manteiga e o queijo parmesão (reservar 1 colher de sopa do queijo para polvilhar a torta) aos poucos, mexendo para não formar grumos.
  • Reservar.

MONTAGEM E COZIMENTO DA TORTA

  • Utilizar refratário Grande.
  • Untar com azeite doce.
  • Adicionar metade da massa de batata ao fundo do refratário.
  • Rechear com a carne moída.
  • Adicionar a outra metade da massa de batata, cobrindo a carne moída.
  • Polvilhar com o queijo ralado parmesão.
  • Assar em forno pré-aquecido (200oC) até dourar.

2 – BOLINHO AFETIVO DE ARROZ

Ingredientes:

  • 4 xícaras de arroz cozido, já com sal
  • 3 xícaras de leite
  • 150 g de queijo ralado ou moído
  • 4 ovos
  • 8 colheres de sopa de farinha de trigo com fermento
  • Sal
  • Óleo

Preparo:

  • Adicionar todos os ingredientes ao liquidificador e bater até formar uma massa lisa.
  • Aquecer o óleo em uma frigideira grande.
  • Adicionar colheradas (de sopa) da massa.
  • Fritar até dourar.
  • Retirar o bolinho da frigideira e eliminar o excesso de óleo pressionando-o com uma espátula ou espumadeira.
  • Depositar os bolinhos em um prato e polvilhar com queijo parmesão ralado ou moído.

3 – IMPORTANTE

  • A farinha de trigo com fermento pode ser substituída por farinha de trigo sem fermento, adicionando-se uma colher de sobremesa de fermento em pó.
  • Na Bahia azeite de oliva era (ou é) conhecido como azeite doce, provavelmente para diferenciar do azeite de dendê, tradicional ingrediente da culinária baiana.
  • Sal, pimenta-do-reino, cominho, óleo, vinagre, cheiro verde (coentro, cebolinha e salsinha) e azeite doce são ingredientes adicionados “a gosto”.
  • O machucador de madeira é um utensilio tradicional da cozinha do nordeste, disponível em feiras livres e em alguns supermercados da região. No site www.mercadolivre.com.br, pode ser comprado ao preço de R$ 19,00 (dezanove reais), consulta realizada em 31/08/2010.

Afeto

Afeto é a relação de carinho ou cuidado que se tem com alguém íntimo ou querido. Permite ao ser humano demonstrar os seus sentimentos e emoção a outro ser vivo. Na cozinha, sentimentos e emoções podem ser traduzidos em comida… comida afetiva.

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