Mãe… São três letras apenas
As desse nome bendito:
Também o Céu tem três letras…
E nelas cabe o infinito.
(Mario Quintana)
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Mãe… São três letras apenas
As desse nome bendito:
Também o Céu tem três letras…
E nelas cabe o infinito.
(Mario Quintana)
Não irei revelar alguns segredos guardados nos armários, panelas e fogões das cozinhas afetivas. Alguns segredos devem ser preservados, mantidos, guardados, cabendo apenas aos seus autores o direito da revelação. Assim será com o Bolo de Banana com Animais, denominação estranha para um bolo feito com ingredientes integrais, frutas secas e nozes variadas. O segredo aqui é mesmo o nome de batismo deste delicioso e prático bolo, apresentado por um especial pernambucano culinário, com passagem pelo Rio e coração enraizado na São Paulo de todas as etnias.
Receitas sim devem ser reveladas, divulgadas, escritas e até subvertidas com base na nossa história culinária. O Bolo de Banana com Animais é um exemplo de como subverter uma receita ao nosso gosto, a nossa herança e tradição na cozinha, melhorando-a, aprimorando-a. Tudo é possível neste bolo, palavra do autor, Gustavo, que herdou de uma amiga, que herdou de uma alguma afetiva mãe, que herdou de algum livro esquecido de culinária. Só não revelamos a origem do nome, um direito exclusivo do seu autor, para ser revelado no calor da cozinha, sentado à mesa, degustando o Bolo de Banana com Animais com uma xícara de café com leite, seja no calor do Recife, no verão do Rio ou no inverno de São Paulo.
Bolo de Banana com Animais
1 – INGREDIENTES
Massa Líquida
Massa Sólida
2 – MODO DE PREPARO
Para Iniciar
Massa Líquida
Massa Sólida
Para Finalizar
Dicas
Banana
Nas fotos acima: a direita – galinha com camrão para ser refogada, a esquerda – a galinha já refogada com todos os temperos, leite de coco e azeite de dendê.
2 – MODO DE PREPARO
Vatapá de Galinha
1 – INGREDIENTES
2 – MODO DE PREPARO
Nas fotos acima: a direita – massa batida no liquidificador, a esquerda – o Vatapá já cozido.
3 – OBSERVAÇÕES IMPORTANTES
Saindo da Páscoa e já pensando no Dia das Mães, a data mais afetiva do ano!
Apresentamos a seguir 3 comentários deixados no nosso Facebook, de locais diferentes do Brasil, mas com a mesma dose de memória afetiva.
Cleiva Donadel Issa (Porto Alegre – RS)
Jucimar Pedreira (Feira de Santana – BA)
Renata Rodrigues (Sorocaba – SP)
O texto abaixo foi produzido a partir das aulas da oficina de “Comida & Literatura” – São Paulo / março, 2011 (www.oficinadeescritacriativa.com.br). Fala de vatapá, uma comida típica da Bahia, que faz parte da cultura culinária baiana. Fazemos vatapá nas 6as feiras e em datas festivas, especialmente na 6ª feira da Paixão e na festa de Cosme e Damião. Vatapá também é uma comida diária do baiano, pois é o recheio do acarajé e do abará. Amanhã, 6ª feira da Paixão, irei repetir a tradição herdada da minha mãe, fazendo vatapá no mesmo ritual praticado por ela, sem receita, usando olho, mão e intuição. A receita será publicada no blog.
Vatapá, Minha Paixão!
Faz-se da farinha de guerra, da farinha de trigo, até da farinha de milho, tem muita sugestão.
A farinha de milho, por ser amarela, já ajuda na cor, mas não acredito no sabor, no sabor do vatapá feito da farinha de milho. Vatapá de verdade, o que me foi dado no berço, deve ser feito de pão.
Pão cacetinho, francês no sudeste, pão dormido, para encorpar melhor o caudaloso leite de coco e alegrar nosso coração.
E mistura-se tudo batendo no liquidificador. Pão encharcado de leite de coco, amendoim, castanha, cebola, cebolinha, gengibre, coentro, tomate, azeite doce, muito camarão seco e pimentão.
A massa perfumada pelos temperos, ainda branquinha, vai ao fogo alto, sempre mexida por uma grande e ágil colher de pau, colher mágica da transformação, uma varinha de condão.
Vatapá lá em casa tem sabor de festa. Comida trabalhosa feita em datas especiais, nos aniversários, batizados e na sexta feira da paixão.
E quando a massa começar a saltar da panela, tá na hora de jogar o ouro amarelo, o azeite de dendê, medido no olho e na mão.
Depois de quase pronto, ainda no fogo, recomenda-se misturar à massa amarelo ouro uma generosa porção de ensopado de galinha caipira, feita com gengibre, dendê e muito camarão.
Pronto o vatapá, servimos acompanhado de arroz branquinho e uma faísca de pimenta malagueta. E na emoção da degustação, na mistura dos sabores e na maciez da textura, sinto-me embriagado de uma felicidade sensorial, recheada de afeto, carinho, calor e paixão.
O 5º capítulo da nova novela das 18 horas da Rede Globo, Cordel Encantado, que foi ao ar na última 6a feira, 14/04, apresentou uma cena recheada de afeto culinário, digna do livro Como Água para Chocolate de Laura Esquivel. No livro de 1989, a personagem Tita, criada na cozinha com a encantadora e mágica cozinheira Nacha, tem a capacidade de causar as mais diversas sensações nos personagens através da sua comida, da sua afetiva comida.
Cordel Encantado é uma novela que reúne ingredientes de realismo fantástico, fábula moderna e cordel, porém a cena do banquete realizada na casa do prefeito para o Rei de Seráfia, na cidade de Brogodó, envolveu muito realismo sobre o grande poder que a verdadeira cozinha afetiva exerce sobre nossos sentimentos, quando estamos diante de uma comida deliciosamente afetiva. A cozinheira da casa resolve ir embora bem na hora da preparação da festa. Sem saber o que fazer a 1ª dama da cidade delega a responsabilidade do banquete para a tímida e misteriosa Maria Cesária*, até então uma simples ajudante de cozinha. Cesária, então, subverte a receita no seu preparo, rejeita o passo-a-passo do livro de receitas e assume seu amor pela cozinha, pela comida, declarando que não cozinha com receita e sim com o coração. É fato que toda dona de casa, nossas avós, mães e tias cozinhavam sem receitas, de olho, de mão, um verdadeiro dom para cozinhar. Abaixo parte do diálogo afetivo da longa cena de Cordel Encantado.
Cena 1 (na cozinha da casa do prefeito antes da Cozinheira ir embora)
Cena 2 (1ª Dama vai a cozinha após ter conhecimento que a Cozinheira da casa foi embora)
Cena 3 (Maria Cesária assume o comando da cozinha para finalizar o banquete do Rei de Seráfia)
Cena 4 (a comida é servida)
Cena 5 (o Rei de Seráfia vai a cozinha falar com Maria Cesária)
É verdade que a comida pode desandar caso a receita não seja seguida. Também é verdade que o desandar da comida ainda pode ser associado ao nosso estado de espírito, nosso humor, nossa disposição, nossa dose de felicidade e afeto quando estamos cozinhando. Subverter uma receita é adicionar doses da nossa herança e de conhecimento culinário no ato de cozinhar, é um dom especial para quem leva jeito para enfrentar com afeto os elementos essenciais da cozinha afetiva: O FOGO, O FOGÃO – O SAL, O TEMPERO – A ÁGUA, A TORNEIRA.
*Maria Cesária é interpretada pela atriz Lucy Ramos. Esperamos que a personagem tenha uma afetiva trajetória na novela, com muitas cenas valorizando a verdadeira cozinha afetiva. Blog e site da atriz – http://bloglog.globo.com/lucyramos/# – http://lucyramos.com.br
Elementos Essenciais da Cozinha Afetiva
Ainda no Mercado da Lapa, para quem alimenta corpo e espirito com ervas, seja na forma de temperos, chás ou banhos espirituais, temos o Box 57 (ASÈ – Fone: 11 3836-6874). Lá encontramos todo tipo de ervas medicinais, espirituais e para temperos, frescas e secas. Acredite! Visite!
Nunca entendi a razão do nome “requeijão cremoso” para aqueles produtos pastosos, insossos e branquelos comercializados em copos de plástico ou vidro. Enfim, deve ser em função da minha memória baiana afetiva culinária, onde requeijão é um queijo típico da região do nordeste brasileiro, sólido, macio, suculento, amarelinho, de sabor amanteigado, forte e incomparável e casca levemente rija que, geralmente, tem as iniciais de quem o produz marcadas com ferro em brasa. Em Pernambuco é conhecido como queijo-manteiga e no Rio Grande do Norte como requeijão do sertão ou requeijão do norte.
Requeijão com pão, com bolacha cream cracker, levemente assado no garfo, por cima de um ovo frito ou puro são recordações inesquecíveis de uma infância culinária que procuro manter viva, mesmo estando longe da Bahia. Como estamos em São Paulo, na capital de São de Paulo, nada fica longe, aqui tudo é possível de ser encontrado nos milhares de locais espalhados pela cidade, onde a origem do produto é um diferencial de venda. Requeijão, por exemplo, direto de Vitória da Conquista, igualzinho ao encontrado no nordeste, está disponível no Box 99 do Mercado da Lapa (Rua Herbart, 47 – Lapa). O mais curioso é o nome do Box, La Romanina (Fone: 11 3834-1072), de origem italiana, porém o grande destaque é o requeijão, produto tipicamente nordestino, tipicamente do Brasil.