Roupa de Casa e Cozinha em Embu

Roupa de Cozinha

De volta à Feira de Artes de Embu, as barraquinhas de roupas para casa e cozinha estão em todas as ruas do centro da cidade. São muitas possibilidades: panos de prato (bordados ou lisos), tapetes, almofadas, puxa-sacos, paninhos de mão, de cobrir e de enfeitar, toalhas de mesa, de banho, de rosto e de lavabo… enfim, é uma atração à parte, uma divertida e difícil escolha. Na dúvida? Comprem tudo.

Roupas de Casa e Cozinha

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Embu das Artes e das Cozinhas Afetivas

Embu das Artes

A cidade de Embu, oficializada Embu das Artes em plebiscito de 1º de maio de 2011, localizada a 30 minutos de São Paulo, tem suas origens na antiga aldeia M´Boy (cobra em tupi-guarani), criada pelos padres da Companhia de Jesus na primeira metade do século XVII. A tradição de cidade das artes é de 1920 com a chegada do artista Cássio da Rocha Matos – conhecido como Cássio M´Boy -, paulista de Mineiros do Tietê, desenhista de traços apurados, santeiro e tapeceiro.

Cássio M’Boy foi um dos mais importantes nomes da art déco no Brasil. Recebia em sua casa importantes personagens da Semana de 1922, como Anita Malfatti, Tarsila do Amaral, Oswald de Andrade, Menotti Del Picchia e Alfredo Volpi. No ano de 1937, o artista ganhou o 1º Grande Prêmio na Exposição Internacional de Artes Técnicas em Paris, dando notabilidade para Embu. Suas ideias de fazer uma arte puramente brasileira contagiavam e agrupavam simpatizantes ao seu redor, dando origem a Feira de Artes no final da década de 60, que com o movimento Hippies nos anos 70 fizeram a desconhecida Embu ser mundialmente conhecida, e se transformar num celeiro de artistas que ainda hoje fazem da cidade um lugar encantador.

Arquitetura da Cidade de Embu das Artes

A Feira de Artes de Embu acontece todos os domingos ocupando as ruas do centro da cidade, que ainda conta com várias lojas de móveis, artesanatos, antiguidades e tudo que possamos pensar para compor os cenários das nossas cozinhas e casas afetivas.

Difícil indicar uma loja ou uma barraquinha. O melhor é chegar cedo e andar, andar, andar pelas ruas da cidade, sem hora para voltar. Almoçar em um restaurante de comida mineira, comer vários doces no João e Maria Doces e regressar carregado de coisas para sua cozinha, para sua casa. Repita o mesmo procedimento sempre. A vida seria muita chata sem doces e coisinhas para enfeitar nossas cozinhas e casas.

João e Maria Doces

Artes de Embu

Antiquidades

Arte Antiga em Embu

Embu das Artes para as Cozinhas Afetivas

Panelas de Embu

Comida de Infância

João, 4 anos (16/05/2011), meu sobrinho-bisneto, cultivando sua memória afetiva culinária

Comida de infância é recheada de sentimentos afetivos que são armazenados nas nossas memórias e liberados a qualquer momento no decorrer das nossas vidas. Basta apenas um sinal catalizador, que pode ser proveniente do mundo sensorial que nos cerca. Um barulhinho culinário, um perfume de cozinha, um toque, uma textura ou um sabor guardado carinhosamente no baú das nossas memórias afetivas, podem nos levar ao nosso passado afetivo culinário.

Acredito que comida de infância pode ser alimentada durante qualquer fase das nossas vidas. Não necessitamos ter cinco anos de idade para guardar um sabor ou uma textura que possam nos direcionar a um passado esquecido e afetuoso no futuro. Comida de infância é toda comida que recebe um ingrediente não físico, não tangível, não material. Comida de infância é feita com sentimentos, com emoção, com dedicação e com afeto, devendo ser envolvida por relações de carinho e cuidado que se tem com alguém íntimo ou querido.

Tenho conseguido manter uma relação de proximidade com meu passado afetivo culinário, seja na infância com minha querida mãe cozinheira, onde guardo o sabor do pudim de pão, a textura do vatapá ou o som da batida manual dos ovos, anunciando que o bolo estava em preparação, ou na minha fase atual de vida, lembrando simplesmente da comida que prazerosamente foi elaborada por amigos, semana passada, para comemoração de um momento especial.

Toda esta memória afetuosa da comida de infância vem de forma espontânea, transportando minha realidade para uma noite qualquer de natal, para meu aniversário, para o almoço do domingo passado, para uma merenda da tarde, para um café da manhã.

Uma mordida em uma receita de comida afetiva representa uma passagem para um período de profunda felicidade, uma passagem para lembranças de um passado, não necessariamente distante, mas necessariamente afetuoso.

Comida de Infância

Chuchu Coberto

Dois comentários interessantes no Facebook referente a Omele de Chuchu.

Nadia Cozzi do blog www.alimentopuro.blogspot.com postou uma receita de Doce de Chuchu. Vejam abaixo. 

Facebook da Nadia Cozzi

1 – INGREDIENTES

  • 1 kg de chuchu orgânico
  • 350 gramas de açúcar orgânico ou mel ou rapadura raladinha
  • 1 limão
  • 6 cravos da Índia
  • 200 gramas de coco ralado fresco
  • 1 colher de sopa de canela em pó

2 – MODO DE PREPARO

  • Rale o chucho em ralo grosso;
  • Leve ao fogo com açúcar e deixe apurar até que fique macio;
  • Adicione o cravo, a canela e a raspa de limão;
  • Deixe apurar mais um pouquinho;
  • Quando estiver pronto, adicione o coco ralado.

Jucimar Pedreira do Sítio Marocas (Feira de Santana / BA), meu irmão, foi fundo nas nossas memórias afetivas, trazendo o verdadeiro nome da Omelete de Chuchu: Chuchu Coberto. Vejam abaixo.

Sítio Marocas - Feira de Santana / BA

“Para minha memória afetiva o nome sempre será Chuchu Coberto. Afinal, foi com esse nome que minha mãe conseguiu que o chuchu não sobrasse no almoço. Lembro exatamente quando ela fazia as famosas rodas de Chuchu Coberto. O trato carinhoso no corte e limpeza do fruto. O cuidado na separação da clara e gema dos ovos escolhidos e abertos com pequenas batidinhas na parte de cima. O ritual de bater as claras em prato fundo com garfo especial (grande e pesado), comprado e separado exclusivamente para o bater dos ovos. As fatias de chuchu, depois de temperadas, eram envolvidas nos ovos batidos e fritas com gotas de óleo em frigideira aberta. O ritual afetivo que envolve a receita torna impossível não experimentar. Parabéns! Aproveite e sugiro a divulgação da receita do suflê de chuchu com carne moída… Inesquecível também”.

Festival do Ora Pro Nobis

FESTIVAL DO ORA PRO NOBIS – SABARÁ – MG. http://www.sabara.mg.gov.br/festival

Festival do Ora Pro Nobis

Omelete de Chuchu

Chuchu

O Chuchu é da mesma família de plantas que reúne cerca de 750 espécies entre as quais várias domesticadas e de grande importância, tais como abóbora, melão, melancia, bucha, cabaça (cuia), abobrinha, pepino, etc. Apesar de ser uma hortaliça, ou seja, poder ser cultivado na horta caseira, é considerado um fruto, tal como o tomate, devido ao fato de suas sementes estarem dentro. É fonte de potássio e vitaminas A e C. Nosso popular chuchu tem família, é importante e rico em nutrientes. Mesmo assim com várias qualidades, acredito que é a hortaliça mais “patinho feio” da cozinha (juntamente com o jiló), não compreendido, ridicularizado, sinônimo de comida insossa e sem gosto. Neste cenário “chuchunesco”, a Cozinha Afetiva levanta uma bandeira na defesa do chuchu, proclamando, primeiramente, que deixemos de associar esta maravilhosa hortaliça com coisas, comidas, fatos e até pessoas com tendências insossas e desinteressantes.

Chuchu sempre fez parte da cozinha afetiva da minha mãe, seja nas saladas, nos picadinhos, nas frigideiras ou nas invenções culinárias criadas por ela, como a simples omelete de chuchu com chuchu, o destaque deste post. Ainda é importante lembrar que os compositores Luis Peixoto e Vicente Paiva na brasileira canção “Disseram que eu voltei americanizada”, eternizada por Carmen Miranda, utilizou o chuchu como ingrediente – “Eu sou do camarão ensopadinho com chuchu”.

Adoro chuchu. É suculento, refrescante, incorpora molhos e sabores diferentes, mantendo suas características. Fica especial com um bom azeite de oliva extra virgem e perfeito nos ensopadinhos. Na forma omelete adquire uma personalidade forte, podendo assumir o papel de protagonista do almoço ou do jantar. O site http://www.moo.pt/receitas/tag/chuchu/ apresenta algumas diferentes receitas com chuchu (suflê, recheado com atum, bolo, doce, bolinho, etc). Vale uma visita e viva o chuchu!

Omelete de Chuchu

Omelete de Chuchu

1 – INGREDIENTES

  • Chuchus grandes e maduros
  • Ovos
  • Farinha de trigo
  • Sal a gosto

2 – MODO DE PREPARO

  • Descasque o chuchu, retire a semente e corte em rodelas de aproximadamente 1 cm;
  • Cozinhe as rodelas em água com sal (cuidado para não ficar muito mole);
  • Escorra a água e reserve;
  • Bata as claras em neve, acrescente as gemas, sal a gosto e um pouco de farinha de trigo;
  • Faça as omeletes da forma tradicional;
  • Sirva ainda quente com os acompanhamentos da sua preferência (feijão, arroz, macarrão, farofa, saladas, algum tipo de carne ou frango, etc).

Licor de Jenipapo

Jenipapo do Centro de Abastecimento de Feira de Santana, na Bahia, já em infusão para o Licor de Jenipapo de Santo Antônio, São João e São Pedro. Em junho!

Genipapo

Feliz Dia das Mães!

Dia das Mães 2011

iMãe… Ai de mim!

No meu celular torpedos invasores divulgando laptops de última geração como o melhor presente para a melhor mãe do mundo. No meu jornal páginas inteiras de iFones. Na minha rádio preferida, entre uma canção da Maria Bethânia e Zeca Baleiro, um comercial de GPS como solução para o presente da mamãe 2011. No meu computador e-mails invasores – spams – com musiquinhas melosas, corações e muitas rosas vermelhas anunciam a última novidade da era digital, que se moldam como uma delicada luva de cetim, para o presente do dia 08 de maio: os Tablets…

08 de maio - Dia das Mães

iFones, iPads, iMacs, i…, i…, i…, iMãe…, ai de min com tantas opções moderninhas para celebração do Dia das Mães. Sou do tempo onde o presente mais afetuoso eram os cartões por nós elaborados, à mão, na aula de desenho da escola e guardados a sete chaves para uma entrega surpresa. Confesso, ainda, que adoro presentes para uso na cozinha: panelas, panos de pratos com bordados, jogos de porcelanas, xícaras com flores, garrafas plásticas, latas de mantimentos e outros que cabem em qualquer lugar das Cozinhas Afetivas. Estes presentes, ditos de cozinhas, nunca foram bem vistos, e logo alguém berrava: vai presentear sua mãe com mais trabalho? A situação ficava mais brava, quase à beira da insanidade, quando o presente era uma geladeira, um fogão ou qualquer outro eletrodoméstico, resultado, ou não, de uma vaquinha proveniente dos filhos, filhas e outros agregados da família.

Seja lá que tipo de presente, seja lá o perfil da nossa mãe, seja lá o tamanho do nosso bolso ou nossa disposição para ir às compras, Dia das Mães deve ser celebrado, comemorado. Não vale o velho chavão que todo dia é Dia das Mães. Para elas é muito importante ter um dia só delas, uma celebração, uma data especial… e nunca acreditem que mães não dão importância para o 2º domingo de maio. Mesmo quando verbalizado, tenham certeza: elas estão falando mentiras sinceras.

Bolo Engorda-Marido

Bolo Engorda-Marido

Lembrava apenas de duas importantes memórias do Bolo Engorda-Marido da minha mãe:

  1. Engordava realmente meu pai;
  2. Era fofinho, macio e muito amanteigado.

Com base na memória de número 2 fui à cozinha – com ajuda de Rita, minha assistente do lar – para tentar reproduzir este bolo que pontuou minha infância.

Fazer o Engorda-Marido é resgatar uma receita de família, é fazer uma homenagem a minha mãe, boleira de mão  cheia, que nunca usava receita, apenas mão, intuição e coração.

Tentei buscar na internet uma referência, porém todas as receitas eram diferentes da memória que guardo da elaboração deste delicioso e afetivo bolo. Melhor assim, pois exercitei minhas lembranças na busca precisa da receita. Acho que consegui. O resultado final ficou igual no sabor, no aroma e na textura do Bolo Engorda-Marido da Dona Maria, minha mãe.

A origem do nome? Sabe-se lá… Provavelmente para engordar mesmo maridos, em uma época onde ensinavam que “maridos prendem-se pelo estômago”. Bom que esta época passou (ou vai passar), mas que fique o Bolo Engorda-Marido.

Bolo Engorda-Marido

1 – INGREDIENTES

  • 2 xicaras de farinha de trigo
  • 1 ½ xicaras de açúcar refinado
  • 6 ovos
  • 300 gramas de manteiga com sal
  • 200 ml de leite de coco
  • 1 colher de sopa de fermento em pó
  • 1 colher de chá de sal

2 – MODO DE PREPARO

Para Iniciar

  • Unte uma forma redonda com furo de aproximadamente 24 cm de diâmetro;
  • Aqueça o forno até 180 oC.

Preparo

  • Bata as claras em neve, acrescente as gemas e bata até misturar;
  • Adicione o açúcar peneirado e bata até dissolver por completo;
  • Adicione o leite de coco e o sal e misture bem;
  • Adicione lentamente a farinha de trigo e o fermento peneirados e misture bem até formar uma massa lisa e homogênea;
  • Adicione a manteiga derretida e misture bem até formar uma massa lisa e homogênea.

Para Finalizar

  • Adicione a massa na forma untada;
  • Asse por aproximadamente 1 hora em forno 180 oC;
  • Desenforme quando esfriar.

Bolo Engorda-Marido

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