O hábito de pipoca começa a cerca de 2.500 anos, na mais antiga das culturas mesoamericanas, a Olmeca, localizada na região do Golfo do México, século V a.C. Os Olmecas cultivavam o milho e, nos rituais de fertilidade, enchiam vasos de cerâmica com o fruto da planta que consideravam sagrada e as esquentavam (Os Mexicanos – Sérgio Florencio).
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Os Insetos de Comer do Mercado de San Juan na Cidade do México
Aqui é apenas uma degustação, voltaremos a falar muito sobre os insetos mexicanos, um hábito nacional alimentar, desde a época pré-hispânica.
Outras culturas, em especial as da Europa e dos Estados Unidos, sobreporem-se a cultura ancestral do México, dos povos nativos, com destaque para Olmecas, Maias e Astecas, o que levou grande parte da população a ter rejeição e repugnância pelo uso dos insetos na comida diária. Isso é mais evidente nas grandes cidades, como a Cidade do México, mas quando saímos do México central e descemos mais ao sul do país, em cidades como Oaxaca, Puebla e Veracruz, ainda temos forte influências dos insetos na mesa mexicana.
Na Cidade do México, uma visita importante é o Mercado San Juan, um local de carnes exóticas (qualquer bicho pode ser encontrado) e insetos, além de muitas frutas, legumes, verduras, queijos, ervas e muito mais. O mercado é conhecido mundialmente por ser o favorito dos chefs e outros que levam a cozinha muito a sério.
Provei alguns, mas, ainda estou criando forças para vencer o medo dos escorpiões e aranhas.
Abaixo a imagem do Mercado San Juan, localizado na Cidade do México, Calle Ernesto Pugibrt, 21 – Centro-Área 7.
Atole, Tamale e Guanolato – CDMX / México
Encontrei vários vendedores de rua na Cidade do México, com suas bicicletas montadas com recipientes para venda de “Atole”, “Tamale” e “Guanolato”. Eles também podem ser encontrados em barraquinhas fixas ou em restaurantes e lanchonetes. As 3 iguarias mexicanas é a base do café da manhã de muitos moradores das cidades do país. Segundo o vendedor que está na foto, a combinação das 3 fornecem nutrição e disposição para enfrentar o dia de trabalho.
Atole é uma bebida quente, tradicionalmente feita com milho, originária da culinária do México da era pré-colombiana, mas popular em vários países da América Central. Existem muitas versões desta preparação, usando milho branco, amarelo ou azul. A praticidade destruidora das tradições culinárias já introduziu maizena e até farinha de arroz no preparo. Na cidade de Tarecuato, Michoacán, se faz a Feira do Atole, no dia 19 de março, onde se servem mais de 40 variedades e é coroada a “Rainha do Atole”. É preparado fervendo a farinha em água até obter uma bebida espessa e homogénea, que pode depois ser misturada com vários ingredientes. Normalmente é adoçada com açúcar ou mel, mas pode também levar leite, “aguamiel” (a seiva doce de alguns Agaves), chocolate, frutas, nozes, baunilha ou canela. Alternativamente, pode ser temperada com sal, malaguetas, feijão, ou casca de árvore (principalmente “mesquite”) cozida. O atole de chocolate é um dos mais populares e tem o nome de “champurrado”, que já foi industrializado no México. Outra forma de servir o atole é batido até ficar em espuma.
Alguns tipos de atole com nomes indígenas são:
- “Quauhnexatolli” ou “atole de árvore” (a tradução é “atole de cinza”);
- “Xocoatolli” ou “atole amargo”, feito com farinha de milho negro e fermentado antes de servir; normalmente temperado com sal e malagueta, popular no estado de Tabasco;
- “Ayocomollatolli” ou “chillatolli” (nome mais genérico para atole com malagueta) com feijão cozido e “epazote” (uma amarantácea conhecida no Brasil como “erva-de-santa-maria, cientificamente Dysphania ambrosioides);
- “Chinatolli”, com sálvia moída (também pode levar malagueta);
- “Nequatolli” ou “atol con miel”, aromatizado com hidromel (uma bebida alcoólica à base de mel);
- “Ollontolli” ou “atole de olotes”, com grãos de milho torrados até ficarem quase negros e seguidamente moídos, por vezes temperado com malagueta amarela do tipo “chilhuacle”.
O Tamal ou Tamale têm origem na Mesoamérica entre 8000 e 5000 a.C., onde as civilizações Maia e Asteca utilizavam-nos como uma comida portátil para alimentar os seus exércitos, sendo também utilizado pelos caçadores e viajantes. É feito normalmente com uma massa à base de milho, que pode ser cozida a vapor, ou então fervida num invólucro, folhas de milho, mandioca, bananeira, abacate e até de papel alumínio ou plástico, e que é retirado antes de ser consumido. Os tamales podem conter carnes, queijos, frutas, legumes, pimentas ou qualquer outra preparação doce ou salgado).
Guajolota, também conhecida como torta de tamal, é uma forma de comida de rua comumente encontrada na Cidade do México e nos estados mexicanos. É essencialmente um sanduíche composto por um tamal colocado dentro de um pão.
As 3 iguarias formam, então, a tríade do café da manhã de vários cidadãos mexicanos, onde tomam-se atole e comem-se guajolota (sanduiche de tamale). Por ser uma comida de rua, não implica que seja um hábito restrito as classes sociais com menor poder aquisitivo. Seria o mesmo que afirmar que comidas de rua do Brasil, como acarajé, milho assado, amendoim cozido, bolo e muitas outras, são restritas de uma determinada classe social.
Ref: Wikipedia
Chicharrónes – CDMX / México
Chicharrón (pelo de porco). Torremos mesmo, só que gigante. Vendido nas ruas da Cidade do México.
Chapulines – CDMX / México
A culinária do México foi a primeira do mundo a ser reconhecida pela UNESCO como Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade, só depois às culinárias francesa e mediterrânea foram reconhecidas.
Para abrir a série de publicações de comidas e hábitos mexicanos, nada mais ancestral que os CHAPULINES (nosso grilo). Vendidos na Cidade do México, fritos. Acompanha limão e pimenta. É só fingir que não está comendo insetos. Vai muito bem como aperitivo.
O Manjar Natalino Quatro Leites do Jucimar
Tradições culinárias da ceia de natal e ano novo são geracionais, passando de mão a mão daquelas e daqueles responsáveis pela melhor parte das festas. Na minha família não é diferente. Nossa mãe já não está mais aqui e minhas irmãs, de mais idade, já meio que abdicaram da função. Agora tudo foi direcionado para meu irmão, Jucimar, o sucessor natural e eficiente das ceias.
O mais interessante das tradições culinárias do fim de ano, é que novos pratos são introduzidos, outros são reinventados, outros eliminados e outros eternizados, assim vamos evoluindo os sabores sem perder a essência ancestral.
Dos novos pratos introduzidos na nossa ceia, que para mim precisa ter participado em pelo menos 3 anos, ser aguardado com ansiedade e ter muitos pedidos para ser repetido, já temos um veterano que o Bolo de Cenoura (post de 27/12/2018), um sucesso de público e crítica. Agora no natal de 2019 um novo prato entrou na tradição da família: Manjar Quatro Leites, sobremesa leve, refrescante e com sabor de manjar dos Deuses. O que mais gosto na receita é que não vai gelatina incolor, que deixa aquela textura de coisa meio plastificada. A consistência do Manjar Quatro Leites é similar aos dos “pudins de mães” da nossa infância, feitos com leite, açúcar e amido de milho.
A receita segue abaixo, escrita pelo próprio dono do pedaço, digo da ceia.
NATAL E ANO NOVO COM COMIDA TÍPICA DO IRÃ, COMIDA PERSA!
Não é uma receita de Natal iraniana, até por motivos religiosos óbvios em um país muçulmano, mas achamos que a berinjela “Boa Yorme” (receita já postada em 03/11), o arroz “Tadig” e o frango “Lavangi”, pratos tradicionais persas, podem fazer parte das nossas mesas nas ceias de natal e ano novo. São 3 receitas muito especiais, deliciosas, que fazem parte da tradição culinária do Irã.
FRANGO LAVANGI
Ingredientes
- 2 frangos (no Irã é utilizado um galetinho pequeno, quanto menor o frango, mais apurado o sabor)
- 400 gramas de ameixa sem caroço
- 2 colheres de sopa de açúcar
- 4 cebolas médias (ver abaixo como usar)
- 140 gramas de nozes bem picadas (usar um processador ou liquidificador)
- Pasta de ameixa
- 12 limões
- Canela em pó a gosto
- Sal a gosto
Modo de Preparo
Pasta de Ameixa
- A pasta de ameixa deve ser feita na véspera;
- Deixe as ameixas de molho em água por 24 horas;
- Cozinhe as ameixas em fogo baixo com o açúcar até formar uma pasta consistente e homogênea;
- Deixe esfriar e reserve.
Marinar os Frangos
- Coloque os frangos em um recipiente grande;
- Esprema os 12 limões;
- Adicione sal a gosto;
- Misture bem os sucos dos limões com o frango, inclusive por dentro;
- Lambuze os frangos, por fora e por dentro, com um pouco da pasta de ameixe;
- Deixe marinar na geladeira por 24 horas.
Rechear o Frango
- Passar as cebolas no processador ou liquidificador;
- Colocar em um pano seco e espremer até tirar toda água da cebola, reservar;
- Moer as nozes no processador ou liquidificador;
- Misturar a cebola processada, as nozes moídas e a pasta de ameixa (deve formar uma massa não muito pastosa, para isso, adicione a pasta de ameixa aos poucos);
- Adicionar canela em pó a gosto;
- Dividir o recheio em duas partes, formando dois cilindros, deixando um pouco do recheio reservado;
- Rechear os frangos com os cilindros;
- Prender ou amarrar as extremidades das coxas dos frangos para evitar que os recheios escapem durante o cozimento;
- Misturar o recheio reservado com a sobra da pasta de ameixa e o suco do limão que marinou os frangos;
- Lambuzar os frangos com a mistura acima;
- Assar em forno baixo, pré-aquecido a 180oC, até dourar.
ARROZ TADIG
A alma da cozinha persa. A camada dourada e crocante de arroz frito no fundo e paredes da panela é o grande diferencial desse arroz. Nas reuniões das famílias iranianas sempre está presente para acompanhar outros pratos. É um ato de afeto e cortesia oferecê-lo nas refeições para parentes e amigos.
Ingredientes
- 2 ½ xícaras de arroz BASMATI (variedade de arroz, de grão longo, de origem indiana, também muito usado no Irã)
- Açafrão (não confundir com a açafrão da índia, também conhecido como açafrão da terra, cúrcuma ou turmérico)
- ½ xícara de água quente para dissolver o açafrão
- 2 colheres de sopa de manteiga
- 4 colheres de sopa de óleo
- Sal a gosto
Modo de Preparo
- Lave o arroz e deixe de molho com sal por 1 hora;
- Coloque uma panela antiaderente no fogo alto com um pouco mais de 1 litro de água e sal a gosto. Deixe ferver (muito importante ser uma excelente panela antiaderente);
- Escorra o arroz que está de molho e leve-o para a panela com água fervente. Reduza o fogo para médio;
- Deixe cozinhar até o grão estar macio por fora e duro por dentro, não completamente cozido (cerca de 3 a 5 minutos, só! – esse tipo de arroz é muito frágil e cozinha rápido);
- Retire o arroz do fogo, escorra e lave-o com água fria para interromper o cozimento;
- Dissolva o açafrão na ½ xícara de água quente, reserve;
- Na mesma panela antiaderente, adicione a manteiga, o óleo e 3 colheres de sopa do açafrão. Com fogo médio, espere esquentar;
- Adicione parte do arroz, acomodando sem pressão, e mais 2 a 3 colheres de sopa de açafrão. Repita essa operação mais duas vezes;
- Com o cabo da colher de pau, faço uns furos no arroz;
- Coloque um pano de prato seco sobre a panela (cuidado com o fogo no pano), coloque a tapa por cima e evolva a tampa com a sobra do pano de prato;
- Reduza o fogo para baixo e deixe cozinhar por cerca de 60 minutos (fique de olho, pode cozinhar antes, o arroz deve ficar tostada, dourado, crocante, com crosta, não queimado);
- Desligue o fogo e desenforme o arroz em um prato grande.
Comida do Irã – Receita de Boz Yorme
O nome da pasta de berinjela Boz Yorme nos foi passado no Irã, mas não encontrei qualquer referência de receita com essa denominação. Posso afirmar que foi um dos melhores pratos da cozinha persa que degustei, por isso, empenhei-me muito em tentar reproduzi-lo. Tinha apenas as minhas memórias culinárias e as informações recebidas sobre os ingredientes usados. Como apresentado no post anterior, nem a foto do prato inteiro tinha feito, esqueci de fotografá-lo.
INGREDIENTES
- 5 berinjelas
- Azeite de oliva extravirgem
- Sal
- 500 g de creme azedo ou coalhada
- Hortelã torrado
- Hortelã fresco
MODO DE PREPARO
- Torrar as folhas da hortelã no forno, em fogo baixo, conforme apresentado na foto acima. Deixar esfriar, acondicioná-las bem (cuidado para não queimar);
- Descascar as berinjelas, cortá-las em fatias e colocá-las para assar, regadas com azeite de oliva extravirgem, em forno médio até soltar líquido;
- Retirar do forno e amassar bem as berinjelas assadas até formar uma pasta. Ver na foto abaixo que usamos um utensílio amassador indispensável da cozinha persa. Muito simples, porém, facilita muito o trabalho, deixando bem uniforme, mas sem formar uma pasta homogênea. Na falta usar um garfo;
- Temperar a pasta com sal e mais azeite de oliva extravirgem a gosto;
- Espalhar a coalhada por cima, regar com mais azeite e polvilhar a hortelã torrada;
- Decorar com hortelã fresca.
Em breve iremos testar uma receita denominada KASHK BADEMJAM. Uma pasta de berinjela muito tradicional no Irã. A aparência é bem diferente da que provamos.
Comida do Irã – Boz Yorme
Uma entrada iraniana para comer com pão iraniano. Beringela assada sem casca, bem amassada até ficar uma pasta (eles usam um amassador manual), temperada com azeite de oliva extravirgem, sal e hortelã tostado. Por cima um creme de leite fresco ou uma coalhada seca mais líquida que a nossa. Extraordinário! Esqueci de fazer a foto antes.
Comida do Irã – Khoresht Mast
Na cozinha persa [Irã], a palavra “khoresht” refere-se principalmente a ensopados grossos e azedos, que são servidos como refeições principais ao lado de algum tipo de prato de arroz. Por outro lado, o Khoresht Mast [que significa literalmente “ensopado de iogurte”], apesar de ter o nome khoresht no título, é uma sobremesa amarela brilhante, doce, típica da cidade de Isfahan e que leva um ingrediente muito exótico no seu preparo: pescoço de cordeiro desfiado.
Para preparar o Khoresht Mast, iogurte natural e açúcar são cozidos enquanto a carne refogada e desfiada do carneiro é adicionada lentamente. Depois que a mistura forma uma textura pastosa, adiciona-se açafrão e água de rosas, dando ao Khoresht Mast uma linda cor amarela e um sabor exótico. Colocar o produto final na geladeira por 24 horas para criar a consistência perfeita. Na hora de servir decorar com pistache, amêndoas e bérberis.
[Referência: www.tappersia.com/khoresh-mast]








































