Feijão Verde com Camarão Seco

Viajar para o nordeste, seja para trabalho ou para rever família e amigos, é sempre uma oportunidade de trazer na mala ingredientes saudosos para matar a fone emocional das lembranças culinárias. Sabores e cheiros que deixamos no passado, mas sempre presentes quando nos deparamos com esta diversidade de produtos disponíveis nos mercados e feiras livres do nordeste.

Desta vez estava em Maceió, e o objetivo era trazer genipapo para o licor das festas juninas. Achei o jenipapo e não resistir ao feijão verde de corda, que estava sendo debulhado na hora. Trouxe ½ quilo.

Por segurança, os ingredientes in natura devem ser despachados nas malas. Já tive um litro de azeite de dendê confiscado da minha bagagem de mão, sob a alegação que não tinha rotulagem legal. Uma perda inesquecível.

Mas não tem feijão verde de corda em São Paulo? Tem sim, São Paulo tem de tudo. E onde ficaria o prazer de falar que veio do nordeste?

O feijão verde de corda na panela

O feijão verde de corda na panela

1 – INGREDIENTES

  • ½ kg de feijão de corda verde
  • 3 cebolas roxas (médias)
  • 5 dentes de alho
  • 100 gr de bacon
  • 150 a 200 gr de camarão seco
  • Sal e pimenta do reino a gosto
  • Azeite de oliva extra virgem

2 – MODO DE PREPARO

  • Lave bem o feijão verde e reserve;
  • Corte a cebola e o bacon em pequenos pedaços, esprema o alho e frite tudo, no azeite de oliva, até dourar a cebola;
  • Adicione o camarão seco antes da cebola dourar;
  • Adicione o feijão verde, refogue bem e coloque 4 xícaras de água quente;
  • Deixe cozinhar até secar a água, deixando um leve caldinho na panela;
  • Desligue o fogo e adicione fios de azeite de oliva.
Passo a passo ...

Passo a passo …

O feijão verde de corda muda de cor depois de cozido. Fica uma marrom apetitoso!

O feijão verde de corda muda de cor depois de cozido. Fica uma marrom apetitoso!

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O Sorvete de Goiaba do Doce João

João Henrique é meu sobrinho bisneto de 7 anos, quase 8. Mora em Feira de Santana, na Bahia. Rápido, muito esperto, dono de uma conversa própria, pessoal e muito afiada para idade dele. Passamos a semana santa na Ilha de Itaparica, e entre as conversas afiadas do “Jãozinho” ele despejou uma receita de sorvete que aprendeu sei lá com quem. É muito simples e fácil. Fomos para cozinha, junto com outro sobrinho neto, Pedrinho, fazer o sorvete do João.

1 – INGREDIENTES

  • 2 latas de leite condensado
  • 1 lata de creme de leite
  • 2 embalagens de polpa de goiaba (200 gramas)

2 – MODO DE PREPARO

  • Colocar todos os ingredientes no liquidificar;
  • Bater até formar uma calda homogênea;
  • Adicionar em um refratário;
  • Colocar no freezer ou congelador até formar um sorvete cremoso.
O Sorvete de Goiaba do Doce João

O Sorvete de Goiaba do Doce João

Pais e Filhas

De Paris para São Paulo, no bairro de Santana, na Rua Voluntários da Pátria. A loja Pais e Filhas – Presentes e Utilidades, filhas mesmo, não filhos, tem uma variedade impressionante de coisas essenciais para cozinha. Tudo nacional, de alumínio fundido, alumínio, ágata, madeira, vidro. Panelas, formas, assadeiras e utensílios com “cara” de cozinha da avó,  da mãe, cozinhas do interior, da roça, da fazenda.

Atenção: Os preços que aparecem nas fotos não são atuais.

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Este tipo de forma é muito especial. Pode ser usada direto na trempe do fogão.

Este tipo de forma é muito especial. É usada direto na trempe do fogão.

Pais e Filhas – Presentes e Utilidades

Endereço: Rua Voluntários da Pátria, 1860 – Santana – São Paulo – SP

Telefone: (11) 3804 6236

Metrô: Santana

E. DEHILLERIN

E. DEHILLERIN – É uma loja em Paris, desde 1820, onde encontramos utensílios fantásticos de cozinha. É um local obrigatório para visitar e comprar.

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Endereço: 18-20 Rue Coquillière, 75001 Paris, França

Telefone: +33 1 42 36 53 13

Horário: 09:00 – 18:00 horas

http://eshop.e-dehillerin.fr

Bacalhau Olivença da Dona Terezinha

A comida feita para o dia a dia, de última hora, com sobras de geladeira, improvisada ou feita para não deixar a visita inesperada com fome, tem um sabor muito especial. Dona Terezinha tem mais esta sabedoria. Transforma a simplicidade em algo especial. Este bacalhau é um exemplo. Feito na casa de praia de Olivença (Bahia), uma “intera” para um almoço com visitas inesperadas.

- Bacalhau dessalgado e levemente desfiado; - Cebola e alho fritos; - Adicionar o bacalhau e cozinhar em fogo baixo; - Ovos (dena e clara) batidos em neve; - Adicionar ao bacalhau, deixar cozinhar.

– Bacalhau dessalgado e levemente desfiado;
- Cebola e alho fritos;
- Adicionar o bacalhau e cozinhar em fogo baixo;
- Ovos (gema e clara) batidos em neve;
- Adicionar os ovos ao bacalhau, deixar cozinhar.

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Eu Como Cultura

Gastronomia é cultura sim! Assine a petição para o Projeto de Lei 6562/13 ser aprovado no Congresso Nacional. Assim, a gastronomia será considerada cultura, resgatando e valorizando nossos produtos, nossas receitas, nossa história à mesa. www.eucomocultura.com.br

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Geleia de Morango

- Selecione, retire talos e folhas e lave os morangos - Corte os morangos em rodelas e coloque em uma panela alta - Adicione o açúcar mascavo - Complete com água até cobrir os morangos - Adicione canela em pau - Cozinhe em fogo baixo até  obter uma consistência gelatinosa - Se necessário adicione mais água e/ou açúcar durante o cozimento

– Selecione, retire talos e folhas e lave os morangos
- Corte os morangos em rodelas e coloque em uma panela alta
- Adicione o açúcar mascavo
- Complete com água até cobrir os morangos
- Adicione canela em pau
- Cozinhe em fogo baixo até obter uma consistência gelatinosa
- Se necessário adicione mais água e/ou açúcar durante o cozimento

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Pronto!

Pronto!

Maxixada de Bacalhau da Dal

Agora a receita da Maxixada de Bacalhau, que fez parte do jantar citado no post de 25/03.

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1 – INGREDIENTES

  • 600 g de bacalhau (dessalgado e levemente desfiado)
  • Uma cebola grande cortada em rodelas
  • Dois tomates grandes cortados em rodelas
  • Um molho de coentro picado
  • Um molho de cebolinha picado
  • Azeite de dendê a gosto
  • Sal a gosto
  • 700 g do coco ralado fresco
  • 4 dúzias de maxixe cortado em rodelas

2 – MODO DE PREPARO

  • Deixe o bacalhau de molho na água por 3 horas, trocando a água de hora em hora;
  • Desfie o bacalhau levemente;
  • Numa caçarola monte em camadas, cebola, tomate, coentro, cebolinha e bacalhau, até terminar todos os ingredientes, seguindo a sequência sugerida;
  • Bater o coco ralado com um pouco de água quente, espremer numa peneira fina, adicionar o leite na caçarola montada;
  • Por último espalhar uns fios de dendê, tampar a panela e levar em fogo mínimo por 20 minutos;
  • Ajustar o sal deixar por mais 5 minutos.

3 – DICA

  • Sirva com arroz branco, farofinha de manteiga e molho de pimenta.

Quiabada da Dal

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Quando o ingrediente principal é o QUIABO, pra mim nem caruru, prato de São Come e Damião, consegue ser mais saboroso que uma quiabada. Prato simples, de ingredientes de baixo custo e muito comum nas cozinhas da Bahia.

A receita abaixo não leva azeite de dendê, prefiro assim. É uma receita da Dal, amiga do Conde (Bahia), que tem habilidades mágicas com este tipo de “comidão” baiano.

Fomos recebidos em Brasília, onde Dalzinha tem um endereço fixo (ela do Rio São Francisco e do mundo), com um jantar de quiabada, maxixada (receita em breve), arroz branco e farofinha de manteiga.

1 – INGREDIENTES 

  • 1 kg de carne verde  (músculo)
  • Duas linguiças calabresas
  • 600 gramas de carde de sertão (ponta de agulha)
  • 6 dúzias de quiabo
  • 2 tomates picados
  • 2 cebolas picadas
  • 4 folhas de hortelã grossa picadas
  • 4 galhos de hortelã miúda picados
  • 1 molho médio de coentro picado
  • 3 colheres de sopa de vinagre
  • ¼ de xícara de azeite de oliva extra virgem
  • 1 cabeça de alho picado
  • 300 gramas de camarão seco

2 – MODO DE PREPARO

  • Machuque bem todos os temperos;
  • Refogue as carnes e a linguiça com o tempero durante 5 a 10 minutos;
  • Coloque água fervente aos poucos, tampe a panela e após meia hora de cozimento acrescente os camarões;
  • Por último corte os quiabos em rodelas, junte-os à carne e ajuste o sal;
  • Retire do fogo quando o quiabo estiver cozido.

3 – DICA

  • Servir com arroz branco, farofa de manteiga e molho de pimenta.

Receita em Tirinhas

Existe uma forma meio padrão de escrever receitas. Primeiro uma boa foto do resultado final, sem maquiagem,  seguida dos ingredientes, com suas medidas exatas, depois o modo de preparo, detalhado, e por fim algumas dicas. Sou desta escola, pois sempre achei, durante minha vida profissional ligada à indústria de alimentos, que os consumidores não deveriam ter dúvidas na hora que uma determinada marca disponibilizasse alguma receita em seus rótulos de embalagens, sites ou receituários. Ainda penso assim. Quando uma receita é um serviço promocional de algum produto, não devem haver dúvidas.
Com o exercício da Cozinha Afetiva, garimpando receitas orais, pessoais, de famílias, guardadas nas nossas memórias, posso ter uma licença afetiva. Não precisamos de padrões promocionais. O importante é resgatar a receita sem grandes preocupações estéticas, seja de linguagem ou visual. Tenho apresentado algumas destas preciosidades sem detalhes, e as vezes sem algo que me parecia essencial: as quantidades dos ingredientes. Quem tem afeto culinário, quem não está preocupado em cozinhar por “glamour gourmet”, vai para a cozinha e cozinha de olho, de mão, de coração. Bastam apenas um olhar atento e algumas dicas, que com certeza a receita vai dar certa.
Achei que apresentar uma receita em “tirinhas” poderia ser algo diferente, afetivo, não convencional. Esta receita é um dos resultados da minha identidade culinária no preparo de molhos para massas. Um pouco do tempero baiano, uma inspiração no tradicional yakisoba e um certo olhar apurado “roubado” de outras receitas. Não tem a quantidade dos ingredientes, posso ter esquecido de alguns itens, mas o resultado é muito bom. Foi feita no inesquecível 7×1 (Alemanha x Brasil), durante um almoço, ficando guardada por quase um ano. Bom apetite!
1 – INGREDIENTES

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2 – MODO DE PREPARO

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