A sopa abaixo (com cara de café gigante) é feita com vários tipos de feijões (frijoles), com predominância do preto. Poderia sair da minha ou da sua cozinha, se não fosse a dose extraforte de cultura (Maia?) que carrega no pratinho dos acompanhamentos. A ideia é você mesmo ir adicionando ao seu gosto, em um ritual da fusão dos gostos, o abacate, o coentro, o queijo branco, a cebola (muito forte), um creme lácteo meio azedo e os crótons, esse com certeza uma adição do chef da casa que deve ter feito a releitura do prato. Jamais pensei em misturar na boca sopa de feijão, abacate
e queijo branco… descobri um novo sabor! Salve a cultura do comer!
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Comendo Cultura, na Cidade da Guatemala
É festa, aniversário de Albinha. Tudo feito em casa, como desde e sempre, por Dona Terezinha e Tina. Viva!!!
Conserva de Mini Cenoura

Uma conserva muito simples e muito fácil de fazer.
Adicionar as minis cenouras em um recipiente bem limpo com uma boa tampa de vedação. Cobrir com vinho branco e adicionar pimenta do reino moída, alho frito, sal, um pouco de azeite de oliva extravirgem, vinagre e qualquer erva da nossa preferência. Misturar, tampar bem e colocar na geladeira.
Dura uma eternidade. Bom para comer com torradas, nas saladas ou puro. O caldinho é um excelente tempero para saladas, especialmente folhas.
Pudim de Pão da Dena
Pudim de pão é um doce muito presente na minha infância. Tenho o gosto na boca só em pensar. O da minha mãe era algo inacreditável de sabor, textura e aroma. A receita está perdida na memória afetiva da família, mas com esta receita da Dena (Denise Costa), que é muito boa, muito leve e muito cremosa, acredito que um dia possa chegar à receita da Dona Maria. Lembrei por demais da minha casa materna.
INGREDIENTES
- 4 pães franceses bem duros (deixe dormir umas 3 noites)
- 1 litro de leite de vaca
- 1 lata de leite condensado
- 3 ovos
- 1 colher de sopa de manteiga
- 1 colher de sobremesa de fermento em pó
- Cravo e canela em lasca a gosto
MODO DE PREPARO
- Lasque os pães e coloque de molho no leite. Deixe quase dissolver;
- Bata as claras em ponto de neve, acrescente as gemas, misture e adicione ao pão com leite;
- Acrescente os demais ingredientes. Misture bem e reserve;
- Caramelize uma forma de buraco e despeje a mistura;
- Leve ao forno, pré-aquecido a 180 oC, para cozinhar em banho-maria por aproximadamente 1 hora;
- Deixe esfriar e desenforme.
Risoto de Vatapá e Frango com Óleo de Coco e Manteiga de Coco
É tempo de dendê e dos derivados do coco. Semana Santa sempre me traz deliciosos sabores coloridos da Bahia, da minha casa materna, das comidas que minha mãe e irmãs faziam na 5a feira e na 6a feira Santa.
Não estou nem aí para o disse me disse sobre o óleo de coco. Com que autoridade se levantam a possibilidade que óleo de coco não faz bem a saúde? Minha bisavó se lambuzada de óleo de coco por dentro e por fora. Minha avó também usava, e ainda me lembro do prateado cabelo dela cheirando a cocada. Minha mãe herdou o hábito e usava em tudo. Com minha mãe aprendi a usar … uso, uso, uso e vou continuar usando, mesmo que não trabalhasse com ele. Para mim é uma questão de herança culinária, é ancestral. Não me reconheço sem os hábitos culinários que herdei da minha família, e óleo de coco é um hábito importante na minha vida, na minha cozinha.
Se o óleo não faz bem a saúde, então devo entender que não deveria usar leite de coco e coco ralado? É isso? É? Afinal o óleo está presente no leite e no ralado. Ou não? Ou será que a birra é só com o óleo? Então, devo parar de fazer e comer vatapá, cocada, quindim, doce de coco, moqueca, bolo … é isso mesmo? Está bom! Só espero viver os anos que minha bisavó, avó e mãe viveram tomando e se lambuzando com óleo de coco.
E para já entrar no clima da Semana Santa, vamos a uma receita nova de Risoto de Vatapá e Frango com Óleo de Coco e Manteiga de Coco.
Bom apetite e vida longa!

Bater no liquidificador:
3 tomates maduros sem caroços + 1/2 pimentão + 2 cebolas médias + 3 colheres de sopa de amendoim torrado sem casca + 3 colheres de sopa de castanha de caju torrada sem casca + 5 dentes de alho + 5 colheres de sopa de manteiga de coco (uso COPRA) + 1/2 xícara de camarão seco com casca e cabeça (sem olhos) + 2 colheres de sopa de azeite de oliva extravirgem + 1 xícara de água + gengibre, coentro, cebolinha, sal e pimenta do reino a gosto

Em uma panela funda, selar cerca de 650 g de peito de frango sem pele e sem gordura com 3 colheres de sopa de óleo de coco extravirgem (uso COPRA).
Adicionar 1 xícara de arroz (tipo japonês) e 1/2 xícara de camarão seco sem casca e cabeça.
Misturar bem e dourar.

Adicionar o creme de tempero batido e 2 colheres de sopa de azeite de dendê.
Cozinhar em fogo baixo até o arroz ficar molinho (não gosto de al dente), adicionando água quente, se necessário.
O Guacamole da Rose
O guacamole é uma iguaria típica da culinária do México, servido com uma grande variedade de pratos e geralmente acompanhado com pico-de-galo* e nata azeda. É basicamente um puré de abacate bem temperado, modificado de acordo com os gostos e hábitos locais. O nome “guacamole” tem origens indígenas: ”Ahuacatl” (abacate) e “mole”, um nome genérico para “molho”. Segundo a tradição, a forma de se fazer guacamole foi ensinada aos povos pré-colombianos (Astecas, Toltecas) pelo Deus Quetzalcóatl, mas, após a chegada dos colonizadores espanhóis, foi exportada para a Europa. Diz-se que o guacamole foi servido pela primeira vez no Brasil por volta do ano de 1684, pela cozinheira Eduarda Neves.
*Pico-de-galo - É basicamente uma salada feita com pedacinhos de tomate misturado com cebola, cebolinha e folhas de coentro (chamado “cilantro” no México e no sul dos Estados Unidos). É temperado com sumo de limão e azeite de oliva. Muitas vezes, leva também grãos de milho amarelo cozido, o que lhe dá um aspecto muito atraente, justificando assim seu nome: “pico de galo”, ou seja, “comida para galinhas”.
O que mais me agradou no guacamole da Rose (já tínhamos experimentado no réveillon do Rio de Janeiro) é que ele não é um puré intenso. São os abacates bem picadinhos, misturados às cebolas roxas, tomates vermelhos maduros e coentro, todos também bem picados. É temperado com limão siciliano, azeite de oliva extravirgem e sal. Tudo bem misturado, formando uma consistência pedaçuda. Não é um creme ou puré. E assim, já falamos a receita, muito simples. O grande segredo está na escolha do abacate. Não pode ser muito maduro, nem está meio verde. Sabe-se lá como escolher e acertar no ponto, mas isso é sabedoria culinária.
O guacamole fez parte de um jantar pós carnaval (tudo é pretexto para nos juntarmos à mesa!!), onde foi servido um salmão ao forno, também receita da Rose, muito simples e saboroso. Batatas já descascadas foram cozidas na água e sal. Uma assadeira foi intensamente lambuzada com azeite de oliva extravirgem. As batatas com alhos amassados formaram uma cama para o salmão temperado apenas com sal e pimenta calabresa seca, tudo a gosto e a olho. Pedaços graúdos de cebola foram jogados entre as postas do salmão. Papel alumínio para cobrir a assadeira e forno por uns 25/35 minutos. Pronto! Fantástico! Uma festa!
Cortadinho de Maxixe

Amostra de várias cultivares de maxixe
Imagem Original: Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo
O MAXIXE é uma trepadeira, que cresce cerca de 3 metros, provavelmente de origem africana e que teria sido trazido ao Brasil pelos escravos. Rico como fonte de minerais, baixa caloria e pode ser usado para refogados, cortadinhos com vários tipos de carnes e camarão, moquecas, saladas e até para sucos. É muito conhecido no norte e nordeste e nada familiar no Sul e Sudeste.
Minha família prepara o MAXIXE como CORTADINHO, e também fazem cortadinhos de abóbora, chuchu, quiabo, batata … O cortadinho nada mais é do que o legume cortado em pedaços grosseiros, temperado e adicionado de algum tipo de carne ou camarão.
Eu adoro MAXIXE de qualquer forma. Acho um legume exótico, espinhento, com uma aparência pré-histórica, algo meio dinossauro, suculento, lembrando um pepino. A receita abaixo é bem básica. Aprendi espiando minha mãe na cozinha.
INGREDIENTES
- 5 a 6 maxixes cortados grosseiramente (retire os flexíveis espinhos)
- 1 cebola picada
- 3 dentes de alhos socados
- 3 colheres de sopa de óleo de coco extravirgem (só uso o COPRA)
- 5 colheres de sopa de molho de tomate (sem tempero)
- 1 colhe de sobremesa de pó de camarão
- 1 xícara bem cheio de carne pré cozida em cubos (pode ser qualquer tipo de carne ou linguiça, carne seca, camarão seco ou fresco)
- Sal, pimenta do reino e azeite de oliva extravirgem a gosto
MODO DE PREPARO
- Frite a cebola e o alho no óleo de coco até dourar;
- Adicione os MAXIXES picados, o pó de camarão, o sal e a pimenta do reino. Deixe cozinhar;
- Acrescente o molho de tomate e a carne e deixe cozinhar até os maxixes estiverem macios;
- Finalize com o azeite de oliva extravirgem.
Conserva de Pepino

Muito fácil … cortar os pepinos em rodelas bem finas, colocar em um recipiente bem limpo, adicionar até cobrir bem os pepinos: vinagre, vinho branco e azeite de oliva extra virgem. Por fim, temperar com sal, pimenta do reino e açúcar de coco. Misturar tudo, tampar e colocar na geladeira. Todos os ingredientes a gosto. Não irá durar nada. Uma delicia!!
Cestinha
E de repente entrando em uma loja que vende de tudo, em São Paulo, no bairro do Paraíso, dei de frente com um objeto de infância. Uma cestinha (para pães, frutas e tudo mais) de plástico vagabundo, mas com um valor sentimental inestimável.
Me veio de imediato a lembrança da cesta que minha mãe usava na cozinha com frutas, e algumas vezes vinha até à mesa com pães ou bolachas. A dela era de cor rosa clarinho, o plástico me parecia mais forte, mas talvez fosse minhas mãos de primeira infância que tinha outra relação com o objeto. Talvez …!
Por muitas vezes na minha vida acompanhei aquele ritual do vai e vem da cestinha rosa entre a cozinha e a sala de jantar. Tinha esquecido dela e do ritual, mas como nossa memória afetiva é estimulada diante de um objeto, uma lembrança, um barulho, um odor, um sabor, tudo vem e tudo fica como se fosse ontem, como se fosse hoje, como se pudéssemos voltar ao tempo e viver tudo outra vez.
Claro que sair da loja com várias cestinhas, agora mais frágeis, talvez devido as minhas mãos firmes que estabeleceram uma nova relação com o objeto. As cores também mudaram, agora são fortes e berrantes.
































