Um café da manhã com comida de almoço e jantar, assim foi meu primeiro café na Guatemala. Se come muito na primeira referia, com pratos típicos à base de muito milho, batata e feijão. Vamos continuar comendo cultura.
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Um café da manhã com comida de almoço e jantar, assim foi meu primeiro café na Guatemala. Se come muito na primeira referia, com pratos típicos à base de muito milho, batata e feijão. Vamos continuar comendo cultura.
A sopa abaixo (com cara de café gigante) é feita com vários tipos de feijões (frijoles), com predominância do preto. Poderia sair da minha ou da sua cozinha, se não fosse a dose extraforte de cultura (Maia?) que carrega no pratinho dos acompanhamentos. A ideia é você mesmo ir adicionando ao seu gosto, em um ritual da fusão dos gostos, o abacate, o coentro, o queijo branco, a cebola (muito forte), um creme lácteo meio azedo e os crótons, esse com certeza uma adição do chef da casa que deve ter feito a releitura do prato. Jamais pensei em misturar na boca sopa de feijão, abacate
e queijo branco… descobri um novo sabor! Salve a cultura do comer!

Uma conserva muito simples e muito fácil de fazer.
Adicionar as minis cenouras em um recipiente bem limpo com uma boa tampa de vedação. Cobrir com vinho branco e adicionar pimenta do reino moída, alho frito, sal, um pouco de azeite de oliva extravirgem, vinagre e qualquer erva da nossa preferência. Misturar, tampar bem e colocar na geladeira.
Dura uma eternidade. Bom para comer com torradas, nas saladas ou puro. O caldinho é um excelente tempero para saladas, especialmente folhas.
Pudim de pão é um doce muito presente na minha infância. Tenho o gosto na boca só em pensar. O da minha mãe era algo inacreditável de sabor, textura e aroma. A receita está perdida na memória afetiva da família, mas com esta receita da Dena (Denise Costa), que é muito boa, muito leve e muito cremosa, acredito que um dia possa chegar à receita da Dona Maria. Lembrei por demais da minha casa materna.
INGREDIENTES
MODO DE PREPARO
É tempo de dendê e dos derivados do coco. Semana Santa sempre me traz deliciosos sabores coloridos da Bahia, da minha casa materna, das comidas que minha mãe e irmãs faziam na 5a feira e na 6a feira Santa.
Não estou nem aí para o disse me disse sobre o óleo de coco. Com que autoridade se levantam a possibilidade que óleo de coco não faz bem a saúde? Minha bisavó se lambuzada de óleo de coco por dentro e por fora. Minha avó também usava, e ainda me lembro do prateado cabelo dela cheirando a cocada. Minha mãe herdou o hábito e usava em tudo. Com minha mãe aprendi a usar … uso, uso, uso e vou continuar usando, mesmo que não trabalhasse com ele. Para mim é uma questão de herança culinária, é ancestral. Não me reconheço sem os hábitos culinários que herdei da minha família, e óleo de coco é um hábito importante na minha vida, na minha cozinha.
Se o óleo não faz bem a saúde, então devo entender que não deveria usar leite de coco e coco ralado? É isso? É? Afinal o óleo está presente no leite e no ralado. Ou não? Ou será que a birra é só com o óleo? Então, devo parar de fazer e comer vatapá, cocada, quindim, doce de coco, moqueca, bolo … é isso mesmo? Está bom! Só espero viver os anos que minha bisavó, avó e mãe viveram tomando e se lambuzando com óleo de coco.
E para já entrar no clima da Semana Santa, vamos a uma receita nova de Risoto de Vatapá e Frango com Óleo de Coco e Manteiga de Coco.
Bom apetite e vida longa!

Bater no liquidificador:
3 tomates maduros sem caroços + 1/2 pimentão + 2 cebolas médias + 3 colheres de sopa de amendoim torrado sem casca + 3 colheres de sopa de castanha de caju torrada sem casca + 5 dentes de alho + 5 colheres de sopa de manteiga de coco (uso COPRA) + 1/2 xícara de camarão seco com casca e cabeça (sem olhos) + 2 colheres de sopa de azeite de oliva extravirgem + 1 xícara de água + gengibre, coentro, cebolinha, sal e pimenta do reino a gosto

Em uma panela funda, selar cerca de 650 g de peito de frango sem pele e sem gordura com 3 colheres de sopa de óleo de coco extravirgem (uso COPRA).
Adicionar 1 xícara de arroz (tipo japonês) e 1/2 xícara de camarão seco sem casca e cabeça.
Misturar bem e dourar.

Adicionar o creme de tempero batido e 2 colheres de sopa de azeite de dendê.
Cozinhar em fogo baixo até o arroz ficar molinho (não gosto de al dente), adicionando água quente, se necessário.
O guacamole é uma iguaria típica da culinária do México, servido com uma grande variedade de pratos e geralmente acompanhado com pico-de-galo* e nata azeda. É basicamente um puré de abacate bem temperado, modificado de acordo com os gostos e hábitos locais. O nome “guacamole” tem origens indígenas: ”Ahuacatl” (abacate) e “mole”, um nome genérico para “molho”. Segundo a tradição, a forma de se fazer guacamole foi ensinada aos povos pré-colombianos (Astecas, Toltecas) pelo Deus Quetzalcóatl, mas, após a chegada dos colonizadores espanhóis, foi exportada para a Europa. Diz-se que o guacamole foi servido pela primeira vez no Brasil por volta do ano de 1684, pela cozinheira Eduarda Neves.
*Pico-de-galo - É basicamente uma salada feita com pedacinhos de tomate misturado com cebola, cebolinha e folhas de coentro (chamado “cilantro” no México e no sul dos Estados Unidos). É temperado com sumo de limão e azeite de oliva. Muitas vezes, leva também grãos de milho amarelo cozido, o que lhe dá um aspecto muito atraente, justificando assim seu nome: “pico de galo”, ou seja, “comida para galinhas”.
O que mais me agradou no guacamole da Rose (já tínhamos experimentado no réveillon do Rio de Janeiro) é que ele não é um puré intenso. São os abacates bem picadinhos, misturados às cebolas roxas, tomates vermelhos maduros e coentro, todos também bem picados. É temperado com limão siciliano, azeite de oliva extravirgem e sal. Tudo bem misturado, formando uma consistência pedaçuda. Não é um creme ou puré. E assim, já falamos a receita, muito simples. O grande segredo está na escolha do abacate. Não pode ser muito maduro, nem está meio verde. Sabe-se lá como escolher e acertar no ponto, mas isso é sabedoria culinária.
O guacamole fez parte de um jantar pós carnaval (tudo é pretexto para nos juntarmos à mesa!!), onde foi servido um salmão ao forno, também receita da Rose, muito simples e saboroso. Batatas já descascadas foram cozidas na água e sal. Uma assadeira foi intensamente lambuzada com azeite de oliva extravirgem. As batatas com alhos amassados formaram uma cama para o salmão temperado apenas com sal e pimenta calabresa seca, tudo a gosto e a olho. Pedaços graúdos de cebola foram jogados entre as postas do salmão. Papel alumínio para cobrir a assadeira e forno por uns 25/35 minutos. Pronto! Fantástico! Uma festa!

Amostra de várias cultivares de maxixe
Imagem Original: Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo
O MAXIXE é uma trepadeira, que cresce cerca de 3 metros, provavelmente de origem africana e que teria sido trazido ao Brasil pelos escravos. Rico como fonte de minerais, baixa caloria e pode ser usado para refogados, cortadinhos com vários tipos de carnes e camarão, moquecas, saladas e até para sucos. É muito conhecido no norte e nordeste e nada familiar no Sul e Sudeste.
Minha família prepara o MAXIXE como CORTADINHO, e também fazem cortadinhos de abóbora, chuchu, quiabo, batata … O cortadinho nada mais é do que o legume cortado em pedaços grosseiros, temperado e adicionado de algum tipo de carne ou camarão.
Eu adoro MAXIXE de qualquer forma. Acho um legume exótico, espinhento, com uma aparência pré-histórica, algo meio dinossauro, suculento, lembrando um pepino. A receita abaixo é bem básica. Aprendi espiando minha mãe na cozinha.
INGREDIENTES
MODO DE PREPARO

Muito fácil … cortar os pepinos em rodelas bem finas, colocar em um recipiente bem limpo, adicionar até cobrir bem os pepinos: vinagre, vinho branco e azeite de oliva extra virgem. Por fim, temperar com sal, pimenta do reino e açúcar de coco. Misturar tudo, tampar e colocar na geladeira. Todos os ingredientes a gosto. Não irá durar nada. Uma delicia!!