Tea Bag

Saquinhos de Chá (Tea Bag)

Estamos na 31ª edição da ANUGA (18 a 12 de outubro – Colônia / Alemanha), uma das maiores feira de alimentação do mundo, onde participam 6.596 expositores procedentes de 100 países. Impossível imaginar, para quem não é da área, toda esta diversidade da cultura alimentar reunida em imensos pavilhões, a serviço do mundo.

Colônia transforma-se na capital gastronômica do planeta, reinando a comida industrial, a comida processada, que busca, a cada edição da feira, uma aproximação real da comida de casa, da comida artesanal.

Vivemos uma vida de escassez de tempo, onde a nova ordem alimentar nos direciona para o produto prático, de fácil preparo e processamento instantâneo. Não temos mais tempo para o preparo artesanal da nossa comida. A rápida mudança da cultura e hábito alimentar das populações nas últimas décadas, especialmente nas grandes cidades, conduz a indústria de alimentos para a praticidade e rapidez, ao mesmo tempo em que esta população anseia pela comida ideal, saborosa, caseira, nutritiva, que os confortem e os restaurem para as novas jornadas da vida corrida e rápida.

Assim é a ANUGA, uma feira alimentar com muita diversidade cultural, inovação e tecnologia. Com um olhar mais detalhado nos principais expositores, podemos identificar várias opções de produtos (é também de embalagem e posicionamento mercadológico) que conseguem conciliar tradição com a contemporaneidade determinista do século XXI. Poderíamos enumerar vários exemplos dos 100 países participantes, porém optamos por um produto não alimentar, essencial para o preparo de chá; o Tea Bag (ou saquinho de chá).

Fundada em 1905, a empresa italiana Ferri (www.ferridal1905.com) produz – além de especiarias, sal, frutas secas e infusões – saquinhos de chá em delicados tecidos, com atmosfera da data de sua fundação. O que presenciamos é uma empresa moderna, com produtos práticos, mas que mantém no seu “DNA” uma carga emocional direcionada para um posicionamento estratégico artesanal. Aqui temos uma clara visão de como a preservação da cultura empresarial, da cultura do fundador, pode ajudar na construção de um futuro moderno e promissor, com adaptação à nova ordem alimentar imposta pelo determinismo tecnológico do século XXI, e ao perfil de comportamento do novo consumido deste século.

A máquina de costura Singer faz parte da nossa memória afetiva. Seja manual ou de pedal, estas máquinas foram largamente utilizadas para elaboração de "roupas de cozinhas" (pano de prato, toalha de mesa, saquinhos de chá...)

Several a times, it happens that people specially men feel embarrassed when they wish to purchase other products comprar viagra 50mg Erectile dysfunction became popular amongst the common man not due to its own character but on account of the onde comprar viagra This really is a drug that comes in the form of a pill and comprar viagra 200mg Oriental Viagra or herbal Viagra has treated an incredible number of victims of erectile dysfunction, normally. Compound comprar viagra lisboa As with almost every allopathic medication Viagra also has viagra comprar barcelona Leading 2. - Due Date & Middot; Helps men with ED viagra comprar andorra Available Outlook Express, right-click on Local files, and choose New Folder. When the Create file window opens up, write comprar viagra cialis Sexual activity unarguably is among the most effective gifts of character, and viagra 25mg The 1st guys fitness tip will be to perform a routine exercise in the viagra generico barato The manufacturers of those organic choices to Viagra pills claim they have no unwanted effects. And theyre extremely less expensive comprar viagra ibiza

Bolo Calypso

Meu querido amigo Joca, lá de Campina Grande, continua na fase aguda Calypso. Perdão incondicional para ele e ainda suportamos todos os CDs da bendita banda, por puro interesse culinário. Como resistir a cozinha afetiva deste paraibano, criterioso e afetuoso com suas receitas especiais?

Recebi este presente culinário (abaixo), uma receita de um bolo famoso (O Bolo Calypso), recheado de especiarias e sabores que só o Joca pode traduzir. Temos, então, o prazer de divulgar, na íntegra, sem alterar qualquer item, frase ou pontuação, até porque este multicultural paraibano – do mundo – escreve de forma muito clara, detalhada e com pitadas de humor que nos deixa com desejo de ir direto à cozinha ao som da Banda Calypso (o que não fazemos por uma receita de cozinha afetiva …).

Ingredientes

  • 01 xícara de castanha do Pará cortada em lâminas bem finas
  • ½ xícara de amêndoas tostadas e ligeiramente trituradas
  • 01 xícara de passas deixada de molho na véspera no vinho do Porto (furar com o garfo violentamente todas as passa antes de por no vinho com trilha sonora de Psicose)
  • 01 xícara de chocolate em pó
  • 02 xícaras de farinha de trigo bem cheia e peneirada
  • 01 xícara rasa de da manteiga
  • ½ xícara de chá forte feito com cravo, canela, gengibre, pimenta da Jamaica e cardomano
  • 05 ovos com claras separadas da gema
  • 01 xícara de vinho do porto
  • 02 xícaras de açúcar cristal
  • 01 xícara de geléia de goiaba (pode usar goiabada derretida)
  • 01 colher de sopa de fermento em pó
  • 01 pitada de sal
  • O1 CD da Banda Calypso

Observação: Todas as xícaras mencionadas são de chá

Modo de Fazer

01. Primeiro ponha o cd da Banda Calypso para tocar, sugiro o primeiro disco da banda ou qualquer um ao vivo que fica bem mais animado;

02. Bater bem o cabelo, a manteiga com as gemas peneiradas e o açúcar até a mistura ficar bem branca, enquanto isso não se esqueça de ir fazendo algumas coreografias elaboradas por Joelma, e de vez em quando, pausa para bater o cabelo, este item é fundamental;

03. Desligar a batedeira e ir acrescentando alternadamente a farinha com o fermento, o vinho, a geléia e mexendo bem manualmente. Bater o cabelo quando finalizar esta etapa;

04. Acrescentar os demais ingredientes, passas, castanhas e amêndoas, nesse momento dê uma pirueta e umas requebradinhas bem aceleradas;

05. Bater o cabelo e as claras em neve, misturar com muita delicadeza a massa. Botar em forma de furo central que comporte a quantidade da massa;

06. Levar ao forno pré-aquecido e assar em uma temperatura moderada, lentamente, isso faz que o bolo fique bem úmido, após uns quarenta minutos aproximadamente ou quando o bolo começar a cheirar, verifique o ponto. O palito saindo limpo é hora de retirar. Aproveite o momento em que o bolo assa para dançar bastante e bater bem o cabelo, isso certamente faz com que o bolo fique no ponto certo, posso garantir. Espere o bolo esfriar um pouco e ficando morno, pode ser desenformado e servido ao som dos acordes finais do…. Calypso!

Confissões Alegres de Uma Cozinheira

Mara Salles, cozinheira (sim cozinheira, não chef … adoro!) do Restaurante Tordesilhas (www.tordesilhas.com – Rua Bela Cintra, 465 – São Paulo / SP – 55 011 3107-7444), casa de cozinha brasileira e afetiva, escreveu o artigo CONFISSÕES ALEGRES DE UMA COZINHEIRA, publicado em 2007, pela Editora SESC São Paulo, parte do excelente livro Cultura e Alimentação – Saberes Alimentares e Sabores Culturais (Organização de Danilo Santos de Miranda e Gabriele Cornelli). Vejam abaixo 4 pontos extraídos desta alegre confissão.

  1. “Quando se fala do alimento para nutrir, alimentar, restaurar perda, tem-se que buscar o bom alimento”.
  2. “As feiras livres, por exemplo, que são lugares tão lindos, onde a gente tem possibilidades de ver um desfile de cores, sabores, cheiros e formas, onde se pode tocar tudo com a mão, cheirar, escolher o que é melhor – infelizmente estão acabando”.
  3. “Tenho uma aflição muito grande de comprar alimentos frescos que estão dentro de um saco plástico. A impressão que eu tenho é de que estão mortos – não respiram. São como a gente: se você pega um alimento e o põe no plástico, ele morre mesmo, ele não resiste”.
  4. “Então, viva a pimenta, viva o Brasil, viva o jiló, viva o quiabo, e viva tudo isso!”

Viva a verdadeira Cozinha Afetiva!

Pra não dizer que não falei das flores, xô corrupção, “temo” limão e banha de porco

Vitória, Espírito Santo - Feira Legal

Estava em Vitória, Espírito Santo, – em um sábado de sol, com sopros de vento de final de inverno – e fui andar até a feira livre organizada pela prefeitura da cidade, entre as praças do Epa e do Carone. A princípio, a 1ª vista, uma feira livre e normal como tantas outras existentes no Brasil, aqui chamada de “Feira Legal”.

Feira livre é a maior fonte de abastecimento das cozinhas afetivas. É insubstituível, inigualável, nada se compara com a possibilidade de escolha e negociação (o pechinchar) que estas feiras nos permitem exercitar. Livre comércio, livre escolha, sem filas para o caixa, ou melhor, sem caixas, sem carrinhos. Aqui somos mais simples e mais próximo das nossas raízes mercantis.

Flores da Feira Legal

Adoro feira livre, de rua. É sempre um prazer andar por estas barraquinhas com gente que vende sua produção local. Assim foi com a feira de Vitória, que logo na 2ª olhada pareceu-me diferente e ao mesmo tempo próxima da feira que desenhou minha infância. Sou de Feira de Santana, Bahia, uma cidade que carrega no nome a palavra feira. Feira livre em Feira de Santana é uma cultura da cidade, das pessoas, celebrada com toda intensidade nas 2ªs feiras. Hoje a grande feira livre de Feira de Santana, não ocupa as ruas do centro da cidade, como na época em que eu e meus irmãos acompanhávamos nossa mãe às compras. Éramos os carregadores de sacolas e cestos, tarefa ricamente compensada com algum tipo de comida de rua, deliciosamente vendida na imensidão desta feira perdida na história. A grande feira livre das 2ªs feiras foi empurrada pelas forças do progresso e desenvolvimento para um local frio, o Centro de Abastecimento, que hoje é um grande polo de comércio com funcionamento durante toda a semana.

De volta a Vitória, a “Feira Legal” tem muito da cultura das feiras nordestinas, onde se vendem de tudo. Aqui só não encontrei a venda de animais vivos, ainda muito comum no interior de alguns estados brasileiros. O resto tinha de tudo, porém o que mais me chamou atenção foi a quantidade de “banha de porco” vendida em garrafas pet de refrigerantes e potes plásticos. Mais uma vez, volto as minhas memórias de infância. Na minha casa materna não entrava “óleo de cozinha”, cozinhava-se com banha de porco e outros animais. Algo quase impossível de se imaginar nos dias hoje, dias de alto colesterol e policiamento alimentar, que somos submetidos a todo instante.

Banha de Porco

Toda feira livre tem sonoridade própria. Mídia aqui é na garganta, onde os gritos dos feirantes, as conversas das comadres, carros de sons e repentistas misturam-se em uma típica sonoridade quase imperceptível. Em Vitória não foi diferente. Um protesto – Xô Corrupção – com poucos militantes caminhava pela feira acompanhado de uma bandinha com menos de ½ dúzia de músicos, ao som do hino do Corinthians, Amigo (de Roberto Carlos) e até a música tema dos programas de esportes da Rede Globo, enfim, tocava-se de tudo.

E “temo” limão, e “temo” cebola, e “temo” tomate, gritavam os feirantes. E temos de tudo mesmo neste divertido e afetivo universo livre de compras.

Verduras, Legumes, Frutas; uma barraca milimetricamente organizada com bacias coloridas

Para finalizar este sábado capixaba na feira livre, um momento quase surreal presenciado no final da feira, onde os consumidores que compravam panelas de alumínio, sandálias de couro, panos de pratos, artigos da China e outras mercadorias, eram embalados ao som de “Pra não dizer que não falei das flores”, música de Geraldo Vandré* de 1968, que vinha direto de um carro de som. Bem, Vandré não é memória afetiva de cozinha, é memória afetiva de um período triste da nossa história, mas que bom que venceram as flores e as feiras livres continuam sendo um grande espaço livre e democrático da nossa cultura popular brasileira.

Barraca da Altoé da Montanha

Requijão da Bahia, Queijos Locais, Queijo Coalho do Pará, Doces

Couve, Banana da Tera, Linguiça de Porco Caseira, Peixe do Mar Capixaba

Artigos da China, Avental, Panos de Prato

Colheres de Pau, Farinheiras, Artigos de Copa e Cozinha, Sandálias de Couro

*Geraldo Vandré é o nome utilizado por Geraldo Pedroso de Araújo Dias Vandregísilo, paraibano de João Pessoa, nascido em 12/09/1935. Seu sobrenome é uma abreviatura do sobrenome do seu pai, José Vandregísilo, de quem ele herdou o sobrenome  Vandré.

Em 1966, chegou à final do Festival de Música Popular Brasileira da TV Record com o sucesso Disparada, interpretado por Jair Rodrigues. A canção arrebatou o primeiro lugar ao lado de A Banda, de Chico Buarque.

Em 1968, participou do III Festival Internacional da Canção com Pra não dizer que não falei das flores ou Caminhando (http://letras.terra.com.br/geraldo-vandre/46168/). A composição se tornou um hino de resistência do movimento civil e estudantil que fazia oposição à ditadura militar durante o governo militar, e foi censurada. O Refrão “Vem, vamos embora / Que esperar não é saber / Quem sabe faz a hora, / Não espera acontecer” foi interpretado como uma chamada à luta armada contra os ditadores. No festival a música ficou em segundo lugar, perdendo para Sabiá, de Chico Buarque e Tom Jobim.

Hoje Geraldo Vandré reside na cidade de Inbituba, no litoral sul de Santa Catarina. Em 2010 concedeu uma polêmica entrevista criticando o cenário cultural brasileiro desde os anos 1970 e afirma que seu afastamento da música popular não foi causado pela perseguição sofrida pela ditadura militar.

Pica-pau a venda na Feira Legal

Pinguim Primavera

Pinguim Primavera!

Bolo de Cenoura com Glacê de Cream Cheese da Mia

Bolo de Cenoura com Glacê de Cream Cheese da Mia

Qual a velocidade de um raio? De uma relâmpago? De um vento que assopra nosso rosto? Às vezes certos acontecimentos na vida são assim, chegam velozes, causam algum efeito devastador – e aqui devastador pode ter um sentido muito amplo, positivo e até transformador – e partem para outros territórios, talvez para catalisar outras devastações ou simplesmente acomodar-se em profundo descanso.

Mia, uma garota Sueca (“garota sueca?”, parece título de filme sueco, algo Ingmar Bergman), que cruzou o meu caminho pelas mãos de um vento devastador, passou suavemente e com muita ternura, não muito comum de quem chegou do lado nórdico deste planeta.

Mia chora, emociona-se com beijo de novela, casamento de princesa e defesa de doutorado, podem acreditar. Tem alma latina, brasileira, baiana, pernambucana. Fala português e é apaixonada pelo Brasil. Minhas lembranças da Mia poderiam perfeitamente findar-se aqui, porém ela nos deixou muito mais do que boas lembranças, deixou receitas, sabores e saberes da sua herança culinária, da sua sociedade de tradição oral, onde receitas são faladas, não escritas, e aprendidas no calor das cozinhas das mães e avós para filhas e netas.

A cozinha escrita permite codificar, em um repertório estabelecido e reconhecido, as práticas e as técnicas elaboradas em determinada sociedade. A cozinha oral teoricamente está destinada, em longo prazo, a não deixar traços de si”. Perfeita esta descrição de Massimo Montanari, historiador italiano, importante pesquisador da história da alimentação, que traduz muito bem o legado da Mia, em nos deixar suas tradições culinárias escritas, registradas, salvaguardando e difundindo a sua cultura nórdica de cozinha.

Sabemos ainda, que a formação do nosso gosto tem origem na nossa casa materna, na nossa infância, seguindo por um longo caminho, que se permitido por nós jamais alcançará fim, nos acompanhando por toda vida através das diversas experiências culinárias que nos permitamos a vivenciar, portanto não temos um gosto padrão definido, concluido, formatado. Para cada Mia que cruzamos na vida, vamos construindo, ampliando e diversificando nosso gosto, e nos tornando mais pluralista do ponto de vista alimentar.

Agora, graças as afetivas receitas da Mia, temos um gosto mais ampliado, mais universalizado, com pitadas nórdicas de bolo de cenoura com glacê de cream cheese, tomate seco com ervas e tzatziki. Hoje iremos apresentar o bolo de cenoura… delicioso, diferente, envolvente!

... um gosto mais ampliado, mais universalizado, com pitadas nórdicas de bolo de cenoura com glacê de cream cheese ...

1 – INGREDIENTES

Do Bolo

  • 600 gramas de cenouras
  • 200 ml de óleo
  • 500 gramas de farinha de trigo
  • 4 ovos
  • 3 colheres de chá de fermento em pó
  • 2 colheres de chá de canela
  • 2 colheres de chá de açúcar de baunilha
  • 400 gramas de açúcar

 Do Glacê

  • 120 gramas de Cream Cheese (queijo tipo Philadelphia)
  • 50 gramas de manteiga ou margarina
  • 400 gramas de açúcar de confeiteiro

2 – MODO DE PREPARO

Para Iniciar

  • Unte uma forma de furo (aproximadamente 24 cm de diâmetro) ou retangular (aproximadamente 35 x 25 cm);
  • Aqueça o forno até 180 oC.

Preparo

  • Rale as cenouras;
  • Adicione os ovos e o açúcar às cenouras raladas e misture bem;
  • Acrescente os demais ingredientes e misture bem até formar uma massa lisa;
  • Asse o bolo em forma retangular ou redonda com furos por cerca de 40 minutos, 180 oC, ou até dourar a superfície;
  • Enquanto o bolo esfria, misture todos os ingredientes do glacê usando uma batedeira (ou misturando com um batedor manual), para obter uma massa bem lisa e homogênea;
  • Desenforme o bolo (quando estiver frio) e espalhe com cuidado o glacê sobre a superfície do bolo;
  • Decore com cenoura (ralada ou em tiras).

Bolo de Cenoura com Glacê de Cream Cheese da Mia

Cuscuz de Milho Paulistano da Mãe de Cida, Dona Maria de Lourdes

Até parecemos um bando de interesseiros, exploradores de Cozinha Afetiva alheia, carentes de afeto culinário, pessoas que milimetricamente planejam obter uma recompensa através de um ato previamente ensaiado, não espontâneo. Desculpem-nos, mas somos assim mesmo quando se trata do Cuscuz de Milho Paulistano da Mãe de Cida (Dona Maria de Lourdes). Somos assim quando desejamos que a Cida compareça às nossas reuniões ou festinhas com este cuscuz em mãos, enrolado afetivamente em um pano de prato, branquinho. 

Cida, mais uma querida (e aqui nos cabe muito bem outros adjetivos), terna e elegante amiga desta São Paulo, faz parte da nossa turma, turma de festas, farras, viagens e reuniões sem qualquer motivo, desde que tenhamos comidas, bebidas e boas conversas.

De volta ao cuscuz, é sempre o prato padrão que a Cida nos brinda. Nós, manipuladores amigos de cuscuz alheio, sempre educados e bem comportados, não fazemos qualquer esforço para tornar verossímeis nossas falsas frases prontas do tipo “não precisa”, “não seria muito trabalho para a sua mãe?”. Enfim, ela já sabe, e sempre o cuscuz está presente, e sempre cercado de gente faminta, com as mesmas frases prontas proferidas de bocas cheias (hummm que delícia, que delícia!), e na clara intensão de garantir outro cuscuz para a próxima festa.

Demorou em arrancar esta receita da Cozinha Afetiva da Dona Maria de Lourdes, e como Cida nos falou “foi um pouco difícil, porque sabe como é mãe, tudo na cabeça, um bocado disso, um pouco daquilo”.

O Cuscuz de Milho da Dona Maria de Lourdes feito em forma redonda de furos.

 1 – INGREDIENTES

  • 1 pacote pequeno de farinha de milho (500 gramas)
  • 1 lata de sardinha
  • 1 lata de seleta
  • 1 lata de ervilha
  • 1 cebola
  • 1 tomate maduro
  • 3 dentes de alho
  • 250 ml de molho de tomate pronto
  • 1 tomate
  • 2 ovos cozidos
  • 2 colheres de sopa de óleo
  • ½ colher de sopa de azeite de oliva extra virgem
  • 1 colher de café de molho de pimenta
  • Orégano, loro e sal a gosto
  • Azeitona sem caroço e palmito para decorar

 2 – MODO DE PREPARO 

Para Iniciar

  • Umedeça uma forma redonda com água, e no fundo e laterais acrescente os ovos cozidos, a cebola, o tomate e o palmito em rodelas e as azeitonas. Reserve.

 Preparo

  • Refogar a cebola e o alho no óleo;
  • Adicionar o molho pronto de tomate;
  • Quando estiver engrossando juntar a sardinha, a ervilha, a seleta, orégano, loro e o molho de pimenta. Mexer;
  • Quando o molho ganhar consistência, adicionar a farinha de milho, mexendo para não empelotar. Ajuste o sal;
  • “Quando estiver no ponto de enrolar uma bolinha está pronto” (aqui temos a descrição muito particular e afetiva da mãe de Cida, do ponto que a massa do cuscuz deverá ser retirada do fogo para ser enformada);
  • Adicione a massa do cuscuz, ainda quente, na forma, com cuidado e pressionando levemente;
  • Deixe descansar por cerca de 30 minutos e desenforme.

O Cuscuz de Milho da Dona Maria de Lourdes feito em forma retangular.

Batata Ligeira do Chico

Batata Ligeira do Chico

As civilizações antigas da América – maias, astecas e incas – já cultivavam a batata e outros produtos desconhecidos da Europa. Os espanhóis, conquistadores desta região americana, não se deram conta, inicialmente, desta riqueza agrícola, provavelmente em função da obsessão pelo ouro. Na Europa, a batata foi plantada inicialmente na Galícia, no final do século XVI. Na Alemanha foi considerada imprópria para consumo humano por botânicos alemães, só sendo cultivada em larga escala a partir de 1770. Os franceses foram os últimos a integrá-la a sua cozinha, graças ao interesse que Napoleão dedicou ao assunto. O consumo da batata só se generalizou na Europa no final do século XVIII*. Hoje, a batata é uma das principais bases alimentares de diversas nações, e nos parece que também da linda Paraíba, pela quantidade de receitas com este versátil tubérculo comestível.

Depois da Batata em Conservas Calypso, nos chega direto de João Pessoa a Batata Ligeira, uma rápida especialidade culinária de outro querido amigo: Chico. O interessante é que as nossas receitas, quando por nós nominadas, acabam por herdar, de certa forma, algumas das nossas características. Sim, Chico é um cara ligeirinho, particularmente ao seu modo, no seu jeito nordestino de ser.

Segundo o Chico, a Batata Ligeira é uma receita “para matar aquela fome de um dia de trabalho quando não estamos muito a fim de fazer uma coisa mais trabalhosa, elaborada. É uma batata rápida, feita com um pouquinho do que restou daquelas compras. Você vasculha a geladeira e só encontra algumas batatas, um pouco de alecrim, alguns tomates, umas cebolas, um pimentão…”. Os afetuosos restos da feira, perdidos em uma fria geladeira, são transformados em um prato quente, com “cara” de comida fina, elaborada. Assim são os nossos afetivos cozinheiros, alquimistas empíricos, pessoas com uma capacidade de transformação, que sempre nos surpreendem com pequenos preparos de resultados grandiosos. Assim é o Chico, nosso amigo querido da Paraíba.   

Batata e Alecrim

1 – INGREDIENTES 

  • 4 batatas médias
  • 2 tomates médios
  • 1/2 pimentão verde
  • 1 cebola média
  • 1 pimenta dedo de moça
  • ½ xícara de chá de azeite de oliva extra virgem
  • 3 colheres de sopa de vinagre balsâmico
  • Sal grosso a gosto
  • Uma colher de sopa de alecrim (rasa)

O cuidado do Chico em nos enviar a receita e fotografar o passo a posso do preparo.

  1. Cebola e pimentão no refratário
  2. Cebola, pimentão, tomate, vinagre e azeite de oliva
  3. Pimenta dedo de moça
  4. Pimenta dedo de moça sendo adicionada aos demais temperos
  5. Batatas cozidas
  6. Batatas cozidas já adicionadas aos temperos e adição de mais azeite de oliva
  7. Refratário pronto para ser assado
  8. Refratário no forno

 2 – MODO DE PREPARO

  • Corte a cebola, os tomates, o pimentão e a pimenta dedo de moça em tiras, misture tudo já no próprio refratário que irá ao forno;
  • Coloque metade do azeite e uma colher do vinagre balsâmico, misture;
  • Cozinhe as batatas com casca, bem escovadas, divida-as em duas partes para cozinhar mais rápido, sem sal, mas não cozinhe muito, pois elas ainda irão ao forno;
  • Após cozidas, escorra a água das batatas e misture com os outros ingredientes;
  • Adicione o restante do azeite e do vinagre por cima. Polvilhe com sal grosso e alecrim;
  • Leve ao forno quente, por mais ou menos 35 minutos, ou até que as batatas fiquem coradas;
  • Decore com uma folhinha de manjericão ou outra erva (salsinha, coentro…). Fica bom também colocando pimenta do reino moída;
  • Sirva com o que quiser. Fica ótimo com aquele frango de padaria e um pedacinho de pão para raspar o molhinho que sobra no prato.

Batatas

* Ariovaldo Franco – De Caçador a Gourmet – Editora Senac São Paulo 2010

OBRIGADO!

MUITO OBRIGADO À TODOS PELAS MENSAGENS DE FELIZ ANIVERSÁRIO. A COZINHA AFETIVA VAI EM FRENTE PARA MAIS UM ANO COM MUITAS RECEITAS, HISTÓRIAS E AFETOS. ABRAÇOS! GRATO!

Viva o Bolo de Aniversário!

Hoje, 19 de agosto de 2011, a Cozinha Afetiva completa seu primeiro ano de vida. Vida longa para todos!

Vejam abaixo A Saga do Bolo de Aniversário!

O Pinguim do 1o Ano de Aniversário!

Powered by WordPress | Designed by: Free MMO Games | Thanks to MMORPG List, Video Game Music and VPS hosting

Notice: ob_end_flush(): failed to send buffer of zlib output compression (1) in /home/cozinhaafetiva/www/wp-includes/functions.php on line 2914

Notice: ob_end_flush(): failed to send buffer of zlib output compression (1) in /home/cozinhaafetiva/www/wp-includes/functions.php on line 2914