CATAR FEIJÃO

Post No 15 – Catar Feijão

Catando Feijão

As noites em Feira de Santana, cidade a 100 km de Salvador (BA), eram silenciosas e calmas. Morávamos na Praça da Matriz, não tínhamos TV em casa, o café da noite era por volta das 18 – 19 horas e o sono chegava sempre por volta das 20 – 21 horas. Café da noite é (ou era) um hábito baiano. À noite não havia jantar na nossa casa, tínhamos o café da noite muito farto e variado: sopas, em geral com as sobras do almoço, cuscuz de milho, batata doce cozida, aipim (macaxeira), ovo frito, requeijão*, mingau de tapioca, milho ou maizena, banana frita, pão torrado, bolo, bolacha, café, leite. Assim era o nosso cardápio e a nossa rotina alimentar noturna.

O silencio das noites desta fase é uma lembrança ainda muito viva na minha memória, que só era quebrado pelas cigarras e grilos, um latir de cachorro ou um miar de gato. Dentro da casa, o silencio era compartilhado com nossas vozes e o rádio da familia, hora falando de esportes, hora de nóticias, hora de novela. O melhor barulho, entretanto, vinha da cozinha da minha mãe. Nunca os pratos dormiam sujos ou a cozinha desarrumada, pois tudo deveria estar pronto para as intensas atividaes do dia seguinte. Dos barulhos noturnos da cozinha afetiva de minha mãe, o que mais tenho saudades era o barulhinho do catar feijão, um ritual que antecedia ao preparo do feijão do dia a dia.

O feijão era guardado em lata (do conjunto de mantimentos), da lata era retirada uma medida, que era jogada sobre a mesa forrada com toalha plástica (em geral estampada com frutas, flores ou quadriculada), e aí, a dona da cozinha começava a separar o feijão bom do feijão ruim, pedrinhas e outras impurezas. O feijão bom era aparado em uma bacia de alumínio, que produzia um som mágico que funcionava como um aviso de fim de noite. Este ritual era repetido pelo menos quatro vezes na semana, e tínhamos participação direta, pois era permitido a nossa participação na catação, porém com muita atenção para não deixar passar feijão ruim ou impurezas para a bacia de alumínio.

Lembrei-me deste ritual em novembro, no meu irmão, observando as mulheres da casa reunidas na cozinha para catar uma grande quantidade de feijão para uma feijoada de domingo… herança culinária afetiva.

A lembrança da minha mãe catando feijão é uma memória afetiva forte na minha vida, tão emocionamte como a cena final do filme Eles não usam black-tie**, onde em um silêncio gritante Fernanda Motenegro e Gianfrancesco Guarniaeri protagonizam uma das cenas mais espetaculares do cinema mundial (ver no link http://www.youtube.com/watch?v=jZjcX851deQ&feature=related – total de 9min 54seg – A cena encontra-se entre 2min 45 seg e 7min 32sg).

*RequijãoHá quem diga que nosso requeijão é muito gordo, e é mesmo, afinal é na produção dele que se extrai a manteiga caseira. Bem, para os tradicionais adoradores ele tem um sabor mais forte e não compete com nenhum outro tipo de queijo. É muito comum no nordeste brasileiro. Fora o queijo Palmyra, que só entrava na nossa casa no São João, Natal e Ano Novo (era um queijo de festa), o requeijão era nosso queijo do dia a dia. Em São Paulo podemos encontrar requeijão no Mercado da Lapa (Rua Herbart, 47 – Lapa – Zona Oeste – 3832-1834 / 3641-3946 – segunda a sexta, das 8h às 19h – sábado, das 8h às 18h – http://www.encontralapa.com.br/lapa/mercado-da-lapa.shtml), direto da Bahia.

**Eles não usam black-tie – É uma peça de cunho sócio-político escrita por Gianfrancesco Guarnieri em 1958. A direção da peça foi realizada por José Renato com músicas de Adoniram Barbosa e encenada no Teatro de Arena, um pequeno teatro de noventa lugares em frente à praça da Consolação em São Paulo. Em 1981 Leon Hirszman, com fotografia de Lauro Escorel, dirigiu a versão para o cinema da peça Eles não usam black-tie.

Personagens

1958 – Peça

1981 – Filme

Otávio

Eugênio Kusnet

Gianfrancessco Guarnieri

Romana

Lélia Abramo

Fernanda Montenegro

Tião

Gianfrancessco Guarnieri

Carlos Alberto Ricclli

Maria

Miriam Mehler

Bete Mendes

 

 

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TORTA DE BATATA DE AVINHA E BOLINHO AFETIVO DE ARROZ

Post No 2 – 1a Receita Publicada

Torta de Batata

Torta de Batata

Com a Torta de Batata e o Bolinho de Arroz de Avinha (na Bahia o “de” é um genérico para “da” e ”do”), abrimos as receitas afetivas da Cozinha Afetiva. Na nossa essência procuramos resgatar receitas de família e não poderia deixar de abrir o blog com receitas da minha família, mais precisamente da minha irmã Dalva (Avinha para nós), que sempre nos encanta com sua Afetiva Torta de Batata e seus Afetivos Bolinhos de Arroz.

Como sempre, elas as afetivas donas das cozinhas, fazem tudo de “cabeça”, de “olho”, de “mão”, nada está escrito, nada é medido, e já entendi nesta primeira tentativa de resgate da memória culinária como será divertido, corrido e trabalhoso transcrever as receitas destas afetivas senhoras e senhoritas, que executam suas receitas com um dom especial, sendo quase impossível acompanhá-las a tempo de resgatar todos os detalhes e segredos que estão embutidos no ato do preparo.

Também já entendi que não é possível parar, esperar, repetir algum detalhe ou quanto vai de algum ingrediente que a princípio não conseguimos medir. Receita de cozinha afetiva é mesmo feita com uma grande dose de sabedoria e dom.

Estas duas receitas faziam parte das comemorações e datas especiais da nossa família. O bolinho de arroz era literalmente “arroz de festa” em todos os aniversários, em tempos que festas de aniversários eram preparadas nas casas, onde a movimentação, os aromas, os barulhos e as confusões da preparação nos deixavam ansiosos e felizes aguardando o grande dia da festa.

1 – TORTA DE BATATA DE AVINHA

RECHEIO

Ingredientes:

  • 1 kg de carne moída
  • 1 Cebola grande
  • 1 Pimentão verde médio
  • 100 g de camarão seco moído
  • 100 g de azeitona fatiada
  • 1 lata de ervilha
  • Sal
  • Pimenta-do-reino
  • Cominho
  • Óleo
  • Vinagre
  • Cheiro verde (coentro, cebolinha e salsinha)
  • Azeite doce

Preparo:

  • Cortar o alho em pedacinhos, acrescentar o sal, pimenta do reino, cominho e vinagre. Misturar tudo e amassar em um machucador de madeira.
  • Acrescentar o tempero preparado no machucador de madeira à carne moída e deixar apurar por 20 minutos.
  • Esquentar o óleo em uma panela grande, acrescentar a carne temperada, a cebola e o pimentão em pedacinhos, o camarão seco moído, coentro, cebolinha e a salsinha.
  • Cozinhar mexendo para não pegar no fundo da panela.
  • Quando a carne estiver dourada e cozida acrescentar a azeitona fatiada e a ervilha.
  • Deixar cozinhar por mais 5 minutos e ao final acrescentar uma porção generosa de azeite doce.
  • Reservar.

MASSA

Ingredientes:

  • 1 ½  kg de batata
  • 3 ovos
  • ½ litro de leite
  • 8 colheres de sopa de farinha de trigo com fermento
  • 150 g de queijo parmesão ralado ou moído
  • 3 colheres de sopa de manteiga
  • Sal

Preparo:

  • Cozinhar a batata na água e sal.
  • Amassar as batatas no espremedor.
  • Acrescentar o leite e os ovos a batata amassada, mexer.
  • Acrescentar a farinha, a manteiga e o queijo parmesão (reservar 1 colher de sopa do queijo para polvilhar a torta) aos poucos, mexendo para não formar grumos.
  • Reservar.

MONTAGEM E COZIMENTO DA TORTA

  • Utilizar refratário Grande.
  • Untar com azeite doce.
  • Adicionar metade da massa de batata ao fundo do refratário.
  • Rechear com a carne moída.
  • Adicionar a outra metade da massa de batata, cobrindo a carne moída.
  • Polvilhar com o queijo ralado parmesão.
  • Assar em forno pré-aquecido (200oC) até dourar.

2 – BOLINHO AFETIVO DE ARROZ

Ingredientes:

  • 4 xícaras de arroz cozido, já com sal
  • 3 xícaras de leite
  • 150 g de queijo ralado ou moído
  • 4 ovos
  • 8 colheres de sopa de farinha de trigo com fermento
  • Sal
  • Óleo

Preparo:

  • Adicionar todos os ingredientes ao liquidificador e bater até formar uma massa lisa.
  • Aquecer o óleo em uma frigideira grande.
  • Adicionar colheradas (de sopa) da massa.
  • Fritar até dourar.
  • Retirar o bolinho da frigideira e eliminar o excesso de óleo pressionando-o com uma espátula ou espumadeira.
  • Depositar os bolinhos em um prato e polvilhar com queijo parmesão ralado ou moído.

3 – IMPORTANTE

  • A farinha de trigo com fermento pode ser substituída por farinha de trigo sem fermento, adicionando-se uma colher de sobremesa de fermento em pó.
  • Na Bahia azeite de oliva era (ou é) conhecido como azeite doce, provavelmente para diferenciar do azeite de dendê, tradicional ingrediente da culinária baiana.
  • Sal, pimenta-do-reino, cominho, óleo, vinagre, cheiro verde (coentro, cebolinha e salsinha) e azeite doce são ingredientes adicionados “a gosto”.

Lançamento do Vídeo GUARDIÃS DO QUEIJO COALHO NO SERTÃO

No próximo dia 13 de setembro, às 14h30, acontecerá o lançamento do vídeo Guardiãs do Queijo Coalho no Sertão. O evento será realizado no Cine Vitória, na antiga Rua 24h, em Aracaju.

O vídeo exibe o modo de vida das mulheres sertanejas que aproveitam o leite, importante recurso territorial, para elaborar o queijo. Com o soro, subproduto da produção de queijos, as mulheres alimentam os suínos que, comercializados, geram a renda que contribui para a sustentabilidade do estabelecimento rural e a continuidade nessa terra lugar de vida e labuta. As camponesas “mulheres de opinião” dos municípios de Monte Alegre de Sergipe, Porto da Folha e Nossa Senhora da Glória e seus familiares contam suas histórias e manifestam a relevância da produção de queijo para a vida das famílias sertanejas.

Participe deste evento e venha refletir sobre a produção de alimentos identitários no mundo rural, produção alicerçada pela demanda de mercado consumidor urbano e inserida no circuito “invisível” da economia.

Câmera/Edição/Direção: Rita Simone Liberato

Produção: Sônia de Souza Mendonça Menezes

Co-produção: Fabiana Thomé da Cruz

Assistentes de Produção: Dona Carmelita, Dona Aninha, Dona Daci, Sr. José de Aninha, Dona Maria Isabel (Beza), Dona Maria José (Monte Alegre de Sergipe). Dona Maria de Sá Delfino (D. Lindinalva), Ezequiel Delfino, Isaac Delfino, Dona Maria Célia (Porto da Folha). Dona Gilane, Sr. João Messias, Dona Maria Helena, Dona Maria Valdete  e Sandro Nunes (Nossa Senhora da Glória).

Finalização: Ludwig Birkner e Marcus Hora

Música: Joésia Ramos

Designer: Clarissa Rocha

Vídeo realizado a partir do projeto de pesquisa Queijo de coalho caseiro: o saber fazer tradicional das mulheres camponeses e a geração de renda no território do Alto Sertão Sergipano.

Coordenação: Sônia de Souza Mendonça Menezes

Equipe: Abeaci dos Santos e Fabiana Thomé da Cruz

Apoio: Alexandro Batista dos Santos e José Natan Gonçalves da Silva

http://www.slowfoodbrasil.com/textos/alimentacao-e-cultura

Mesa

A Vida Submarina – Ana Martins Marques (Editora Scriptum)

Mesa

Mesa

mais importante que ter uma memória é ter uma mesa

mais importante que já ter amado um dia é ter uma mesa sólida

uma mesa que é como uma cama diurna

com seu coração de árvore, de floresta

é importante em matéria de amor

não meter os pés pelas mãos

mas mais importante é ter uma mesa

porque uma mesa é uma espécie de chão que apoia

os que ainda não caíram de vez.

Um Jantar na Chuvosa Parati

Linda! com sol, com chuva, sem sol, sem chuva!

Linda! com sol, com chuva, sem sol, sem chuva!

Enquanto a FLIP não chega, ficamos em casa em noite de frio, cheiro de mar e chuva. Cozinhar é a melhor opção. Fazer um jantar para os amigos com ingredientes de última hora, comprados nos caminhos do centro histórico desta cidade que nos abraça, nos encanta e nos transporta para um tempo passado conservado nas calçadas de pedras irregulares.

Sem receita e sem saber o que fazer, escolhemos os ingredientes pela disponibilidade. Na mesma hora surgiu um cardápio de 3 pratos rápidos e possivelmente saborosos. Frango, legumes no vapor e arroz.

Como é bom cozinhar pelo simples prazer de cozinhar, sem receitas, sem medidas, medindo tudo no olho, na mão no coração. Ficou tudo muito bom, deliciosamente afetivo.

O ARROZ

  • Cozido como na Bahia. Em muita água joga-se o arroz, cebola roxa picada e alho picadinho. Cozinha-se bem e depois escorre-se.  Uns fios generosos de azeite de oliva extra virgem confere o sabor final.

OS LEGUMES NO VAPOR

Ingredientes

  • 3 cebolas roxa medias
  • 3 batatas grandes
  • 2 chuchus
  • 3 Gilós
  • 1 abobrinha grande
  • 3 tomates vermelhos

Modo de Fazer

Usar uma panela própria para cozinhar a vapor ou cuscuzeiro

  • 1a cama – Cebolas roxa
  • 2a cama – Batatas roxa em rodelas
  • 3a cama – Mais cebola roxa e alho picadinho
  • 4a cama – Mais batatas

Cozinhar por tempo suficiente para deixar as batatas  levemente moles

  • 5a cama – Chuchu em rodelas
  • 6a cama – Mais cebola roxa e alho picadinho
  • 7a cama – Giló em rodelas
  • 8a cama – Abobrinha em rodelas
  • 9a cama – Mais cebola roxa e alho picadinho

Cozinhar por tempo suficiente para deixar todos os legumes cozidos

  • 10a cama – Tomates

Finalizar o cozimento

Legumes no Vapor com Frango

Legumes no Vapor com Frango

O FRANGO

Ingredientes

  • 6 Coxas e sobre coxas de frango sem peles
  • 2 limões siciliano
  • mel, alho e azeite de oliva extra virgem a gosto

Modo de Fazer

  • Aqueça o forno (200 oC)
  • Adicione todos ingredientes ao frango
  • Deixe por cerca de uma hora marinando
  • Coloque em refratário ou assadeira e leve ao forno baixo até dourar (regue o frango durante o cozimento com  próprio caldo da assadeira)

Bolo Engorda Marido Integral

É só substituir a farinha branca pela farinha integral. Ver receita do post de 04 de maio de 2011.

Bolo Engorda Marido Integral

Bolo Engorda Marido Integral

13º Dia – Trezena de Santo Antônio – 13 de junho de 2013

Este é post de número 200 da Cozinha Afetiva. Feliz coincidência de ser o 13o Dia da Trezena de Santo Antônio e ter uma receita de Bolo de Milho da Rita, querida amida da casa.

Ao Espírito Santo

Vinde, Espírito Santo, enchei os corações de vossos fiéis, e acendei neles o fogo do vosso amor.

Enviai o vosso Espírito, e tudo será criado.

E renovareis a face da terra.

Oremos: Ó Deus, que iluminais os corações de vossos fiéis com as luzes do Espírito Santo fazei que pelo mesmo Espírito saibamos o que é reto, e sempre gozemos de sua consolação. Por Cristo Nosso Senhor. Amém.

A Santo Antônio

Meu grande protetor Santo Antônio: apresento-me a vós, pedindo-vos me alcanceis de Deus o perdão dos pecados, o espírito de conversão, o crescimento no amor de Deus, e a perseverança no bem até o fim de minha vida. O que especialmente vos peço, é a seguinte graça: (diz-se o que se pede na Trezena). Se esta graça não for conveniente para minha salvação, alcançai-me a perfeita conformidade com a vontade de Deus. Santo Antônio, nestes dias que consagro a vossa honra, como em todos os dias de minha vida, fazei que eu conserve a graça e amizade de Deus, que dele nunca me afaste, e que enfim tenha a felicidade de amá-lo e gozá-lo para sempre em vossa companhia, na felicidade eterna do céu. Amém.

Oração do 13º Dia

Ó glorioso Santo Antônio, amado de Deus e dos homens, eu vos escolho, hoje, para meu protetor e guia. Ajudai-me a combater generosamente, a aceitar os trabalhos desta vida para merecer a recompensa, a suportar as fadigas para merecer descanso, imolar a minha existência para chegar à verdadeira vida. Tenho certeza de que se pedirdes a Deus esta graça para mim, Ele não a negará. Meu querido Sato Antônio, não me recuseis mais esta prova do vosso poder de intercessão. Peço-vos ainda que não deixeis que acabe, esta trezena sem que mereça alcançar a graça particular que do vosso valimento espero. Porém, de antemão me resigno à santíssima vontade de Deus. Amém

Pai Nosso, Ave Maria, Glória ao Pai.

Comentário do Dia: Bolo de Milho da Rita

1 – INGREDIENTES

  • 1 Lata de milho
  • 3 ovos
  • 1 xícara de fubá de milho
  • 1 xícara de farinha de trigo
  • 1 ½ xícara de açúcar
  • 1 copo de óleo
  • 1 colher de sopa de fermento químico

2 – MODO DE PREPARO

  • Unte uma forma redonda com furo e aqueça o forno até 180 oC.
  • Bata no liquidificar o milho (com toda água), os ovos, o açúcar e o óleo até formar uma massa homogênea;
  • Adicione a farinha de trigo, o fubá de milho e o fermento aos poucos, batendo sempre, até formar uma massa lisa e homogênea;
  • Adicione a massa na forma untada;
  • Asse por aproximadamente 1 hora em forno 180 oC;
  • Desenforme quando esfriar.
Bolo Milho da Rita

Bolo Milho da Rita

12º Dia – Trezena de Santo Antônio – 12 de junho de 2013

Hoje é o Dia dos Namorados!

“Santo Antônio me case cedo

Enquanto sou moça(o) e viva(o),

O milho colhido tarde

Não dá palha nem espiga”

Ao Espírito Santo

Vinde, Espírito Santo, enchei os corações de vossos fiéis, e acendei neles o fogo do vosso amor.

Enviai o vosso Espírito, e tudo será criado.

E renovareis a face da terra.

Oremos: Ó Deus, que iluminais os corações de vossos fiéis com as luzes do Espírito Santo fazei que pelo mesmo Espírito saibamos o que é reto, e sempre gozemos de sua consolação. Por Cristo Nosso Senhor. Amém.

A Santo Antônio

Meu grande protetor Santo Antônio: apresento-me a vós, pedindo-vos me alcanceis de Deus o perdão dos pecados, o espírito de conversão, o crescimento no amor de Deus, e a perseverança no bem até o fim de minha vida. O que especialmente vos peço, é a seguinte graça: (diz-se o que se pede na Trezena). Se esta graça não for conveniente para minha salvação, alcançai-me a perfeita conformidade com a vontade de Deus. Santo Antônio, nestes dias que consagro a vossa honra, como em todos os dias de minha vida, fazei que eu conserve a graça e amizade de Deus, que dele nunca me afaste, e que enfim tenha a felicidade de amá-lo e gozá-lo para sempre em vossa companhia, na felicidade eterna do céu. Amém.

Oração do 12º Dia

Ó glorioso Santo Antônio, cuja língua bendita ensinou aos homens a louvarem a Deus, tende piedade de mim. Lembrai-vos, meu Santo protetor, que não foi só em vosso favor que Deus vos investiu de tanta glória e poder, foi também em meu benefício e para me animar a recorrer a vós em todas as necessidades da alma; defendei-me nas tentações, ajudai-me nos combates, e quando soar a hora da minha morte, permanecei junto de mim para me introduzir na eterna bem-aventurança, onde me será dado contempla-vos e agradecer-vos no seio de Deus, junto à Santíssima Virgem, em companhia dos Anjos e dos Santos. Concedei-me, enfim, a graça que vos peço nesta trezena, mas concedei-me sobretudo uma completa conformidade com a Santíssima vontade de Deus. Amém.

Pai Nosso, Ave Maria, Glória ao Pai.

Comentário do Dia:

A cozinha não deixa de ser é um lugar de magia e bruxaria. Partindo da ideia que magia e bruxaria também são artes da transformação, qual o lugar mais apropriado para mágicos e bruxas se instalarem? As cozinhas que frequento sempre foram além do ato afetivo de fazer comidas, elas servem de laboratórios para alquimistas culinários nutri alma e espirito, curar, prover esperança e conforto. Simpatias, formulas e porções que usam ingredientes culinários estão presentes, com muita força, na nossa cultura oriunda de várias etnias, que nos legou uma grande bagagem de magia e bruxaria.

Como estamos no dia 12, dia dos namorados, vamos recuperar esta porção mágica para atrair um grande amor.

Porção Mágica para Atrair um Grande Amor

1 – INGREDIENTES

  • Um caldeirão, de preferencia cobre ou ágata
  • 1 litro de água mineral
  • 8 paus de canela
  • 8 folhas de pé de cravo
  • 8 pétalas de rosa cor-de-rosa
  • 1 vela de um dia feita com mel
  • 1 incenso de patchuli

2 – MODO DE PREPARO

  • Vá até a sua Cozinha Afetiva, sozinha (o);
  • Ferva a água no caldeirão;
  • Acenda o incenso e a vela de mel;
  • Quando água levantar fervura, jogue dentro do caldeirão todos os ingredientes;
  • Mexa lentamente, em fogo brando, enquanto mentaliza o amor chegando em sua vida;
  • Invoque Santo Antônio e peça que a (o) cubra de atrativos para que seu amado (a) venha até o antes de 12/06/2014;
  • Quando o incenso estiver queimado, desligue o fogo;
  • Coe o líquido e jogue na calçada em frente à sua casa, à meia-noite;
  • Deixe a vela queimar até o fim;
  • Escolha um vaso de plantas com folhas bem viçosas e enterre o resto da vela junto com a canela, as folhas e as pétalas;
  • Todos os dias, pela manhã, reque esse vaso com um pouquinho de água, repetindo a invocação para Santo Antônio.
Pilão de Ferro - herança da minha casa materna

Pilão de Ferro - herança da minha casa materna


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