O Mercado de Fierro Santa Rosa é um mercado enorme só com pecas de inox, ferro, alumínio e outros metais. Vende de tudo para cozinha doméstica, industrial, restaurante e especialmente para o comercio das vendas de comidas de rua. Um país que faz das suas ruas um grande comedouro a céu aberto, não é de estranhar que tenha um mercado de porte só para vendas dos equipamentos e utensílios necessários ao comercio ambulante. Em Puebla – México.
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Cemitas Las Poblanitas – Puebla / México
Uma breve caminhada desde a Catedral de Puebla, passando pelo Museo Amparo (excelente coleção de arte mexicana) até chegar no Mercado el Carmen. No mercado o local é o restaurante Cemitas Las Poblanitas, que fica ao lado direito, bem no final. Aqui no mercado para experimentar as famosas Cenitas de Puebla (é a torta mexicana, que é o sanduíche no Brasil) recheada com carne, pimenta poblana, queijo branco oaxacano, couve-cravinha, fatias de abacate e chipotles (cenitas rellenas de carne, chile poblana, pápalo, queso blanco oaxaqueño, rodajas de aguacate y chipotles). Tem vários tipos de recheios. É um sanduíche enorme, difícil de comer quando não se é local. A carne tem um molho vernelhão que escorre pelo sanduíche e deixa nosso dedos e unhas vermelhos por horas. É uma delicia, comida de Puebla, comida no México.
Pápalo - Porophyllum ruderale é uma planta herbácea cujas folhas podem ser usadas para temperar alimentos. O sabor foi descrito como “entre rúcula, coentro e rue.” A planta é comumente cultivada no México e América do Sul para uso em salsas.
Chipotles – É um tipo de pimenta seca. A palavra raiz, chilpoctli, surgiu inicialmente entre os falantes de língua náuatle, um dos muitos idiomas autóctones ainda vivos no México, sendo que o termo chil = chile e poctli = fumo. Portanto, essencialmente, este termo significa pimenta fumada.
Porco Inteiro Frito – Taxco / México
O grande tacho de porco acima foi em Taxco, México. Dentro tinha do coração a pele de bicho, e estava sendo preparado para a festa de inauguração da Tortilleria Grupo Mission. As carnes, bem picadinhas seriam servidas com as Tortillas da nova fábrica. Ainda não apurei meu gosto para as Tortillas, achei o sabor igual as semi artesanais.
Cecina Assada – CDMX / México
Cecina Aassada (a tradução é carne seca em português, mas não tem nada da carne seca do norte e nordeste brasileiro) é muito popular no México e pode ser feita com diversos tipos de corte da carne bovina na brasa ou grelha. Em Taxco encontrei uma Cenina tipo bifão, bem fina e macia, servido com marcarão tipo espaguete quebradinho ao molho vermelho e apimentado, guacamole e tortillas. Que mistura louca! A Bahia é aqui, só que lá comemos macarrão com feijão, farinha e arroz, já aqui o macarrão vem com guacamole, tacos e tortilla. Definitivamente existe um encontro das diversas culinárias, com raízes muito parecidas. Me sentir em casa. Adorei!
Pipocas dos Olmecas
O hábito de pipoca começa a cerca de 2.500 anos, na mais antiga das culturas mesoamericanas, a Olmeca, localizada na região do Golfo do México, século V a.C. Os Olmecas cultivavam o milho e, nos rituais de fertilidade, enchiam vasos de cerâmica com o fruto da planta que consideravam sagrada e as esquentavam (Os Mexicanos – Sérgio Florencio).
Os Insetos de Comer do Mercado de San Juan na Cidade do México
Aqui é apenas uma degustação, voltaremos a falar muito sobre os insetos mexicanos, um hábito nacional alimentar, desde a época pré-hispânica.
Outras culturas, em especial as da Europa e dos Estados Unidos, sobreporem-se a cultura ancestral do México, dos povos nativos, com destaque para Olmecas, Maias e Astecas, o que levou grande parte da população a ter rejeição e repugnância pelo uso dos insetos na comida diária. Isso é mais evidente nas grandes cidades, como a Cidade do México, mas quando saímos do México central e descemos mais ao sul do país, em cidades como Oaxaca, Puebla e Veracruz, ainda temos forte influências dos insetos na mesa mexicana.
Na Cidade do México, uma visita importante é o Mercado San Juan, um local de carnes exóticas (qualquer bicho pode ser encontrado) e insetos, além de muitas frutas, legumes, verduras, queijos, ervas e muito mais. O mercado é conhecido mundialmente por ser o favorito dos chefs e outros que levam a cozinha muito a sério.
Provei alguns, mas, ainda estou criando forças para vencer o medo dos escorpiões e aranhas.
Abaixo a imagem do Mercado San Juan, localizado na Cidade do México, Calle Ernesto Pugibrt, 21 – Centro-Área 7.
Atole, Tamale e Guanolato – CDMX / México
Encontrei vários vendedores de rua na Cidade do México, com suas bicicletas montadas com recipientes para venda de “Atole”, “Tamale” e “Guanolato”. Eles também podem ser encontrados em barraquinhas fixas ou em restaurantes e lanchonetes. As 3 iguarias mexicanas é a base do café da manhã de muitos moradores das cidades do país. Segundo o vendedor que está na foto, a combinação das 3 fornecem nutrição e disposição para enfrentar o dia de trabalho.
Atole é uma bebida quente, tradicionalmente feita com milho, originária da culinária do México da era pré-colombiana, mas popular em vários países da América Central. Existem muitas versões desta preparação, usando milho branco, amarelo ou azul. A praticidade destruidora das tradições culinárias já introduziu maizena e até farinha de arroz no preparo. Na cidade de Tarecuato, Michoacán, se faz a Feira do Atole, no dia 19 de março, onde se servem mais de 40 variedades e é coroada a “Rainha do Atole”. É preparado fervendo a farinha em água até obter uma bebida espessa e homogénea, que pode depois ser misturada com vários ingredientes. Normalmente é adoçada com açúcar ou mel, mas pode também levar leite, “aguamiel” (a seiva doce de alguns Agaves), chocolate, frutas, nozes, baunilha ou canela. Alternativamente, pode ser temperada com sal, malaguetas, feijão, ou casca de árvore (principalmente “mesquite”) cozida. O atole de chocolate é um dos mais populares e tem o nome de “champurrado”, que já foi industrializado no México. Outra forma de servir o atole é batido até ficar em espuma.
Alguns tipos de atole com nomes indígenas são:
- “Quauhnexatolli” ou “atole de árvore” (a tradução é “atole de cinza”);
- “Xocoatolli” ou “atole amargo”, feito com farinha de milho negro e fermentado antes de servir; normalmente temperado com sal e malagueta, popular no estado de Tabasco;
- “Ayocomollatolli” ou “chillatolli” (nome mais genérico para atole com malagueta) com feijão cozido e “epazote” (uma amarantácea conhecida no Brasil como “erva-de-santa-maria, cientificamente Dysphania ambrosioides);
- “Chinatolli”, com sálvia moída (também pode levar malagueta);
- “Nequatolli” ou “atol con miel”, aromatizado com hidromel (uma bebida alcoólica à base de mel);
- “Ollontolli” ou “atole de olotes”, com grãos de milho torrados até ficarem quase negros e seguidamente moídos, por vezes temperado com malagueta amarela do tipo “chilhuacle”.
O Tamal ou Tamale têm origem na Mesoamérica entre 8000 e 5000 a.C., onde as civilizações Maia e Asteca utilizavam-nos como uma comida portátil para alimentar os seus exércitos, sendo também utilizado pelos caçadores e viajantes. É feito normalmente com uma massa à base de milho, que pode ser cozida a vapor, ou então fervida num invólucro, folhas de milho, mandioca, bananeira, abacate e até de papel alumínio ou plástico, e que é retirado antes de ser consumido. Os tamales podem conter carnes, queijos, frutas, legumes, pimentas ou qualquer outra preparação doce ou salgado).
Guajolota, também conhecida como torta de tamal, é uma forma de comida de rua comumente encontrada na Cidade do México e nos estados mexicanos. É essencialmente um sanduíche composto por um tamal colocado dentro de um pão.
As 3 iguarias formam, então, a tríade do café da manhã de vários cidadãos mexicanos, onde tomam-se atole e comem-se guajolota (sanduiche de tamale). Por ser uma comida de rua, não implica que seja um hábito restrito as classes sociais com menor poder aquisitivo. Seria o mesmo que afirmar que comidas de rua do Brasil, como acarajé, milho assado, amendoim cozido, bolo e muitas outras, são restritas de uma determinada classe social.
Ref: Wikipedia
Chicharrónes – CDMX / México
Chicharrón (pelo de porco). Torremos mesmo, só que gigante. Vendido nas ruas da Cidade do México.
Chapulines – CDMX / México
A culinária do México foi a primeira do mundo a ser reconhecida pela UNESCO como Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade, só depois às culinárias francesa e mediterrânea foram reconhecidas.
Para abrir a série de publicações de comidas e hábitos mexicanos, nada mais ancestral que os CHAPULINES (nosso grilo). Vendidos na Cidade do México, fritos. Acompanha limão e pimenta. É só fingir que não está comendo insetos. Vai muito bem como aperitivo.
O Manjar Natalino Quatro Leites do Jucimar
Tradições culinárias da ceia de natal e ano novo são geracionais, passando de mão a mão daquelas e daqueles responsáveis pela melhor parte das festas. Na minha família não é diferente. Nossa mãe já não está mais aqui e minhas irmãs, de mais idade, já meio que abdicaram da função. Agora tudo foi direcionado para meu irmão, Jucimar, o sucessor natural e eficiente das ceias.
O mais interessante das tradições culinárias do fim de ano, é que novos pratos são introduzidos, outros são reinventados, outros eliminados e outros eternizados, assim vamos evoluindo os sabores sem perder a essência ancestral.
Dos novos pratos introduzidos na nossa ceia, que para mim precisa ter participado em pelo menos 3 anos, ser aguardado com ansiedade e ter muitos pedidos para ser repetido, já temos um veterano que o Bolo de Cenoura (post de 27/12/2018), um sucesso de público e crítica. Agora no natal de 2019 um novo prato entrou na tradição da família: Manjar Quatro Leites, sobremesa leve, refrescante e com sabor de manjar dos Deuses. O que mais gosto na receita é que não vai gelatina incolor, que deixa aquela textura de coisa meio plastificada. A consistência do Manjar Quatro Leites é similar aos dos “pudins de mães” da nossa infância, feitos com leite, açúcar e amido de milho.
A receita segue abaixo, escrita pelo próprio dono do pedaço, digo da ceia.



































