Reis, Tamal, Maria e Iemanjá

Dia 07 de janeiro é o dia nacional das desmontagens dos presépios e árvores natalinas nas casas brasileiras, e também de forma já quase convencional no comércio e decorações oficiais das cidades. Na minha casa materna a responsabilidade da montagem e desmontagem era sempre do meu pai, que prolongava as decorações até o aniversário da minha mãe no dia 11 de janeiro.

O dia 7 da desmontagem tem um sentido histórico cultural, pois no dia 6 comemoramos a Folia de Reis, apesar da festa não apresentar a mesma força religiosa e comercial que temos no Natal.

Folia de Reis é uma festa de origem portuguesa, católica, relacionada às comemorações natalinas. Tudo que é português tem ligação direta com nossa identidade cultural, portanto, esta herança nos foi legada pelos nossos colonizadores, ganhando força especialmente nas pequenas cidades dos estados de São Paulo, Minas Gerais, Bahia, Espírito Santo, Paraná, Rio de Janeiro e Goiás.

Reis Magos

Nem sempre me lembro da Folia de Reis. Na minha casa mantenho a tradição do meu pai levando as decorações natalinas até o dia 11. Este ano, porém, um e-mail da amiga Renata Rodrigues fez-me lembrar da festa. O e-mail trazia uma receita de “Rosca de Reis” do Restaurante Obá (www.obarestaurante.com.br), que de imediato provocou meus sentidos culinários por dois motivos:

  1. Sou praticamente vizinho da cozinha do Obá. Sinto seus aromas na sala do meu apartamento. Vejo da minha janela a movimentação do salão deste delicioso restaurante de aromas universais. É um lugar especial, com uma comida caseira, colorida e divertida;
  2. A receita apresenta história. Adoro receitas com histórias, mesmo que lendárias, com tradição, com identidade cultural.

História / Cultura 

Para celebrar o Dia de Reis (Epifânia – o final das festas natalinas), as famílias católicas mexicanas começam o dia 6 de janeiro comendo uma fatia da Rosca de Reis com uma xícara de chocolate quente, logo depois das crianças abrirem os seus presentes. Dentro da rosca vai escondida uma miniatura que representa o Menino Jesus. Quem receber a fatia com ele deve convidar os amigos para comer tamales no dia 2 de fevereiro, Dia da Candelária (Ref: Obá Restaurante).

Tamales

Tamal

É um tradicional prato mexicano feito a base de milho, envolvido nas folhas do próprio milho (ou bananeira), que é cozido no vapor. Podem ser recheados com carnes, queijos, frutas, legumes, pimenta ou qualquer preparação de acordo com o gosto.

Na Mesoamérica (8.000 – 5.000 aC.), Astecas, Maias, Olmecas e Toltecas já usavam o tamal como alimento para seus exércitos, para caçadores e viajantes, em função da portabilidade e proteção que o alimento fornece, devido ser embalado na folha do milho.

O tamal, em suas diversas variações e adaptações à cultura local, é também encontrado em vários países da América do Sul, América Central e Caribe, na Índia, nas Filipinas, no Nepal, dentre outros. No Brasil, temos a tradicional “pamonha”, que lembra o tamal, porém com origens diferentes.

Dia da Candelária

O Dia da Candelária é uma festa mexicana de origem cristã e enriquecida com elementos indígenas. Recorda o rito de purificação* de Nossa Senhora e a apresentação de Jesus no Templo, segundo o costume dos Judeus, como refere Lucas no seu Evangelho. Celebra-se no dia 2 de fevereiro, ou seja, 40 dias depois do Natal. 

*Purificação – Segundo os costumes judaicos, a mãe era considerada impura após o parto e deveria ser purificada numa cerimónia no Templo. Ela também devia apresentar a criança, decorridos 40 dias após o nascimento se fosse menino e 80 se fosse menina. 

Cultura é uma teia entrelaçada. O hábito de fazer e comer a Rosca de Reis no México, já empurra para outra tradição: 2 de fevereiro – Dia da Candelária. 

Festa, religião, comida, tradição, assim construímos nossa identidade cultural, que muda de acordo com a nossa formação, nossa origem. Na Bahia, na cidade do Salvador, por exemplo, dia 2 de fevereiro é dia de festa no mar, dia de Iemanjá. Existe um sincretismo entre a santa Católica Nossa Senhora dos Navegantes e a orixá da mitologia africana Iemanjá. 

”Iemanjá, rainha do mar, é também conhecida por dona Janaína, Inaê, Princesa de Aiocá e Maria, no paralelismo com a religião católica. Aiocá é o reino das terras misteriosas da felicidade e da liberdade, imagem das terras natais da África, saudades dos dias livres na floresta” – Jorge Amado 

Nossa Senhora da Luz, Nossa Senhora da Candelária, Nossa Senhora das Candeias, Nossa Senhora da Purificação, Nossa Senhora dos Navegantes, são alguns dos títulos pelos quais a Igreja Católica venera a Virgem Maria. Maria, Iemanjá…, portanto, não importa à denominação ou a festa, na raiz cultural a essência é a mesma. Festejamos pela felicidade, pela liberdade, pela gratidão, nos deliciando de tamal, na cidade do México, pamonha, em Goiânia, abará, em Salvador… na grande celebração das nossas culturas entrelaçadas, miscigenadas. 

Rosca de Reis (Ref: Obá Restaurante)

1 – INGREDIENTES

Para a Massa 

  • 500 g de farinha de trigo
  • 10 g de sal
  • 125 g de açúcar
  • 100 g de leite em pó
  • 10 g de levedura seca
  • 2 limões
  • 1 laranja
  • 3 ovos
  • 150 ml de leite
  • 150 g de manteiga 

Para a Crosta de Açúcar 

  • 200 g de manteiga vegetal
  • 180 g de açúcar de confeiteiro
  • 180 g de farinha de trigo
  • 60 g de açúcar 

Tradição e Decoração 

  • 1 miniatura representando o Menino Jesus
  • 1 gema de ovo ligeiramente batida
  • Frutas secas: figo, uva-passa, tâmara, damasco
  • Açúcar de confeiteiro

2 – MODO DE PREPARO 

A massa 

  • Misture a farinha com o sal, o açúcar, o leite em pó e a levedura;
  • Perfume com raspas de limão e laranja;
  • Acrescente à massa os ovos e o leite e amasse;
  • Por último, incorpore a manteiga, em temperatura ambiente;
  • Amasse até obter uma massa lisa e elástica;
  • Deixe fermentar por 1 hora em ambiente fresco, coberto por um lenço. 

A Crosta de Açúcar 

  • Misture os ingredientes até obter uma massa firme;
  • Deixe repousar por 15 minutos na geladeira. 

Montagem e Finalização 

  • Abra a massa da torta e coloque um pequeno boneco de Menino Jesus em seu interior;
  • Em seguida, enrole formando um cilindro;
  • Una as pontas, formando uma rosca;
  • Deixe fermentar e crescer por 30 minutos sobre uma assadeira;
  • Abra a crosta de açúcar e corte em formato de discos, folhas e tiras finas;
  • Disponha essas formas recortadas simetricamente sobre a rosca;
  • Pincele a superfície toda com a gema de ovo e decore com pedaços das frutas secas;
  • Polvilhe açúcar de confeiteiro e leve para assar em forno pré-aquecido a 180ºC por 30 minutos.

Servir com:

Uma xícara de chocolate quente.

Several a times, it happens that people specially men feel embarrassed when they wish to purchase other products comprar viagra 50mg Erectile dysfunction became popular amongst the common man not due to its own character but on account of the onde comprar viagra This really is a drug that comes in the form of a pill and comprar viagra 200mg Oriental Viagra or herbal Viagra has treated an incredible number of victims of erectile dysfunction, normally. Compound comprar viagra lisboa As with almost every allopathic medication Viagra also has viagra comprar barcelona Leading 2. - Due Date & Middot; Helps men with ED viagra comprar andorra Available Outlook Express, right-click on Local files, and choose New Folder. When the Create file window opens up, write comprar viagra cialis Sexual activity unarguably is among the most effective gifts of character, and viagra 25mg The 1st guys fitness tip will be to perform a routine exercise in the viagra generico barato The manufacturers of those organic choices to Viagra pills claim they have no unwanted effects. And theyre extremely less expensive comprar viagra ibiza

Ano Novo – Mario Quintana

“O Ano Novo ainda não tem pecado:
É tão criança…
Vamos embalá-lo…
Vamos todos cantar juntos em seu berço de mãos dadas,
A canção da eterna esperança.”

“Bendito quem inventou o belo truque do calendário, pois o bom da segunda-feira, do dia 1º do mês e de cada ano novo é que nos dão a impressão de que a vida não continua, mas apenas recomeça…”

Feliz Ano Novo - Muita Fruição em 2012!

O Que Vestir, Comer e Beber na Virada do Ano

Em tempos de internet, de mídias sociais, especialmente no final de ano, onde milhões de mensagens circulam pela rede, é muito normal (será?) nossas caixas de e-mails serem invadidas por este tipo de comunicação on-line. Tudo bem (tudo mesmo?), é mais um ônus que pagamos pela facilidade e rapidez da comunicação. Em geral “deleto”, não tenho muita disposição para abrir cartões, ouvir musiquinhas natalinas, responder todos os e-mails melosos que recebemos neste período do ano.

Mas no meio deste imenso mar de e-mails, sempre existem alguns interessantes, divertidos e até inteligentes. São estes que nos tornam iguais a todos os usuários dos sistemas on-line, pois neste momento não resistimos e assumimos o mesmo comportamento coletivo comum dos que têm acesso às facilidades da internet, ou seja, sem pensar, em um ato mecânico, repassamos as mensagens, afogando as caixas dos nossos amigos. Fica, então, a pergunta: Será que o interessante, divertido e inteligente para mim é igual para as dezenas de amigos que repasso meus e-mails? Na dúvida, este ano, fiquei quieto, não repassei nada.

No apagar das luzes de 2011, recebi um e-mail do amigo Marculino, que recebeu da Ana Maria, que deve ter recebido de alguém. Tentação! Este precisa ser repassado. São dicas do que vestir, comer e beber na virada. Um e-mail culinário, impossível de não ser repassado, porém, resolvi soltar via Cozinha Afetiva e Facebook, assim acessa quem tem interesse.

Comida é realmente a única coisa que emoldura todos os grandes momentos das nossas vidas. Não me alimento apenas para viver, por questões nutricionais. Comida para mim tem uma função além da sobrevivência. Comida é festa, prazer, convivência, aproximação, união, memória, comunhão. Não há momento de celebração sem comida e bebida. Acredito que a boa comida afetiva é fundamentalmente necessária para uma vida feliz e equilibrada, por isso recomendo seguir os conselhos do que comer e beber na virada. Sabe-se lá quem fez a lista, que mistura ainda signos, frases e o que vestir, mas só por ter dicas do que comer e beber, saindo do tradicional romã, lentilha e bichos que não ciscam para trás, já valeu divulgar.

Feliz 2012!

A Lista do Que Vestir, Comer, Beber e a Frase de Cada Signo – 2012

Pão Caseiro do Adilson

Pão Caseiro do Adilson

Pelas noites de Vitória, Espírito Santo, de bar e bar, Adilson trabalha a cerca de 15 anos nas vendas dos seus pães caseiros.

O interessante é a forma encontrada por ele. Adilson criou uma padaria de duas rodas, organizada e prática, que circula em busca dos seus consumidores. Figura tradicional e conhecida da noite capixaba, sempre sorrindo e devidamente vestido em perfeita harmonia com o layout da sua padaria de duas rodas.

Onde encontrá-lo? Sabe-se lá, só circulando pelas ruas próximas a beira mar da praia de Camburi.

A Padaria Bicicleta

O Pão Caseiro do Adilson

Utilidades ou Fruição?

Feira de Fruição para 2012!

Para 2012 encontrei dois caminhos para seguir e alimentar meu ano novo. Estes caminhos foram-me apresentados pelo Rubem Alves no livro Variações Sobre o Prazer (Editora Planeta, 2011).

Na verdade não são bem caminhos, mais sim feiras metafóricas de coisas, com muitas opções, onde podemos escolher o que colocar nas nossas cestas e sacolas, e assim decidir nosso melhor caminho a partir destas escolhas.

A ideia de separar as coisas em duas classes, as que devem ser usadas e as que devem ser fruídas, é de santo Agostinho. Chamar cada uma dessas ordens de feiras é do Rubens Alves, explica o autor.

Feira de utilidades ou feira de fruição?

Utilidades, do latim “uti”, usar. Na etimologia da palavra já fica claro que estamos diante de uma feira de coisas uteis: utensílios, ferramentas, objetos necessários para alcançar ou produzir aquilo que se deseja[1].

Fruição, do latim “frui”, fruir, desfrutar. É a feira do amor, onde estão os objetos que dão prazer: sua posse nos torna feliz[2], e aqui repetimos o texto de santo Agostinho, citado pelo Rubem Alves: Fruir uma coisa é amar esta coisa por causa de si mesma; usar uma coisa é, por outro lado, utilizá-la para se obter uma outra coisa.

O prazer que a panela pode me dar não é ela que me dá. Panela não pode ser comida. O prazer que a panela me dá se deve ao fato de que nela o meu sonho gastronômico se transforma em realidade[3]. Com este exemplo, fica claro o que devemos colocar na nossa cesta de utilidades – a panela – e o que podemos levar para nossa cesta de fruição – o prazer gastronômico, o sabor, o sensorial da comida que a útil panela pode servir de meio para nos deliciar.

Na feira de fruição moram os sábios, os degustadores, aqueles que transformam os objetos em partes do seu próprio corpo[4], por isso as relações afetivas da cozinha estão inseridas nas feiras de fruição, enquanto as ferramentas que fazem parte destas cozinhas – fogões, pratos, panelas, eletrodomésticos – estão nas prateleiras das feiras de utilidades, servindo de meios para que possamos fruir pelas cores, sabores, texturas e odores da verdadeira comida afetiva.

As feiras de santo Agostinho são metáforas para uma filosofia de vida. Elas nos dão um paradigma de uma sapientia, de um jeito de viver. E esse paradigma nos diz que os objetivos da vida são o prazer, a alegria, a felicidade[5], portanto, não tenho dúvida que irei à feira em 2012, como também não tenho dúvidas que à feira será de fruição.

Feliz fruição em 2012!


[1] Variações Sobre o Prazer, pag 94

[2] Variações Sobre o Prazer, pag 101

[3] Variações Sobre o Prazer, pag 97

[4] Variações Sobre o Prazer, pag 105

[5] Variações Sobre o Prazer, pag 112

Feliz Natal 2011, Felicidade Sempre!

Feliz Natal 2011, Felicidade Sempre!

Peru Natalino da Avó de Suze

O mais interessante desta história culinária natalina é como Suze – advogada, uma amiga de São Paulo – descobriu a receita do Peru de Natal da sua avó.

Estava na casa de uma amiga, convidada para ceia de Natal, saboreando este delicioso peru. Encantada com a maciez, a textura e o sabor do elaborado prato, Suze, então, perguntou sobre a receita. Que receita deliciosa! De quem é? Da sua avó Suze, respondeu sua amiga.

Bem, felizes somos nós que iremos compartilhar esta receita afetiva e simples de um delicioso Peru Natalino. Que bom que a receita saiu da oralidade, foi resgatada e registrada.

O Peru segue a tradição da família da Suze, que tem uma afinidade especial por pratos marinados. Tenho algumas receitas a serem publicadas fornecidas por ela, além de um caderno de receitas da sua mãe. A costelinha de porco, por exemplo, é algo dos Deuses, jamais comi igual. Hoje, porém, é dia de Peru, e como toda receita oral, precisamos colocar nossa herança culinária pessoal na hora do preparo, pois estas avós e mães afetivas adoram medidas do tipo “bastante”, “ou mais”, “um pouco”, “a gosto”. Paciência, pois esta linguagem faz parte integral das Cozinhas Afetivas, e se não fosse assim não seriam afetivas. 

Peru Natalino da Avó de Suze

Peru de Natal da Avó de Suze – O PERU

1 – INGREDIENTES

  • 1 Peru grande, limpo e sem miúdos (reservar os miúdos para a farofa);
  • 2 xícaras de chá (ou mais) de vinho branco (bastante)
  • Bastante cheiro verde bem picado
  • Bastante cebola bem picada
  • 1 xícara de chá de água
  • Vinagre
  • Óleo
  • Limão
  • Sal
  • Pimenta Vermelha

2 – MODO DE PREPARO

  • Misture todos os ingredientes e envolva o Peru completamente;
  • Deixar marinar, na geladeira, por dois dias (48 horas), virando várias vezes o Peru (cubra com papel alumínio);
  • Untar o Peru, por fora e por dentro, com manteiga ou margarina;
  • Assar coberto com papel alumínio;
  • Retirar o papel alumínio no final para deixar o Peru mais corado (dourado).

Peru de Natal da Avó de Suze – A FAROFA DOCE

1 – INGREDIENTES (Quantidades? Ao nosso gosto) 

  • Presento picadinho
  • Pão que ficou de molho no leite
  • Miúdos do Peru cozidos e desfiados
  • Ameixa
  • Uva Passa
  • Farinha de mandioca fina
  • Molho do Peru retirado da assadeira

2 – MODO DE PREPARO

  • Misture todos os ingredientes, exceto a farinha de mandioca;
  • Leva ao fogo, por alguns minutos;
  • Deixe esfriar uma pouco e adicione a farinha de mandioca;
  • A farofa deve ficar molhadinha.

 

Mensagem Culinária Afetiva de Final de Ano da Ana

A mensagem reproduzida abaixo (na íntegra, sem cortes ou edição, com observações e dicas) foi recebida por Ed, amiga lá de Salvador da Bahia. Foi enviada por Ana, comadre da Ed, para suas amigas. Vejam: para suas amigas, coisa de comadre.  

São duas receitas de famílias, receitas de afeto, precedidas por um delicado e saboroso texto.

Através de duas receitas, a comadre Ana resgata o que temos de mais nobre nas comemorações de final ano; as relações de afeto e carinho. E como a vida é recheada (ou deveria ser recheada) de equilíbrios, Ana teve o cuidado (movida provavelmente pala sua sabedoria culinária herdada da Mãe Carol) de equilibrar sua mensagem de final de ano com uma receita salgada (Torta de Bacalhau da Vó Carol) e uma doce receita (Torta Gelada Glades). 

Queridas amigas,  

Pensei numa mensagem de final de ano para enviar a vocês, mas acho que já recebemos todas mais lindas que existem. 

Então, como sabem que sou “amante” da boa comida, resolvi mandar-lhes duas receitinhas bem saborosas que poderão até entrar no “Menu” das festas Natalinas. 

E o que desejo a todas vocês é isso: a família e os bons amigos reunidos em volta de uma “boa mesa”, com SAÚDE, num clima de PAZ e HARMONIA e que o ano de 2012 seja “saboroso” e “doce”, com os ingredientes certos, “na medida”, como uma receita bem elaborada. E muita, muita PROTEÇÃO para que possam seguir em frente, sempre, com FÉ e ALEGRIA. 

O importante é estarmos com as pessoas que amamos e lembrarmos sempre de cuidarmos uns dos outros.

 A 1ª receita é um prato bem prático, completo, de bacalhau, criado e testado por nossa querida Carol.  

TORTA DE BACALHAU DE VÓ CAROL 

1ª camada - 01 xicara de chá de arroz. 

2ª camada - 500 gramas de bacalhau dessalgado e desfiado. 

Mais (para a 1ª e 2ª camadas): leite de 01 coco grande, azeite doce, 02 cebolas grandes, 04 dentes de alho, 03 tomates picados, cheiro verde, cebolinha verde picada, 02 ovos cozidos duros picados, azeitonas verdes picadas, azeitonas pretas. 

Opcional: um pimentão verde, um vermelho e um amarelo picados. 

3ª camada - 600 gramas de batatas cozidas e espremidas. 

Mais: um copo de leite, 02 ovos inteiros, sal, 01 colher de sopa de margarina, 02 colheres de sopa de farinha de trigo, 01 colher de sopa de fermento em pó, 100 gramas de queijo ralado, 01 ovo para pincelar. 

Modo de fazer: 

Cozinhe o arroz normalmente, com pouco sal. 

Faça um molho refogado no azeite doce, bem gostoso, com os ingredientes da 2ª camada (exceto o bacalhau e as azeitonas), como se preparasse um molho para moqueca. Retire uma xícara deste molho e junte ao arroz cozido, acrescente ½ xicara de leite de coco, leve ao fogo e  deixe secar. Coloque no fundo de um pirex ou refratário. 

Coloque o bacalhau já desfiado e previamente aferventado no restante do molho, junte as azeitonas verdes picadas e 01 xicara de leite de coco. Deixe refogar um pouco, experimente o ponto do sal, se precisar, acrescente um pouco de água (ou caldo de legumes, peixe ou camarão, tipo Knorr). Deixe secar, ponha em cima do arroz e cubra com os ovos cozidos picados. Reserve. 

Faça a massa da batata juntando todos os ingredientes. Misture bem, experimente o sal e ponha em cima do bacalhau. Pincele com o ovo batido, polvilhe um pouco do queijo ralado e leve ao forno por uns 20 min até dourar. Ao retirar, regue com azeite doce e enfeite com azeitonas pretas.  

A 2ª receita é uma sobremesa deliciosa, muito prática, que uma amiga me passou, no tempo em que morei no Stiep (a irmã de Alice Portugal).  

TORTA GELADA GLADES  

INGREDIENTES: 

- 01 LATA DE LEITE CONDENSADO; 

- 01 LATA DE CREME DE LEITE; 

- 04 GEMAS SEM A PELE; 

- 04 CLARAS EM NEVE; 

- 1 XICARA E 1/2 DE CHOCOLATE EM PÓ (TIPO Garoto); 

- 300 GRAMAS DE BISCOITO MARIA, ESMIGALHADO OU TRITURADO (não é em pó); 

- 200 GRAMAS DE MANTEIGA; 

- 50 GRAMAS DE UVA PASSA; 

- 200 GRAMAS DE NOZES PICADAS OU OUTRO CROCANTE (pé de moleque triturado, ou amêndoas); 

- 01 BARRA DE 200 GRAMAS DE CHOCOLATE MEIO AMRAGO;  

- CEREJAS, AMEIXAS OU OUTRAS COISAS (OPCIONAL) PARA ENFEITAR. 

- OPCIONAL: UMA COLHER DE CHÁ DE ESSÊNCIA DE BAUNILHA.  

MODO DE FAZER: 

Bata as gemas sem a pele com a manteiga até ficar um creme claro. Misture a lata de leite condensado aos poucos e continue batendo. Acrescente o chocolate em pó peneirado.  Acrescente a baunilha, se desejar. Continue batendo até ficar cremoso. Desligue a batedeira. Acrescente o biscoito triturado, misture com uma colher de pau. Acrescente as passas, o crocante e as claras em neve, esta última misturando “delicadamente”.  

Coloque em uma forma refratária ou numa forma de fundo falso (melhor), untada com manteiga. Leve ao congelador ou freezer por umas 04 horas. 

Faça a cobertura: derreta a barra de chocolate em banho Maria e misture o creme de leite, gelado, sem o soro. 

Cubra a torta, já desenformada, ou no refratário, e enfeite a gosto (chocolate em raspas, cerejas, ameixas, suspiros ou chantilly). 

É uma delícia. Não vai ao forno e pode ser usada até como torta de aniversário. Conserve na geladeira até servir, não no congelador. 

Beijos, beijos. 

Felizes Festas e Férias para todas! 

Aninha

Swedish Cakes and Cookies

O presente da Mia

Um livro de bolos e biscoitos caseiros da Suécia, escrito logo após a II Guerra Mundial, em 1945. Swedish Cakes and Cookies (Bolos e Biscoitos Suecos – www.icabokforlag.se), edição 2010, apresenta 300 receitas tradicionais da culinária doceira sueca. O livro já teve outras edições em 1965, 1975 e 1985.

Claro que não entendo uma palavra em sueco. Minha versão é inglesa, acabei de recebê-la, via correio, de uma querida amiga sueca, Mia, que já tive o prazer de publicar uma receita dela no nosso blog – Bolo de Cenoura com Glacê de Cream Cheese.

 (http://www.cozinhaafetiva.com.br/index.php/2011/09/04/bolo-de-cenoura-com-glace-de-cream-cheese-da-mia/).

Natal é assim mesmo, serve, além do prazer culinário das ceias, para nos aproximar, encurtando distâncias, e Mia conseguiu encurtar uma grande distância geográfica (Suécia – Brasil) com seu presente culinário, com seu afetivo presente de cozinha. Amigos queridos, amigos afetuosos que nos mimam com seus grandes gestos de afetos.

Mia querida, obrigado! Um dia irei ai, e faremos juntos o Cinnamon Cake da página 68.

Terapeutas na Cozinha

Terapeutas na Cozinha

Em 2008, fui convidada por Silvia Securato para participar do primeiro volume de Segredos de Cozinha. A ideia me agradou e, de imediato, vislumbrei a oportunidade de homenagear minha mãe, que costumava demonstrar seu carinho e afeto por meio da cozinha”.

O parágrafo acima é parte da apresentação do livro Terapeutas na Cozinha (Oficina do Livro Editora – 1ª Edição – 2011), lançado na última 3ª feira, 13/12, na Livraria da Vila do Shopping Cidade Jardins. Quem escreve é a Doutora em Psicologia Ceneide Cerveny, responsável pela organização do livro, que reuniu 46 terapeutas em uma grande terapia afetiva culinária.

Reunir pessoas para escrever receitas é algo comum nas publicações culinárias, porém, reunir terapeutas provenientes dos seus consultórios com divãs, e levá-los para cozinhas com fogões é algo muito diferente, muito especial. O livro foge da simples publicação de uma receita, transformando-se em registros de receitas de família. Receitas guardadas na oralidade de mães, pais, tias, avós e avos, com deliciosas histórias afetivas.

Terapeutas na Cozinha é um livro de cozinha afetiva com histórias de muito afeto.

 A seguir uma breve degustação de frases afetuosas das belas histórias que precedem cada receita.

  • “Este doce é tão forte que levanta até defunto!” – Doce de Coco (Blenda Marcelleti de Oliveira – página 39);
  • “Foi servida uma torta maravilhosa, roxinha que é minha cor preferida, que me enfeitiçou”. – Torta de Uva Presa (Ceneide Cerveny – página 41);
  • “A casa onde fui criada estava sempre tomada por aromas inebriantes que vinham da cozinha de minha mãe, o que me faz acreditar que meu pai, foi preso pelo estômago”. – Arroz Marroquino (Claudia Medici Dualibi – página 45);
  • “Para mim, ficou uma lembrança literalmente doce desses momentos”. – Pavê de Biscoito Champagne (Graziella Jones C. Mofarrej – página 71);
  • “Esta receita que escolhi, tem a ver com a minha memória afetiva da cozinha de minha mãe”. – Lazanha de Abobrinha (Jair Lourenço Sila – página 79);
  • “Hoje, me sinto feliz e honrada em poder divulgar a receita desse doce que tantas lembranças me trazem, de meu pai e de minha história”. – Leda Fleury – página 93);
  • “Não existe lugar mais terapêutico do que a cozinha”. – Pasta Insight Al Salmone Affumicato (Marcia L. Viscomi Hazarabedian – página 97);
  • “Esta receita resgata minhas lembranças de muitas Páscoas…”. – Bacalhau da Neta (Maria Irene dos Santos Zerbini – página 111);
  • “O Bife afetivo… intergeracional, levanta as memórias: do tipo de linguagem que a família usa, conversas, formas de se fazer, relacionamentos, estilos relacionais e cultura”. – Bife Afetivo (Wanda Rogéria Campos Lima Assis – página 152).

Ceneide Cerveny (Organizadora e Coautora) e Jair Lourenço (Coautor) no lançamento de Terapeutas na Cozinha

Powered by WordPress | Designed by: Free MMO Games | Thanks to MMORPG List, Video Game Music and VPS hosting

Notice: ob_end_flush(): failed to send buffer of zlib output compression (1) in /home/cozinhaafetiva/www/wp-includes/functions.php on line 2914

Notice: ob_end_flush(): failed to send buffer of zlib output compression (1) in /home/cozinhaafetiva/www/wp-includes/functions.php on line 2914