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	<title>Cozinha Afetiva &#187; paraíba</title>
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	<description>Memória Afetiva Culinária</description>
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		<title>Bolo Calypso</title>
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		<pubDate>Sat, 08 Oct 2011 22:10:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[jumar]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Doces Afetivos]]></category>
		<category><![CDATA[Gente de Afeto na Cozinha]]></category>
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		<description><![CDATA[Meu querido amigo Joca, lá de Campina Grande, continua na fase aguda Calypso. Perdão incondicional para ele e ainda suportamos todos os CDs da bendita banda, por puro interesse culinário. Como resistir a cozinha afetiva deste paraibano, criterioso e afetuoso com suas receitas especiais? Recebi este presente culinário (abaixo), uma receita de um bolo famoso [&#8230;]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Meu querido amigo Joca, lá de Campina Grande, continua na fase aguda Calypso. Perdão incondicional para ele e ainda suportamos todos os CDs da bendita banda, por puro interesse culinário. Como resistir a cozinha afetiva deste paraibano, criterioso e afetuoso com suas receitas especiais?</p>
<p>Recebi este presente culinário (abaixo), uma receita de um bolo famoso (O Bolo Calypso), recheado de especiarias e sabores que só o Joca pode traduzir. Temos, então, o prazer de divulgar, na íntegra, sem alterar qualquer item, frase ou pontuação, até porque este multicultural paraibano – do mundo – escreve de forma muito clara, detalhada e com pitadas de humor que nos deixa com desejo de ir direto à cozinha ao som da Banda Calypso (o que não fazemos por uma receita de cozinha afetiva &#8230;).<strong></strong></p>
<p><strong>Ingredientes</strong></p>
<ul>
<li>01 xícara de castanha do Pará cortada em lâminas bem finas</li>
<li>½ xícara de amêndoas tostadas e ligeiramente trituradas</li>
<li>01 xícara de passas deixada de molho na véspera no vinho do Porto (furar com o garfo violentamente todas as passa antes de por no vinho com trilha sonora de Psicose)</li>
<li>01 xícara de chocolate em pó</li>
<li>02 xícaras de farinha de trigo bem cheia e peneirada</li>
<li>01 xícara rasa de da manteiga</li>
<li>½ xícara de chá forte feito com cravo, canela, gengibre, pimenta da Jamaica e cardomano</li>
<li>05 ovos com claras separadas da gema</li>
<li>01 xícara de vinho do porto</li>
<li>02 xícaras de açúcar cristal</li>
<li>01 xícara de geléia de goiaba (pode usar goiabada derretida)</li>
<li>01 colher de sopa de fermento em pó</li>
<li>01 pitada de sal</li>
<li>O1 CD da Banda Calypso</li>
</ul>
<p><strong>Observação: Todas as xícaras mencionadas são de chá</strong></p>
<p><strong>Modo de Fazer</strong></p>
<p>01. Primeiro ponha o cd da Banda Calypso para tocar, sugiro o primeiro disco da banda ou qualquer um ao vivo que fica bem mais animado;</p>
<p>02. Bater bem o cabelo, a manteiga com as gemas peneiradas e o açúcar até a mistura ficar bem branca, enquanto isso não se esqueça de ir fazendo algumas coreografias elaboradas por Joelma, e de vez em quando, pausa para bater o cabelo, este item é fundamental;</p>
<p>03. Desligar a batedeira e ir acrescentando alternadamente a farinha com o fermento, o vinho, a geléia e mexendo bem manualmente. Bater o cabelo quando finalizar esta etapa;</p>
<p>04. Acrescentar os demais ingredientes, passas, castanhas e amêndoas, nesse momento dê uma pirueta e umas requebradinhas bem aceleradas;</p>
<p>05. Bater o cabelo e as claras em neve, misturar com muita delicadeza a massa. Botar em forma de furo central que comporte a quantidade da massa;</p>
<p>06. Levar ao forno pré-aquecido e assar em uma temperatura moderada, lentamente, isso faz que o bolo fique bem úmido, após uns quarenta minutos aproximadamente ou quando o bolo começar a cheirar, verifique o ponto. O palito saindo limpo é hora de retirar. Aproveite o momento em que o bolo assa para dançar bastante e bater bem o cabelo, isso certamente faz com que o bolo fique no ponto certo, posso garantir. Espere o bolo esfriar um pouco e ficando morno, pode ser desenformado e servido ao som dos acordes finais do&#8230;. Calypso!</p>
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		<title>Batata Ligeira do Chico</title>
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		<pubDate>Sat, 27 Aug 2011 05:07:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[jumar]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Gente de Afeto na Cozinha]]></category>
		<category><![CDATA[Salgados Afetivos]]></category>
		<category><![CDATA[afeto]]></category>
		<category><![CDATA[amigos]]></category>
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		<description><![CDATA[As civilizações antigas da América – maias, astecas e incas – já cultivavam a batata e outros produtos desconhecidos da Europa. Os espanhóis, conquistadores desta região americana, não se deram conta, inicialmente, desta riqueza agrícola, provavelmente em função da obsessão pelo ouro. Na Europa, a batata foi plantada inicialmente na Galícia, no final do século [&#8230;]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;">
<div id="attachment_3403" style="width: 408px" class="wp-caption aligncenter"><a rel="attachment wp-att-3403" href="http://www.cozinhaafetiva.com.br/index.php/2011/08/27/batata-ligeira-do-chico/batata-ligeira-042/"><img class="size-full wp-image-3403    " title="Batata Ligeira do Chico" src="http://www.cozinhaafetiva.com.br/wp-content/uploads/2011/08/batata-ligeira-042.jpg" alt="" width="398" height="299" /></a><p class="wp-caption-text">Batata Ligeira do Chico</p></div>
<p>As civilizações antigas da América – maias, astecas e incas – já cultivavam a batata e outros produtos desconhecidos da Europa. Os espanhóis, conquistadores desta região americana, não se deram conta, inicialmente, desta riqueza agrícola, provavelmente em função da obsessão pelo ouro. Na Europa, a batata foi plantada inicialmente na Galícia, no final do século XVI. Na Alemanha foi considerada imprópria para consumo humano por botânicos alemães, só sendo cultivada em larga escala a partir de 1770. Os franceses foram os últimos a integrá-la a sua cozinha, graças ao interesse que Napoleão dedicou ao assunto. O consumo da batata só se generalizou na Europa no final do século XVIII*. Hoje, a batata é uma das principais bases alimentares de diversas nações, e nos parece que também da linda Paraíba, pela quantidade de receitas com este versátil tubérculo comestível.</p>
<p>Depois da Batata em Conservas Calypso, nos chega direto de João Pessoa a Batata Ligeira, uma rápida especialidade culinária de outro querido amigo: Chico. O interessante é que as nossas receitas, quando por nós nominadas, acabam por herdar, de certa forma, algumas das nossas características. Sim, Chico é um cara ligeirinho, particularmente ao seu modo, no seu jeito nordestino de ser.</p>
<p>Segundo o Chico, a Batata Ligeira é uma receita “<em>para matar aquela fome de um dia de trabalho quando não estamos muito a fim de fazer uma coisa mais trabalhosa, elaborada. É uma batata rápida, feita com um pouquinho do que restou daquelas compras. Você vasculha a geladeira e só encontra algumas batatas, um pouco de alecrim, alguns tomates, umas cebolas, um pimentão&#8230;”</em>. Os afetuosos restos da feira, perdidos em uma fria geladeira, são transformados em um prato quente, com “cara” de comida fina, elaborada. Assim são os nossos afetivos cozinheiros, alquimistas empíricos, pessoas com uma capacidade de transformação, que sempre nos surpreendem com pequenos preparos de resultados grandiosos. Assim é o Chico, nosso amigo querido da Paraíba.   </p>
<div id="attachment_3404" style="width: 280px" class="wp-caption aligncenter"><a rel="attachment wp-att-3404" href="http://www.cozinhaafetiva.com.br/index.php/2011/08/27/batata-ligeira-do-chico/potatoes-with-rosemary/"><img class="size-full wp-image-3404 " title="Batata e Alecrim" src="http://www.cozinhaafetiva.com.br/wp-content/uploads/2011/08/92406663.jpg" alt="" width="270" height="405" /></a><p class="wp-caption-text">Batata e Alecrim</p></div>
<p><strong>1 – INGREDIENTES</strong> </p>
<ul>
<li>4 batatas médias</li>
<li>2 tomates médios</li>
<li>1/2 pimentão verde</li>
<li>1 cebola média</li>
<li>1 pimenta dedo de moça</li>
<li>½ xícara de chá de azeite de oliva extra virgem</li>
<li>3 colheres de sopa de vinagre balsâmico</li>
<li>Sal grosso a gosto</li>
<li>Uma colher de sopa de alecrim (rasa)</li>
</ul>
<div id="attachment_3405" style="width: 437px" class="wp-caption aligncenter"><a rel="attachment wp-att-3405" href="http://www.cozinhaafetiva.com.br/index.php/2011/08/27/batata-ligeira-do-chico/preparo/"><img class="size-full wp-image-3405  " title="O cuidado do Chico em nos enviar a receita e fotografar o passo a posso do preparo." src="http://www.cozinhaafetiva.com.br/wp-content/uploads/2011/08/Preparo.jpg" alt="" width="427" height="637" /></a><p class="wp-caption-text">O cuidado do Chico em nos enviar a receita e fotografar o passo a posso do preparo.</p></div>
<ol>
<li><em>Cebola e pimentão no refratário</em></li>
<li><em>Cebola, pimentão, tomate, vinagre e azeite de oliva</em></li>
<li><em>Pimenta dedo de moça</em></li>
<li><em>Pimenta dedo de moça sendo adicionada aos demais temperos</em></li>
<li><em>Batatas cozidas</em></li>
<li><em>Batatas cozidas já adicionadas aos temperos e adição de mais azeite de oliva</em></li>
<li><em>Refratário pronto para ser assado</em></li>
<li><em>Refratário no forno</em></li>
</ol>
<p><strong> </strong><strong>2 – MODO DE PREPARO</strong></p>
<ul>
<li>Corte a cebola, os tomates, o pimentão e a pimenta dedo de moça em tiras, misture tudo já no próprio refratário que irá ao forno;</li>
<li>Coloque metade do azeite e uma colher do vinagre balsâmico, misture;</li>
<li>Cozinhe as batatas com casca, bem escovadas, divida-as em duas partes para cozinhar mais rápido, sem sal, mas não cozinhe muito, pois elas ainda irão ao forno;</li>
<li>Após cozidas, escorra a água das batatas e misture com os outros ingredientes;</li>
<li>Adicione o restante do azeite e do vinagre por cima. Polvilhe com sal grosso e alecrim;</li>
<li>Leve ao forno quente, por mais ou menos 35 minutos, ou até que as batatas fiquem coradas;</li>
<li>Decore com uma folhinha de manjericão ou outra erva (salsinha, coentro&#8230;). Fica bom também colocando pimenta do reino moída;</li>
<li>Sirva com o que quiser. Fica ótimo com aquele frango de padaria e um pedacinho de pão para raspar o molhinho que sobra no prato.</li>
</ul>
<div id="attachment_3409" style="width: 273px" class="wp-caption aligncenter"><a rel="attachment wp-att-3409" href="http://www.cozinhaafetiva.com.br/index.php/2011/08/27/batata-ligeira-do-chico/attachment/95298791/"><img class="size-full wp-image-3409 " title="Batatas" src="http://www.cozinhaafetiva.com.br/wp-content/uploads/2011/08/95298791.jpg" alt="" width="263" height="319" /></a><p class="wp-caption-text">Batatas</p></div>
<p><em><strong>*</strong> Ariovaldo Franco &#8211; De Caçador a Gourmet &#8211; Editora Senac São Paulo 2010</em></p>
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		<title>A Saga do Bolo de Aniversário</title>
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		<pubDate>Fri, 19 Aug 2011 01:56:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[jumar]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Afetividades Gerais]]></category>
		<category><![CDATA[Doces Afetivos]]></category>
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		<category><![CDATA[Sua História de Memória Afetiva Culinária]]></category>
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		<description><![CDATA[Nas festas de aniversários de antigamente, o bolo confeitado, alvo de todas as atenções, estrela maior da festa, era, quase sempre, encomendado a uma doceira amiga ou a uma tia, madrinha ou irmã, mais prendada nas artes culinárias. O bolo nunca chegava no dia exato da festa, podendo entrar na casa um ou dois dias [&#8230;]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Nas festas de aniversários de antigamente, o bolo confeitado, alvo de todas as atenções, estrela maior da festa, era, quase sempre, encomendado a uma doceira amiga ou a uma tia, madrinha ou irmã, mais prendada nas artes culinárias.</p>
<p>O bolo nunca chegava no dia exato da festa, podendo entrar na casa um ou dois dias antes. A chegada era um acontecimento, aguardado ansiosamente pelo aniversariante, pelas crianças da casa e da rua, e principalmente pelos vizinhos curiosos. Chegava de Kombi, sim de Kombi, ou outro carro do mesmo porte, pois, em geral, eram grandes, necessitando de espaço para a delicada logística de entrega. Alguém segurando, outro dirigindo, e lá vinha o carro anunciando a chegada da estrela. Olhos atentos, vizinhos nas janelas e a matriarca no comando. Não tenho lembrança de qualquer acidente nesta delicada operação, eles eram especialistas no transporte e descarga de bolos.</p>
<p>Uma vez dentro da casa, o lugar mais seguro para guardá-lo, longe dos dedinhos ávidos por uma espetada, por uma furada na densa camada de glacê (branco em geral ou rosa para as meninas e azul para os meninos), era em cima do guarda roupa do quarto principal, local alto e de difícil acesso. Rapidamente, caixas de sapatos e malas eram retiradas, ou simplesmente afastadas, e o imenso bolo era erguido pelos braços dos carregadores. Nós, crianças, entortávamos nossos pescoços seguindo aquela delicada operação de levantamento do bolo confeitado. E lá ficava ele, por um ou dois dias, coberto por um fino tecido tipo filó, guardado especialmente para esta ocasião.</p>
<p>As horas e dias seguintes eram literalmente hilários. Vigilância pesada para as crianças não escalarem o guarda roupa na busca de uma dedada no bolo, vizinhas e parentes que chegavam e eram convidados a apreciar a obra de arte, e aí, o bolo subia e descia das alturas do guarda roupa, várias vezes ao dia. Olhavam-se, admiravam-se, passavam-se mãos delicadas sobre o glacê, falavam-se e sopravam-se sobre o bolo, sabem-se lá quantas vezes.</p>
<p>Enfim, no grande dia, após a casa limpa, mesa com a melhor toalha e jarro de flores naturais, acontecia a cerimônia oficial da descida do bolo do guarda roupa, um acontecimento testemunhado por todos. Para surpresa e desespero da mãe da casa, sempre existia uma dedada no glacê. Aos gritos da matriarca, sem saber como consertar aquele delicioso ato de vandalismo afetivo, proferido contra a estrela maior da festa, as crianças desapareciam como um raio em noite de tempestade. Cansei de testemunhar esta cena, que sempre se encontrava uma solução prática, desde a chamada emergencial da doceira para efetuar o devido reparo no furo, até uma simples escondida, onde se direcionava o lado furado para uma posição que não cruzasse com a visão dos convidados.</p>
<p>Entre decidas e subidas do bolo, dedadas, desesperos e falsas promessas de mães nervosas, que aos gritos berravam a dura e afetuosa expressão; “<em>ainda corto os dedos do pestinha que fez isto no bolo</em>”, nossas festas de aniversários sempre acabavam em um grande sucesso e algumas “dores de barriga”. Culpa do bolo? Jamais, ele era intocável e soberano. Como pensar que um bolo feito a quase dois ou três dias, com muita manteiga e leite de coco fresco, que chegou de Kombi, subiu e desceu de uma guarda roupa várias vezes, foi admirado e soprado por várias vizinhas, comadres e tias &#8211; que deixavam suas afetuosas salivas sobre o branco glacê - e que levou várias dedadas, pudesse causar alguma “dor de barriga”? A culpa com certeza era dos pasteizinhos fritos e servidos durante a festa. Acreditem!</p>
<p><em>Para Ricardo Moreira, novo amigo, de João Pessoa, que nos contou esta memória afetiva da sua infância, aqui retratada livremente com um pouco da minha memória de antigos aniversários, e com a devida inclusão de um pouco de ficção, pois sem ficção, sem sonho, sem invenção e sem um pouco de ilusão, as histórias tornam-se vazias, não verossímil e sem o encanto que nos fazem mergulhar, tornando-as nossa realidade, mesmo que por alguns segundos.</em></p>
<div id="attachment_3382" style="width: 328px" class="wp-caption aligncenter"><a rel="attachment wp-att-3382" href="http://www.cozinhaafetiva.com.br/index.php/2011/08/18/a-saga-do-bolo-de-aniversario/img5567-2/"><img class="size-medium wp-image-3382" title="Nesta tigela minha mãe “bateu” muitos bolos de aniversários, com batedor de arame, de mão, de coração!" src="http://www.cozinhaafetiva.com.br/wp-content/uploads/2011/08/Img55671-318x213.jpg" alt="" width="318" height="213" /></a><p class="wp-caption-text">Nesta tigela minha mãe “bateu” muitos bolos de aniversários, com batedor de arame, de mão, de coração!</p></div>
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		</item>
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		<title>Batata em Conserva Calypso</title>
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		<pubDate>Tue, 16 Aug 2011 01:39:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[jumar]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Para Iniciar com Afeto]]></category>
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		<category><![CDATA[afeto]]></category>
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		<description><![CDATA[De acordo com o dono das Batatas em Conserva, a receita irá desandar se o ingrediente Banda Calypso não for utilizado como fundo musical. Bem, siga as instruções deste paraibano, de gosto universal e aberto para todas as experiências culinárias e culturais. Joca é assim, mesmo! Ao mesmo tempo em que cozinha ao som da [&#8230;]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>De acordo com o dono das Batatas em Conserva, a receita irá desandar se o ingrediente Banda Calypso não for utilizado como fundo musical. Bem, siga as instruções deste paraibano, de gosto universal e aberto para todas as experiências culinárias e culturais. Joca é assim, mesmo! Ao mesmo tempo em que cozinha ao som da Banda Calypso, cantando e dançando, pode ser encontrado ao som de Chico Buarque, Amy Winehouse, Elba Ramalho, Bryan Ferry, Tchaikovsky. Diversidade é uma marca deste amigo querido da Paraíba, dono de uma cultura plural, que sempre nos encanta com suas histórias, saberes e sabores. Banda Calypso fica um clássico quando definida por ele, que sempre encontra uma explicação antropológica na mais simples e popular das manifestações culturais.</p>
<p>Ir à Paraíba, em João Pessoa ou Campina Grande, ficar com o Joca, na casa do Joca, é uma diversão que não necessita de mais nada. É puro prazer cultural e sensorial, diversão garantida. Necessitaríamos de vários posts para apresentar o imenso cardápio do universo culinário afetivo deste amigo paraibano. A Batata é apenas um começo.</p>
<p><em>Voltei para São Paulo, renovado, e na primeira hora desta 2ª feira, 15/08/2011, comprei um CD da Banda Calypso, afinal preciso fazer as Batatas em Conserva. Que bom, abrir mais possibilidades no meu universo cultural culinário, mesmo ao sacrifício da Banda Calypso.</em></p>
<p><strong>Batatas em Conserva Calypso</strong></p>
<div id="attachment_3364" style="width: 442px" class="wp-caption aligncenter"><a rel="attachment wp-att-3364" href="http://www.cozinhaafetiva.com.br/index.php/2011/08/15/batata-em-conserva-calypso/b2-2/"><img class="size-full wp-image-3364  " title="Batata em Conserva Calypso" src="http://www.cozinhaafetiva.com.br/wp-content/uploads/2011/08/b2.jpg" alt="" width="432" height="162" /></a><p class="wp-caption-text">Batata em Conserva Calypso</p></div>
<p style="text-align: left;"><strong>1 &#8211; INGREDIENTES</strong></p>
<ul>
<li>1 kg de batata inglesa pequena</li>
<li>1 colher de chá (cheia) de pimenta calabresa seca</li>
<li>1 xicara de chá de azeitonas verde em rodelas</li>
<li>1 cebola grande picada</li>
<li>1 dente de alha socado</li>
<li>½ xícara de vinagre</li>
<li>Sal a gosto</li>
<li>Azeite de oliva extra virgem quanto necessário</li>
<li>1 CD da Banda Calypso como fundo musical</li>
</ul>
<p style="text-align: left;"><strong> </strong><strong>2 – MODO DE PREPARO</strong></p>
<ul>
<li>Ligue o som e coloque o CD da banda Calypso;</li>
<li>Misture todos os ingredientes (exceto a batata). Reserve;</li>
<li>Lave as batatas e cozinhe com sal (com a casca). Cozinhar ao ponto para não soltar as cascas;</li>
<li>Retire as batatas do fogo, escorra e faça furos com ajuda de um palito;</li>
<li>Adicione os ingredientes à batata ainda quente. Misture;</li>
<li>Coloque em recipiente e complete com azeite até cobrir totalmente as batatas;</li>
<li>Leve a geladeira. Pronto, use como aperitivo ou para acompanhar carnes e saladas;</li>
<li>Desligue o som e guarde o CD da Banda Calypso.</li>
</ul>
<p style="text-align: center;">
<div id="attachment_3361" style="width: 442px" class="wp-caption aligncenter"><a rel="attachment wp-att-3361" href="http://www.cozinhaafetiva.com.br/index.php/2011/08/15/batata-em-conserva-calypso/b1-4/"><img class="size-full wp-image-3361  " title="Ingredientes da Batata em Conserva Calypso" src="http://www.cozinhaafetiva.com.br/wp-content/uploads/2011/08/b12.jpg" alt="" width="432" height="162" /></a><p class="wp-caption-text">Ingredientes da Batata em Conserva Calypso</p></div>
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