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	<title>Cozinha Afetiva &#187; natal</title>
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	<description>Memória Afetiva Culinária</description>
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		<title>Arvore de Natal do Marculino</title>
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		<pubDate>Wed, 19 Dec 2012 02:37:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[jumar]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Afetividades Gerais]]></category>
		<category><![CDATA[Natal Afetivo 2012]]></category>
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		<description><![CDATA[Civilizações antigas que habitaram os continentes europeu e asiático no terceiro milênio antes de Cristo já consideravam as árvores como um símbolo divino. Eles as cultuavam e realizavam festivais em seu favor. Essas crenças ligavam as árvores a entidades mitológicas. Sua projeção vertical desde as raízes fincadas no solo marcava a simbólica aliança entre os [&#8230;]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div>Civilizações antigas que habitaram os continentes europeu e asiático no terceiro milênio antes de Cristo já consideravam as árvores como um símbolo divino. Eles as cultuavam e realizavam festivais em seu favor. Essas crenças ligavam as árvores a entidades mitológicas. Sua projeção vertical desde as raízes fincadas no solo marcava a simbólica aliança entre os céus e a mãe terra.</div>
<div>Entre os egípcios, o cedro se associava a Osíris. Os gregos ligavam o loureiro a Apolo, o abeto a Átis, a azinheira a Zeus. Os germânicos colocavam presente para as crianças sob o carvalho sagrado de Odin.</div>
<div>Nas vésperas do solstício de inverno, os povos pagãos da região dos países bálticos cortavam pinheiros, levavam para seus lares e os enfeitavam de forma muito semelhante ao que faz nas atuais <em>árvores de Natal</em>. Essa tradição passou aos povos <em>Germânicos</em>. A primeira árvore de Natal foi decorada em Riga, na Letónia, em 1510.</div>
<div>No início do século XVIII, o monge beneditino São Bonifácio tentou acabar com essa crença pagã que havia na Turíngia, para onde fora como missionário. Com um machado cortou um pinheiro sagrado que os locais adoravam no alto de um monte. Como teve insucesso na erradicação da crença, decidiu associar o formato triangular do pinheiro à Santíssima Trindade e suas folhas resistentes e perenes à eternidade de Jesus. Nascia aí a <em>Árvore de Natal</em>.</div>
<div>Há outras versões, porém, a moderna árvore de natal teria realmente surgido na Alemanha entre os séculos XVI e XVIII. Não se sabe exatamente em qual cidade ela tenha surgido. Durante o século XIX a prática foi levada para outros países europeus e para os Estados Unidos. Apenas no século XX essa tradição chegou à América Latina.</div>
<div>Atualmente essa tradição é comum a católicos, protestantes e ortodoxos.</div>
<div>Árvores de natal é uma tradição livre, sem fronteiras, sem censuras estéticas. Cada um com suas crenças, gostos e prazeres vai construindo sua identidade pessoal.</div>
<div>A Árvore de Natal do Marculino tem raizes afetivas, raizes fotográficas construidas com pessoas queridas. Adorei!</div>
<div>Com esta arvore estou de volta a minha Cozinha Afetiva!</div>
<div style="text-align: center;" mce_style="text-align: center;">
<div style="text-align: center;" mce_style="text-align: center;">
<div>
<div mce_tmp="1">
<div class="mceTemp mceIEcenter" draggable="">
<dl style="width: 458px;" id="attachment_4969" class="wp-caption aligncenter">
<dt class="wp-caption-dt"><a href="http://www.cozinhaafetiva.com.br/index.php/2012/12/18/arvore-de-natal-do-marculino/arvore/" rel="attachment wp-att-4969" mce_href="http://www.cozinhaafetiva.com.br/index.php/2012/12/18/arvore-de-natal-do-marculino/arvore/"><img class="size-full wp-image-4969     " title="Arvore de Natal do Marculino" alt="Arvore de Natal do Marculino" src="http://www.cozinhaafetiva.com.br/wp-content/uploads/2012/12/Arvore.png" width="448" height="337" mce_src="http://www.cozinhaafetiva.com.br/wp-content/uploads/2012/12/Arvore.png"></a></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Arvore de Natal do Marculino</dd>
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		<title>O Que Vestir, Comer e Beber na Virada do Ano</title>
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		<pubDate>Sat, 31 Dec 2011 04:47:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[jumar]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Natal Afetivo 2011]]></category>
		<category><![CDATA[natal]]></category>
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		<description><![CDATA[Em tempos de internet, de mídias sociais, especialmente no final de ano, onde milhões de mensagens circulam pela rede, é muito normal (será?) nossas caixas de e-mails serem invadidas por este tipo de comunicação on-line. Tudo bem (tudo mesmo?), é mais um ônus que pagamos pela facilidade e rapidez da comunicação. Em geral “deleto”, não [&#8230;]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Em tempos de internet, de mídias sociais, especialmente no final de ano, onde milhões de mensagens circulam pela rede, é muito normal (será?) nossas caixas de e-mails serem invadidas por este tipo de comunicação on-line. Tudo bem (tudo mesmo?), é mais um ônus que pagamos pela facilidade e rapidez da comunicação. Em geral “<em>deleto</em>”, não tenho muita disposição para abrir cartões, ouvir musiquinhas natalinas, responder todos os e-mails melosos que recebemos neste período do ano.</p>
<p>Mas no meio deste imenso mar de e-mails, sempre existem alguns interessantes, divertidos e até inteligentes. São estes que nos tornam iguais a todos os usuários dos sistemas on-line, pois neste momento não resistimos e assumimos o mesmo comportamento coletivo comum dos que têm acesso às facilidades da internet, ou seja, sem pensar, em um ato mecânico, repassamos as mensagens, afogando as caixas dos nossos amigos. Fica, então, a pergunta: Será que o interessante, divertido e inteligente para mim é igual para as dezenas de amigos que repasso meus e-mails? Na dúvida, este ano, fiquei quieto, não repassei nada.</p>
<p>No apagar das luzes de 2011, recebi um e-mail do amigo Marculino, que recebeu da Ana Maria, que deve ter recebido de alguém. Tentação! Este precisa ser repassado. São dicas do que vestir, comer e beber na virada. Um e-mail culinário, impossível de não ser repassado, porém, resolvi soltar via Cozinha Afetiva e Facebook, assim acessa quem tem interesse.</p>
<p>Comida é realmente a única coisa que emoldura todos os grandes momentos das nossas vidas. Não me alimento apenas para viver, por questões nutricionais. Comida para mim tem uma função além da sobrevivência. Comida é festa, prazer, convivência, aproximação, união, memória, comunhão. Não há momento de celebração sem comida e bebida. Acredito que a boa comida afetiva é fundamentalmente necessária para uma vida feliz e equilibrada, por isso recomendo seguir os conselhos do que comer e beber na virada. Sabe-se lá quem fez a lista, que mistura ainda signos, frases e o que vestir, mas só por ter dicas do que comer e beber, saindo do tradicional romã, lentilha e bichos que não ciscam para trás, já valeu divulgar.</p>
<p><strong>Feliz 2012! </strong></p>
<p><strong>A Lista do Que Vestir, Comer, Beber e a Frase de Cada Signo &#8211; 2012</strong></p>
<p style="text-align: center;"><a rel="attachment wp-att-4176" href="http://www.cozinhaafetiva.com.br/index.php/2011/12/31/o-que-vestir-comer-e-beber-na-virada-do-ano/tabela2/"><img class="aligncenter size-full wp-image-4176" src="http://www.cozinhaafetiva.com.br/wp-content/uploads/2011/12/Tabela2.jpg" alt="" width="471" height="407" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><a rel="attachment wp-att-4212" href="http://www.cozinhaafetiva.com.br/index.php/2011/12/31/o-que-vestir-comer-e-beber-na-virada-do-ano/sig-aires-4/"><img class="aligncenter size-medium wp-image-4212" src="http://www.cozinhaafetiva.com.br/wp-content/uploads/2011/12/sig-aires3-569x187.jpg" alt="" width="455" height="150" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><a rel="attachment wp-att-4213" href="http://www.cozinhaafetiva.com.br/index.php/2011/12/31/o-que-vestir-comer-e-beber-na-virada-do-ano/sig-touro-3/"><img class="aligncenter size-medium wp-image-4213" src="http://www.cozinhaafetiva.com.br/wp-content/uploads/2011/12/sig-touro2-569x188.jpg" alt="" width="455" height="150" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><a rel="attachment wp-att-4194" href="http://www.cozinhaafetiva.com.br/index.php/2011/12/31/o-que-vestir-comer-e-beber-na-virada-do-ano/sig-gemeos/"><img class="aligncenter size-medium wp-image-4194" src="http://www.cozinhaafetiva.com.br/wp-content/uploads/2011/12/sig-gemeos-569x187.jpg" alt="" width="461" height="151" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><a rel="attachment wp-att-4200" href="http://www.cozinhaafetiva.com.br/index.php/2011/12/31/o-que-vestir-comer-e-beber-na-virada-do-ano/sig-cancer-2/"><img class="aligncenter size-medium wp-image-4200" src="http://www.cozinhaafetiva.com.br/wp-content/uploads/2011/12/sig-cancer1-569x187.jpg" alt="" width="461" height="151" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><a rel="attachment wp-att-4202" href="http://www.cozinhaafetiva.com.br/index.php/2011/12/31/o-que-vestir-comer-e-beber-na-virada-do-ano/sig-leao-2/"><img class="aligncenter size-medium wp-image-4202" src="http://www.cozinhaafetiva.com.br/wp-content/uploads/2011/12/sig-leao1-569x189.jpg" alt="" width="461" height="153" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><a rel="attachment wp-att-4203" href="http://www.cozinhaafetiva.com.br/index.php/2011/12/31/o-que-vestir-comer-e-beber-na-virada-do-ano/sig-virgem/"><img class="aligncenter size-medium wp-image-4203" src="http://www.cozinhaafetiva.com.br/wp-content/uploads/2011/12/sig-virgem-569x189.jpg" alt="" width="455" height="151" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><a rel="attachment wp-att-4204" href="http://www.cozinhaafetiva.com.br/index.php/2011/12/31/o-que-vestir-comer-e-beber-na-virada-do-ano/sig-libra/"><img class="aligncenter size-medium wp-image-4204" src="http://www.cozinhaafetiva.com.br/wp-content/uploads/2011/12/sig-libra-569x188.jpg" alt="" width="455" height="150" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><a rel="attachment wp-att-4205" href="http://www.cozinhaafetiva.com.br/index.php/2011/12/31/o-que-vestir-comer-e-beber-na-virada-do-ano/sig-escorpiao/"><img class="aligncenter size-medium wp-image-4205" src="http://www.cozinhaafetiva.com.br/wp-content/uploads/2011/12/sig-escorpiao-569x205.jpg" alt="" width="455" height="164" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><a rel="attachment wp-att-4206" href="http://www.cozinhaafetiva.com.br/index.php/2011/12/31/o-que-vestir-comer-e-beber-na-virada-do-ano/sig-sargitario/"><img class="aligncenter size-medium wp-image-4206" src="http://www.cozinhaafetiva.com.br/wp-content/uploads/2011/12/sig-sargitario-569x187.jpg" alt="" width="455" height="150" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><a rel="attachment wp-att-4207" href="http://www.cozinhaafetiva.com.br/index.php/2011/12/31/o-que-vestir-comer-e-beber-na-virada-do-ano/sig-capricornio/"><img class="aligncenter size-medium wp-image-4207" src="http://www.cozinhaafetiva.com.br/wp-content/uploads/2011/12/sig-capricornio-569x189.jpg" alt="" width="455" height="151" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><a rel="attachment wp-att-4208" href="http://www.cozinhaafetiva.com.br/index.php/2011/12/31/o-que-vestir-comer-e-beber-na-virada-do-ano/sig-aquario/"><img class="aligncenter size-medium wp-image-4208" src="http://www.cozinhaafetiva.com.br/wp-content/uploads/2011/12/sig-aquario-569x192.jpg" alt="" width="455" height="154" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><a rel="attachment wp-att-4209" href="http://www.cozinhaafetiva.com.br/index.php/2011/12/31/o-que-vestir-comer-e-beber-na-virada-do-ano/sig-peixes-3/"><img class="aligncenter size-medium wp-image-4209" src="http://www.cozinhaafetiva.com.br/wp-content/uploads/2011/12/sig-peixes2-569x190.gif" alt="" width="455" height="152" /></a><a rel="attachment wp-att-4170" href="http://www.cozinhaafetiva.com.br/index.php/2011/12/31/o-que-vestir-comer-e-beber-na-virada-do-ano/tabela/"></a></p>
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		<title>Natal: A Grande Arca com Cozinha Afetiva</title>
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		<pubDate>Sun, 04 Dec 2011 22:24:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[jumar]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[As imagens dos presépios de Edgar Oliva encantaram-me.  Para mim, o natal – uma festa causadora das mais diversas emoções e significados – é um sinal que o ano acabou, que vai chegar 31 de dezembro e vamos virar mais um ano. Sou sempre otimista nestas viradas e sempre acho que o novo ano é uma [&#8230;]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>As imagens dos presépios de Edgar Oliva encantaram-me. </p>
<p>Para mim, o natal – uma festa causadora das mais diversas emoções e significados – é um sinal que o ano acabou, que vai chegar 31 de dezembro e vamos virar mais um ano.<span id="_marker"> </span>Sou sempre otimista nestas viradas e sempre acho que o novo ano é uma renovação, uma possibilidade de fazermos algo novo, reinventar, subverter alguma coisa a nosso favor, mesmo que esta impressão termine antes do final de janeiro. Tudo bem, mas é muito bom nos alimentarmos de novas esperanças e possibilidades. </p>
<p>Cultura e artes se entrelaçam em muitas fronteiras. Cultura nem sempre representa uma manifestação puramente artística, porém neste universo da Grande Arca temos uma manifestação de cultura de origem artística (ou seria uma manifestação artística dita popular que gerou uma cultura do hábito do fazer presépios?). </p>
<p>A Grande Arca é um trabalho gerador de várias interpretações sociais, politicas e antropológicas, porem prefiro reduzir meu olhar a uma simples observação de uma arte puramente singela, onde não temos normas e padrões, onde, a princípio, a estética não representa nada. Tudo isto é só impressão, pois os presépios da Chapada quando olhados em conjunto assumem uma identidade impar,  com estética própria de profunda similaridade. Tudo pode neste universo. Decora-se com o que se tem afinidade. Só fazem parte dos presépios as peças, que na simplicidade estética destas mulheres nordestinas, tem um sentido de beleza ou que no conjunto irá prover algum tipo de beleza e afeto. </p>
<p>A Grande arca fica em exposição até 11 de fevereiro de 2012. Mais uma vez recomendo. O registro desta cultura popular da Chapada Diamantina, na Bahia, é um tesouro precioso, agora definitivamente guardado nos arquivos digitais de Edgar Oliva, e se Dona Antônia (Andaraí), Dona Jardilina (Lagoinha) e Dona Jandira (Wagner) – citando algumas das Natalistas presentes na exposição – não conseguem traduzir em palavras a importância cultural dos seus presépios, ninguém melhor que <em>Jean-Luc Godard</em> para nos lembrar de que “<strong><em>as imagens são formas que caminham em direção à palavra</em></strong>”. </p>
<p>Nas fotos a seguir temos um almoço na casa da Dona Antônia Pereira dos Santos, na cidade de Andaraí, sensivelmente registradas por outra amiga da Bahia. No universo das diversidades culturais, há sempre um lugar para uma cozinha de perfil afetivo.</p>
<p style="text-align: center;">
<div id="attachment_3867" style="width: 364px" class="wp-caption aligncenter"><a rel="attachment wp-att-3867" href="http://www.cozinhaafetiva.com.br/index.php/2011/12/04/a-grande-arca-e-a-cozinha-afetiva/ed1/"><img class="size-full wp-image-3867 " title="A Mesa da Grande Arca (Foto: Edivalma Santana)" src="http://www.cozinhaafetiva.com.br/wp-content/uploads/2011/12/Ed1.jpg" alt="" width="354" height="418" /></a><p class="wp-caption-text">A Mesa da Grande Arca (Foto: Edivalma Santana)</p></div>
<p style="text-align: center;">
<p style="text-align: center;">
<p style="text-align: center;">
<div id="attachment_3869" style="width: 448px" class="wp-caption aligncenter"><a rel="attachment wp-att-3869" href="http://www.cozinhaafetiva.com.br/index.php/2011/12/04/a-grande-arca-e-a-cozinha-afetiva/ed3/"><img class="size-full wp-image-3869  " title="A mais tradicional salada da Bahia: alface, tomate, cebola e azeitona. Vai ao prato, juntamente, com tudo mais que a mesa afetiva oferece. (Foto: Edivalma Santana)" src="http://www.cozinhaafetiva.com.br/wp-content/uploads/2011/12/Ed3.jpg" alt="" width="438" height="320" /></a><p class="wp-caption-text">A mais tradicional salada da Bahia: alface, tomate, cebola e azeitona. Vai ao prato, juntamente, com tudo mais que a mesa afetiva oferece. (Foto: Edivalma Santana)</p></div>
<p style="text-align: center;">
<p style="text-align: center;">
<div id="attachment_3878" style="width: 463px" class="wp-caption aligncenter"><a rel="attachment wp-att-3878" href="http://www.cozinhaafetiva.com.br/index.php/2011/12/04/a-grande-arca-e-a-cozinha-afetiva/ed2-3/"><img class="size-full wp-image-3878   " title="Salada de repolho, beterrada e azeitona (Foto: Edivalma Santana)" src="http://www.cozinhaafetiva.com.br/wp-content/uploads/2011/12/Ed22.jpg" alt="" width="453" height="313" /></a><p class="wp-caption-text">Salada de repolho, beterrada e azeitona (Foto: Edivalma Santana)</p></div>
<p>As cores dos presépios estão presentes na vida cotidiana deste povo. Não há fronteiras entre casa e presépio. A mesa posta, as comidas afetivas, a tolha de plástico, os recipientes floridos que guardam as comidas,  a decoração da casa e tudo mais no universo caseiro destas mulheres constituem um cenário único das suas vidas.</p>
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		<title>A Grande Arca</title>
		<link>https://www.cozinhaafetiva.com.br/index.php/2011/11/13/a-grande-arca/</link>
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		<pubDate>Sun, 13 Nov 2011 15:20:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[jumar]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Afetividades Gerais]]></category>
		<category><![CDATA[Diversão com Afetividade]]></category>
		<category><![CDATA[Espaços Afetivos]]></category>
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		<category><![CDATA[bahia]]></category>
		<category><![CDATA[decoração]]></category>
		<category><![CDATA[natal]]></category>

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		<description><![CDATA[O querido amigo Edgar Oliva, artista plástico, fotógrafo (baiano), chegou a São Paulo com a sua Grande Arca.  Fotografias e Vídeos de uma tradição “quase” esquecida do interior brasileiro, mais especificamente do interior da Bahia. Edgar resgatou os presépios caseiros construídos com simplicidade e afeto. O mérito do trabalho, além do olhar apurado do artista, [&#8230;]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>O querido amigo Edgar Oliva, artista plástico, fotógrafo (baiano), chegou a São Paulo com a sua <strong><em>Grande Arca</em></strong>.  Fotografias e Vídeos de uma tradição “quase” esquecida do interior brasileiro, mais especificamente do interior da Bahia. Edgar resgatou os presépios caseiros construídos com simplicidade e afeto.</p>
<p>O mérito do trabalho, além do olhar apurado do artista, das cores herdadas da estética das artes plástica e da sensibilidade poética do trabalho, reside no resgate, no registro, de uma tradição oral e visual, importante para entender a cultura de um povo simples, através da sua fé reproduzida nos presépios natalinos. São instalações sem limite de criação, onde tudo cabe, onde tudo é possível, onde se misturam imagens sagradas com todo tipo de material, compondo um cenário sem qualquer definição estética, mas rica em significados culturais.</p>
<p>Em tempo de natal de leds, neons e flocos de neves caindo sobre o nosso sertão, sobre o nosso cerrado, sobre o nosso litoral, em pleno verão brasileiro, o contato com esta verdadeira representação natalina de raízes nacionais é um deleito para nossa alma.</p>
<p>Mas onde reside a relação da <strong><em>Grande Arca</em></strong> com a <strong><em>Cozinha Afetiva</em></strong>? Em tudo, afirmamos. A partir da essência do ato de cozinhar, através do aprendizado oral, feito com afeto, outras manifestações do cotidiano caseiro – lavar, costurar, arrumar e decorar a casa para festas – se entrelaçam em uma única identidade da nossa cultura doméstica nacional. Nossas raízes estão presas nesta oralidade familiar, mesmo considerando que as nossas árvores de natal e nossos presépios tenham sido domesticados por outras culturas, nos forçando a sonhar com neve sob um sol de quarenta graus.</p>
<ul>
<li><strong>Caixa Cultural de São Paulo</strong></li>
<li><strong>Oficina de Presépios – 15/11/2011 – Inscrição pelo telefone 11 3321-4400</strong></li>
<li><strong>Abertura – 19/11/2011 – às 11 horas</strong></li>
<li><strong>Palestra com o fotógrafo – 20/11/2011 – às 16 horas</strong></li>
<li><strong>Visitação de 19/11/2011 a 26/02/2012 – Terça a domingo, das 9 às 21 horas</strong></li>
</ul>
<div id="attachment_3839" style="width: 454px" class="wp-caption aligncenter"><a rel="attachment wp-att-3839" href="http://www.cozinhaafetiva.com.br/index.php/2011/11/13/a-grande-arca/imagem1-20/"><img class="size-full wp-image-3839 " title="A Grande Arca" src="http://www.cozinhaafetiva.com.br/wp-content/uploads/2011/11/Imagem1.jpg" alt="" width="444" height="668" /></a><p class="wp-caption-text">A Grande Arca</p></div>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Bolachinhas de Natal Decoradas</title>
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		<pubDate>Wed, 15 Dec 2010 03:00:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[jumar]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Afetividades Gerais]]></category>
		<category><![CDATA[Doces Afetivos]]></category>
		<category><![CDATA[Memória Afetiva Culinária]]></category>
		<category><![CDATA[Natal Afetivo 2010]]></category>
		<category><![CDATA[bolachas]]></category>
		<category><![CDATA[doces]]></category>
		<category><![CDATA[memória afetiva de natal]]></category>
		<category><![CDATA[natal]]></category>

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		<description><![CDATA[A edição do dia 14/12/2010 do Jornal Hoje, Rede Globo, apresentou uma reportagem sobre Bolachinhas de Natal Decoradas. A fabricação das bolachas decoradas com desenhos natalinos é uma tradição muita antiga que surgiu na idade média nos conventos e mosteiros da Alemanha, sendo mantida até hoje pelos descendentes de alemães em Santa Catarina, estado onde [&#8230;]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><a rel="attachment wp-att-821" href="http://www.cozinhaafetiva.com.br/index.php/2010/12/15/bolachinhas-de-natal-decoradas/attachment/97874669/"><img class="aligncenter size-large wp-image-821" title="Bolachinhas" src="http://www.cozinhaafetiva.com.br/wp-content/uploads/2010/12/97874669-317x213.jpg" alt="" width="317" height="213" /></a></p>
<p>A edição do dia 14/12/2010 do Jornal Hoje, Rede Globo, apresentou uma reportagem sobre Bolachinhas de Natal Decoradas.</p>
<p>A fabricação das bolachas decoradas com desenhos natalinos é uma tradição muita antiga que surgiu na idade média nos conventos e mosteiros da Alemanha, sendo mantida até hoje pelos descendentes de alemães em Santa Catarina, estado onde foi realizada a matéria. São de fácil preparo, lúdicas e ideais para o preparo com crianças.</p>
<div align="center"> <div id="attachment_794" style="width: 328px" class="wp-caption aligncenter"><a rel="attachment wp-att-794" href="http://www.cozinhaafetiva.com.br/index.php/2010/12/15/bolachinhas-de-natal-decoradas/attachment/95496337/"><img class="size-large wp-image-794" title="Bolachinhas" src="http://www.cozinhaafetiva.com.br/wp-content/uploads/2010/12/95496337-318x213.jpg" alt="" width="318" height="213" /></a><p class="wp-caption-text">Fazer Bolachinhas de Natal Decoradas com nossas crianças ajuda a construção da memória afetiva culinária.</p></div></div>
<div align="center"> <div id="attachment_796" style="width: 327px" class="wp-caption aligncenter"><a rel="attachment wp-att-796" href="http://www.cozinhaafetiva.com.br/index.php/2010/12/15/bolachinhas-de-natal-decoradas/attachment/101809917/"><img class="size-large wp-image-796" title="Bolachinhas" src="http://www.cozinhaafetiva.com.br/wp-content/uploads/2010/12/101809917-317x213.jpg" alt="" width="317" height="213" /></a><p class="wp-caption-text">Os formatos são variados e temáticos.</p></div></div>
<div align="center"> <div id="attachment_797" style="width: 328px" class="wp-caption aligncenter"><a rel="attachment wp-att-797" href="http://www.cozinhaafetiva.com.br/index.php/2010/12/15/bolachinhas-de-natal-decoradas/christmas-cookies/"><img class="size-large wp-image-797" title="Bolachinhas" src="http://www.cozinhaafetiva.com.br/wp-content/uploads/2010/12/95847067-318x213.jpg" alt="" width="318" height="213" /></a><p class="wp-caption-text">Mão na massa e na criatividade ... construindo nossa identidade afetiva culinária ... memória de infância.</p></div></div>
<div align="center"> <div id="attachment_798" style="width: 152px" class="wp-caption aligncenter"><a rel="attachment wp-att-798" href="http://www.cozinhaafetiva.com.br/index.php/2010/12/15/bolachinhas-de-natal-decoradas/christmas-backery-2/"><img class="size-large wp-image-798" title="Bolachinhas" src="http://www.cozinhaafetiva.com.br/wp-content/uploads/2010/12/958460541-142x213.jpg" alt="" width="142" height="213" /></a><p class="wp-caption-text">Formatos Natalinos.</p></div></div>
<p>Para colorir é só usar anilina e glacê. A dica é abusar da imaginação e inventar os mais diferentes desenhos.</p>
<p>Os sabores, cores e possibilidades decorativas das Bolachinhas de Natal Decoradas aguçam nossa memória afetiva culinária.</p>
<p><strong>Receita das Bolachinhas de Natal</strong></p>
<p><a rel="attachment wp-att-802" href="http://www.cozinhaafetiva.com.br/index.php/2010/12/15/bolachinhas-de-natal-decoradas/attachment/105779635/"><img class="aligncenter size-large wp-image-802" title="Bolachinhas" src="http://www.cozinhaafetiva.com.br/wp-content/uploads/2010/12/105779635-318x213.jpg" alt="" width="318" height="213" /></a></p>
<p><strong>1 – INGREDIENTES</strong></p>
<p><strong>Bolachas</strong></p>
<ul>
<li>3 ovos</li>
<li>3 xícaras de açúcar</li>
<li>1 xícara de manteiga</li>
<li>1 xícara de leite</li>
<li>1 colher de sopa de baunilha</li>
<li>1 colher de sopa de fermento</li>
<li>1 colher de sobremesa de sal amoníaco*</li>
<li>Farinha de trigo para até engrossar a massa</li>
</ul>
<p>*Sal amoníaco, ou cloreto de amônio, funciona como fermento e ajuda a manter as bolachas mais sequinhas e crocantes por um prazo mais prolongado. <strong> </strong></p>
<p><strong>Glacê (para decoração)</strong></p>
<ul>
<li>200 gramas de açúcar de confeiteiro</li>
<li>2 claras</li>
<li>1 colher de suco de limão</li>
<li>Anilina (cores diversas)</li>
</ul>
<p><strong>2 – MODO DE PREPARO</strong></p>
<p><strong>Bolachas</strong></p>
<ul>
<li>Misture o açúcar, a manteiga e os ovos.</li>
<li>Bata bem até fazer um creme.</li>
<li>Depois misture o leite, a baunilha, o fermento e o sal amoníaco.</li>
<li>Bata de novo. Vá acrescentando a farinha de trigo até engrossar a massa.</li>
<li>Abra a massa com um rolo e corte com forminhas de formatos variados.<strong> </strong></li>
<li>Asse em forno quente por mais ou menos dez minutos.<strong> </strong></li>
</ul>
<p><strong>Glacê (para decoração)</strong></p>
<ul>
<li>Bata todos os ingredientes em uma batedeira.</li>
<li>Acrescente anilina para dar cor e use o glacê para decorar as bolachinhas com ajuda de bicos de confeiteiro.</li>
</ul>
<p style="text-align: center;"><strong>IDÉIAS DE BOLACHINHAS DE NATAL DECORADAS</strong></p>
<p><strong><a rel="attachment wp-att-807" href="http://www.cozinhaafetiva.com.br/index.php/2010/12/15/bolachinhas-de-natal-decoradas/delicious-christmas-cookies/"><img class="aligncenter size-large wp-image-807" title="Bolachinhas" src="http://www.cozinhaafetiva.com.br/wp-content/uploads/2010/12/92233607-142x213.jpg" alt="" width="142" height="213" /></a></strong></p>
<p><strong><a rel="attachment wp-att-808" href="http://www.cozinhaafetiva.com.br/index.php/2010/12/15/bolachinhas-de-natal-decoradas/gingerbread-for-christmas/"><img class="aligncenter size-large wp-image-808" title="Bolachinhas" src="http://www.cozinhaafetiva.com.br/wp-content/uploads/2010/12/93229735-318x213.jpg" alt="" width="318" height="213" /></a></strong></p>
<p><a rel="attachment wp-att-809" href="http://www.cozinhaafetiva.com.br/index.php/2010/12/15/bolachinhas-de-natal-decoradas/gingerbread-for-christmas-2/"><img class="aligncenter size-large wp-image-809" title="Bolachinhas" src="http://www.cozinhaafetiva.com.br/wp-content/uploads/2010/12/93229654-142x213.jpg" alt="" width="142" height="213" /></a></p>
<p><a rel="attachment wp-att-810" href="http://www.cozinhaafetiva.com.br/index.php/2010/12/15/bolachinhas-de-natal-decoradas/merry-christmas/"><img class="aligncenter size-large wp-image-810" title="Bolachinhas" src="http://www.cozinhaafetiva.com.br/wp-content/uploads/2010/12/94079785-318x213.jpg" alt="" width="318" height="213" /></a></p>
<p><a rel="attachment wp-att-813" href="http://www.cozinhaafetiva.com.br/index.php/2010/12/15/bolachinhas-de-natal-decoradas/gingerbread-men/"><img class="aligncenter size-large wp-image-813" title="Bolachinhas" src="http://www.cozinhaafetiva.com.br/wp-content/uploads/2010/12/95579128-142x213.jpg" alt="" width="142" height="213" /></a></p>
<p><a rel="attachment wp-att-814" href="http://www.cozinhaafetiva.com.br/index.php/2010/12/15/bolachinhas-de-natal-decoradas/attachment/101727999/"><img class="aligncenter size-large wp-image-814" title="Bolachinhas" src="http://www.cozinhaafetiva.com.br/wp-content/uploads/2010/12/101727999-311x213.jpg" alt="" width="311" height="213" /></a></p>
<p><a rel="attachment wp-att-816" href="http://www.cozinhaafetiva.com.br/index.php/2010/12/15/bolachinhas-de-natal-decoradas/attachment/103967796/"><img class="aligncenter size-large wp-image-816" title="Bolachinhas" src="http://www.cozinhaafetiva.com.br/wp-content/uploads/2010/12/103967796-318x213.jpg" alt="" width="318" height="213" /></a></p>
<p><a rel="attachment wp-att-817" href="http://www.cozinhaafetiva.com.br/index.php/2010/12/15/bolachinhas-de-natal-decoradas/attachment/101832881/"><img class="aligncenter size-large wp-image-817" title="Bolachinhas" src="http://www.cozinhaafetiva.com.br/wp-content/uploads/2010/12/101832881-320x212.jpg" alt="" width="320" height="212" /></a></p>
<p><a rel="attachment wp-att-818" href="http://www.cozinhaafetiva.com.br/index.php/2010/12/15/bolachinhas-de-natal-decoradas/attachment/95761773/"><img class="aligncenter size-large wp-image-818" title="Bolachinhas" src="http://www.cozinhaafetiva.com.br/wp-content/uploads/2010/12/95761773-317x213.jpg" alt="" width="317" height="213" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><strong> </strong></p>
<p style="text-align: center;"><strong>PARA DECORAR A ÁRVORE DE NATAL</strong></p>
<p><a rel="attachment wp-att-822" href="http://www.cozinhaafetiva.com.br/index.php/2010/12/15/bolachinhas-de-natal-decoradas/attachment/106597402/"><img class="aligncenter size-large wp-image-822" title="Árvore" src="http://www.cozinhaafetiva.com.br/wp-content/uploads/2010/12/106597402-152x213.jpg" alt="" width="152" height="213" /></a></p>
<p><a rel="attachment wp-att-828" href="http://www.cozinhaafetiva.com.br/index.php/2010/12/15/bolachinhas-de-natal-decoradas/100988950-2/"><img class="aligncenter size-large wp-image-828" title="Árvore" src="http://www.cozinhaafetiva.com.br/wp-content/uploads/2010/12/1009889501-310x213.jpg" alt="" width="310" height="213" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><strong> </strong></p>
<p style="text-align: center;"><strong>PARA COMPOR A DECORAÇÃO DO ARRANJO DA MESA NATALINA</strong></p>
<p style="text-align: center;"><a rel="attachment wp-att-829" href="http://www.cozinhaafetiva.com.br/index.php/2010/12/15/bolachinhas-de-natal-decoradas/attachment/94470386/"><img class="aligncenter size-large wp-image-829" title="Decoração de Mesa" src="http://www.cozinhaafetiva.com.br/wp-content/uploads/2010/12/94470386-317x213.jpg" alt="" width="317" height="213" /></a></p>
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		<title>O Peru de Natal</title>
		<link>https://www.cozinhaafetiva.com.br/index.php/2010/11/27/o-peru-de-natal/</link>
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		<pubDate>Sat, 27 Nov 2010 21:28:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[jumar]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Cozinha Literária Afetiva]]></category>
		<category><![CDATA[Natal Afetivo 2010]]></category>
		<category><![CDATA[literatura]]></category>
		<category><![CDATA[natal]]></category>
		<category><![CDATA[peru]]></category>

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		<description><![CDATA[O texto que apresentamos e abrimos as categorias “Natal Afetivo” e “Cozinha Literária Afetiva” é do Mário de Andrade. Foi extraído do livro &#8220;Nós e o Natal&#8221;, Artes Gráficas Gomes de Souza, Rio de Janeiro, 1964, pág. 23. Este texto nos foi presenteado por Albinha, amiga querida, baiana, do mundo, morando em São Paulo sei [&#8230;]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><a rel="attachment wp-att-629" href="http://www.cozinhaafetiva.com.br/index.php/2010/11/27/o-peru-de-natal/101723324-2/"><img class="aligncenter size-large wp-image-629" title="O Peru de Natal" src="http://www.cozinhaafetiva.com.br/wp-content/uploads/2010/11/1017233241-213x213.jpg" alt="" width="213" height="213" /></a></p>
<p>O texto que apresentamos e abrimos as categorias “Natal Afetivo” e “Cozinha Literária Afetiva” é do Mário de Andrade. Foi extraído do livro &#8220;Nós e o Natal&#8221;, Artes Gráficas Gomes de Souza, Rio de Janeiro, 1964, pág. 23. Este texto nos foi presenteado por Albinha, amiga querida, baiana, do mundo, morando em São Paulo sei lá há quanto tempo é com quase dois pés em Olivença na Bahia.</p>
<p>Não tenho uma ordem precisa dos temas que irei incluir no blog, porém uma das minhas certezas era falar da afetividade da Alba (Alba Diniz, filha da Dona Terezinha, nossa “mainha”), traduzida na forma de receber e acolher dezenas de pessoas que necessitam de um retorno afetivo as suas origens maternas, caseiras e culinárias. A casa da Albinha, com sua cozinha grande e acolhedora, é um ponto de referência para nós emigrantes e para paulistas desgarrados. Em outra oportunidade, ainda desejo reproduzir o peixe de forno ou alguma receita rápida de Miojo criada por ela, porém o conto “O Peru de Natal”, longo para blog (paciência!), nos pegou de forma afetiva e sensorial, pela extrema coragem, simplicidade, veracidade e afeto que Mario de Andrade impregna na descrição de uma ceia natalina. Este texto foi escolhido por Alba para nosso sarau da sexta, 26/11/2010.</p>
<p>Mário de Andrade (1893-1945) nasceu na cidade de São Paulo no dia 9 de outubro, filho de Carlos Augusto de Moraes Andrade e Maria Luísa Leite Moraes Andrade, na Rua Aurora, 320. Sua obra, essencialmente brasileira, reflete um nacionalismo humanista, que nada tem de místico e abstrato. &#8220;Macunaíma&#8221;, baseada em temas folclóricos é, geralmente, considerada a sua obra-prima. Participou da Semana de Arte Moderna em São Paulo, no Teatro Municipal, entre 11 e 18 de fevereiro de 1922 (A Semana de 22) em companhia de Oswald de Andrade, Tarsila do Amaral, Víctor Brecheret, Anita Malfatti, Menotti Del Pichia, Sérgio Milliet e Heitor Villa-Lobos. O site <a href="http://www.releituras.com/marioandrade_bio.asp">http://www.releituras.com/marioandrade_bio.asp</a> apresenta a biografia e a obra de Mário de Andrade, o autor de “O Peru de Natal”. </p>
<p><strong><a rel="attachment wp-att-622" href="http://www.cozinhaafetiva.com.br/index.php/2010/11/27/o-peru-de-natal/fraserotativa-2/"><img class="aligncenter size-full wp-image-622" title="Mário de Andrade - Quadro de Lasar Segall" src="http://www.cozinhaafetiva.com.br/wp-content/uploads/2010/11/fraserotativa1.bmp" alt="Mário de Andrade - Quadro de Lasar Segall" /></a></strong></p>
<p><strong>O Peru de Natal &#8211; Mário de Andrade</strong><strong><br />
</strong><br />
O nosso primeiro Natal de família, depois da morte de meu pai acontecida cinco meses antes, foi de consequências decisivas para a felicidade familiar. Nós sempre fôramos familiarmente felizes, nesse sentido muito abstrato da felicidade: gente honesta, sem crimes, lar sem brigas internas nem graves dificuldades econômicas. Mas, devido principalmente à natureza cinzenta de meu pai, ser desprovido de qualquer lirismo, de uma exemplaridade incapaz, acolchoado no medíocre, sempre nos faltara aquele aproveitamento da vida, aquele gosto pelas felicidades materiais, um vinho bom, uma estação de águas, aquisição de geladeira, coisas assim. Meu pai fora de um bom errado, quase dramático, o puro-sangue dos desmancha-prazeres.</p>
<p>Morreu meu pai, sentimos muito, etc. Quando chegamos nas proximidades do Natal, eu já estava que não podia mais pra afastar aquela memória obstruente do morto, que parecia ter sistematizado pra sempre a obrigação de uma lembrança dolorosa em cada almoço, em cada gesto mínimo da família. Uma vez que eu sugerira à mamãe a idéia dela ir ver uma fita no cinema, o que resultou foram lágrimas. Onde se viu ir ao cinema, de luto pesado! A dor já estava sendo cultivada pelas aparências, e eu, que sempre gostara apenas regularmente de meu pai, mais por instinto de filho que por espontaneidade de amor, me via a ponto de aborrecer o bom do morto.</p>
<p>Foi decerto por isto que me nasceu, esta sim, espontaneamente, a idéia de fazer uma das minhas chamadas &#8220;loucuras&#8221;. Essa fora aliás, e desde muito cedo, a minha esplêndida conquista contra o ambiente familiar. Desde cedinho, desde os tempos de ginásio, em que arranjava regularmente uma reprovação todos os anos; desde o beijo às escondidas, numa prima, aos dez anos, descoberto por Tia Velha, uma detestável de tia; e principalmente desde as lições que dei ou recebi, não sei, de uma criada de parentes: eu consegui no reformatório do lar e na vasta parentagem, a fama conciliatória de &#8220;louco&#8221;. &#8220;É doido, coitado!&#8221; falavam. Meus pais falavam com certa tristeza condescendente, o resto da parentagem buscando exemplo para os filhos e provavelmente com aquele prazer dos que se convencem de alguma superioridade. Não tinham doidos entre os filhos. Pois foi o que me salvou, essa fama. Fiz tudo o que a vida me apresentou e o meu ser exigia para se realizar com integridade. E me deixaram fazer tudo, porque eu era doido, coitado. Resultou disso uma existência sem complexos, de que não posso me queixar um nada.</p>
<p>Era costume sempre, na família, a ceia de Natal. Ceia reles, já se imagina: ceia tipo meu pai, castanhas, figos, passas, depois da Missa do Galo. Empanturrados de amêndoas e nozes (quanto discutimos os três manos por causa dos quebra-nozes&#8230;), empanturrados de castanhas e monotonias, a gente se abraçava e ia pra cama. Foi lembrando isso que arrebentei com uma das minhas &#8220;loucuras&#8221;:</p>
<p>— Bom, no Natal, quero comer peru.</p>
<p>Houve um desses espantos que ninguém não imagina. Logo minha tia solteirona e santa, que morava conosco, advertiu que não podíamos convidar ninguém por causa do luto.</p>
<p>— Mas quem falou de convidar ninguém! essa mania&#8230; Quando é que a gente já comeu peru em nossa vida! Peru aqui em casa é prato de festa, vem toda essa parentada do diabo&#8230;</p>
<p>— Meu filho, não fale assim&#8230;</p>
<p>— Pois falo, pronto!</p>
<p>E descarreguei minha gelada indiferença pela nossa parentagem infinita, diz-que vinda de bandeirantes, que bem me importa! Era mesmo o momento pra desenvolver minha teoria de doido, coitado, não perdi a ocasião. Me deu de sopetão uma ternura imensa por mamãe e titia, minhas duas mães, três com minha irmã, as três mães que sempre me divinizaram a vida. Era sempre aquilo: vinha aniversário de alguém e só então faziam peru naquela casa. Peru era prato de festa: uma imundície de parentes já preparados pela tradição, invadiam a casa por causa do peru, das empadinhas e dos doces. Minhas três mães, três dias antes já não sabiam da vida senão trabalhar, trabalhar no preparo de doces e frios finíssimos de bem feitos, a parentagem devorava tudo e ainda levava embrulhinhos pros que não tinham podido vir. As minhas três mães mal podiam de exaustas. Do peru, só no enterro dos ossos, no dia seguinte, é que mamãe com titia ainda provavam num naco de perna, vago, escuro, perdido no arroz alvo. E isso mesmo era mamãe quem servia, catava tudo pro velho e pros filhos. Na verdade ninguém sabia de fato o que era peru em nossa casa, peru resto de festa.</p>
<p>Não, não se convidava ninguém, era um peru pra nós, cinco pessoas. E havia de ser com duas farofas, a gorda com os miúdos, e a seca, douradinha, com bastante manteiga. Queria o papo recheado só com a farofa gorda, em que havíamos de ajuntar ameixa preta, nozes e um cálice de xerez, como aprendera na casa da Rose, muito minha companheira. Está claro que omiti onde aprendera a receita, mas todos desconfiaram. E ficaram logo naquele ar de incenso assoprado, se não seria tentação do Dianho aproveitar receita tão gostosa. E cerveja bem gelada, eu garantia quase gritando. É certo que com meus &#8220;gostos&#8221;, já bastante afinados fora do lar, pensei primeiro num vinho bom, completamente francês. Mas a ternura por mamãe venceu o doido, mamãe adorava cerveja.</p>
<p>Quando acabei meus projetos, notei bem, todos estavam felicíssimos, num desejo danado de fazer aquela loucura em que eu estourara. Bem que sabiam, era loucura sim, mas todos se faziam imaginar que eu sozinho é que estava desejando muito aquilo e havia jeito fácil de empurrarem pra cima de mim a&#8230; culpa de seus desejos enormes. Sorriam se entreolhando, tímidos como pombas desgarradas, até que minha irmã resolveu o consentimento geral:</p>
<p>— É louco mesmo!&#8230;</p>
<p>Comprou-se o peru, fez-se o peru, etc. E depois de uma Missa do Galo bem mal rezada, se deu o nosso mais maravilhoso Natal. Fora engraçado: assim que me lembrara de que finalmente ia fazer mamãe comer peru, não fizera outra coisa aqueles dias que pensar nela, sentir ternura por ela, amar minha velhinha adorada. E meus manos também, estavam no mesmo ritmo violento de amor, todos dominados pela felicidade nova que o peru vinha imprimindo na família. De modo que, ainda disfarçando as coisas, deixei muito sossegado que mamãe cortasse todo o peito do peru. Um momento aliás, ela parou, feito fatias um dos lados do peito da ave, não resistindo àquelas leis de economia que sempre a tinham entorpecido numa quase pobreza sem razão.</p>
<p>— Não senhora, corte inteiro! Só eu como tudo isso!</p>
<p>Era mentira. O amor familiar estava por tal forma incandescente em mim, que até era capaz de comer pouco, só-pra que os outros quatro comessem demais. E o diapasão dos outros era o mesmo. Aquele peru comido a sós, redescobria em cada um o que a quotidianidade abafara por completo, amor, paixão de mãe, paixão de filhos. Deus me perdoe mas estou pensando em Jesus&#8230; Naquela casa de burgueses bem modestos, estava se realizando um milagre digno do Natal de um Deus. O peito do peru ficou inteiramente reduzido a fatias amplas.</p>
<p>— Eu que sirvo!</p>
<p>&#8220;É louco, mesmo&#8221; pois por que havia de servir, se sempre mamãe servira naquela casa! Entre risos, os grandes pratos cheios foram passados pra mim e principiei uma distribuição heróica, enquanto mandava meu mano servir a cerveja. Tomei conta logo de um pedaço admirável da &#8220;casca&#8221;, cheio de gordura e pus no prato. E depois vastas fatias brancas. A voz severizada de mamãe cortou o espaço angustiado com que todos aspiravam pela sua parte no peru:</p>
<p>— Se lembre de seus manos, Juca!</p>
<p>Quando que ela havia de imaginar, a pobre! que aquele era o prato dela, da Mãe, da minha amiga maltratada, que sabia da Rose, que sabia meus crimes, a que eu só lembrava de comunicar o que fazia sofrer! O prato ficou sublime.</p>
<p>— Mamãe, este é o da senhora! Não! não passe não!</p>
<p>Foi quando ela não pode mais com tanta comoção e principiou chorando. Minha tia também, logo percebendo que o novo prato sublime seria o dela, entrou no refrão das lágrimas. E minha irmã, que jamais viu lágrima sem abrir a torneirinha também, se esparramou no choro. Então principiei dizendo muitos desaforos pra não chorar também, tinha dezenove anos&#8230; Diabo de família besta que via peru e chorava! coisas assim. Todos se esforçavam por sorrir, mas agora é que a alegria se tornara impossível. É que o pranto evocara por associação a imagem indesejável de meu pai morto. Meu pai, com sua figura cinzenta, vinha pra sempre estragar nosso Natal, fiquei danado.</p>
<p>Bom, principiou-se a comer em silêncio, lutuosos, e o peru estava perfeito. A carne mansa, de um tecido muito tênue boiava fagueira entre os sabores das farofas e do presunto, de vez em quando ferida, inquietada e redesejada, pela intervenção mais violenta da ameixa preta e o estorvo petulante dos pedacinhos de noz. Mas papai sentado ali, gigantesco, incompleto, uma censura, uma chaga, uma incapacidade. E o peru, estava tão gostoso, mamãe por fim sabendo que peru era manjar mesmo digno do Jesusinho nascido.</p>
<p>Principiou uma luta baixa entre o peru e o vulto de papai. Imaginei que gabar o peru era fortalecê-lo na luta, e, está claro, eu tomara decididamente o partido do peru. Mas os defuntos têm meios visguentos, muito hipócritas de vencer: nem bem gabei o peru que a imagem de papai cresceu vitoriosa, insuportavelmente obstruidora.</p>
<p>— Só falta seu pai&#8230;</p>
<p>Eu nem comia, nem podia mais gostar daquele peru perfeito, tanto que me interessava aquela luta entre os dois mortos. Cheguei a odiar papai. E nem sei que inspiração genial, de repente me tornou hipócrita e político. Naquele instante que hoje me parece decisivo da nossa família, tomei aparentemente o partido de meu pai. Fingi, triste:</p>
<p>— É mesmo&#8230; Mas papai, que queria tanto bem a gente, que morreu de tanto trabalhar pra nós, papai lá no céu há de estar contente&#8230; (hesitei, mas resolvi não mencionar mais o peru) contente de ver nós todos reunidos em família.</p>
<p>E todos principiaram muito calmos, falando de papai. A imagem dele foi diminuindo, diminuindo e virou uma estrelinha brilhante do céu. Agora todos comiam o peru com sensualidade, porque papai fora muito bom, sempre se sacrificara tanto por nós, fora um santo que &#8220;vocês, meus filhos, nunca poderão pagar o que devem a seu pai&#8221;, um santo. Papai virara santo, uma contemplação agradável, uma inestorvável estrelinha do céu. Não prejudicava mais ninguém, puro objeto de contemplação suave. O único morto ali era o peru, dominador, completamente vitorioso.</p>
<p>Minha mãe, minha tia, nós, todos alagados de felicidade. Ia escrever «felicidade gustativa», mas não era só isso não. Era uma felicidade maiúscula, um amor de todos, um esquecimento de outros parentescos distraidores do grande amor familiar. E foi, sei que foi aquele primeiro peru comido no recesso da família, o início de um amor novo, reacomodado, mais completo, mais rico e inventivo, mais complacente e cuidadoso de si. Nasceu de então uma felicidade familiar pra nós que, não sou exclusivista, alguns a terão assim grande, porém mais intensa que a nossa me é impossível conceber.</p>
<p>Mamãe comeu tanto peru que um momento imaginei, aquilo podia lhe fazer mal. Mas logo pensei: ah, que faça! mesmo que ela morra, mas pelo menos que uma vez na vida coma peru de verdade!</p>
<p>A tamanha falta de egoísmo me transportara o nosso infinito amor&#8230; Depois vieram umas uvas leves e uns doces, que lá na minha terra levam o nome de &#8220;bem-casados&#8221;. Mas nem mesmo este nome perigoso se associou à lembrança de meu pai, que o peru já convertera em dignidade, em coisa certa, em culto puro de contemplação.</p>
<p>Levantamos. Eram quase duas horas, todos alegres, bambeados por duas garrafas de cerveja. Todos iam deitar, dormir ou mexer na cama, pouco importa, porque é bom uma insônia feliz. O diabo é que a Rose, católica antes de ser Rose, prometera me esperar com uma champanha. Pra poder sair, menti, falei que ia a uma festa de amigo, beijei mamãe e pisquei pra ela, modo de contar onde é que ia e fazê-la sofrer seu bocado. As outras duas mulheres beijei sem piscar. E agora, Rose!&#8230;<strong> </strong></p>
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