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	<title>Cozinha Afetiva &#187; literatura</title>
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	<description>Memória Afetiva Culinária</description>
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		<title>Mesa</title>
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		<pubDate>Fri, 05 Jul 2013 01:47:01 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[A Vida Submarina &#8211; Ana Martins Marques (Editora Scriptum) mais importante que ter uma memória é ter uma mesa mais importante que já ter amado um dia é ter uma mesa sólida uma mesa que é como uma cama diurna com seu coração de árvore, de floresta é importante em matéria de amor não meter os [&#8230;]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><strong>A Vida Submarina &#8211; Ana Martins Marques (Editora Scriptum)</strong></p>
<div id="attachment_5307" style="width: 424px" class="wp-caption aligncenter"><a rel="attachment wp-att-5307" href="http://www.cozinhaafetiva.com.br/index.php/2013/07/04/mesa/attachment/158034407/"><img class="size-full wp-image-5307 " title="Mesa" src="http://www.cozinhaafetiva.com.br/wp-content/uploads/2013/07/158034407.jpg" alt="Mesa" width="414" height="414" /></a><p class="wp-caption-text">Mesa</p></div>
<p>mais importante que ter uma memória é ter uma mesa</p>
<p>mais importante que já ter amado um dia é ter uma mesa sólida</p>
<p>uma mesa que é como uma cama diurna</p>
<p>com seu coração de árvore, de floresta</p>
<p>é importante em matéria de amor</p>
<p>não meter os pés pelas mãos</p>
<p>mas mais importante é ter uma mesa</p>
<p>porque uma mesa é uma espécie de chão que apoia</p>
<p>os que ainda não caíram de vez.</p>
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		<title>&#8220;Peixes e Peras&#8221;</title>
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		<pubDate>Sun, 26 May 2013 21:10:50 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[&#8220;&#8230; na barraca de peixes entrefechou os olhos aspirando de novo o cheiro de maresia dos peixes, e o cheiro era a alma deles depois de mortos &#8230;&#8221; &#8220;&#8230; as peras estavam tão repletas delas mesmos que, nessa maturidade elas quase estavam em seu sumo &#8230; comprou uma e ali mesmo na feira deu a [&#8230;]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;&#8230; na barraca de peixes entrefechou os olhos aspirando de novo o cheiro de maresia dos peixes, e o cheiro era a alma deles depois de mortos &#8230;&#8221;</p>
<p>&#8220;&#8230; as peras estavam tão repletas delas mesmos que, nessa maturidade elas quase estavam em seu sumo &#8230; comprou uma e ali mesmo na feira deu a primeira dentada na carne da pera que cedeu totalmente &#8230; sabia que só quem tinha comido uma pera suculenta a entenderia.&#8221;</p>
<p>Clarice Lispector &#8211; Uma Aprendizagem ou o Livro dos Prazeres (Editora Rocco &#8211; 1998)</p>
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		<title>Clarice Lispector, frases sobre Mulheres – Rubem Alves, receita de Biscoitão Mineiro</title>
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		<pubDate>Thu, 08 Mar 2012 21:35:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[jumar]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[Hoje dia da mulher, 08 de março de 2012, frases sobre mulheres de Clarice Lispector. Seguindo poeticamente, uma receita de Rubem Alves, biscoitão mineiro, para complementar este dia dedicado ao gênero que tornou a cozinha um lugar de afeto e carinho. Clarice Lispector, frases sobre Mulheres Não era mais uma menina com um livro: era [&#8230;]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Hoje dia da mulher, 08 de março de 2012, frases sobre mulheres de Clarice Lispector. Seguindo poeticamente, uma receita de Rubem Alves, biscoitão mineiro, para complementar este dia dedicado ao gênero que tornou a cozinha um lugar de afeto e carinho.</p>
<div id="attachment_4299" style="width: 473px" class="wp-caption aligncenter"><a rel="attachment wp-att-4299" href="http://www.cozinhaafetiva.com.br/index.php/2012/03/08/clarice-lispector-frases/attachment/126490960/"><img class="size-full wp-image-4299   " title="08 de março, dia dedicado ao gênero que tornou a cozinha um lugar de afeto e carinho" src="http://www.cozinhaafetiva.com.br/wp-content/uploads/2012/03/126490960.jpg" alt="" width="463" height="412" /></a><p class="wp-caption-text">08 de março, dia dedicado ao gênero que tornou a cozinha um lugar de afeto e carinho</p></div>
<p><strong>Clarice Lispector, frases sobre Mulheres</strong></p>
<p>Não era mais uma menina com um livro: era uma mulher com seu amante.</p>
<p>E ela não passava de uma mulher&#8230; inconstante e borboleta.</p>
<p>E como nasci? Por um quase. Podia ser outra. Podia ser um homem. Felizmente nasci mulher. E vaidosa. Prefiro que saia um bom retrato meu no jornal do que os elogios. Tenho várias caras. Uma é quase bonita, outra é quase feia. Sou um o quê? Um quase tudo.</p>
<p>Eu antes era uma mulher que sabia distinguir as ciosas quando as via. Mas agora cometi o erro grave de pensar.</p>
<p>O destino de uma mulher é ser mulher.</p>
<p>Quando eu ficar sozinha, estarei seguindo o destino de todas as mulheres.</p>
<p>Por caminhos tortos, viera a cair num destino de mulher, com a surpresa de nele caber como se o tivesse inventado.</p>
<p>E tenho, vos asseguro, tudo o mais que faz de mim uma mulher às vezes viva, às vezes objeto.</p>
<p>Ela, volta e meia, era uma mulher&#8230;</p>
<p>Toda mulher leva um sorriso no rosto e mil segredos no coração.</p>
<p>As mulheres devem arriscar sempre e se &#8220;divertir&#8221; com todos os homens que as desejam, uma hora tudo vai dar certo.</p>
<p><strong>Rubem Alves, receita de Biscoitão Mineiro</strong></p>
<p><strong>1 &#8211; INGREDIEENTES</strong></p>
<ul>
<li>500 g de polvilho azedo</li>
<li>2/3 copo óleo</li>
<li>1/3 copo de água</li>
<li>Sal</li>
<li>3 ovos<strong> </strong></li>
</ul>
<p><strong>2 – MODO DE PREPARO</strong></p>
<ul>
<li>Ferver o óleo e a água juntos;</li>
<li>Escaldar o polvilho com esse óleo e essa água e sal;</li>
<li>Mistura ovos batidos até formar uma massa homogênea e mole;</li>
<li>Colocar num saco plástico;</li>
<li>Cortar a pontinha do saco;</li>
<li>Fazer as tripinhas;</li>
<li>Assar em forno quente;</li>
<li>Se a massa ficar dura, colocar mais ovo.</li>
</ul>
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		<title>Reis, Tamal, Maria e Iemanjá</title>
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		<pubDate>Sat, 07 Jan 2012 16:54:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[jumar]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Afetiva Comida de Santo]]></category>
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		<category><![CDATA[Cultura Alimentar & Afeto]]></category>
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		<description><![CDATA[Dia 07 de janeiro é o dia nacional das desmontagens dos presépios e árvores natalinas nas casas brasileiras, e também de forma já quase convencional no comércio e decorações oficiais das cidades. Na minha casa materna a responsabilidade da montagem e desmontagem era sempre do meu pai, que prolongava as decorações até o aniversário da [&#8230;]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Dia 07 de janeiro é o dia nacional das desmontagens dos presépios e árvores natalinas nas casas brasileiras, e também de forma já quase convencional no comércio e decorações oficiais das cidades. Na minha casa materna a responsabilidade da montagem e desmontagem era sempre do meu pai, que prolongava as decorações até o aniversário da minha mãe no dia 11 de janeiro.</p>
<p>O dia 7 da desmontagem tem um sentido histórico cultural, pois no dia 6 comemoramos a Folia de Reis, apesar da festa não apresentar a mesma força religiosa e comercial que temos no Natal.</p>
<p>Folia de Reis é uma festa de origem portuguesa, católica, relacionada às comemorações natalinas. Tudo que é português tem ligação direta com nossa identidade cultural, portanto, esta herança nos foi legada pelos nossos colonizadores, ganhando força especialmente nas pequenas cidades dos estados de São Paulo, Minas Gerais, Bahia, Espírito Santo, Paraná, Rio de Janeiro e Goiás.</p>
<div id="attachment_4227" style="width: 408px" class="wp-caption aligncenter"><a rel="attachment wp-att-4227" href="http://www.cozinhaafetiva.com.br/index.php/2012/01/07/reis-tamal-maria-e-iemanja/attachment/96136224/"><img class="size-full wp-image-4227   " title="Cozinha Afetiva - Reis Magos" src="http://www.cozinhaafetiva.com.br/wp-content/uploads/2012/01/Reis.jpg" alt="" width="398" height="410" /></a><p class="wp-caption-text">Reis Magos</p></div>
<p>Nem sempre me lembro da Folia de Reis. Na minha casa mantenho a tradição do meu pai levando as decorações natalinas até o dia 11. Este ano, porém, um e-mail da amiga Renata Rodrigues fez-me lembrar da festa. O e-mail trazia uma receita de “Rosca de Reis” do Restaurante Obá (<a href="http://www.obarestaurante.com.br/">www.obarestaurante.com.br</a>), que de imediato provocou meus sentidos culinários por dois motivos:</p>
<ol>
<li>Sou praticamente vizinho da cozinha do Obá. Sinto seus aromas na sala do meu apartamento. Vejo da minha janela a movimentação do salão deste delicioso restaurante de aromas universais. É um lugar especial, com uma comida caseira, colorida e divertida;</li>
<li>A receita apresenta história. Adoro receitas com histórias, mesmo que lendárias, com tradição, com identidade cultural.</li>
</ol>
<p><strong>História / Cultura</strong> </p>
<p>Para celebrar o Dia de Reis (Epifânia &#8211; o final das festas natalinas), as famílias católicas mexicanas começam o dia 6 de janeiro comendo uma fatia da Rosca de Reis com uma xícara de chocolate quente, logo depois das crianças abrirem os seus presentes. Dentro da rosca vai escondida uma miniatura que representa o Menino Jesus. Quem receber a fatia com ele deve convidar os amigos para comer tamales no dia 2 de fevereiro, Dia da Candelária (<em>Ref: Obá Restaurante</em>).</p>
<p><strong>Tamales</strong></p>
<div id="attachment_4226" style="width: 433px" class="wp-caption aligncenter"><a rel="attachment wp-att-4226" href="http://www.cozinhaafetiva.com.br/index.php/2012/01/07/reis-tamal-maria-e-iemanja/tamal/"><img class="size-full wp-image-4226    " title="Cozinha Afetiva - Tamal" src="http://www.cozinhaafetiva.com.br/wp-content/uploads/2012/01/Tamal.jpg" alt="" width="423" height="317" /></a><p class="wp-caption-text">Tamal</p></div>
<p>É um tradicional prato mexicano feito a base de milho, envolvido nas folhas do próprio milho (ou bananeira), que é cozido no vapor. Podem ser recheados com carnes, queijos, frutas, legumes, pimenta ou qualquer preparação de acordo com o gosto.</p>
<p>Na Mesoamérica (8.000 – 5.000 aC.), Astecas, Maias, Olmecas e Toltecas já usavam o tamal como alimento para seus exércitos, para caçadores e viajantes, em função da portabilidade e proteção que o alimento fornece, devido ser embalado na folha do milho.</p>
<p>O tamal, em suas diversas variações e adaptações à cultura local, é também encontrado em vários países da América do Sul, América Central e Caribe, na Índia, nas Filipinas, no Nepal, dentre outros. No Brasil, temos a tradicional “pamonha”, que lembra o tamal, porém com origens diferentes.</p>
<p><strong>Dia da Candelária</strong></p>
<p>O Dia da Candelária é uma festa mexicana de origem cristã e enriquecida com elementos indígenas. Recorda o rito de purificação* de Nossa Senhora e a apresentação de Jesus no Templo, segundo o costume dos Judeus, como refere Lucas no seu Evangelho. Celebra-se no dia 2 de fevereiro, ou seja, 40 dias depois do Natal. </p>
<p><strong>*Purificação </strong>– Segundo os costumes judaicos, a mãe era considerada impura após o parto e deveria ser purificada numa cerimónia no Templo. Ela também devia apresentar a criança, decorridos 40 dias após o nascimento se fosse menino e 80 se fosse menina. </p>
<p>Cultura é uma teia entrelaçada. O hábito de fazer e comer a Rosca de Reis no México, já empurra para outra tradição: 2 de fevereiro – Dia da Candelária. </p>
<p>Festa, religião, comida, tradição, assim construímos nossa identidade cultural, que muda de acordo com a nossa formação, nossa origem. Na Bahia, na cidade do Salvador, por exemplo, dia 2 de fevereiro é dia de festa no mar, dia de Iemanjá. Existe um sincretismo entre a santa Católica Nossa Senhora dos Navegantes e a orixá da mitologia africana Iemanjá. </p>
<p><em>”Iemanjá, rainha do mar, é também conhecida por dona Janaína, Inaê, Princesa de Aiocá e Maria, no paralelismo com a religião católica. Aiocá é o reino das terras misteriosas da felicidade e da liberdade, imagem das terras natais da África, saudades dos dias livres na floresta” – </em><strong>Jorge Amado</strong><strong> </strong></p>
<p>Nossa Senhora da Luz, Nossa Senhora da Candelária, Nossa Senhora das Candeias, Nossa Senhora da Purificação, Nossa Senhora dos Navegantes, são alguns dos títulos pelos quais a Igreja Católica venera a Virgem Maria. Maria, Iemanjá&#8230;, portanto, não importa à denominação ou a festa, na raiz cultural a essência é a mesma. Festejamos pela felicidade, pela liberdade, pela gratidão, nos deliciando de <span style="text-decoration: underline;">tamal</span>, na cidade do México, <span style="text-decoration: underline;">pamonha</span>, em Goiânia, <span style="text-decoration: underline;">abará</span>, em Salvador&#8230; na grande celebração das nossas culturas entrelaçadas, miscigenadas. </p>
<p><strong>Rosca de Reis </strong>(<em>Ref: Obá Restaurante</em>)</p>
<p><strong>1 – INGREDIENTES</strong></p>
<p><strong>Para a Massa</strong> </p>
<ul>
<li>500 g de farinha de trigo</li>
<li>10 g de sal</li>
<li>125 g de açúcar</li>
<li>100 g de leite em pó</li>
<li>10 g de levedura seca</li>
<li>2 limões</li>
<li>1 laranja</li>
<li>3 ovos</li>
<li>150 ml de leite</li>
<li>150 g de manteiga </li>
</ul>
<p><strong>Para a Crosta de Açúcar</strong> </p>
<ul>
<li>200 g de manteiga vegetal</li>
<li>180 g de açúcar de confeiteiro</li>
<li>180 g de farinha de trigo</li>
<li>60 g de açúcar </li>
</ul>
<p><strong>Tradição e Decoração</strong> </p>
<ul>
<li>1 miniatura representando o Menino Jesus</li>
<li>1 gema de ovo ligeiramente batida</li>
<li>Frutas secas: figo, uva-passa, tâmara, damasco</li>
<li>Açúcar de confeiteiro</li>
</ul>
<p><strong>2 – MODO DE PREPARO</strong> </p>
<p><strong>A massa</strong> </p>
<ul>
<li>Misture a farinha com o sal, o açúcar, o leite em pó e a levedura;</li>
<li>Perfume com raspas de limão e laranja;</li>
<li>Acrescente à massa os ovos e o leite e amasse;</li>
<li>Por último, incorpore a manteiga, em temperatura ambiente;</li>
<li>Amasse até obter uma massa lisa e elástica;</li>
<li>Deixe fermentar por 1 hora em ambiente fresco, coberto por um lenço.<strong> </strong></li>
</ul>
<p><strong>A Crosta de Açúcar</strong> </p>
<ul>
<li>Misture os ingredientes até obter uma massa firme;</li>
<li>Deixe repousar por 15 minutos na geladeira.<strong> </strong></li>
</ul>
<p><strong>Montagem e Finalização</strong> </p>
<ul>
<li>Abra a massa da torta e coloque um pequeno boneco de Menino Jesus em seu interior;</li>
<li>Em seguida, enrole formando um cilindro;</li>
<li>Una as pontas, formando uma rosca;</li>
<li>Deixe fermentar e crescer por 30 minutos sobre uma assadeira;</li>
<li>Abra a crosta de açúcar e corte em formato de discos, folhas e tiras finas;</li>
<li>Disponha essas formas recortadas simetricamente sobre a rosca;</li>
<li>Pincele a superfície toda com a gema de ovo e decore com pedaços das frutas secas;</li>
<li>Polvilhe açúcar de confeiteiro e leve para assar em forno pré-aquecido a 180ºC por 30 minutos.</li>
</ul>
<p><strong>Servir com:</strong></p>
<p>Uma xícara de chocolate quente.</p>
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		<title>Ano Novo &#8211; Mario Quintana</title>
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		<pubDate>Sat, 31 Dec 2011 21:27:10 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[&#8220;O Ano Novo ainda não tem pecado: É tão criança&#8230; Vamos embalá-lo&#8230; Vamos todos cantar juntos em seu berço de mãos dadas, A canção da eterna esperança.&#8221; &#8220;Bendito quem inventou o belo truque do calendário, pois o bom da segunda-feira, do dia 1º do mês e de cada ano novo é que nos dão a [&#8230;]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;O Ano Novo ainda não tem pecado:<br />
É tão criança&#8230;<br />
Vamos embalá-lo&#8230;<br />
Vamos todos cantar juntos em seu berço de mãos dadas,<br />
A canção da eterna esperança.&#8221;</p>
<p>&#8220;Bendito quem inventou o belo truque do calendário, pois o bom da segunda-feira, do dia 1º do mês e de cada ano novo é que nos dão a impressão de que a vida não continua, mas apenas recomeça&#8230;&#8221;</p>
<div>
<div id="attachment_4221" style="width: 310px" class="wp-caption aligncenter"><a rel="attachment wp-att-4221" href="http://www.cozinhaafetiva.com.br/index.php/2011/12/31/ano-novo-mario-quintana/3pinguim-anonovo-3/"><img class="size-full wp-image-4221 " title="Feliz Ano Novo - Muita Fruição em 2012!" src="http://www.cozinhaafetiva.com.br/wp-content/uploads/2011/12/3Pinguim-AnoNovo1.jpg" alt="" width="300" height="572" /></a><p class="wp-caption-text">Feliz Ano Novo - Muita Fruição em 2012!</p></div>
</div>
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		<title>Utilidades ou Fruição?</title>
		<link>https://www.cozinhaafetiva.com.br/index.php/2011/12/27/utilidades-ou-fruicao/</link>
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		<pubDate>Wed, 28 Dec 2011 02:16:09 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Para 2012 encontrei dois caminhos para seguir e alimentar meu ano novo. Estes caminhos foram-me apresentados pelo Rubem Alves no livro Variações Sobre o Prazer (Editora Planeta, 2011). Na verdade não são bem caminhos, mais sim feiras metafóricas de coisas, com muitas opções, onde podemos escolher o que colocar nas nossas cestas e sacolas, e [&#8230;]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_4094" style="width: 446px" class="wp-caption aligncenter"><a rel="attachment wp-att-4094" href="http://www.cozinhaafetiva.com.br/index.php/2011/12/27/utilidades-ou-fruicao/attachment/135010537/"><img class="size-full wp-image-4094 " title="Feira de Fruição para 2012! " src="http://www.cozinhaafetiva.com.br/wp-content/uploads/2011/12/135010537.jpg" alt="" width="436" height="290" /></a><p class="wp-caption-text">Feira de Fruição para 2012! </p></div>
<p>Para 2012 encontrei dois caminhos para seguir e alimentar meu ano novo. Estes caminhos foram-me apresentados pelo Rubem Alves no livro Variações Sobre o Prazer (Editora Planeta, 2011).</p>
<p>Na verdade não são bem caminhos, mais sim feiras metafóricas de coisas, com muitas opções, onde podemos escolher o que colocar nas nossas cestas e sacolas, e assim decidir nosso melhor caminho a partir destas escolhas.</p>
<p>A ideia de separar as coisas em duas classes, as que devem ser usadas e as que devem ser fruídas, é de santo Agostinho. Chamar cada uma dessas ordens de feiras é do Rubens Alves, explica o autor.</p>
<p>Feira de utilidades ou feira de fruição?</p>
<p>Utilidades, do latim “uti”, usar. Na etimologia da palavra já fica claro que estamos diante de uma feira de <em>coisas uteis: utensílios, ferramentas, objetos necessários para alcançar ou produzir aquilo que se deseja<a href="http://www.cozinhaafetiva.com.br/wp-admin/post-new.php#_ftn1"><strong>[1]</strong></a></em>.</p>
<p>Fruição, do latim “frui”, fruir, desfrutar. <em>É a feira do amor, onde estão os objetos que dão prazer: sua posse nos torna feliz<a href="http://www.cozinhaafetiva.com.br/wp-admin/post-new.php#_ftn2"><strong>[2]</strong></a></em>, e aqui repetimos o texto de santo Agostinho, citado pelo Rubem Alves: <em>Fruir uma coisa é amar esta coisa por causa de si mesma; usar uma coisa é, por outro lado, utilizá-la para se obter uma outra coisa</em>.</p>
<p><em>O prazer que a panela pode me dar não é ela que me dá. Panela não pode ser comida. O prazer que a panela me dá se deve ao fato de que nela o meu sonho gastronômico se transforma em realidade<a href="http://www.cozinhaafetiva.com.br/wp-admin/post-new.php#_ftn3"><strong>[3]</strong></a></em>. Com este exemplo, fica claro o que devemos colocar na nossa cesta de utilidades – a panela – e o que podemos levar para nossa cesta de fruição – o prazer gastronômico, o sabor, o sensorial da comida que a útil panela pode servir de meio para nos deliciar.</p>
<p><em>Na feira de fruição moram os sábios, os degustadores, aqueles que transformam os objetos em partes do seu próprio corpo</em><a href="http://www.cozinhaafetiva.com.br/wp-admin/post-new.php#_ftn4"><em><strong>[4]</strong></em></a>, por isso as relações afetivas da cozinha estão inseridas nas feiras de fruição, enquanto as ferramentas que fazem parte destas cozinhas – fogões, pratos, panelas, eletrodomésticos – estão nas prateleiras das feiras de utilidades, servindo de meios para que possamos fruir pelas cores, sabores, texturas e odores da verdadeira comida afetiva.</p>
<p><em>As feiras de santo Agostinho são metáforas para uma filosofia de vida. Elas nos dão um paradigma de uma <span style="text-decoration: underline;">sapientia</span>, de um jeito de viver. E esse paradigma nos diz que os objetivos da vida são o prazer, a alegria, a felicidade</em><a href="http://www.cozinhaafetiva.com.br/wp-admin/post-new.php#_ftn5">[5]</a>, portanto, não tenho dúvida que irei à feira em 2012, como também não tenho dúvidas que à feira será de fruição.</p>
<p><strong>Feliz fruição em 2012!</strong></p>
<hr size="1" /><a href="http://www.cozinhaafetiva.com.br/wp-admin/post-new.php#_ftnref1">[1]</a> Variações Sobre o Prazer, pag 94</p>
<p><a href="http://www.cozinhaafetiva.com.br/wp-admin/post-new.php#_ftnref2">[2]</a> Variações Sobre o Prazer, pag 101</p>
<p><a href="http://www.cozinhaafetiva.com.br/wp-admin/post-new.php#_ftnref3">[3]</a> Variações Sobre o Prazer, pag 97</p>
<p><a href="http://www.cozinhaafetiva.com.br/wp-admin/post-new.php#_ftnref4">[4]</a> Variações Sobre o Prazer, pag 105</p>
<p><a href="http://www.cozinhaafetiva.com.br/wp-admin/post-new.php#_ftnref5">[5]</a> Variações Sobre o Prazer, pag 112</p>
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		<title>Swedish Cakes and Cookies</title>
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		<pubDate>Tue, 20 Dec 2011 03:18:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[jumar]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[Um livro de bolos e biscoitos caseiros da Suécia, escrito logo após a II Guerra Mundial, em 1945. Swedish Cakes and Cookies (Bolos e Biscoitos Suecos &#8211; www.icabokforlag.se), edição 2010, apresenta 300 receitas tradicionais da culinária doceira sueca. O livro já teve outras edições em 1965, 1975 e 1985. Claro que não entendo uma palavra [&#8230;]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_4042" style="width: 416px" class="wp-caption aligncenter"><a rel="attachment wp-att-4042" href="http://www.cozinhaafetiva.com.br/index.php/2011/12/20/swedish-cakes-and-cookies/m2-2/"><img class="size-full wp-image-4042 " title="O presente da Mia" src="http://www.cozinhaafetiva.com.br/wp-content/uploads/2011/12/m21.jpg" alt="" width="406" height="544" /></a><p class="wp-caption-text">O presente da Mia</p></div>
<p>Um livro de bolos e biscoitos caseiros da Suécia, escrito logo após a II Guerra Mundial, em 1945. <em>Swedish Cakes and Cookies</em> (Bolos e Biscoitos Suecos &#8211; <a href="http://www.icabokforlag.se/">www.icabokforlag.se</a>), edição 2010, apresenta 300 receitas tradicionais da culinária doceira sueca. O livro já teve outras edições em 1965, 1975 e 1985.</p>
<p>Claro que não entendo uma palavra em sueco. Minha versão é inglesa, acabei de recebê-la, via correio, de uma querida amiga sueca, Mia, que já tive o prazer de publicar uma receita dela no nosso blog – Bolo de Cenoura com Glacê de Cream Cheese.</p>
<p> (<a href="http://www.cozinhaafetiva.com.br/index.php/2011/09/04/bolo-de-cenoura-com-glace-de-cream-cheese-da-mia/">http://www.cozinhaafetiva.com.br/index.php/2011/09/04/bolo-de-cenoura-com-glace-de-cream-cheese-da-mia/</a>).</p>
<p>Natal é assim mesmo, serve, além do prazer culinário das ceias, para nos aproximar, encurtando distâncias, e Mia conseguiu encurtar uma grande distância geográfica (Suécia – Brasil) com seu presente culinário, com seu afetivo presente de cozinha. Amigos queridos, amigos afetuosos que nos mimam com seus grandes gestos de afetos.</p>
<p>Mia querida, obrigado! Um dia irei ai, e faremos juntos o <em>Cinnamon Cake</em> da página 68.</p>
<p style="text-align: center;"><a rel="attachment wp-att-4048" href="http://www.cozinhaafetiva.com.br/index.php/2011/12/20/swedish-cakes-and-cookies/m3/"><img class="aligncenter size-full wp-image-4048" src="http://www.cozinhaafetiva.com.br/wp-content/uploads/2011/12/m3.jpg" alt="" width="308" height="236" /></a></p>
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		<title>Terapeutas na Cozinha</title>
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		<pubDate>Mon, 19 Dec 2011 00:49:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[jumar]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[“Em 2008, fui convidada por Silvia Securato para participar do primeiro volume de Segredos de Cozinha. A ideia me agradou e, de imediato, vislumbrei a oportunidade de homenagear minha mãe, que costumava demonstrar seu carinho e afeto por meio da cozinha”. O parágrafo acima é parte da apresentação do livro Terapeutas na Cozinha (Oficina do [&#8230;]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_4021" style="width: 471px" class="wp-caption aligncenter"><a rel="attachment wp-att-4021" href="http://www.cozinhaafetiva.com.br/index.php/2011/12/18/terapeutas-na-cozinha/13dez11-14/"><img class="size-full wp-image-4021  " title="Terapeutas na Cozinha" src="http://www.cozinhaafetiva.com.br/wp-content/uploads/2011/12/13dez11-14.jpg" alt="" width="461" height="346" /></a><p class="wp-caption-text">Terapeutas na Cozinha</p></div>
<p>“<em>Em 2008, fui convidada por Silvia Securato para participar do primeiro volume de Segredos de Cozinha. A ideia me agradou e, de imediato, vislumbrei a oportunidade de homenagear minha mãe, que <strong>costumava demonstrar seu carinho e afeto por meio da cozinha</strong></em>”.</p>
<p>O parágrafo acima é parte da apresentação do livro <em>Terapeutas na Cozinha</em> (Oficina do Livro Editora – 1ª Edição – 2011), lançado na última 3ª feira, 13/12, na Livraria da Vila do Shopping Cidade Jardins. Quem escreve é a Doutora em Psicologia Ceneide Cerveny, responsável pela organização do livro, que reuniu 46 terapeutas em uma grande terapia afetiva culinária.</p>
<p>Reunir pessoas para escrever receitas é algo comum nas publicações culinárias, porém, reunir terapeutas provenientes dos seus consultórios com divãs, e levá-los para cozinhas com fogões é algo muito diferente, muito especial. O livro foge da simples publicação de uma receita, transformando-se em registros de receitas de família. Receitas guardadas na oralidade de mães, pais, tias, avós e avos, com deliciosas histórias afetivas.</p>
<p><em>Terapeutas na Cozinha</em> é um livro de cozinha afetiva com histórias de muito afeto.</p>
<p> A seguir uma breve degustação de frases afetuosas das belas histórias que precedem cada receita.</p>
<ul>
<li>“Este doce é tão forte que levanta até defunto!” – Doce de Coco (Blenda Marcelleti de Oliveira – página 39);</li>
<li>“Foi servida uma torta maravilhosa, roxinha que é minha cor preferida, que me enfeitiçou”. – Torta de Uva Presa (Ceneide Cerveny – página 41);</li>
<li>“A casa onde fui criada estava sempre tomada por aromas inebriantes que vinham da cozinha de minha mãe, o que me faz acreditar que meu pai, foi <em>preso pelo estômago</em>”. – Arroz Marroquino (Claudia Medici Dualibi – página 45);</li>
<li>“Para mim, ficou uma lembrança literalmente doce desses momentos”. – Pavê de Biscoito Champagne (Graziella Jones C. Mofarrej – página 71);</li>
<li>“Esta receita que escolhi, tem a ver com a minha memória afetiva da cozinha de minha mãe”. – Lazanha de Abobrinha (Jair Lourenço Sila – página 79);</li>
<li>“Hoje, me sinto feliz e honrada em poder divulgar a receita desse doce que tantas lembranças me trazem, de meu pai e de minha história”. – Leda Fleury – página 93);</li>
<li>“Não existe lugar mais terapêutico do que a cozinha”. – Pasta Insight Al Salmone Affumicato (Marcia L. Viscomi Hazarabedian – página 97);</li>
<li>“Esta receita resgata minhas lembranças de muitas Páscoas&#8230;”. – Bacalhau da Neta (Maria Irene dos Santos Zerbini – página 111);</li>
<li>“O Bife afetivo&#8230; intergeracional, levanta as memórias: do tipo de linguagem que a família usa, conversas, formas de se fazer, relacionamentos, estilos relacionais e cultura”. – Bife Afetivo (Wanda Rogéria Campos Lima Assis – página 152).</li>
</ul>
<div id="attachment_4027" style="width: 471px" class="wp-caption aligncenter"><a rel="attachment wp-att-4027" href="http://www.cozinhaafetiva.com.br/index.php/2011/12/18/terapeutas-na-cozinha/13dez11-4/"><img class="size-full wp-image-4027  " title="Ceneide Cerveny (Organizadora e Coautora) e Jair Lourenço (Coautor) no lançamento de Terapeutas na Cozinha" src="http://www.cozinhaafetiva.com.br/wp-content/uploads/2011/12/13dez11-4.jpg" alt="" width="461" height="346" /></a><p class="wp-caption-text">Ceneide Cerveny (Organizadora e Coautora) e Jair Lourenço (Coautor) no lançamento de Terapeutas na Cozinha</p></div>
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		<title>Sopa de Coentro (Receita de Rubem Alves)</title>
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		<pubDate>Tue, 13 Dec 2011 00:44:17 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Sopa de coentro? Penso em algumas pessoas do Sul e Sudeste do Brasil diante deste prato quente, literalmente uma “batata quente”, como falamos no dito popular. Mas o Rubem Alves, nosso poeta mais culinário, nos ensina esta deliciosa receita, se não apreciada com voracidade aqui nas bandas do Sul/Sudeste, com certeza um “prato cheio” para [&#8230;]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Sopa de coentro? Penso em algumas pessoas do Sul e Sudeste do Brasil diante deste prato quente, literalmente uma “batata quente”, como falamos no dito popular. Mas o Rubem Alves, nosso poeta mais culinário, nos ensina esta deliciosa receita, se não apreciada com voracidade aqui nas bandas do Sul/Sudeste, com certeza um “prato cheio” para outros gostos nacionais, que usam o coentro em tudo, gente do nordeste, gente da Bahia, do Ceará, por exemplo. Bom apetite!</p>
<p><strong>Do site <em>http://www.rubemalves.com.br</em></strong></p>
<p>Qual é o lugar mais importante da sua casa? Eu acho que essa é uma boa pergunta para início de uma sessão de psicanálise. Porque quando a gente revela qual é o lugar mais importante da casa, a gente revela também o lugar preferido da alma. Nas Minas Gerais onde nasci o lugar mais importante era a cozinha. Não era o mais chique e nem o mais arrumado. Lugar chique e arrumado era a sala de visitas, com bibelôs, retratos ovais nas paredes, espelhos e tapetes no chão. Na sala de visitas as crianças se comportavam bem, era só sorrisos e todos usavam máscaras. Na cozinha era diferente: a gente era a gente mesmo, fogo, fome e alegria.</p>
<p><strong><em>Do Correio Popular, Caderno C, 19/03/2000</em></strong><strong></strong></p>
<p>Sinto-me feliz cozinhando. Não sou cozinheiro. Preparo pratos simples. Gosto de inventar. O que mais gosto de fazer são as sopas. Vaca atolada, sopa de fubá, sopa de abóbora com maracujá, sopa de berinjela, sopa de mandioquinha com manga, sopa de coentro&#8230; Você já ouviu falar em sopa de coentro? É sopa de portugueses pobres, deliciosa, com muito azeite e pão torrado. A sopa desce quente e, chegando no estômago, confirma&#8230; A culinária leva a gente bem próximo das feiticeiras. Como a Babette (<em>A festa de Babette</em>) e a Tita (<em>Como Água para Chocolate</em>).</p>
<p><strong>Sopa de Coentro</strong></p>
<div id="attachment_4007" style="width: 420px" class="wp-caption aligncenter"><a rel="attachment wp-att-4007" href="http://www.cozinhaafetiva.com.br/index.php/2011/12/12/sopa-de-coentro-receita-de-rubem-alves/attachment/99473920/"><img class="size-full wp-image-4007 " title="Coentro" src="http://www.cozinhaafetiva.com.br/wp-content/uploads/2011/12/99473920.jpg" alt="" width="410" height="308" /></a><p class="wp-caption-text">Coentro</p></div>
<p><strong>Ingredientes &amp; Modo de Preparo</strong></p>
<ul>
<li>Faça um caldo normal de sopa, com cebola, alho, caldo de carne, tomate;</li>
<li>Depois que o caldo estiver fervendo, ponha dentro um maço de coentro;</li>
<li>Deixe ferver por uns 10 minutos;</li>
<li>Retire o maço de coentro (pode jogar fora) e bata o caldo no liquidificador.</li>
</ul>
<p><strong>Para Servir: </strong></p>
<ul>
<li>Cada pessoa forra o seu prato com torradas (os portugueses pobres usavam pão velho);</li>
<li>Em cima das torradas, queijo parmesão;</li>
<li>Sobre o queijo, azeite de oliva;</li>
<li>Aí você derrama o caldo fervente sobre o pão;</li>
<li>É uma delícia. Mais fácil de fazer não existe. Até quem não gosta de coentro fica gostando&#8230;</li>
</ul>
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		<title>“Notas de Canapé”</title>
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		<pubDate>Wed, 07 Dec 2011 03:46:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[jumar]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Cozinha Literária Afetiva]]></category>
		<category><![CDATA[literatura]]></category>

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		<description><![CDATA[Na 1ª página do prefácio de Variações Sobre o Prazer (Editora Planeta – 2011), o pedagogo, poeta, contador de estórias, ensaísta, teólogo, acadêmico, autor de livros e psicanalista Rubem Alves declara: Neste livro não haverá notas de rodapé. Rodapé é coisa que fica por baixo, na altura do pé, e é incômodo ficar olhando o [&#8230;]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Na 1ª página do prefácio de <strong>Variações Sobre o Prazer</strong> (Editora Planeta – 2011), o pedagogo, poeta, contador de estórias, ensaísta, teólogo, acadêmico, autor de livros e psicanalista Rubem Alves declara:</p>
<p><em>Neste livro não haverá notas de rodapé. Rodapé é coisa que fica por baixo, na altura do pé, e é incômodo ficar olhando o tempo todo para baixo. Assim, como estou escrevendo este livro sob uma inspiração culinária e gastronômica, incluirei, no meio do texto, “notas de canapé”, coisas pequenas e saborosas, algumas doces, outras apimentadas, que abrem o apetite, e que são servidos no meio da festa. Se você não quiser provar o canapé, pode declinar o convite e continuar a leitura.</em></p>
<p>Vamos ler para entender as variações sobre o prazer envolvendo Santo Agostinho, Nietzsche, Marx e Babette, conforme declara o autor. Quanto aos canapés todos serão degustados.</p>
<p style="text-align: center;">
<p style="text-align: center;">
<div id="attachment_3920" style="width: 334px" class="wp-caption aligncenter"><a rel="attachment wp-att-3920" href="http://www.cozinhaafetiva.com.br/index.php/2011/12/07/%e2%80%9cnotas-de-canape%e2%80%9d/imagem1-21/"><img class="size-full wp-image-3920  " title="Rubem Alves" src="http://www.cozinhaafetiva.com.br/wp-content/uploads/2011/12/Imagem1.jpg" alt="" width="324" height="324" /></a><p class="wp-caption-text">Rubem Alves</p></div>
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