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	<title>Cozinha Afetiva &#187; ficção</title>
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	<description>Memória Afetiva Culinária</description>
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		<title>Cordel Encantado, Cozinha Encantada</title>
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		<pubDate>Tue, 19 Apr 2011 13:07:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[jumar]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Afetividades Gerais]]></category>
		<category><![CDATA[Diversão com Afetividade]]></category>
		<category><![CDATA[Ficção Afetiva Culinária]]></category>
		<category><![CDATA[Gente de Afeto na Cozinha]]></category>
		<category><![CDATA[afetiva]]></category>
		<category><![CDATA[afeto]]></category>
		<category><![CDATA[cordel encantado]]></category>
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		<description><![CDATA[O 5º capítulo da nova novela das 18 horas da Rede Globo, Cordel Encantado, que foi ao ar na última 6a feira, 14/04, apresentou uma cena recheada de afeto culinário, digna do livro Como Água para Chocolate de Laura Esquivel. No livro de 1989, a personagem Tita, criada na cozinha com a encantadora e mágica [&#8230;]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>O 5º capítulo da nova novela das 18 horas da Rede Globo, <span style="text-decoration: underline;">Cordel Encantado</span>, que foi ao ar na última 6a feira, 14/04, apresentou uma cena recheada de afeto culinário, digna do livro <em><span style="text-decoration: underline;">Como Água para Chocolate</span></em> de <em>Laura Esquivel</em>. No livro de 1989, a personagem Tita, criada na cozinha com a encantadora e mágica cozinheira Nacha, tem a capacidade de causar as mais diversas sensações nos personagens através da sua comida, da sua afetiva comida.</p>
<p style="text-align: center;"><a rel="attachment wp-att-1999" href="http://www.cozinhaafetiva.com.br/index.php/2011/04/19/cordel-encantado-cozinha-encantada/cordel1/"><img class="aligncenter size-full wp-image-1999" title="Cordel Encantado" src="http://www.cozinhaafetiva.com.br/wp-content/uploads/2011/04/Cordel1.jpg" alt="" width="324" height="219" /></a></p>
<p><span style="text-decoration: underline;">Cordel Encantado</span> é uma novela que reúne ingredientes de realismo fantástico, fábula moderna e cordel, porém a cena do banquete realizada na casa do prefeito para o Rei de Seráfia, na cidade de Brogodó, envolveu muito realismo sobre o grande poder que a verdadeira cozinha afetiva exerce sobre nossos sentimentos, quando estamos diante de uma comida deliciosamente afetiva. A cozinheira da casa resolve ir embora bem na hora da preparação da festa. Sem saber o que fazer a 1ª dama da cidade delega a responsabilidade do banquete para a tímida e misteriosa Maria Cesária*, até então uma simples ajudante de cozinha. Cesária, então, subverte a receita no seu preparo, rejeita o passo-a-passo do livro de receitas e assume seu amor pela cozinha, pela comida, declarando que não cozinha com receita e sim com o coração. É fato que toda dona de casa, nossas avós, mães e tias cozinhavam sem receitas, de olho, de mão, um verdadeiro dom para cozinhar. Abaixo parte do diálogo afetivo da longa cena de <span style="text-decoration: underline;">Cordel Encantado</span>.</p>
<p><strong>Cena 1<em> </em></strong><em>(na cozinha da casa do prefeito antes da Cozinheira ir embora)<strong> </strong></em></p>
<ul>
<li><span style="text-decoration: underline;">Maria Cesária</span><em> &#8211; Uma folhinha de louro e uma pitadinha de cúrcuma ia dá outro gosto e ainda ia dá uma corzinha&#8230;</em></li>
<li><span style="text-decoration: underline;">Cozinheira</span><em> &#8211; A gente tem que seguir a receita porque se não a coisa desanda toda&#8230;</em></li>
</ul>
<p><strong>Cena 2<em> </em></strong><em>(1ª Dama vai a cozinha após ter conhecimento que a Cozinheira da casa foi embora)</em></p>
<ul>
<li><span style="text-decoration: underline;">1ª Dama</span><em> &#8211; E agora o que vou servir para o rei?</em></li>
<li><span style="text-decoration: underline;">Irmão de Maria Cesária</span><em> &#8211; Minha irmã é cozinheira de mão cheia&#8230;</em></li>
</ul>
<p><strong>Cena 3<em> </em></strong><em>(Maria Cesária assume o comando da cozinha para finalizar o banquete do Rei de Seráfia)</em></p>
<ul>
<li><span style="text-decoration: underline;">Maria Cesária</span><em> &#8211; Tá faltando cominho, coentro, louro, cebolinha, peque ai cúrcuma para mim também&#8230;</em></li>
<li><span style="text-decoration: underline;">Irmão de Cesária</span><em> &#8211; Tem nada disso na receita&#8230;</em></li>
<li><span style="text-decoration: underline;">Maria Cesária</span><em> &#8211; <strong>Eu não cozinho com receita, eu cozinho com o coração</strong>.</em></li>
</ul>
<p style="text-align: center;">
<p style="text-align: center;">
<div align="center"> <div id="attachment_2006" style="width: 237px" class="wp-caption aligncenter"><a rel="attachment wp-att-2006" href="http://www.cozinhaafetiva.com.br/index.php/2011/04/19/cordel-encantado-cozinha-encantada/imagem6a/"><strong><img class="size-full wp-image-2006  " title="Maria Cesária" src="http://www.cozinhaafetiva.com.br/wp-content/uploads/2011/04/Imagem6a.jpg" alt="" width="227" height="280" /></strong></a><p class="wp-caption-text">Maria Cesária (Lucy Ramos) sentindo a comida pelo olfato... cena linda! cena afetiva!</p></div></div>
<p><strong> </strong><strong>Cena 4<em> (a comida é servida)</em></strong></p>
<ul>
<li><span style="text-decoration: underline;">Rei</span><em> &#8211; (ao provar a comida de Maria Cesária) <strong>Há muitos anos eu não me sinto tão feliz</strong>.</em></li>
<li><span style="text-decoration: underline;">Coronel</span> <em>- <strong>Esta comida tem o sabor da felicidade</strong>.</em></li>
<li><span style="text-decoration: underline;">Rei</span> <em>- <strong>É essa comida que nos trouxe toda esta felicidade</strong>. Onde está a cozinheira? Eu Faço questão de conhecer. Eu faço questão de cumprimentá-la por esta <strong>verdadeira cozinha</strong>.</em></li>
</ul>
<p><strong>Cena 5<em> (o Rei de Seráfia vai a cozinha falar com Maria Cesária)</em></strong></p>
<ul>
<li><span style="text-decoration: underline;">Rei</span><em> &#8211; Foi você que fez a comida? Parabéns. Qual o seu nome?</em></li>
<li><span style="text-decoration: underline;">Maria Cesária</span><em> &#8211; Maria Cesária.</em></li>
<li><span style="text-decoration: underline;">Rei</span><em> &#8211; Como disse?</em></li>
<li><span style="text-decoration: underline;">Maria Cesária</span><em> &#8211; Cesária, Maria Cesária.</em></li>
</ul>
<p>É verdade que a comida pode desandar caso a receita não seja seguida. Também é verdade que o desandar da comida ainda pode ser associado ao nosso estado de espírito, nosso humor, nossa disposição, nossa dose de felicidade e afeto quando estamos cozinhando. Subverter uma receita é adicionar doses da nossa herança e de conhecimento culinário no ato de cozinhar, é um dom especial para quem leva jeito para enfrentar com afeto os elementos essenciais da cozinha afetiva:<strong> O FOGO, O FOGÃO – O SAL, O TEMPERO – A ÁGUA, A TORNEIRA.</strong></p>
<p>*<em>Maria Cesária</em> é interpretada pela atriz <em>Lucy Ramos</em>. Esperamos que a personagem tenha uma afetiva trajetória na novela, com muitas cenas valorizando a verdadeira cozinha afetiva. Blog e site da atriz &#8211; <a href="http://bloglog.globo.com/lucyramos/"><strong>http://bloglog.globo.com/lucyramos/#</strong></a><strong> &#8211; </strong><a href="http://lucyramos.com.br/"><strong>http://lucyramos.com.br</strong></a></p>
<p style="text-align: center;"><strong> Elementos Essenciais da Cozinha Afetiva</strong></p>
<div align="center"> <div id="attachment_2024" style="width: 307px" class="wp-caption aligncenter"><a rel="attachment wp-att-2024" href="http://www.cozinhaafetiva.com.br/index.php/2011/04/19/cordel-encantado-cozinha-encantada/cooking-chorba-2/"><strong><img class="size-large wp-image-2024" title="O Fogo, O Fogão" src="http://www.cozinhaafetiva.com.br/wp-content/uploads/2011/04/91837702-297x213.jpg" alt="" width="297" height="213" /></strong></a><p class="wp-caption-text">O Fogo, O Fogão</p></div></div>
<div align="center"> <div id="attachment_2027" style="width: 330px" class="wp-caption aligncenter"><a rel="attachment wp-att-2027" href="http://www.cozinhaafetiva.com.br/index.php/2011/04/19/cordel-encantado-cozinha-encantada/96679849-2/"><strong><img class="size-large wp-image-2027" title="O Sal, O Tempero" src="http://www.cozinhaafetiva.com.br/wp-content/uploads/2011/04/96679849-320x213.jpg" alt="" width="320" height="213" /></strong></a><p class="wp-caption-text">O Sal, O Tempero</p></div></div>
<div class="mceTemp mceIEcenter">
<div align="center"> <div id="attachment_2034" style="width: 329px" class="wp-caption aligncenter"><a rel="attachment wp-att-2034" href="http://www.cozinhaafetiva.com.br/index.php/2011/04/19/cordel-encantado-cozinha-encantada/200431044-001/"><img class="size-large wp-image-2034" title="A Água, A Torneira" src="http://www.cozinhaafetiva.com.br/wp-content/uploads/2011/04/200431044-001-319x212.jpg" alt="" width="319" height="212" /></a><p class="wp-caption-text">A Água, A Torneira</p></div></div>
</div>
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		<title>Pedro Sakamoto, Pedro Escumadeira</title>
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		<pubDate>Sat, 19 Mar 2011 13:11:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[jumar]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Ficção Afetiva Culinária]]></category>
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		<category><![CDATA[afeto]]></category>
		<category><![CDATA[ficção]]></category>
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		<description><![CDATA[Conheci o Pedro Sakamoto no meu primeiro dia de aula, na Escola Estadual Coração de Jesus, em São Paulo. Tínhamos 10 anos de idade, e tudo parecia novidade naquele universo diferente da minha realidade, pois acabara de chegar do interior do estado. Pedro, um garotinho branquinho, de pouco mais de um metro, cabelo preto escorrido [&#8230;]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a rel="attachment wp-att-1738" href="http://www.cozinhaafetiva.com.br/index.php/2011/03/19/pedro-sakamoto-pedro-escumadeira/imagem1-13/"><img class="size-large wp-image-1738 aligncenter" title="Escumadeira" src="http://www.cozinhaafetiva.com.br/wp-content/uploads/2011/03/Imagem11-495x213.jpg" alt="" width="356" height="153" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Conheci o Pedro Sakamoto no meu primeiro dia de aula, na Escola Estadual Coração de Jesus, em São Paulo. Tínhamos 10 anos de idade, e tudo parecia novidade naquele universo diferente da minha realidade, pois acabara de chegar do interior do estado. Pedro, um garotinho branquinho, de pouco mais de um metro, cabelo preto escorrido e olhos de mangá, era conhecido como Pedro Escumadeira, e isto me intrigou.</p>
<p style="text-align: justify;">Durante o meu primeiro mês na nova escola, fui observando mais detalhadamente o Pedro, garoto tímido, com uma cabeça redonda e desproporcional para seu franzino corpo. Filho de mãe japonesa com pai nascido no Piauí, o garoto tinha bochechas sem cor e com pequenos furinhos provenientes de espinhas precoces, de uma adolescência previamente anunciada. Entretanto, o que mais chamava minha atenção no Pedro Sakamoto, ou Pedro Escumadeira, era sua forma de falar. O Pedro espumava pelos cantos da boca quando falava, e isto me causava certo nojo, impedindo que eu me aproximasse deste diferente garoto, que trazia arquitetônicos bolinhos de arroz na lancheira. Este hábito, inclusive, o tornava ainda mais diferente da homogênea turma.</p>
<p style="text-align: justify;">Quase ao final do ano, e ainda com o mesmo sentimento em relação ao Pedro, entendi o sentido do apelido Escumadeira ao presenciar minha mãe cozinhando. Na cozinha da minha casa a escumadeira, objeto circular côncavo, de aluminio, cabo de madeira e com furinhos, era um utensilio de uso diário que fui apresentado em uma manhã de domingo, quando minha mãe berrou para minha irmã mais velha: “Dalva, pega a escumadeira ai no armário e tira o excesso de espuma do arroz antes que derrame da panela”.</p>
<p style="text-align: justify;"><em>*Texto produzido a partir das aulas da oficina de “Comida &amp; Literatura” – São Paulo / fevereiro, 2011  (</em><a href="http://www.oficinadeescritacriativa.com.br/"><em>www.oficinadeescritacriativa.com.br</em></a><em>) </em></p>
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		<title>O Casamento de Genaro e Mei Li</title>
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		<pubDate>Sat, 19 Mar 2011 00:34:28 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[O texto* abaixo, uma ficção afetiva culinária, apresenta o cardápio da festa de casamento de Genaro Steiner (filho de uma mamma italiana e neto de rabino israelense) e de Mei Li de Oliveira (filha de uma chinesa de Hong Kong e um descendente de portugueses). Quando meus amigos Genaro, paulistano filho de mãe italiana e neto [&#8230;]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><a rel="attachment wp-att-1714" href="http://www.cozinhaafetiva.com.br/index.php/2011/03/18/o-casamento-do-genaro-e-da-mei-uma-ficcao-afetiva-culinaria/attachment/100799188/"><img class="aligncenter size-large wp-image-1714" src="http://www.cozinhaafetiva.com.br/wp-content/uploads/2011/03/100799188-283x213.jpg" alt="" width="283" height="213" /></a></p>
<p><em>O texto* abaixo, uma ficção afetiva culinária, apresenta o cardápio da festa de casamento de Genaro Steiner (filho de uma mamma italiana e neto de rabino israelense) e de Mei Li de Oliveira (filha de uma chinesa de Hong Kong e um descendente de portugueses).</em></p>
<p>Quando meus amigos Genaro, paulistano filho de mãe italiana e neto de rabino israelense, e Mei Li, pernambucana filha de mãe chinesa com descendência portuguesa, formalizaram a data do casamento, confesso, com culpa de baiano guloso e fissurado na cozinha afetiva do mundo, que só pensei na farra culinária que seria a festa. Na verdade, fiquei sonhando com a tal celebração das etnias, religiões e sabores deste casamento. Qual seria a carta das bebidas e o cardápio das entradas, pratos principais e sobremesas? Como seria a harmonização da diversidade dos sabores salgado, doce, amargo, ácido e umami destas cozinhas de personalidades fortes e marcantes?</p>
<p>Enfim chegou o grande dia da minha mundial farra culinária, e logo após a cerimonia partir para o ataque, sem miséria. Bebidas, todas da Itália, iniciando com um verdadeiro espumante de Asti, gelado, docinho na medida certa, que deslizou como uma pura seda chinesa pela minha boca ávida pelas entradinhas da mãe da Mei Li. Impossível traduzir a delicadeza das misturas e das texturas, associadas aos sabores agridoce do molho dos rolinhos de pitu e primavera, ao picante tofu ou ao frescor dos pepinos e brotos de bambus envolvidos por umamis sabores da China. Pausa para uns goles de um branco de Orivetto, que harmonizou com o frango assado com ervas e mel, do tradicional receituário judaico, contrapondo com o azedinho do bazargan, trigo temperado com limão, extrato de tamarindo e snubar. Já quase sem sentidos, lambuzei-me sem vergonha nos fios de ovos, filhós e pastéis de Belém, orgulho das doceiras de Portugal, aos goles do azedinho, doce e gelado Limoncello, e finalizando, claro, com o amargo e refrescante Chinotto, delicioso digestivo italiano.</p>
<p>No grande final, café e o legitimo bolo de noiva do Recife, representantes da cozinha do Brasil, país de origem do Genaro e da Mei, que fecharam com talheres de ouro esta celebração da cozinha universal.</p>
<p><em>*Texto produzido a partir das aulas da oficina de “Comida &amp; Literatura” – São Paulo / fevereiro, 2011  (</em><a href="http://www.oficinadeescritacriativa.com.br/"><em>www.oficinadeescritacriativa.com.br</em></a><em>)</em></p>
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