<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Cozinha Afetiva &#187; Sua História de Memória Afetiva Culinária</title>
	<atom:link href="https://www.cozinhaafetiva.com.br/index.php/category/sua-historia-de-memoria-afetiva-culinaria/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://www.cozinhaafetiva.com.br</link>
	<description>Memória Afetiva Culinária</description>
	<lastBuildDate>Fri, 17 Apr 2026 20:01:52 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-BR</language>
		<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
		<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
	<generator>https://wordpress.org/?v=3.8.41</generator>
	<item>
		<title>Azul e Rosa</title>
		<link>https://www.cozinhaafetiva.com.br/index.php/2012/03/30/azul-e-rosa/</link>
		<comments>https://www.cozinhaafetiva.com.br/index.php/2012/03/30/azul-e-rosa/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 30 Mar 2012 03:22:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[jumar]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Afetividades Gerais]]></category>
		<category><![CDATA[Gente de Afeto na Cozinha]]></category>
		<category><![CDATA[Memória Afetiva Culinária]]></category>
		<category><![CDATA[Sua História de Memória Afetiva Culinária]]></category>
		<category><![CDATA[afetiva]]></category>
		<category><![CDATA[afeto]]></category>
		<category><![CDATA[aniversário]]></category>
		<category><![CDATA[bolos]]></category>
		<category><![CDATA[memória afetiva culinária]]></category>
		<category><![CDATA[recordações]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.cozinhaafetiva.com.br/?p=4397</guid>
		<description><![CDATA[Uma amiga, de muitos casos e histórias, contou-me que faz aniversário em data próximo ao irmão. Em um dos aniversários, sua mãe resolveu fazer as festas no mesmo dia, então fez um único bolo: metade azul, metade rosa. Ela fechou a história, real, falando que era tempo difícil, uma pobreza. Pobreza? Esta é a história mais [&#8230;]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;">
<div id="attachment_4398" style="width: 445px" class="wp-caption aligncenter"><a rel="attachment wp-att-4398" href="http://www.cozinhaafetiva.com.br/index.php/2012/03/30/azul-e-rosa/imagem1-23/"><img class="size-full wp-image-4398 " title="Rosa e Azul" src="http://www.cozinhaafetiva.com.br/wp-content/uploads/2012/03/Imagem1.jpg" alt="" width="435" height="492" /></a><p class="wp-caption-text">Rosa e Azul</p></div>
<p>Uma amiga, de muitos casos e histórias, contou-me que faz aniversário em data próximo ao irmão. Em um dos aniversários, sua mãe resolveu fazer as festas no mesmo dia, então fez um único bolo: metade azul, metade rosa. Ela fechou a história, real, falando que era tempo difícil, uma pobreza. Pobreza? Esta é a história mais rica e afetuosa que já ouvi de um aniversário.</p>
<p>Só muito amor incondicional é capaz de um ato extremo de afeto como fazer um bolo de duas cores. Só mãe mesmo!</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>https://www.cozinhaafetiva.com.br/index.php/2012/03/30/azul-e-rosa/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Quero Sempre Festa de Aniversário</title>
		<link>https://www.cozinhaafetiva.com.br/index.php/2012/03/27/quero-sempre-festa-de-aniversario/</link>
		<comments>https://www.cozinhaafetiva.com.br/index.php/2012/03/27/quero-sempre-festa-de-aniversario/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 28 Mar 2012 00:41:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[jumar]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Afetividades Gerais]]></category>
		<category><![CDATA[Memória Afetiva Culinária]]></category>
		<category><![CDATA[Sua História de Memória Afetiva Culinária]]></category>
		<category><![CDATA[afetiva]]></category>
		<category><![CDATA[afeto]]></category>
		<category><![CDATA[aniversário]]></category>
		<category><![CDATA[cozinha afetiva]]></category>
		<category><![CDATA[memória afetiva culinária]]></category>
		<category><![CDATA[recordações]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.cozinhaafetiva.com.br/?p=4383</guid>
		<description><![CDATA[Quero voltar ao tema aniversário, e espero que esta volta seja efetuada por inúmeras vezes. Para mim festa de aniversário é o momento mais afeto recordativo que temos da infância, especialmente as festas preparadas em casa, pelas mães, tias, madrinhas e vizinhas, sob nossos olhares e estômagos em alerta. Perfume de comida de festa é [&#8230;]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: center;">
<div id="attachment_4384" style="width: 397px" class="wp-caption aligncenter"><a rel="attachment wp-att-4384" href="http://www.cozinhaafetiva.com.br/index.php/2012/03/27/quero-sempre-festa-de-aniversario/attachment/86506818/"><img class="size-full wp-image-4384    " title="Festa de aniversário é o momento mais afeto recordativo que temos da infância!" src="http://www.cozinhaafetiva.com.br/wp-content/uploads/2012/03/a-niver3.jpg" alt="" width="387" height="520" /></a><p class="wp-caption-text">Festa de aniversário é o momento mais afeto recordativo que temos da infância.</p></div>
<p style="text-align: justify;">Quero voltar ao tema aniversário, e espero que esta volta seja efetuada por inúmeras vezes. Para mim festa de aniversário é o momento mais afeto recordativo que temos da infância, especialmente as festas preparadas em casa, pelas mães, tias, madrinhas e vizinhas, sob nossos olhares e estômagos em alerta.</p>
<p style="text-align: justify;">Perfume de comida de festa é a melhor recordação olfativa que carregamos na vida. Bolo assando no forno, carne moída sendo refogada para rechear pasteis, farinha de trigo sendo misturada com porções generosas de manteiga e gordura para formar as massas das empadas, chocolate derretendo para cobrir bolos e bolinhos, leite condensado cozinhando e virando brigadeiros, coco sendo ralado para formar doces beijinhos. Impossível esquecer todas as movimentações e barulhos de uma casa em preparação para uma festa de aniversário. Vivíamos a festa intensamente e em suas diferentes fases.</p>
<p style="text-align: justify;">Crescemos e tentamos repetir os mesmos modelos com as nossas crianças. Às vezes, porém, nos envolvemos na industrialização das festas, comprando tudo pronto ou alugando espaços plastificados. O tempo e os afazeres da vida moderna nos vêm afastando das festinhas mais afetivas vividas na nossa infância, artesanalmente construídas na casa materna. Na verdade, nem temos mais casas para fazermos festas, temos o salão de festa do condômino ou o fast food da esquina.</p>
<p style="text-align: justify;">Se para nossas crianças temos comprado festas industrializadas, nos distanciando das tradições das festas infantis de antigamente, como fica, então, nosso pedaço criança quando organizamos festas para nós ou para nossos afetos não criança? Gosto de brigadeiro e de bolo confeitado. Festa de aniversário para mim é essencial, adoro beijinho de coco e tenho paixão por chocolate. Todos estes gostos são heranças da minha infância, das minhas festas de infância, do meu aprendizado materno, e devo carregá-los por toda minha vida.</p>
<p style="text-align: justify;">Oferecer comida de festa feita em casa renova nossos laços de afeto com parentes e amigos. É uma celebração que só a comida afetiva tem o poder de promover, reforçando nossa condição humana de interagir e manter a nossa sociabilidade em volta da mesa, na festa, em volta da comida e bebida carinhosamente preparadas para este momento de confraternização.</p>
<p style="text-align: justify;">Quero sempre festa de aniversário, em casa.</p>
<div id="attachment_4389" style="width: 385px" class="wp-caption aligncenter"><a rel="attachment wp-att-4389" href="http://www.cozinhaafetiva.com.br/index.php/2012/03/27/quero-sempre-festa-de-aniversario/attachment/108795858/"><img class="size-full wp-image-4389   " title="Gosto de brigadeiro e de bolo confeitado. Festa de aniversário para mim é essencial, adoro beijinho de coco e tenho paixão por chocolate." src="http://www.cozinhaafetiva.com.br/wp-content/uploads/2012/03/a-niver2.jpg" alt="" width="375" height="374" /></a><p class="wp-caption-text">Gosto de brigadeiro e de bolo confeitado. Festa de aniversário para mim é essencial, adoro beijinho de coco e tenho paixão por chocolate.</p></div>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>https://www.cozinhaafetiva.com.br/index.php/2012/03/27/quero-sempre-festa-de-aniversario/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Bolinho de Batata Doce</title>
		<link>https://www.cozinhaafetiva.com.br/index.php/2012/03/03/bolinho-de-batata-doce/</link>
		<comments>https://www.cozinhaafetiva.com.br/index.php/2012/03/03/bolinho-de-batata-doce/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 03 Mar 2012 15:24:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[jumar]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Cozinha Literária Afetiva]]></category>
		<category><![CDATA[Doces Afetivos]]></category>
		<category><![CDATA[Memória Afetiva Culinária]]></category>
		<category><![CDATA[Sua História de Memória Afetiva Culinária]]></category>
		<category><![CDATA[afeto]]></category>
		<category><![CDATA[doces]]></category>
		<category><![CDATA[memória afetiva culinária]]></category>
		<category><![CDATA[receitas]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.cozinhaafetiva.com.br/?p=4275</guid>
		<description><![CDATA[“Você vai almoçar numa casa e lá lhe oferecem um prato divino, que dá ao seu corpo sensações novas de gostos e olfatos. Vem logo a ideia: Que bom seria se, de vez em quando, eu pudesse renovar este prazer. E, infelizmente, não posso pedir para continuar a ser convidado. Usamos a fórmula clássica: Que [&#8230;]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;">
<div id="attachment_4287" style="width: 417px" class="wp-caption aligncenter"><a rel="attachment wp-att-4287" href="http://www.cozinhaafetiva.com.br/index.php/2012/03/03/bolinho-de-batata-doce/sb10062327i-001-2/"><img class="size-full wp-image-4287   " title="Batata Doce" src="http://www.cozinhaafetiva.com.br/wp-content/uploads/2012/03/sb10062327i-0011.jpg" alt="" width="407" height="611" /></a><p class="wp-caption-text">Batata Doce</p></div>
<p style="text-align: justify;">“Você vai almoçar numa casa e lá lhe oferecem um prato divino, que dá ao seu corpo sensações novas de gostos e olfatos. Vem logo a ideia: <em>Que bom seria se, de vez em quando, eu pudesse renovar este prazer. E, infelizmente, não posso pedir para continuar a ser convidado</em>. Usamos a fórmula clássica: <em>Que delícia: quero a receita</em>. Traduzindo para os nossos propósitos: <em>Quero possuir um conhecimento que me possibilite repetir um prazer já tido</em>. O conhecimento tem sempre o caráter de receita culinária. <strong>Uma receita tem a função do permitir a repetição de uma experiência de prazer</strong>. Mas quem pede a repetição não é o intelecto. É o corpo. Na verdade, o intelecto puro odeia a repetição. Está sempre atrás de novidades. Uma vez de posse de um determinado conhecimento, ele não fica repassando e repassando. <em>Já sei</em>, ele diz, e prossegue para coisas diferentes. Com o corpo acontece o contrário. Ele não recusa um copo de vinho, dizendo que daquele já bebeu, nem se recusa a ouvir uma música, dizendo que já ouviu antes, nem rejeita fazer amor, sob a alegação de já ter feito uma vez. Uma vez só não chega. <strong>O corpo trabalha em cima da lógica do prazer. E, do ponto de vista do prazer, o que é bom tem de ser repetido, indefinidamente</strong>”.</p>
<p style="text-align: justify;">O parágrafo acima, do texto <em>Ciência, Coisa Boa&#8230;</em> (Rubem Alves), faz parte do livro <em>Introdução às Ciências Sociais,</em> organizado por Nelson C. Marcellino (Papirus Editora, 17ª Edição, 2010). Perfeito para memórias culinárias, onde sempre estamos em busca dos aspectos sensoriais que nos fizeram felizes em determinados momentos das nossas vidas, ou seja, “o que é bom tem de ser repetido”, e como diz o texto “uma receita tem a função do permitir a repetição de uma experiência de prazer”. Quem não vai à procura de um gosto perdido que nos proporcione prazer e felicidade? Ao ler este texto, fiquei buscando meus gostos esquecidos. Quais os gostos que armazenei na minha caixinha de memória sem acessos por longos anos, substituindo-os por outros gostos, não menos prazerosos, que também serão armazenados, substituídos e esquecidos? Lembrei-me de algo muito simples, muito mesmo. Batata doce amassada com manteiga e leite Ninho e polvilhada com muito açúcar.</p>
<p style="text-align: justify;">Na minha casa materna não tínhamos jantar, tínhamos o café da noite. Muito farto, variado e com algumas sobras provenientes do almoço, que eram magicamente transformadas em outros pratos pela minha mãe. Havia sempre uma raiz nordestina para complementação. Aipim (macaxeira), inhame, fruta pão, batata doce. A batata doce era a minha preferida, pois era transformada num lúdico e delicioso bolinho, feito por mim e meus irmãos em processo de competição culinária ao vivo. Ganhava quem fizesse o bolinho mais simpático aos olhos de uma rígida comissão julgadora formada por meu pai e minha mãe. Claro que todos ganhavam, em um processo afetuoso de rodizio de ganhadores.</p>
<p style="text-align: left;"><strong>Bolinho de Batata Doce</strong></p>
<div id="attachment_4284" style="width: 468px" class="wp-caption aligncenter"><a rel="attachment wp-att-4284" href="http://www.cozinhaafetiva.com.br/index.php/2012/03/03/bolinho-de-batata-doce/attachment/137922543/"><img class="size-full wp-image-4284   " title="Batata Doce" src="http://www.cozinhaafetiva.com.br/wp-content/uploads/2012/03/137922543.jpg" alt="" width="458" height="305" /></a><p class="wp-caption-text">Batata Doce</p></div>
<p style="text-align: justify;"><strong>1 – INGREDIENTES</strong></p>
<ul style="text-align: justify;">
<li>Batata doce</li>
<li>Leite em pó Ninho</li>
<li>Manteiga</li>
<li>Açúcar</li>
</ul>
<p style="text-align: justify;"><strong>2 – MODO DE PREPARO</strong></p>
<ul style="text-align: justify;">
<li>Lavar previamente as batatas e cozinhá-las;</li>
<li>Deixar esfriar e descascar;</li>
<li>Pegar quantas batatas sua fone suportar. Amasse-as bem com um garfo;</li>
<li>Misturar as batatas amassadas com leite em pó Ninho e manteiga (nas quantidades que sua mãe e/ou sua dieta permitirem);</li>
<li>Fazer um lúdico bolinho no formato que sua imaginação e criatividade permitirem;</li>
<li>Polvilhar com açúcar;</li>
<li style="text-align: justify;">Degustar tudo e armazenar este mágico sabor na sua memória. Será eterno!</li>
</ul>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>https://www.cozinhaafetiva.com.br/index.php/2012/03/03/bolinho-de-batata-doce/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>3</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>A Saga do Bolo de Aniversário</title>
		<link>https://www.cozinhaafetiva.com.br/index.php/2011/08/18/a-saga-do-bolo-de-aniversario/</link>
		<comments>https://www.cozinhaafetiva.com.br/index.php/2011/08/18/a-saga-do-bolo-de-aniversario/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 19 Aug 2011 01:56:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[jumar]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Afetividades Gerais]]></category>
		<category><![CDATA[Doces Afetivos]]></category>
		<category><![CDATA[Gente de Afeto na Cozinha]]></category>
		<category><![CDATA[Memória Afetiva Culinária]]></category>
		<category><![CDATA[Sua História de Memória Afetiva Culinária]]></category>
		<category><![CDATA[afeto]]></category>
		<category><![CDATA[bahia]]></category>
		<category><![CDATA[doces]]></category>
		<category><![CDATA[memória afetiva culinária]]></category>
		<category><![CDATA[paraíba]]></category>
		<category><![CDATA[recordações]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.cozinhaafetiva.com.br/?p=3370</guid>
		<description><![CDATA[Nas festas de aniversários de antigamente, o bolo confeitado, alvo de todas as atenções, estrela maior da festa, era, quase sempre, encomendado a uma doceira amiga ou a uma tia, madrinha ou irmã, mais prendada nas artes culinárias. O bolo nunca chegava no dia exato da festa, podendo entrar na casa um ou dois dias [&#8230;]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Nas festas de aniversários de antigamente, o bolo confeitado, alvo de todas as atenções, estrela maior da festa, era, quase sempre, encomendado a uma doceira amiga ou a uma tia, madrinha ou irmã, mais prendada nas artes culinárias.</p>
<p>O bolo nunca chegava no dia exato da festa, podendo entrar na casa um ou dois dias antes. A chegada era um acontecimento, aguardado ansiosamente pelo aniversariante, pelas crianças da casa e da rua, e principalmente pelos vizinhos curiosos. Chegava de Kombi, sim de Kombi, ou outro carro do mesmo porte, pois, em geral, eram grandes, necessitando de espaço para a delicada logística de entrega. Alguém segurando, outro dirigindo, e lá vinha o carro anunciando a chegada da estrela. Olhos atentos, vizinhos nas janelas e a matriarca no comando. Não tenho lembrança de qualquer acidente nesta delicada operação, eles eram especialistas no transporte e descarga de bolos.</p>
<p>Uma vez dentro da casa, o lugar mais seguro para guardá-lo, longe dos dedinhos ávidos por uma espetada, por uma furada na densa camada de glacê (branco em geral ou rosa para as meninas e azul para os meninos), era em cima do guarda roupa do quarto principal, local alto e de difícil acesso. Rapidamente, caixas de sapatos e malas eram retiradas, ou simplesmente afastadas, e o imenso bolo era erguido pelos braços dos carregadores. Nós, crianças, entortávamos nossos pescoços seguindo aquela delicada operação de levantamento do bolo confeitado. E lá ficava ele, por um ou dois dias, coberto por um fino tecido tipo filó, guardado especialmente para esta ocasião.</p>
<p>As horas e dias seguintes eram literalmente hilários. Vigilância pesada para as crianças não escalarem o guarda roupa na busca de uma dedada no bolo, vizinhas e parentes que chegavam e eram convidados a apreciar a obra de arte, e aí, o bolo subia e descia das alturas do guarda roupa, várias vezes ao dia. Olhavam-se, admiravam-se, passavam-se mãos delicadas sobre o glacê, falavam-se e sopravam-se sobre o bolo, sabem-se lá quantas vezes.</p>
<p>Enfim, no grande dia, após a casa limpa, mesa com a melhor toalha e jarro de flores naturais, acontecia a cerimônia oficial da descida do bolo do guarda roupa, um acontecimento testemunhado por todos. Para surpresa e desespero da mãe da casa, sempre existia uma dedada no glacê. Aos gritos da matriarca, sem saber como consertar aquele delicioso ato de vandalismo afetivo, proferido contra a estrela maior da festa, as crianças desapareciam como um raio em noite de tempestade. Cansei de testemunhar esta cena, que sempre se encontrava uma solução prática, desde a chamada emergencial da doceira para efetuar o devido reparo no furo, até uma simples escondida, onde se direcionava o lado furado para uma posição que não cruzasse com a visão dos convidados.</p>
<p>Entre decidas e subidas do bolo, dedadas, desesperos e falsas promessas de mães nervosas, que aos gritos berravam a dura e afetuosa expressão; “<em>ainda corto os dedos do pestinha que fez isto no bolo</em>”, nossas festas de aniversários sempre acabavam em um grande sucesso e algumas “dores de barriga”. Culpa do bolo? Jamais, ele era intocável e soberano. Como pensar que um bolo feito a quase dois ou três dias, com muita manteiga e leite de coco fresco, que chegou de Kombi, subiu e desceu de uma guarda roupa várias vezes, foi admirado e soprado por várias vizinhas, comadres e tias &#8211; que deixavam suas afetuosas salivas sobre o branco glacê - e que levou várias dedadas, pudesse causar alguma “dor de barriga”? A culpa com certeza era dos pasteizinhos fritos e servidos durante a festa. Acreditem!</p>
<p><em>Para Ricardo Moreira, novo amigo, de João Pessoa, que nos contou esta memória afetiva da sua infância, aqui retratada livremente com um pouco da minha memória de antigos aniversários, e com a devida inclusão de um pouco de ficção, pois sem ficção, sem sonho, sem invenção e sem um pouco de ilusão, as histórias tornam-se vazias, não verossímil e sem o encanto que nos fazem mergulhar, tornando-as nossa realidade, mesmo que por alguns segundos.</em></p>
<div id="attachment_3382" style="width: 328px" class="wp-caption aligncenter"><a rel="attachment wp-att-3382" href="http://www.cozinhaafetiva.com.br/index.php/2011/08/18/a-saga-do-bolo-de-aniversario/img5567-2/"><img class="size-medium wp-image-3382" title="Nesta tigela minha mãe “bateu” muitos bolos de aniversários, com batedor de arame, de mão, de coração!" src="http://www.cozinhaafetiva.com.br/wp-content/uploads/2011/08/Img55671-318x213.jpg" alt="" width="318" height="213" /></a><p class="wp-caption-text">Nesta tigela minha mãe “bateu” muitos bolos de aniversários, com batedor de arame, de mão, de coração!</p></div>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>https://www.cozinhaafetiva.com.br/index.php/2011/08/18/a-saga-do-bolo-de-aniversario/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>18</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Pão de Peito Frito &#8211; Memória afetiva culinária da Renata Rodrigues</title>
		<link>https://www.cozinhaafetiva.com.br/index.php/2011/08/07/pao-de-peito-frito-memoria-afetiva-culinaria-da-renata-rodrigues/</link>
		<comments>https://www.cozinhaafetiva.com.br/index.php/2011/08/07/pao-de-peito-frito-memoria-afetiva-culinaria-da-renata-rodrigues/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 07 Aug 2011 14:46:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[jumar]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Doces Afetivos]]></category>
		<category><![CDATA[Gente de Afeto na Cozinha]]></category>
		<category><![CDATA[Memória Afetiva Culinária]]></category>
		<category><![CDATA[Sua História de Memória Afetiva Culinária]]></category>
		<category><![CDATA[afeto]]></category>
		<category><![CDATA[cozinha afetiva]]></category>
		<category><![CDATA[memória afetiva culinária]]></category>
		<category><![CDATA[receitas]]></category>
		<category><![CDATA[recordações]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.cozinhaafetiva.com.br/?p=3316</guid>
		<description><![CDATA[Histórias afetivas de cozinha, vivenciadas ao longo das nossas vidas, fazem parte da nossa formação pessoal e nos moldam para gostos e comportamentos culinários. Pão de Peito Frito, uma história afetiva vivida na cozinha da avó de Renata Rodrigues, é uma destas memórias inesquecíveis. Divirtam-se!  Sou descendente de espanhóis e argentino. Na realidade eram todos espanhóis [&#8230;]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><em>Histórias afetivas de cozinha, vivenciadas ao longo das nossas vidas, fazem parte da nossa formação pessoal e nos moldam para gostos e comportamentos culinários. <strong>Pão de Peito Frito</strong>, uma história afetiva vivida na cozinha da avó de Renata Rodrigues, é uma destas memórias inesquecíveis. Divirtam-se!</em> </p>
<p>Sou descendente de espanhóis e argentino. Na realidade eram todos espanhóis imigrantes, mas por embarcarem no navio errado meus bisavós paternos foram parar na Argentina e não no Brasil como os demais amigos, e só dez anos depois, quando meu avô era um menino, vieram de Tucumán para Sorocaba.  </p>
<p>Há muita história envolvendo a origem brasileira de tudo &#8211; e sempre busco um pouco mais dessas lendas familiares antes que seus últimos narradores as esqueçam.  </p>
<p>Tenho muitas lembranças culinárias das minhas avós &#8211; cada uma com um estilo diferente, mas ambas as matriarcas de brincos de argola e bigodes de espanholas (“mulher de bigode nem o diabo pode!”).  </p>
<p>Minha avó materna, Dona Nina, tinha forno à lenha no quintal da casa. Sua principal utilização era como máquina de pão &#8211; pão caseiro sem igual. </p>
<p>Após o preparo da massa, como um bebê, ela era posta pra descansar em um quarto quieto e escuro com cobertores acalentando seu sono. Antes de sair do aposento, minha avó retirava uma pequena porção da massa &#8211; como uma bolinha de gude &#8211; e a mergulhava num copo de vidro (de extrato de tomate Elefante) com água sobre o beiral da janela da cozinha. A gente ficava observando de minuto em minuto a tal bolinha mágica vir à superfície: era o sinal de que a massa estava pronta. </p>
<p>Meu avô cilindrava a massa, que aos poucos os pães iam tomando forma, sendo levados ao forno que já tinha sua lenha aquecida. Eram dispostos em folhas de bananeira e assados exalando um cheiro inconfundível pelo bairro todo.  </p>
<p>Enquanto isso, os primos se deliciavam catando amoras do pé e ouvindo as mesmas frases sobre manchar a roupa, estragar a fome de pão e algumas outras palavras que não deviam ser muito belas em sua língua natal&#8230;  </p>
<p>Quando os pães ficavam prontos era a hora da nossa missão.  Cada neto recebia um pão embrulhado em um guardanapo de pano e um endereço de entrega: casa da comadre Julia, casa do padre, dona Dirce costureira, mercadinho do seu Gomes, farmácia da dona Lurdes e até mesmo nossos lares. E assim incumbidos íamos rápidos como águias, mas felizes como cegonhas, entregar a encomenda ainda quentinha. </p>
<p>&#8220;Fulana, minha vó mandou um pão pra senhora tomar café!&#8221; E antes que o rosto apetitoso mandasse o recado de &#8220;Deus lhe pague!&#8221; já corríamos pelas ruas pensando na aposta de quem chegaria antes de volta e sentaria na cabeceira da mesa do café.  </p>
<p>Quando voltávamos, à mesa estava posta para a nossa simples e deliciosa recompensa: pão quente com manteiga de tablete. Algumas vezes acompanhavam broas de fubá, mantecais, rosquinhas de pinga ou parafusos doces comprados no carro do padeiro que passava toda tarde &#8211; e minha avó não negava o presente do pão caseiro ao padeiro, pois era um dos felizardos. Tomávamos café preto recém-coado ou um chá mate forte e doce se tivesse alguma visita mais ilustre.  </p>
<p>Raramente sobravam pães caseiros da Dona Nina para os dias seguintes, mas quando isso ocorria eles tomavam uma consistência pesada e então eram cortados pelas mães com uma faca de serra enorme apoiados sobre o peitoral. Depois “lamecados” de margarina, aquecidos na frigideira e servidos com leite e &#8220;Toddy&#8221; gelado. Chamávamos essa iguaria de <strong>Pão de Peito Frito</strong> e nos divertíamos brincando com essa ingênua malícia infantil.  </p>
<p>Outro dia vi o cilindro do meu avô entre as relíquias da minha mãe &#8211; voltei no tempo por segundos e pude sentir cheiro do forno da minha avó. Agradeci por essa lembrança culinária, carregada de afeto e saudades&#8230; </p>
<p>Mas afinal, se saudade é o amor que fica, faz bem senti-la de vez em quando&#8230;  </p>
<p><strong>Sobre as Rosquinhas de Pinga da Dona Nina</strong></p>
<p>“Seguinte: falei com a minha mãe sobre a rosquinha de pinga. Ela lembrou que minha avó usava o forno quente do pão para assá-las, que é uma adaptação brasileira das rosquinhas de licor de anis da Espanha, por isso que algumas receitas mandam molhar em chá de erva doce no final. Ela disse que a verdadeira rosquinha de pinga é dura &#8211; não é como um pão doce &#8211; que parece mesmo àqueles parafusos que vendem em padaria pra gente comer mergulhando no café com leite”.</p>
<p><strong>Rosquinha de Pinga – Receita da Minha Avó Dona Nina</strong></p>
<ul>
<li>Aquecer meio litro de óleo &#8211; bem quente &#8211; pode usar uma casca de pão como termômetro até que fique tostada no óleo;</li>
<li>Deixar esfriar um pouco. Esse procedimento &#8220;amadurece&#8221; o óleo (falava a minha avó);</li>
<li>Adicionar ao óleo morno 1/2 litro de pinga &#8211; aos poucos e constante &#8211; num  &#8220;fio de bica&#8221; (como água de torneira  aberta um pouco);</li>
<li>Nessa mistura adicionar farinha de trigo até dar o ponto de enrolar com as mãos;</li>
<li>Fazer tiras compridas enroladas e torcidas, cortar na &#8220;medida do pulso&#8221; e unir as pontas para fazer uma argola;</li>
<li>Assar em forma enfarinhada;</li>
<li>Após tirar do forno, mergulhar em água na temperatura ambiente e passar no açúcar refinado (nessa etapa algumas pessoas passam no chá de erva doce);</li>
<li>Guardar num recipiente fechado.</li>
</ul>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>https://www.cozinhaafetiva.com.br/index.php/2011/08/07/pao-de-peito-frito-memoria-afetiva-culinaria-da-renata-rodrigues/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Chuchu Coberto</title>
		<link>https://www.cozinhaafetiva.com.br/index.php/2011/05/15/chuchu-coberto/</link>
		<comments>https://www.cozinhaafetiva.com.br/index.php/2011/05/15/chuchu-coberto/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 15 May 2011 03:21:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[jumar]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Afetividades Gerais]]></category>
		<category><![CDATA[Doces Afetivos]]></category>
		<category><![CDATA[Gente de Afeto na Cozinha]]></category>
		<category><![CDATA[Memória Afetiva Culinária]]></category>
		<category><![CDATA[Sua História de Memória Afetiva Culinária]]></category>
		<category><![CDATA[afeto]]></category>
		<category><![CDATA[chuchu]]></category>
		<category><![CDATA[cozinha afetiva]]></category>
		<category><![CDATA[doces]]></category>
		<category><![CDATA[memória afetiva de natal]]></category>
		<category><![CDATA[receitas]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.cozinhaafetiva.com.br/?p=2266</guid>
		<description><![CDATA[Dois comentários interessantes no Facebook referente a Omele de Chuchu. Nadia Cozzi do blog www.alimentopuro.blogspot.com postou uma receita de Doce de Chuchu. Vejam abaixo.  1 – INGREDIENTES 1 kg de chuchu orgânico 350 gramas de açúcar orgânico ou mel ou rapadura raladinha 1 limão 6 cravos da Índia 200 gramas de coco ralado fresco 1 [&#8230;]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Dois comentários interessantes no Facebook referente a Omele de Chuchu.</p>
<p><strong>Nadia Cozzi</strong> do blog <a href="http://www.alimentopuro.blogspot.com/">www.alimentopuro.blogspot.com</a> postou uma receita de Doce de Chuchu. Vejam abaixo.<strong> </strong></p>
<p style="text-align: center;">
<div align="center">
<div id="attachment_2269" style="width: 254px" class="wp-caption aligncenter"><a rel="attachment wp-att-2269" href="http://www.cozinhaafetiva.com.br/index.php/2011/05/15/chuchu-coberto/foto/"><strong><img class="size-full wp-image-2269  " title="Facebook da Nadia Cozzi" src="http://www.cozinhaafetiva.com.br/wp-content/uploads/2011/05/Foto.jpg" alt="" width="244" height="336" /></strong></a><p class="wp-caption-text">Facebook da Nadia Cozzi</p></div>
</div>
<p style="text-align: left;"><strong>1 – INGREDIENTES </strong></p>
<ul>
<li style="text-align: left;">1 kg de chuchu orgânico</li>
<li style="text-align: left;">350 gramas de açúcar orgânico ou mel ou rapadura raladinha</li>
<li style="text-align: left;">1 limão</li>
<li style="text-align: left;">6 cravos da Índia</li>
<li style="text-align: left;">200 gramas de coco ralado fresco</li>
<li style="text-align: left;">1 colher de sopa de canela em pó</li>
</ul>
<p style="text-align: left;"><strong>2 – MODO DE PREPARO</strong></p>
<ul style="text-align: left;">
<li>Rale o chucho em ralo grosso;</li>
<li>Leve ao fogo com açúcar e deixe apurar até que fique macio;</li>
<li>Adicione o cravo, a canela e a raspa de limão;</li>
<li>Deixe apurar mais um pouquinho;</li>
<li style="text-align: left;">Quando estiver pronto, adicione o coco ralado.</li>
</ul>
<p style="text-align: left;"><strong>Jucimar Pedreira</strong> do Sítio Marocas (Feira de Santana / BA), meu irmão, foi fundo nas nossas memórias afetivas, trazendo o verdadeiro nome da Omelete de Chuchu: Chuchu Coberto. Vejam abaixo.</p>
<p style="text-align: center;">
<div align="center">
<div id="attachment_2278" style="width: 413px" class="wp-caption aligncenter"><a rel="attachment wp-att-2278" href="http://www.cozinhaafetiva.com.br/index.php/2011/05/15/chuchu-coberto/foto1-3/"><img class="size-full wp-image-2278  " title="Sítio Marocas - Feira de Santana / BA" src="http://www.cozinhaafetiva.com.br/wp-content/uploads/2011/05/Foto1.jpg" alt="" width="403" height="302" /></a><p class="wp-caption-text">Sítio Marocas - Feira de Santana / BA</p></div>
</div>
</p>
<p style="text-align: center;">
<p style="text-align: justify;"><em>“Para minha memória afetiva o nome sempre será Chuchu Coberto. Afinal, foi com esse nome que minha mãe conseguiu que o chuchu não sobrasse no almoço. Lembro exatamente quando ela fazia as famosas rodas de Chuchu Coberto. O trato carinhoso no corte e limpeza do fruto. O cuidado na separação da clara e gema dos ovos escolhidos e abertos com pequenas batidinhas na parte de cima. O ritual de bater as claras em prato fundo com garfo especial (grande e pesado), comprado e separado exclusivamente para o bater dos ovos. As fatias de chuchu, depois de temperadas, eram envolvidas nos ovos batidos e fritas com gotas de óleo em frigideira aberta. O ritual afetivo que envolve a receita torna impossível não experimentar. Parabéns! Aproveite e sugiro a divulgação da receita do suflê de chuchu com carne moída… Inesquecível também”.</em></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>https://www.cozinhaafetiva.com.br/index.php/2011/05/15/chuchu-coberto/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>2</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Memória Afetiva da 6ª feira da Paixão</title>
		<link>https://www.cozinhaafetiva.com.br/index.php/2011/04/22/memoria-afetiva-da-6a-feira-da-paixao/</link>
		<comments>https://www.cozinhaafetiva.com.br/index.php/2011/04/22/memoria-afetiva-da-6a-feira-da-paixao/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 22 Apr 2011 05:23:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[jumar]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Memória Afetiva Culinária]]></category>
		<category><![CDATA[Sua História de Memória Afetiva Culinária]]></category>
		<category><![CDATA[afeto]]></category>
		<category><![CDATA[bahia]]></category>
		<category><![CDATA[memória afetiva culinária]]></category>
		<category><![CDATA[rio grande do sul]]></category>
		<category><![CDATA[são paulo]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.cozinhaafetiva.com.br/?p=2061</guid>
		<description><![CDATA[Apresentamos a seguir 3 comentários deixados no nosso Facebook, de locais diferentes do Brasil, mas com a mesma dose de memória afetiva. Cleiva Donadel Issa (Porto Alegre – RS) “É interessante como nesta época cada família se volta ao passado e repete o que fazia com nossas mães. Nós sempre comíamos o bacalhau de forno [&#8230;]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Apresentamos a seguir 3 comentários deixados no nosso Facebook, de locais diferentes do Brasil, mas com a mesma dose de memória afetiva.</p>
<p><strong>Cleiva Donadel Issa</strong> (Porto Alegre – RS)<strong></strong></p>
<ul>
<li>“É interessante como nesta época cada família se volta ao passado e repete o que fazia com nossas mães. Nós sempre comíamos o bacalhau de forno e meu pai, lembro bem, ele só gostava do bacalhau com refogadinho de molho de tomate para comer com polenta, como bom italiano não dispensava a polenta nem nesta data. A gente lembra e dá uma saudade dolorida até de vermos como o tempo passou rápido e ele se foi há tanto tempo, que saudades&#8230;, rirmos, brincar e fazer os coelhinhos e suas patinhas entrando pela janela marcadas com farinha de trigo. Lembranças gostosas e que gostaríamos que todos as tivessem com o mesmo valor que quando éramos crianças se vivia. Tudo era festa, tudo alegria&#8230; até as coisas mais simples eram festejadas com muita alegria e muita festa&#8230;&#8221;</li>
</ul>
<p><strong>Jucimar Pedreira</strong> (Feira de Santana – BA)</p>
<ul>
<li>“É tradição também congelar porções para pessoas distantes&#8230; rsrsrsrs quero a minha!”</li>
</ul>
<p><strong>Renata Rodrigues</strong> (Sorocaba – SP)</p>
<ul>
<li>“Estive na minha mãe hoje. É incrível a tradição gastronômica dela para a 6ª feira da Paixão: lascas de bacalhau encobertas de massa tipo panqueca, bolinhos de bacalhau com a receita do bolinho de arroz, torta de legumes para quem não come peixe e salmão com molho de camarão pra quem não come bacalhau kkk. Parecemos crianças que amam rever o mesmo filme zilhões de vezes!”</li>
</ul>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>https://www.cozinhaafetiva.com.br/index.php/2011/04/22/memoria-afetiva-da-6a-feira-da-paixao/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>6ª Feira da Paixão, Vatapá Minha Paixão!</title>
		<link>https://www.cozinhaafetiva.com.br/index.php/2011/04/21/6a-feira-da-paixao-vatapa-minha-paixao/</link>
		<comments>https://www.cozinhaafetiva.com.br/index.php/2011/04/21/6a-feira-da-paixao-vatapa-minha-paixao/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 21 Apr 2011 22:24:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[jumar]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Afetividades Gerais]]></category>
		<category><![CDATA[Memória Afetiva Culinária]]></category>
		<category><![CDATA[Salgados Afetivos]]></category>
		<category><![CDATA[Sua História de Memória Afetiva Culinária]]></category>
		<category><![CDATA[afetiva]]></category>
		<category><![CDATA[afeto]]></category>
		<category><![CDATA[bahia]]></category>
		<category><![CDATA[cozinha afetiva]]></category>
		<category><![CDATA[recordações]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.cozinhaafetiva.com.br/?p=2045</guid>
		<description><![CDATA[O texto abaixo foi produzido a partir das aulas da oficina de “Comida &#38; Literatura” – São Paulo / março, 2011  (www.oficinadeescritacriativa.com.br). Fala de vatapá, uma comida típica da Bahia, que faz parte da cultura culinária baiana. Fazemos vatapá nas 6as feiras e em datas festivas, especialmente na 6ª feira da Paixão e na festa [&#8230;]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><em>O texto abaixo foi produzido a partir das aulas da oficina de “Comida &amp; Literatura” – São Paulo / março, 2011  (</em><a href="http://www.oficinadeescritacriativa.com.br/"><em>www.oficinadeescritacriativa.com.br</em></a><em>). Fala de vatapá, uma comida típica da Bahia, que faz parte da cultura culinária baiana. Fazemos vatapá nas 6as feiras e em datas festivas, especialmente na 6ª feira da Paixão e na festa de Cosme e Damião. Vatapá também é uma comida diária do baiano, pois é o recheio do acarajé e do abará. Amanhã, 6ª feira da Paixão, irei repetir a tradição herdada da minha mãe, fazendo vatapá no mesmo ritual praticado por ela, sem receita, usando olho, mão e intuição. A receita será publicada no blog.</em></p>
<div align="center"> <div id="attachment_2047" style="width: 294px" class="wp-caption aligncenter"><a rel="attachment wp-att-2047" href="http://www.cozinhaafetiva.com.br/index.php/2011/04/21/6a-feira-da-paixao-vatapa-minha-paixao/pia/"><img class="size-large wp-image-2047" title="Temperos comprados na feira livre, prontos para o preparo do Vatapá da 6a feira da Paixão" src="http://www.cozinhaafetiva.com.br/wp-content/uploads/2011/04/Pia-284x213.jpg" alt="" width="284" height="213" /></a><p class="wp-caption-text">Temperos comprados na feira livre, prontos para o preparo do Vatapá da 6a feira da Paixão</p></div></div>
<p><strong>Vatapá, Minha Paixão!</strong></p>
<p>Faz-se da farinha de guerra, da farinha de trigo, até da farinha de milho, tem muita sugestão.</p>
<p>A farinha de milho, por ser amarela, já ajuda na cor, mas não acredito no sabor, no sabor do vatapá feito da farinha de milho. Vatapá de verdade, o que me foi dado no berço, deve ser feito de pão.</p>
<p>Pão cacetinho, francês no sudeste, pão dormido, para encorpar melhor o caudaloso leite de coco e alegrar nosso coração.</p>
<p>E mistura-se tudo batendo no liquidificador. Pão encharcado de leite de coco, amendoim, castanha, cebola, cebolinha, gengibre, coentro, tomate, azeite doce, muito camarão seco e pimentão.</p>
<p>A massa perfumada pelos temperos, ainda branquinha, vai ao fogo alto, sempre mexida por uma grande e ágil colher de pau, colher mágica da transformação, uma varinha de condão.</p>
<p>Vatapá lá em casa tem sabor de festa. Comida trabalhosa feita em datas especiais, nos aniversários, batizados e na sexta feira da paixão.</p>
<p>E quando a massa começar a saltar da panela, tá na hora de jogar o ouro amarelo, o azeite de dendê, medido no olho e na mão.</p>
<p>Depois de quase pronto, ainda no fogo, recomenda-se misturar à massa amarelo ouro uma generosa porção de ensopado de galinha caipira, feita com gengibre, dendê e muito camarão.</p>
<p>Pronto o vatapá, servimos acompanhado de arroz branquinho e uma faísca de pimenta malagueta. E na emoção da degustação, na mistura dos sabores e na maciez da textura, sinto-me embriagado de uma felicidade sensorial, recheada de afeto, carinho, calor e paixão.</p>
<div align="center"> <div id="attachment_2054" style="width: 169px" class="wp-caption aligncenter"><a rel="attachment wp-att-2054" href="http://www.cozinhaafetiva.com.br/index.php/2011/04/21/6a-feira-da-paixao-vatapa-minha-paixao/100_9555/"><img class="size-large wp-image-2054" title="Vatapá de verdade, o que me foi dado no berço, deve ser feito de pão." src="http://www.cozinhaafetiva.com.br/wp-content/uploads/2011/04/100_9555-159x213.jpg" alt="" width="159" height="213" /></a><p class="wp-caption-text">Vatapá de verdade, o que me foi dado no berço, deve ser feito de pão.</p></div></div>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>https://www.cozinhaafetiva.com.br/index.php/2011/04/21/6a-feira-da-paixao-vatapa-minha-paixao/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>2</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Galinha ao Molho Pardo da Margot</title>
		<link>https://www.cozinhaafetiva.com.br/index.php/2011/02/11/galinha-ao-molho-pardo-da-margot/</link>
		<comments>https://www.cozinhaafetiva.com.br/index.php/2011/02/11/galinha-ao-molho-pardo-da-margot/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 11 Feb 2011 19:27:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[jumar]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Gente de Afeto na Cozinha]]></category>
		<category><![CDATA[Memória Afetiva Culinária]]></category>
		<category><![CDATA[Salgados Afetivos]]></category>
		<category><![CDATA[Sua História de Memória Afetiva Culinária]]></category>
		<category><![CDATA[afetiva]]></category>
		<category><![CDATA[afeto]]></category>
		<category><![CDATA[bahia]]></category>
		<category><![CDATA[cozinha afetiva]]></category>
		<category><![CDATA[frango]]></category>
		<category><![CDATA[memória afetiva culinária]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.cozinhaafetiva.com.br/?p=1560</guid>
		<description><![CDATA[  É sempre muito delicioso e afetuoso as histórias afetivas culinárias das pessoas. Todos tem uma história para contar, vivida em uma cozinha ou em uma cena culinária. Nossas vidas são preenchidas de lembranças, cheiros, sons, imagens e sabores, que armazenamos no nosso “disco rígido” e podem ser acessados, independente da nossa vontade. Basta, apenas, [&#8230;]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a rel="attachment wp-att-1563" href="http://www.cozinhaafetiva.com.br/index.php/2011/02/11/galinha-ao-molho-pardo-da-margot/attachment/87544605/"><img class="aligncenter size-full wp-image-1563" src="http://www.cozinhaafetiva.com.br/wp-content/uploads/2011/02/87544605.jpg" alt="" width="308" height="354" /></a> </p>
<p style="text-align: justify;">É sempre muito delicioso e afetuoso as histórias afetivas culinárias das pessoas. Todos tem uma história para contar, vivida em uma cozinha ou em uma cena culinária. Nossas vidas são preenchidas de lembranças, cheiros, sons, imagens e sabores, que armazenamos no nosso “disco rígido” e podem ser acessados, independente da nossa vontade. Basta, apenas, um pequeno sinal catalizador para que estas memórias culinárias aflorem e nos reportem para lugares e cenas que nos enchem de prazeres, recordações e afetos. </p>
<p style="text-align: justify;">A história a seguir, da amiga baiana e dona de cozinha Margot, é uma história de infância, vivida certamente, por muitos que tiveram o privilégio de ter uma infância em casa, com quintal, com bichos, árvores e uma família barulhenta e afetuosa. A história é apenas um ponto de partida para a conversa acabar no melhor lugar da casa, a cozinha, de onde temos o prazer de receber uma receita de <strong>Galinha ao Molho Pardo</strong>. Grato Margot! </p>
<p style="text-align: justify;"><strong>História Afetiva Culinária da Margot</strong> </p>
<p style="text-align: justify;">Tenho uma história interessante quando cozinhei a 1ª galinha caipira ao molho pardo da minha vida. Morava no interior, e meu pai criava vários animais: galinha, pato, cágado, coquem&#8230; Todo domingo era tradição almoçarmos galinha ao molho pardo, macarrão ao alho e óleo ou uma lasanha tamanho família, mas a galinha era o prato que eu mais gostava. </p>
<p style="text-align: justify;">Como a família era grande, meu pai escolhia um filho para ajudar minha mãe na cozinha através de um sorteio, ou então, o escolhido era quem tinha feito alguma travessura durante a semana, e eu sempre estava na cozinha domingo, pois sempre aprontava algo, enfim&#8230; </p>
<p style="text-align: justify;">Gostava daquilo ali, mas tinha uma coisa que me incomodava muito: matar a galinha, pois como havia uma criação no fundo da casa, escolhíamos a galinha que íamos comer, e na molecagem, brincadeira, entrávamos no galinheiro para pegar a galinha que seria degustada naquele dia. Até ai era muito divertido, a pior parte era ter que matar a galinha nua e crua. </p>
<p style="text-align: justify;">Todos corriam para não matar a galinha. Minha mãe sempre acabava matando, e meu pai brigando com ela, dizendo que a gente era que tinha que matar para aprender, senão iríamos ficar em casa para titia, porque ninguém ia casar com a gente&#8230; rsrsrsrs! 5 mulheres dentro de casa, imagina! </p>
<p style="text-align: justify;">Bom, tudo na vida tem a primeira vez, e lá fui eu sorteada para matar a galinha, certo domingo. Quase não dormi à noite, pois meu pai já tinha avisado um dia antes para eu não sair de casa.  Bem cedo, minha mãe me acordou e fui direto ao poleiro para pegar a galinha. Essa parte eu gostava. Depois mandou colocar uma panela no fogo com água para ferver e depois&#8230; nossa gente foi muito doloroso. Eu já sabia como era, porque minha mãe matava e a gente presenciava, mas na hora de matar, nós corríamos. </p>
<p style="text-align: justify;">Depenei o pescoço da coitadinha, peguei a faca, a minha mão tremia, minha mãe morria de pena de mim, eu chorava, dizia que estava matando um ser e que seria condenada por Deus (rsrsrsrs!), e meu pai ao lado insistindo, nem aí. Enfim, cortei o pescoço da galinha com minha mão leve, por esse motivo não consegui estrangular a bichinha e ela começou a se bater, isso me deu uma grande aflição, soltei a galinha, que fugiu com o pescoço pendurado e sangrando. Meu pai ordenava que eu corresse para pegar a galinha, que corria tanto que ele teve que correr junto com os espectadores: irmãos e vizinhos&#8230; uma peça de teatro. Resumindo, eles pegaram a bichinha, minha mãe acabou de matar e eu chorando muito coloquei a galinha na panela com água quente, para facilitar a saída das penas, seguido do processo de cortar a penosa. Para mim tudo foi muito estranho, mas cortei todas as partes certinhas com auxilio da minha mãe, lógico! </p>
<p style="text-align: justify;">Hoje faço uma galinha ao molho pardo maravilhosa. Agradeço a paciência da minha mãe e a dureza do meu pai em sempre me selecionarem para ajudar na cozinha da casa. Ficar sempre na cozinha me fez amar a culinária, tinha uma atração e ficava impressionada como minha mãe fazia, às vezes, comida para 30, 40, 50 pessoas ou caruru para 100 pessoas ou mais, com muito prazer e afeto, e na maioria das vezes sozinha (não gostava que ninguém mexesse nas panelas dela, só autorizava duas pessoas para fazer o pré-preparo, porque a finalização era ela sozinha). Eu percebi que sou igual a minha mãe&#8230; rsrsrsrs!  Quem sabe um dia preparo uma galinha ao molho pardo pra você. </p>
<p style="text-align: justify;">Hoje sou gastrônoma, faço almoço para empresas e eventos, aplicando todo esse amor de berço. Beijos! </p>
<p style="text-align: center;">
<div align="center"> <div id="attachment_1566" style="width: 345px" class="wp-caption aligncenter"><a rel="attachment wp-att-1566" href="http://www.cozinhaafetiva.com.br/index.php/2011/02/11/galinha-ao-molho-pardo-da-margot/margot/"><img class="size-full wp-image-1566  " title="Margot" src="http://www.cozinhaafetiva.com.br/wp-content/uploads/2011/02/Margot.jpg" alt="" width="335" height="449" /></a><p class="wp-caption-text">Magot na sua Cozinha Afetiva!</p></div></div>
<p style="text-align: left;"><strong>Galinha ao Molho Pardo da Margot</strong> </p>
<p style="text-align: left;"><strong>1 – INGREDIENTES </strong> </p>
<ul style="text-align: left;">
<li>01 galinha caipira</li>
<li>03 tomates em cubos</li>
<li>02 cebolas (de preferência roxa)</li>
<li>04 dentes de alho amassado</li>
<li>Coentro a gosto</li>
<li>Cebolinha a gosto</li>
<li>Alfavaca a gosto</li>
<li>03 folhas de louro</li>
<li>05 batatas em rodelas cozidas separada.</li>
<li>1 pitada de pimenta cominho</li>
<li>Sal a gosto<strong></strong></li>
<li>Limão<strong></strong></li>
<li>Óleo<strong></strong></li>
<li>Coloral a gosto<strong></strong></li>
<li>Sangue da galinha (reserve na geladeira até ser usado)</li>
</ul>
<p style="text-align: left;"><strong>2 – MODO DE PREPARO</strong></p>
<ul style="text-align: left;">
<li>Corte todo o frango, tempere com limão, sal e pimenta cominho. Reserve por 10 minutos;</li>
<li>Em uma panela aberta e grande, refogue com óleo, um pouco da cebola, o alho e um pouco de coloral;</li>
<li>Adicione o frango, mexendo até pegar bem o tempero;</li>
<li>Depois que ela estiver toda envolvida, coloque os tomates em cubos, o coentro, a cebolinha, um pouco de água e deixe cozinhando;</li>
<li>Depois que estiver cozida, acrescente as batatas e o sangue da galinha;</li>
<li>Mexa, tampe e deixe ferver (para não ficar aguado);</li>
<li>Pode saborear uma boa galinha ao molho pardo&#8230; rsrsrsrs!  </li>
</ul>
<p style="text-align: left;"><strong>3 – OBSERVAÇÕES</strong></p>
<ul style="text-align: left;">
<li>A galinha caipira cozinha entre 40 a 60 minutos, enquanto a galinha de granja por cerca de 20 minutos;</li>
<li style="text-align: left;">A água deve ser adicionada aos poucos, tomando cuidado para não deixar a panela seca. A própria carne do frango solta muita água.</li>
</ul>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>https://www.cozinhaafetiva.com.br/index.php/2011/02/11/galinha-ao-molho-pardo-da-margot/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>18</slash:comments>
		</item>
	</channel>
</rss>
